.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Sejamos nós a mudança que nós queremos ver no mundo (Jorge Hessen)



Jorge Hessen
jorgehessen@gmail.com
Brasília.DF

Após ganhar um Emmy de melhor série de não ficção, a série O Planeta em Perigo, série documental da Nat Geo , retorna com nova temporada. Desta vez, astros como o apresentador David Letterman, os atores Don Cheadle, Arnold Schwarzenegger (que também é um dos produtores do programa), Joshua Jackson, America Ferrara, e a modelo Gisele Bündchen, participam de reportagens nas quais apresentam como diferentes partes do mundo estão sofrendo com mudanças climáticas. [1]

No terceiro episódio, por exemplo, Thomas Friedman, repórter especialista em meio ambiente do The New York Times, vai para a Nigéria e o Senegal conhecer os ‘refugiados climáticos’, pessoas que estão saindo de onde moram pelas temperaturas extremas. “Falamos muito sobre os refugiados políticos, mas cerca de seis milhões de africanos terão que deixar seus países de origem porque o solo deles, que antes era fértil, está se transformando em areia por conta da desertificação”, explica Gelber. “Não há dúvida de que as pessoas que menos contribuem para mudanças climáticas são as mais afetadas por elas.”[2]

A O Planeta em Perigo ganha uma importância ainda maior no contexto político atual dos Estados Unidos: o presidente eleito, Donald Trump, não acredita na ciência por trás das mudanças climáticas. Em diversas ocasiões, Trump afirmou que o conceito de aquecimento global foi criado pelos chineses para deixar a produção industrial dos Estados Unidos menos competitiva.

Pesquisas indicam que a “mudança climática tem matado cerca de 315 mil pessoas por ano, de fome, de doenças ou de desastres naturais, e o número deve subir para 500 mil, até 2030”.[3] Quase 25% da população mundial estão ameaçados pelas inundações, em consequência do degelo do Ártico, segundo um estudo publicado há 8 anos, pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF). À medida que a extensão do gelo diminui, e que a superfície dos oceanos aumenta, a quantidade de energia solar absorvida, também, aumenta.

Urge que se crie uma mentalidade crítica, que permita estabelecer novos comportamentos com foco na sustentabilidade da vida humana. A sociedade deve formatar novos modelos de convivência, lastreados na fraternidade e no amor. A falta de percepção, da interdependência e complementaridade, entre os indivíduos, gera, cada vez mais intensamente, o desequilíbrio da natureza. O cientista Stephen Hawking, em seu livro "O Universo numa Casca de Noz", expõe, de forma curiosa, que: "Uma borboleta batendo as asas em Tóquio pode causar chuva no Central Park de Nova Iorque”. [4]Hawking explica, que "não é o bater das asas, pura e simplesmente, que gerará a chuva, mas a influência deste pequeno movimento sobre outros eventos em outros lugares é que pode levar, por fim, a influenciar o clima.” [5]

Desde o início da revolução industrial, em 1750, os níveis de dióxido de carbono (CO2) aumentaram mais de 30%, e os níveis de metano cresceram mais de 140%. A concentração atual de CO2 na atmosfera é a maior registrada nos últimos 800 mil anos. Quais serão as consequências disso? A escala do impacto pode levar à escassez de água potável, trazer mudanças grandes nas condições para a produção de alimentos e aumentar o número de mortes por decorrência de ondas de calor e secas.

As nações, frequentemente, lutam para ter ou manter o controle de matérias primas, suprimento de energia, terras, bacias fluviais, passagens marítimas e outros recursos ambientais básicos. "Esses conflitos tendem a aumentar à medida que os recursos escasseiam e aumenta a competição por eles". [6] Precisamos nos adaptar ao meio como os demais entes vivos neste momento.

Realmente, a consciência de proteção ambiental cresce com o nosso desenvolvimento intelectual e moral. Os recursos “renováveis” que se consomem e o impacto sobre o meio ambiente não podem ser relegados a questões de menor importância, principalmente levando-se em consideração a utilização da água potável, cuja posse no futuro pode ser o motivo mais explícito de confronto bélico planetário.

"A Natureza é sempre o livro divino, onde a mão de Deus escreveu a história de sua sabedoria, livro da vida que constitui a escola de progresso espiritual do homem evoluindo constantemente com o esforço e a dedicação de seus discípulos". [7]

A vida no planeta depende da convivência pacífica entre o homem e a Natureza. E nós espíritas, o que fizemos, ou o que pretendemos fazer? Mahatma Gandhi afirmou certa vez que toda bela mensagem do Cristianismo poderia ser resumida no Sermão da Montanha, que nos serve de exemplo quando diz: sejamos nós a mudança que nós queremos ver no mundo.

Referências:

[1]Disponível em http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2016/11/pessoas-que-menos-contribuem-para-mudancas-climaticas-sao-mais-afetadas-por-elas.html acesso em 26/12/2016
[2] Idem
[3]Trecho é encontrado na página 325 do relatório BRUNDTLAND, de 1988, da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, no livro "Nosso Futuro Comum"
[4]Cf. Instituto Goddard de Estudos Espaciais, da Nasa-EUA
[5]Texto de Marcos Tadao Mendes Murassawa. Aquecimento Global - Ficção x Realidade acessado em 01-01-08
[6]Trecho é encontrado na página 325 do relatório BRUNDTLAND, de 1988, da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, no livro "Nosso Futuro Comum"
[7]Xavier, Francisco Cândido. O Consolador, ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001, questão 121





segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Desarticulações emocionais


 
Jane Maiolo






“Quem és tu senhor?”[1]

Entre os anos  750 e 730 a.C, aproximadamente, Isaías, considerado pelos pais da igreja, o maior de todos os profetas, desponta com as suas divinas previsões. É Isaias quem primeiramente antevê a vinda D’aquele que iria alterar a trajetória  e a cronologia da histórica humana,  o Cristo.
Anuncia o profeta: "Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel." [2]
Zacarias registra: "Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que vem a ti o teu rei; ele é justo e traz a salvação; ele é humilde e vem montado sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho de jumenta." [3]
Miqueias anota: "Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade." [4]
Emmanuel, orientador espiritual de Francisco Candido Xavier, no livro O Consolador , questão 276 , elucida que “nos textos sagrados das fontes divinas do Cristianismo, as previsões e predições se efetuaram sob a ação direta do Senhor, pois só Ele poderia conhecer bastante os corações, as fraquezas e as necessidades dos seus rebeldes tutelados, para sondar com precisão as estradas do futuro, sob a misericórdia e a sabedoria de Deus.”[5]
Há 750 a.C. era anunciada a vinda do Cristo. Há dois mil anos o Governador  espiritual do orbe , sob os auspícios do Pai , nasce cumprindo toda a  programação elaborada por Ele mesmo a fim de  lecionar o amor incondicional aos homens terrenos.
A humanidade se inquieta.Desconjunta-se.
A criatura humana sempre admitiu, concebeu e desejou a existência de um ser superior , dotado de poderes que pudesse livrá-la das teias do mal e trazer um mundo vindouro.
O homem do século XXI é o mesmo ser das mais remotas civilizações apenas com milênios de experiências acumuladas no capítulo do progresso intelectual, moral e material. Ora protagonista de experiências que o elevam, que o transformam , que o educam, ora protagonista ou coadjuvante de cenas sofríveis , perturbadoras e desarticuladoras.
As desarticulações emocionais fazem parte do processo de crescimento socio-psíquico e emocional do homem. Nossos estados íntimos alteram-se ao ritmo dos nosso humores. Nessas polivalências emotivas somos capazes de arriscar a própria vida em favor de alguém ou alguma causa, para logo em seguida ingressarmos ao estado de intranquilidade sintonizando-nos com o mal. A coragem e a covardia são estados súbitos da alma.
“Quem  és tu senhor?” –interrogaria Saulo de Tarso há dois mil anos , ele um destacado  rabino ,vanguardeiro  da lei, dos escritos e dos profetas , foi surpreendido com o fenômeno da luminescência naquele dia de sol abrasador nos acessos  que conduziam a Damasco.
“Tú es o Filho do Deus Vivo”- exclamaria Pedro. O pescador que conviveu com o mestre por três breves anos.
Coragem e covardia. Devotamento e receio. Entusiasmo e abatimento.
Quem és tu senhor?
Ainda não conseguimos compreender quem é esse Ser que nos serve de modelo e guia [6] que não nos pede nada e nos ensina tudo.Que fala sem palavras e indica sem constranger.
Quem és tu senhor?
Passam-se os milênios e não somos capazes de responder essa indagação. Entretanto tal qual o senador Públio Lentulus ainda clamamos: “Não sei compreender a tua cruz e ainda não sei aceitar a tua humildade dentro da minha sinceridade de homem, mas, se podes ver a enormidade de minhas chagas, vem socorrer, ainda uma vez, meu coração miserável e infeliz!...”[7]
Preciso é desvendar o Cristo para nos convertermos em trabalho de edificação no bem. O momento requer trabalhadores afinados com o propósito de renovação pelo qual a comunidade terrestre avança.
O homem saberá quem é o Cristo quando suas ações diminuirem as dores , as aflições e o sofrimentos dos seus semelhantes.
Articulemos nossos sentimentos sintonizando-os com o pensamento crístico que convida a todos a servir sem exigir reconhecimento.
  Quem és tu , Senhor? E disse o Senhor ao moço de Tarso: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões. [8]
Permita Jesus que  possamos atingir os fins a que nos  propomos,apresentando condições de convertemos ao seu amor e participar do movimento crescente de esperança no mundo vindouro.

Referências Bibliográficas:
1-Atos 9:5
2-Isaias 7:14
3- Zacarias 9:9
4-Miqueias 5:2
5-Xavier, Francisco Cândido. O Consolador, ditado pelo espírito Emmanuel, questão 276, RJ: Ed. FEB 2000.
6- KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, questão 625- Rio de Janeiro: Ed FEB, 2007
7- XAVIER, Francisco Cândido. Há dois mil anos ,cap. V, ditado pelo Emmanuel, RJ: Ed. FEB, 2001
          8-Idem 1


*Jane Maiolo – É professora de Ensino Fundamental, formada em Letras e pós-graduada em Psicopedagogia. Dirigente da USE Intermunicipal de Jales. Colaboradora da Sociedade Espírita Allan Kardec de Jales. Pesquisadora do Evangelho de Jesus. Colaboradora da Agenda Brasil Espírita- Jornal O rebate /Macaé /RJ – Jornal Folha da Região de Araçatuba/SP –Blog do Bruno Tavares –Recife/PE e outros sites espíritas - Apresentadora do Programa Sementes do Evangelho da Rede Amigo Espírita. janemaiolo@bol.com.br -

domingo, 18 de dezembro de 2016

VEM AÍ O NATAL

     Margarida Azevedo 
Sintra/Portugal


...e com ele as depresssões e as angústias; o stress, os pobrezinhos e as ceias colectivas em instituições de caridade. Sabe-se que durante todo o ano vão-se construindo pobres, tantos que,nem cogumelos. Não interessa a redução do poder de compra, nem as injustiças sociais mais o bloqueio de quem pretende singrar na vida, nem o silenciar de quem tem razão. É tudo isto, e muito mais, que virá a justificar o natal da caridade, não de quem dá, mas de quem, humilhantemente, precisa.

Por entre montras reluzentes, lojas simpáticas com cânticos natalícios, centros comerciais a abarrotar, surgem as alegrias dos que podem comprar; o riso amarelo dos que só compram o que podem, politicamente remetidos para o consumo do que não querem; dos que muito compram, mas que não precisam de nada, por status, por ser chique, porque dá classe. Também há, poucos, os que não compram…

Este painel é revelador de um cristianismo de fachada, cumpridor de datas, incapaz de conciliar a tradição com a modernidade, de articular o lado espiritual com a necessária mudança social que o tempo, objectivamente, vai impondo. Em Portugal, os Centros Espíritas, na sua maioria, fecham portas nos dias 24 e 25 de Dezembro. Devem ser das poucas organizações cristãs a fazê-lo. Lamentamos. Mas é claro, como fora da caridade não há salvação, o dever está cumprido: as bananinhas, as bolachinhas e o leitinho já seguiram viagem rumo aos necessitados, aliviando a consciência. Assim se dispensa a ida ao Centro Espírita, para orar pelos que já partiram, ou pelos que estão do lado de cá da cortina, à procura de uma explicação avisada, convincente, que nos diga porque é que há tanta ingratidão.

De facto, tudo se resume a mais um dia feriado. Quem foi Jesus, o que significa o seu nascimento, o que representa para nós, hoje, aqui e agora, pouco importa. O Jesus histórico, o Cristo, o modo como estava no judaísmo, não são relevantes.

Ora não são as lojas, os presentes, as cores, o brilho, a iluminação das ruas, a fantasia em torno das crianças, enfim, os responsáveis pelo alarido que esmaga a religiosidade, mas a sobrevaloração do comercial, o apagar da luz do Espírito, a ausência do reencontro das famílias em torno de uma prece, ou na celebração da felicidade .

Por outro lado, politicamente, há que globalizar. Na tentativa de tornar o Cristianismo uma religião universal, tolerante, respeitadora das diferenças, verifica-se pecisamente o contrário. Distanciando-se, infelizmente, das suas raízes, não se afirma enquanto seguidor do seu profeta, mas como representante de sociedades baseadas numa economia de mercado, confundindo a felicidade da mensagem salvífica, no contexto teológico de então e de hoje, com o poder de compra de que o materialismo dos nossos dias é representativo. Dito de outro modo, a felicidade do Natal depende mais do brilho das gambiarras da árvore de natal do que propriamente do festim espiritual a que Jesus alude nos evangelhos. O religioso confunde-se com o laico, perdem a sua contiguidade, e o segundo sobrepõe-se ao primeiro. 

Comprar transformou-se num anti-depressivo, é aconselhado para combater frustrações e expulsar as neuras, uma forma de combater a lembrança dos infurtúnios da infância, tais como as repressões da família que, incompreensivelmente, não deixava os meninos darem pontapés nas canelas dos avós, quando estavam muito nervosos, ou quando faziam birra porque não queriam comer a sopa mas a sobremesa. Enfim, pequenas desgraças psicológicas. Felizmente que há natal para sublimar esses tempos de terror familiar. Assim, lembre-se, ao receber uma prenda natalícia, pode muito bem estar a colaborar na cura de grandes quadros depressivos, neuróticos, ansiosos, e tudo o que de mais houver na psique.

Efectivamente, podemos oferecer uma prenda a quem quisermos porque dar é um prazer, mas que isso não seja encarado como uma obrigação do Natal, antes como um gesto de amor para com aquele que recebe. Neste sentido, o Natal será todos os dias, no que há de mais saudável: amar.


Margarida Azevedo

sábado, 17 de dezembro de 2016

ELE TENTOU, MAS ELA NÃO ENTENDEU!

Luiz Carlos Formiga

Nicodemos descobriu que há coisas da pós-graduação difíceis de explicar para aluno no primeiro grau. “Ninguém pode ver o reino de Deus, se não nascer de novo.”
Como explicar a existência de espíritas eleitores de Organizações Políticas Criminosas, que ainda são adeptas da  “desumanização”   e do extermínio de embriões inocentes, na política do aborto. (1)
Como explicar a defesa espírita do aborto (2) e o achado de espíritas engrossando a estatística do número de suicídios? (3)
Como é difícil responder sobre cumplicidade ou incompetência. (4)
Diante da esposa curiosa, foi tão difícil a Nicodemos explicar “a necessidade de nascer de novo”, como explicar a desumanização da pessoa adulta, legislando em causa própria.
Em “Ela Mata Cachorro”, tomamos conhecimento da reclamação: “tem um processo de desumanização sobre mim que é muito forte”. Poderíamos completar: o mesmo ocorre com a desumanização do embrião. Só que neste caso não temos dúvidas sobre a sua inocência. (5)
No final do século passado, estávamos na sala de parto do NEU-UERJ, quando fomos palestrar sobre a Lei Natural ou Divina - Reencarnação.
Não pudemos deixar de explorar os trabalhos do Professor Ian Stevenson, que era na época, é ainda hoje, referência internacional científica. Stevenson é o mesmo que elogiou os brasileiros  Hermínio Miranda e Luciano dos Anjos, pelo trabalho de pesquisa. “A obra Eu Sou Camille Desmoulins é extraordinária, incomparável e única no campo da comprovação da reencarnação”. (6) Muito interessante é que Luciano, autor, foi sujeito da pesquisa.
Na época, o assunto estava tão em moda que marquei uma palestra, com Luciano dos Anjos, para ser feita na UFRJ. O NEU-Fundão estava embrionário, mas tivemos a presença de 300 pessoas no anfiteatro do Centro de Ciências da Saúde. Fizemos o mesmo no anfiteatro do Hospital Universitário da UERJ, Pedro Ernesto.
Se os políticos no presente se abrissem para as pesquisas sobre a imortalidade da alma e a possibilidade de um espírito materializar-se, com ajuda de um médium de efeitos físicos ou “in útero”, a reencarnação ficasse mais palatável. Nesse sentido, cremos que é elevada missão da Doutrina Espírita. (7)
De outra coisa também temos certeza, a de que muitos terão dificuldade de entender a etiopatogenia da doença causada pela bactéria Pollitucum corrupiae, sem a graduação específica. (8, 10)
“Pobre” Nicodemos! Como são importantes os tradutores! Traduzir é tarefa aparentemente fácil, mas a realidade é que sofremos, diante de nossa pobre linguagem ou diante da linguagem “regional”, como a de Sivuca. (9, 11)


Leitura adicional (em férias de 15 dias)


1. http://orebate-jorgehessen.blogspot.com.br/2015/10/que-13-que-agosto-que-desgosto-sobre-o.html
2. http://nazarenofeitosa.blogspot.com.br/2016/12/espiritas-defendendo-legalizacao-do_9.html
3. http://www.oconsolador.com.br/ano10/488/especial.html
4. http://www.poderjuridico.com.br/dilma-surtando-com-perguntas-de-reporter-da-al-jazeera/
5. http://www.oantagonista.com/posts/dilma-na-al-jazeera-ela-mata-cachorro
6. http://orebate-jorgehessen.blogspot.com.br/2016/11/o-voo-313-e-os-sobreviventes.html
https://issuu.com/merchita/docs/bios_y_cocodrilos_dr_luiz_carlos_fo
7. http://orebate-jorgehessen.blogspot.com.br/2016/11/a-elevada-missao-da-ciencia-espirita.html
https://issuu.com/merchita/docs/la_elevada_misi__n_de_la_ci__ncia_e
8. https://issuu.com/merchita/docs/polliticum_corruptiae_dr_luiz_carlo
http://orebate-jorgehessen.blogspot.com.br/2016/12/polliticum-corruptiae.html
9. https://issuu.com/merchita/docs/lineas_torcidas_dr_luiz_carlos_form
10. https://issuu.com/merchita/docs/polliticum_corruptiae_dr_luiz_carlo
http://orebate-jorgehessen.blogspot.com.br/2016/12/polliticum-corruptiae.html
11. https://issuu.com/merchita/docs/lineas_torcidas_dr_luiz_carlos_form

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

A FELICIDADE ESTÁ EM...

Fernando Rosemberg


Referida página, das mais expressivas do nosso “Evangelho” (AK) codificado, expressa uma verdade clara, mas algo contundente do nosso Mundo terreno: o de ser uma Morada de Provas e Expiações. Mas, em tempo algum, referida página prescreve pessimismo diante da vida, pelo contrário, seremos merecedores de um Mundo melhor desde que façamos por merecer.

Hoje, entrementes, somos Espíritos devedores diante da Lei, que É Deus, nosso Pai: Misericordioso Criador.

Se vivemos uma situação de dificuldades, de dores, de decepções, nunca nos entreguemos ao pessimismo, pois que tudo passa e tudo vai passar. Nossa presença no Mundo, pois, é passageira, muito rápida, tanto é que pouco me recordo de meus quinze anos, vinte, trinta, e, hoje, tenho muitos mais. Por outro lado, nem tudo por aqui, na romagem terrena, é tão ruim assim; temos muitas alegrias compensadoras de nossas tristezas e decepções. Basta, pois, que tenhamos o bom senso, a sabedoria e a prática viva do Evangelho Redentor, que, com Jesus, nos fala da Boa Nova, da Boa Notícia de que somos Espíritos reencarnados para o progresso redencional, ou seja: progresso pessoal, cognitivo, ético e comportamental, até que possamos, por tais Normas mesmas, merecer um bom Mundo nas esferas sublimes de mais alta espiritualidade.

Mas vamos à referida Mensagem do “Evangelho” (AK), mais exatamente do seu Capítulo V:

=====================================

“A FELICIDADE NÃO É DESTE MUNDO”

Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim!

Exclama geralmente o homem, em todas as posições sociais. Isto, meus caros filhos, prova melhor que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes:

“A felicidade não é deste Mundo!”.

Com efeito, nem a fortuna, nem o poder, nem mesmo a juventude em flor, são condições essenciais da felicidade. Digo mais: nem mesmo a reunião dessas três condições, tão cobiçadas, pois que ouvimos constantemente, no seio das classes privilegiadas, pessoas de todas as idades lamentarem amargamente a sua condição de existência.

Diante disso, é inconcebível que as classes trabalhadoras invejem com tanta cobiça a posição dos favorecidos da fortuna. Neste Mundo, seja quem for, cada qual tem a sua parte de trabalho e de miséria, seu quinhão de sofrimento e desengano. Pelo que é fácil chegar-se à conclusão de que:

“A Terra é um lugar de Provas e de Expiações!”

Assim, pois, os que pregam que a Terra é a única morada do homem, e que somente nela, e numa única existência, lhe é permitido alcançar o mais elevado grau de felicidade que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam aqueles que os ouvem. Basta lembrar que está demonstrado, por uma experiência multissecular, que este globo só excepcionalmente reúne as condições necessárias à felicidade completa do indivíduo.

Num sentido geral, pode afirmar-se que a felicidade é uma utopia, a cuja perseguição se lança as gerações, sucessivamente, sem jamais a alcançarem. Porque, se o homem sábio é uma raridade neste mundo, o homem realmente feliz não se encontra com maior facilidade.

Aquilo em que consiste a felicidade terrena é de tal maneira efêmera para quem não se guiar pela sabedoria, que por um ano, um mês, uma semana de completa satisfação, todo o resto da existência se passa numa seqüência de amarguras e decepções. E notai, meus caros filhos que estou falando dos felizes da Terra, desses que são invejados pelas massas populares.

Conseqüentemente, se a morada terrena se destina às provas e expiações, é forçoso admitir que existe, além, moradas mais favorecidas, em que o Espírito do homem, ainda prisioneiro de um corpo material, desfruta em sua plenitude as alegrias inerentes à vida humana. Foi por isso que Deus semeou, no vosso turbilhão, esses belos planetas superiores para os quais os vossos esforços e as vossas tendências vos farão um dia gravitar, quando estiverdes suficientemente purificados e aperfeiçoados.

Não obstante, não se deduza das minhas palavras que a Terra esteja sempre destinada a servir de penitenciária. Não, por certo! Porque, do progresso realizado podeis facilmente deduzir o que será o progresso futuro, e das melhoras sociais já conquistadas, as novas e mais fecundas melhoras que virão. Essa é a tarefa imensa que deve ser realizada pela nova Doutrina que os Espíritos vos revelaram.

Assim, pois, meus queridos filhos, que uma santa emulação vos anime, e que cada um dentre vós se despoje energicamente do homem velho. Entregai-vos inteiramente à vulgarização desse Espiritismo, que já deu início à vossa própria regeneração. É um dever fazer vossos irmãos participarem dos raios dessa luz sagrada.

À obra, portanto, meus caros filhos! Que nesta reunião solene, todos os vossos corações se voltem para esse alvo grandioso, de preparar para as futuras gerações um Mundo em que felicidade não seja mais uma palavra vã.

Página de:
FRANÇOIS-NICOLAS-MADELAINE
Cardeal Morlot, Paris, 1863 e inclusa em:
“O Evangelho Segundo o Espiritismo” (AK – 1864).

====================================

Assim, este humilde e obscuro autor que sou eu mesmo, encerro tal página do “Evangelho” codificado nos termos de que é possível sermos felizes sim, desde que compreendamos a máxima de que:

A FELICIDADE ESTÁ EM FAZER OS OUTROS FELIZES

Ou seja: procuremos hoje, amanhã e sempre, ser mais amáveis, ativos e colaboradores; e, procuremos, quiçá, até mesmo: estampar, em nosso cotidiano, um sorriso no rosto, pois tais procederes atrai, reergue e otimiza nossas relações interpessoais.

UM GRANDE ABRAÇO A TODOS:

Fernando Rosemberg Patrocinio
blog: filosofia do infinito

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

SEM “TEMER”, DEUS IMUNIZA.

Luiz Carlos Formiga

Dizem que Deus escreve certo por linhas tortas. Não estou entendendo o que políticos andam fazendo. Será que os meios de comunicação estão com ruído? Estarei escutando só o que meu pensamento rejeita? Os impostos vão aumentar?

Na primeira quinzena, dezembro de 2016, o impostômetro registrava quase dois trilhões de reais. (1) Quem paga mais imposto no Brasil, o Silva, que é muito simples, que ganha R$ 724 reais ou o Ministro, que só anda de jatinho?

Quem ganha 724 reais tem carga tributária na realidade de 37%. Quem ganha 22 mil tem carga só de 17%. (2)

Quem ganha mais paga menos impostos. Que coisa injusta! Quem ganha pouco trabalha 153 dias para pagar seus tributos, o ministro só trabalha 106 dias. Silva é pobre e idoso, tá lascado!

Planos de Saúde, falindo! Idoso paga mais caro. Como estão os serviços de saúde do governo? Uma “droga”? Silva disse que bebia para esquecer, mas nunca pensou em suicídio. A esperança é morrer de morte morrida, qualquer dia, e descansar. Ledo engano!
Como anda o preço do remédio e a pressão arterial? Os dois estão subindo, junto com o imposto?

Quem paga Plano de Saúde à vista com o governo repassando os proventos a prazo não pode se descuidar! E se tiver que trocar a droga? O remédio receitado Valsartana, de 80 mg, não está na lista. E agora? Pague e não reclame. O Bispo já não resolve.

Será que o Silva vai dizer que o bolso dói e ele vai virar a mesa, porque o governo é ilegítimo? Não, ele “entrou para religião” e disse que “não é mais disso”, nem bebe mais, pra esquecer! Agora é religioso, tem fé. Nada a temer!

O que Jesus desejou dizer com “dar a César, o que é de César?”

O contexto onde a frase surgiu era de uma “pegadinha”, mal intencionada.

Os fariseus queriam que Jesus saísse “mal na foto”, com objetivo político de indispô-lo com o Poder Romano. Com uma pergunta, os maliciosos fariseus pensavam que o pegariam desprevenido e depois fariam festa.

A decepção foi do tamanho da ignorância de sua Inteligência Espiritual (QS).

Jesus era Mestre e eles nem sabiam da existência, nos planos superiores, dos “Centros de Referência de Espiritualidade” nas Universidades Divinas.

Com serenidade, pediu ao fariseu que lhe mostrasse a moeda utilizada para o tributo. Isso feito, perguntou-lhe quanto à imagem e a inscrição nela contidas.

São de César, foi resposta.
Jesus deu aula de Justiça: Dai a César o que é de César e a Deus o que é Deus.

Todos de “saia justa” ficaram em silêncio.

Estava solteiro numa festa, o garçom nos trazia os “comes e bebes” com frequência. Notei que não era tão solícito com outros. Soube depois que um “fariseu” do meu grupo, havia conversado com ele, como fazia na Petrobrás aquele diretor corruptor da empreiteira. O garçom havia combinado com ele o agrado a que tinha direito no início e no final da festa. Não houve licitação. Creio que convidados ficaram calados, com receio de represálias. Corruptos e corruptores são capazes de tentar prender o xerife. Meu colega fariseu e o “funcionário da estatal” tinham sido contaminados pela bactéria da espécie Polliticum corruptiae. Reze. “Deus me proteja, Deus me imunize!”

Em Paris, um ex-governador de Estado apareceu numa foto na festa do guardanapo. Hoje, está sem garçom e sem foro privilegiado, num cárcere em Curitiba.

Ainda não respeitamos a norma jurídica humana, como internalizar o ordenamento jurídico Divino? “Dar a César o que é de César”.

Não devemos fazer do imposto uma questão religiosa. Jesus apresentou um Princípio Geral, ao desarmar uma armadilha e ao examinar uma circunstancia particular. Apresentou-nos aquele Principio que condena o prejuízo causado a uma pessoa, quando são postergados os seus interesses. Direitos, descritos na Lei, devem ser respeitados. Mesmo que pareçam não merecidos. 

Emmanuel, através de Chico Xavier, diz que a política do pretérito deu lugar à política das lutas modernas. Ao triunfo sanguinolento dos mais fortes ao tempo da selvageria sem peias, seguiu-se a autocracia militarista. A força cedeu à autoridade e a autoridade ao direito.

Não vamos nos apaixonar, com tanta veemência, por criaturas falíveis e programas transitórios. Examinando a fisionomia indisfarçável da verdade, não devemos hipertrofiar nosso sentimento, definindo-nos, em absoluto, por instituições terrestres que carecem, acima de tudo, de nosso próprio auxílio espiritual.
Não existem razões que justifiquem os tormentos dos aprendizes do Cristo, angustiados pelas inquietudes políticas da hora que passa. Homens falíveis não podem erguer obras infalíveis.
O que nos compete? Servir e cooperar na obra paciente e longa, mas definitiva e eterna. (3)

E a reforma da Previdência? Deputados avaliam que "é como bater na mãe".

“Num tempo de aula” como explicar que é necessário elevar para 65 anos a idade mínima de aposentadoria, quando o Temer aposentou-se aos 55 anos e o ex-ministro dono do apartamento com a construção embargada, conseguiu aposentar-se aos 51, com salário de R$ 20.354,25. (4)

Enquanto a vacina não é administrada à maioria, resta-nos cantar e rezar.

Como apagar o incêndio, no quartel de bombeiros, depois das medidas que o governador do Estado do Rio de Janeiro resolveu implantar? (5)

Cantar para o imposto descer e rezar: Deus me defenda da sua macumba, Deus me salve da sua praga, Deus me ajude da sua raiva, Deus me imunize do seu veneno, Deus me poupe do seu fim. Deus me acompanhe, Deus me ampare, Deus me levante, Deus me dê força, Deus me perdoe por querer que Deus me livre de você.  (6)

Serenidade. “Muita calma nessa hora”.

Herculano Pires, filósofo brasileiro, escreveu sobre a vontade de chegar à perfeição relativa; sobre resiliência e a fé raciocinada. Aquela capaz de remover as montanhas de impostos, quaisquer que sejam as circunstâncias. (7)

“Serena é a vida, quando feliz. Serenas correm as nuvens, na transparência do azul do céu. Serenas são as flores, e serena é a brisa que as embala e carrega os seus aromas. Serenos giram os mundos no infinito. A serenidade humana, que é fruto do esforço pessoal de cada um, possibilitará ao indivíduo chegar ao ápice da luz.” (8)




Referências

3. Fonte viva. Emmanuel. Francisco C. Xavier. FEB lição 148 O Herdeiro do Pai.
B. Referências. Artigos anteriores, com mesmo enfoque, dezembro 2016.
1. POLLITICUM CORRUPTIAE. 
2. O VOO 313 E OS SOBREVIVENTES
VUELO 313 Y LOS SOBREVIVIENTES
3. O MICRÓBIO E O OFICIAL DE JUSTIÇA
EL MICROBIO Y EL OFICIAL DE JUSTICIA

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Extinção, prejuízo, abandono e “luto” (Jorge Hessen)


Jorge Hessen
jorgehessen@gmail.com
Brasília.DF

Um estudo da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, descobriu que aqueles que viveram recentemente um quadro de luto [1], especialmente idosos, podem passar por um processo de redução das funções dos neutrófilos.[2] Mas apesar do peso do conhecimento científico sobre o relacionamento entre luto e a doença física, os sintomas costumam ser completamente inesperados.

Para Jessica Mitchell, gerente do serviço de apoio telefônico da ONG Cruse Bereavement Care, as pessoas ficam bastante assombradas com a notícia da morte de um parente e se sentem atormentadas achando que há algo errado com elas. As pessoas realmente não entendem, porque não se discute mais sobre a morte, explica Susan Hughes, da ONG Compassionate Friends, que presta suporte aos familiares após a morte de crianças. [3]

A falta de compreensão do tema “morte e o luto” reflete a dificuldade da sociedade em falar francamente sobre a deserncarnação de alguém da família. Para alguns trata-se de um grande tabu. As pessoas não querem nem ouvir ninguém falar sobre esse assunto.

Ora, em verdade o luto não é essencialmente tão insuportável quanto se imagina. Sabe-se que grande parte dos enlutados consegue suplantar bem a “perda” de um parente; entretanto por que razão algumas pessoas não conseguem superar o trauma? Muitas pessoas atravessam anos sobrevivendo como nos primeiros e mais complicados períodos do luto. Elas não conseguem retomar a vida. Cultuam a dor, em uma espécie de luto crônico, chamado pelos psiquiatras de “luto patológico” ou “luto complicado”. Nas mortes traumáticas, como acidente, suicídio ou assassinato, pode haver uma fase de negação mais prolongada; a culpa e a revolta podem aparecer com mais intensidade.

Para alguns o luto pode provocar uma grave crise doméstica, pois exige a tarefa de renúncia, de excluir e incluir alguns papéis da cena familiar. Percebe-se então que existe aí uma confusão, pois essa crise pode estancar o desenvolvimento dos parentes, fator que pode definir o processo de um luto crônico coletivo.

É importante destacar aqui que o luto não advém apenas pela morte de um ente querido. Há diferentes tipos de lutos, às vezes mais intensos, que acontecem depois da perda de um objeto ou abandono afetivo de alguém a que se tinha apego. É verdade! Muitos adoecem fisicamente, totalmente apegados a algo, circunstância ou alguém. Eis aí a razão de suas desditas e o entrave para a ascensão espiritual.

Talvez o grande preceito da vida, que experimentamos severamente, é desapegarmos de coisas, situações e pessoas. Obviamente desapegar não é desamar ou abater a valor do objeto, da coisa, mas compreender e acolher o fato da transitoriedade das circunstâncias, dos objetos e pessoas. É importantíssimo irmos desapegando do passado remoto ou recente e sintonizarmos as emoções no presente, sobretudo naquilo que é essencial dentre as coisas e pessoas.

O Espiritismo nos esclarece bem sobre a imortalidade. Jesus, há dois mil anos, reafirmou a realidade da sobrevivência do espírito após a morte e a continuidade da vida em outras dimensões. Por isso, alivia-nos os corações sofridos no luto pelas grandes “perdas”, seja pela visita da desencarnação, seja pelo abandono de alguém querido, seja pela perda de ilusórios haveres ou de posição social. Tudo passa! Até mesmo o luto.

Referências:

[1] Luto [do latim luctu] – 1. Sentimento de pesar ou de dor pela morte de alguém. 2. A exteriorização do referido sentimento ou o tempo de sua duração. 3. Consternação, tristeza.

[2] A parte mais abundante dos glóbulos brancos do sangue, responsáveis por combater bactérias como a da pneumonia

[3] Disponível em http://www.bbc.com/portuguese/geral-37030767. Acessão 08/12/2016

Polliticum corruptiae


Luiz Carlos Formiga


Quando estamos envelhecendo o tempo não passa, voa. Nossa resistência é menor. Estamos diante das doenças como o Alzheimer e o Parkinson.  O problema é que queremos estar em condições de analisar e criticar construtivamente, a sociedade de consumo.
Ainda bem que para o Mal de Alzheimer e Parkinson temos promissoras pesquisas brasileiras capazes de elucidar o “paradoxo do cálcio” e nos apontar a luz no fundo do túnel. (1)
A terapêutica do Lava-Jato não deixa dúvida quanto à capacidade de nos proteger da nova espécie  Polliticum corruptiae, patogênico por excelência e  que apresenta  resistência múltipla a antibióticos. A espécie também infecta ministros, que são médicos; governadores, que são engenheiros; senadores, que são professores de direito, necessitarão ser hospitalizados em Curitiba.
Acontecimentos recentes parecem favoráveis à sobrevivência do microrganismo, embora os grandes esforços dos Centros de Saúde Política, da República.
Ainda estamos no inicio deste terceiro milênio, temos a vacina, mas para estabelecer este serviço é necessário trilhar caminhos cheios de percalços, uma vez que temos que nos vincular às mães, para administrar a vacina na idade apropriada; há necessidades técnicas diversas e a fabricação, estocagem e aplicação não são tão fáceis. (2)
Parece que não há solução porque estamos no inicio do terceiro milênio e habitamos no olho do furacão.
Quando imunizarmos 85% da população as chances de infecção serão muito menores. Candidatos a cargos eletivos serão resistentes e teremos muitos vacinados entre os que os elegem. O eleitor oferecerá votos sem a doença de Parkinson ou Alzheimer, pois mais bem informados e menos inconscientes.
Muitos terão sido formados em universidades agora não dominadas pelo materialismo, onde os docentes pesquisadores já não terão que fazer esforço redobrado, para permanecer sadios.
A maioria desses docentes não é composta por missionários. Somos apenas espíritos imperfeitos passando por provas e expiações, embora tendamos ao bem.
Diante de uma epidemia, como essa que insiste em nos devorar, analistas experientes apontam solução.
Essa se conformaria na instalação de uma  “força tarefa”. A medida repousa na convocação de médicos especialistas  em doenças infecciosas, que não sejam portadores da dependência química  da bebida importada e do tabaco, dos charutos de Havana.
Estes profissionais vacinados serão o auxílio necessário para a prevenção de novos casos, prescrição de tratamento e cura rápida da infecção, pelo agente da Pandemia Odebrechtiana .
O micróbio Polliticum corruptiae é muito virulento e possui grande poder de comunicabilidade, muito maior do que a do vírus da gripe. Espirrou, contaminou. Perigo. Profissionais de saúde, missionários, mesmo vacinados, podem adoecer. Todo cuidado é pouco.
O que nos entristece é que os analistas experientes dizem que nada disso, força tarefa, será feito, pois estamos ainda sob a regência dos que já foram infectados. Alguns vivem como portadores do vírus da AIDS e não sabem, não se importam, de sua condição, graças ao elevado grau de inconsciência espiritual. Cazuza dizia que seus inimigos estavam no poder, mas também que o tempo não para.
Vamos continuar orando, vigiando e treinando a paciência, sem perder a esperança no médico missionário que já está entre nós - o “Doutor Inesperado de Almeida”.
Emmanuel diz que há méritos celestes naquele que desce ao pântano sem contaminar-se, na tarefa de salvação e reajustamento. Em “O Livro dos Espíritos” aprendemos que certos espíritos mais evoluídos podem reencarnar em mundos inferiores, quando estão em missão.
Deolindo Amorim, no livro Análises Espíritas, diz que podem descer ao pântano com o objetivo de auxiliar o progresso de uma criatura, de um grupo ou de uma coletividade inteira. Assim, nem todos que estão na Terra estão em provas e expiações. Na realidade esses espíritos vão aos escombros do pântano moral, mas não se contaminam. Emmanuel concorda que a missão é difícil, delicadíssima, por causa dos arrastamentos, mas também é extremamente nobre.
Amorim faz comparação. Quando o médico, no cumprimento de sua missão entra em ambientes pestilentos, sabendo que há doenças contagiosas, naturalmente já sabe de que recurso precisa para a imunização. Antes de entrar nesses espaços corrompidos moralmente aplica-se a vacina tríplice da prece, da vigilância e do esforço constante para não se deixar infectar. Assim são capazes de suportar os costumes desregrados e conviver com a degradação, nos locais onde precisam trabalhar, auxiliando o progresso, a saúde moral dos indivíduos infectados.
Amorim, no capítulo3, Missão e Opção, admite a possibilidade de fracasso, mesmo dos espíritos mais elevados, quando diz que nem todos, porém, aguentam a experiência e, por isso, desertam ou saem contaminados. (3)
Fiquei arrepiado!
Amorim diz que alguns desses missionários se dedicam ao trabalho de espiritualização e que podem enfrentar resistências e até zombaria, mas terminam deixando sementes. Diz ainda que sua atuação pode parecer à primeira vista um procedimento estranho ou esquisito, no entender de muita gente. Comenta que não chegam ao exagero ou saem dos padrões de naturalidade, uma vez que não necessitam de apresentações exóticas, nem tampouco de viver em furnas como se fosse homem das cavernas.
Pelo visto, não é fácil identificar um espírito missionário e parece que isso não lhes interessa. Por outro lado, Amorim afirma que se sentem felizes, quando se realizam no gênero de vida a que se dedicam. Desafiamos encontra-lo no executivo, no legislativo ou no judiciário. Mais fácil encontrar ratos nas piscinas, verificou o Cazuza.
Deixemos o tempo passar tendo cuidado com o “cuidar” para permitir que sementes germinem. Não temos data anunciada por videntes para comemorar. Os confiáveis não marcam datas. Esperemos sem complicar, “o tempo não para”. (4)
Impossível não perceber que umas instituições estão “fazendo água”. Peça de arte quebrada pode ser recuperada com resina e ouro em pó, mas demora uma dinastia para chegar a ter o mesmo valor. Um supremo tribunal não deveria passar por isso. Mesmo que ministros não tenham a legitimidade do voto, tenham sido “indicados”, precisam ter competência e credibilidade, para poder oferecer segurança jurídica. Muito antes de colocar o “manto sagrado”, precisam receber vacinação completa.
Num período de “umbral político”, aquele fácil de identificar pela existência de salários altíssimos e acima do teto, de delinquência intelectual, onde o bandido quer prender o xerife, onde o ministro é inimputável, onde o presidente é réu por peculato e a norma jurídica está sem prestígio, temos que orar.
Nessas horas difíceis, que fragilizam é importante lembrar Ariano Suassuna e a literatura de cordel. (5)
Recentes acontecimentos parecem favoráveis à sobrevivência do micróbio patogênico. Preocupo-me com meus pares. A universidade está dominada pelo materialismo e o professor terá que fazer esforço redobrado para não se fragilizar. Afinal não somos missionários e esses mesmo nesta condição não estão livres das agressões. Amorim é de arrepiar: nem todosos espíritos missionários aguentam a experiência e, por isso, desertam ou saem contaminados.
Agradecer aos NEUs, particularmente ao PPE da UERJ. Pequeno Posto de Esperança. (6)
Depois de alguns medos, muitas dores, chegaremos ao objetivo. Certamente vamos sorrir como Fernanda Keller. (7) Na espiritualidade vamos dizer: “valeu à pena participar, mesmo sem ser missionário.”

Referências
3.  Amorim, D. Análises Espíritas, 23° edição, 1993. FEB. Livro compilado por Celso Martins, com plena concordância de Delta Santos Amorim e ajuda prestimosa de Enéas Pereira Dourado, Zilda Alvarenga e Yedda Macedo Sampaio.