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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

DESOBSESSÃO/APOMETRIA - OPINIÃO DE UM AMIGO


Caro Irmão,

Tentei descobrir o que realmente é a apometria, como atua, etc.

Mais diretamente: procurei saber como é feito um tratamento por apometria, suas fases, procedimentos, objetivos.

Não consegui achar muita coisa.

Os textos que achei na internet dividem-se em dois grandes grupos: de apoio e divulgação entusiástica da apometria ou de crítica e banimento dela como prática espírita.

Sendo sincero, posso dizer que continuo sem saber no que consiste realmente essa técnica.

Pelos comentários que você me enviou, pude perceber que ela esposaria alguns conceitos que não são recepcionados pela doutrina espírita.

Pelo que pude ler hoje, se, de fato, ela procura afastar o espírito, sem tentar ajudá-lo, estaria mais próxima de um verdadeiro exorcismo, tendendo para a expulsão pura e simples do obsessor, embora se valha, ao que parece, de outros tipos de nomenclatura e de técnicas.

Em diversas oportunidades, pude comentar, em conversas com poucas pessoas ou para todos os presentes à reunião, que o exorcismo carece de qualquer característica que lhe permita, ainda que minimamente e com muito boa vontade, ser classificado como cristão.

A mensagem ao espírito sofredor – e o obsessor sempre o é – deve ser obrigatoriamente de amor, tolerância, compreensão, esperança, consolação; que jamais pretendamos expulsar um irmão que nos pede ajuda, o que, na verdade, ele está fazendo, por mais rude, violento e mesmo maldoso que possa parecer.

A nossa resposta a esse pedido de socorro não pode ser, nunca, o empurrão para o abismo, mas a mão estendida; talvez ele demore muito até entender que está, finalmente, recebendo atendimento fraterno, mas a nossa mão deverá permanecer estendida o tempo que for necessário.

Em outras crenças, um padre ou um pastor, dotados de autoridade moral e sincera vontade de ajudar, embora mal informados, podem eventualmente “expulsar” o espírito obsessor, mas estarão apenas agravando o problema, pois ele voltará ao obsedado, uma vez que se trata de antigas pendências entre os dois, relacionamentos desastrosos, que, algum dia, serão forçosamente revistos e superados, pela compreensão recíproca.

O trabalho da casa espírita é catalisar esse entendimento.

Tudo isso eu costumo dizer quando surge a oportunidade, ou necessidade.

É também habitual eu citar bastante o livro Diálogo com as Sombras, de Hermínio Miranda, que é uma receita segura para que nos mantenhamos sob a orientação e o amparo da verdadeira doutrina dos espíritos.

Caro Jorge, todo esclarecimento que você puder me fornecer sobre o tema, e outros assuntos que você julgar importantes, me será muito útil, lerei com grande interesse.

Abraço fraterno,

Sérgio de Jesus Rossi

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Introdução ao estudo sobre o tratamento da obsessão


Introdução ao estudo sobre o tratamento da obsessão

Astolfo O. de Oliveira Filho (Londrina-PR)


Questões para debate

1. De que decorre a obsessão?

2. Como nesse processo atua o Espírito causador da obsessão?

3. É possível neutralizar a influência de um Espírito inferior?

4. O passe magnético é importante no tratamento da obsessão?

5. Quando a tarefa da desobsessão se torna mais fácil?

6. A prece é um recurso importante na terapia desobsessiva?

7. Que é que Kardec recomenda com vistas à cura das obsessões?

8. Quais são, de forma sintética, os principais recursos espíritas que podemos utilizar no tratamento da obsessão?

Desenvolvimento

1. De que decorre a obsessão?

A obsessão decorre sempre de uma imperfeição moral, que dá ascendência a um Espírito mau. A uma causa física, opõe-se uma força física; a uma causa moral preciso é se contraponha uma força moral. Para preservá-lo das enfermidades, fortifica-se o corpo; para garanti-la contra a obsessão, tem-se que fortalecer a alma; donde, para o obsidiado, a necessidade de trabalhar por se melhorar a si próprio, o que as mais das vezes basta para livrá-lo do obsessor, sem o socorro de terceiros. Segundo Kardec, a obsessão quase sempre exprime vingança tomada por um Espírito e cuja origem frequentemente se encontra nas relações que o obsidiado manteve com o obsessor em precedente existência.

2. Como nesse processo atua o Espírito causador da obsessão?

Na obsessão, o Espírito perturbador atua exteriormente, com a ajuda do seu perispírito, que ele identifica com o do encarnado, ficando este enlaçado por uma espécie de teia e constrangido a proceder contra a sua vontade. Na possessão, em vez de agir exteriormente, o Espírito atuante se substitui, por assim dizer, ao Espírito encarnado; toma-lhe o corpo para domicílio, sem que este, no entanto, seja abandonado pelo seu dono, pois que isso só se pode dar pela morte. A possessão é, pois, sempre temporária e intermitente, porque um Espírito desencarnado não pode tomar definitivamente o lugar de um encarnado, pela razão de que a união molecular do perispírito e do corpo só se pode operar no momento da concepção.

3. É possível neutralizar a influência de um Espírito inferior?

Sim. E, agindo com esse propósito, o indivíduo estará prevenindo a obsessão. Para tanto é necessário, conforme ensina a questão 469 d´O Livro dos Espíritos, fazermos o bem e colocar toda a nossa confiança em Deus. “Guardai-vos – acrescentou o benfeitor que respondeu referida questão – de atender às sugestões dos Espíritos que vos suscitam os maus pensamentos, que sopram a discórdia entre vós outros e que vos insuflam as paixões más. Desconfiai, especialmente, dos que vos exaltam o orgulho, pois que esses vos assaltam pelo ladro fraco.”

4. O passe magnético é importante no tratamento da obsessão?

Sim. Nos casos graves de obsessão, como o obsidiado fica como que envolto e impregnado de um fluido pernicioso do qual tem dificuldade de desembaraçar-se, é preciso a atuação de um fluido bom, capaz de neutralizar o mau fluido, o que pode ser obtido por meio da terapêutica do passe magnético que, como informa André Luiz, é sempre valioso no tratamento ministrado aos enfermos de qualquer classe. Obsessor e obsidiado são enfermos da alma e por isso beneficiam-se muito com o passe magnético. Dificilmente, porém, basta uma ação mecânica para que o mal seja debelado. É preciso atuar sobre o ser inteligente causador da obsessão, ao qual devemos falar com autoridade. Essa autoridade, não a possui quem não tenha superioridade moral, que decorre do aprimoramento espiritual do socorrista. Quanto maior o aprimoramento moral, maior a autoridade. E isso também não é tudo: para assegurar a extinção do processo obsessivo, é indispensável que o obsessor seja, por meio de instruções habilmente ministradas, convencido a renunciar aos seus desígnios, a perdoar e a desejar o bem, arrependendo-se dos prejuízos causados à sua vítima.

5. Quando a tarefa da desobsessão se torna mais fácil?

A tarefa torna-se mais fácil quando o obsidiado, compreendendo a situação, procura auxiliar com sua vontade e com suas preces o trabalho em curso. Se, porém, ele não fizer a parte que lhe cabe no processo, as dificuldades do tratamento serão muito grandes, sobretudo se ele se ilude com as qualidades do seu obsessor e se compraz no erro a que foi conduzido.

6. A prece é um recurso importante na terapia desobsessiva?

Sim. A prece, em todos os casos de obsessão, é e será sempre o mais poderoso meio de que dispomos para demover o obsessor dos seus propósitos maléficos. Em todos eles, no entanto, a prática do amor e da caridade constitui o recurso mais valioso, uma vez que somente o amor, tal como nos foi ensinado e exemplificado por Jesus, é capaz de harmonizar indivíduos que se odeiam, pondo fim às ideias de vingança, às perseguições e aos sofrimentos daí decorrentes.

7. Que é que Kardec recomenda com vistas à cura das obsessões?

Kardec trata do assunto no cap. 28, itens 81 e seguintes, d´ O Evangelho segundo o Espiritismo, em que diz que a cura das obsessões graves requer muita paciência, perseverança e devotamento e exige tato e habilidade, a fim de encaminhar para o bem Espíritos muitas vezes perversos, endurecidos e astuciosos, porquanto os há rebeldes ao extremo. Na maioria dos casos, temos de nos guiar pelas circunstâncias. Qualquer que seja, porém, o caráter do Espírito, nada se obtém pelo constrangimento ou pela ameaça. Toda influência reside no ascendente moral. Outra verdade igualmente comprovada pela experiência, tanto quanto pela lógica, é a completa ineficácia dos exorcismos, fórmulas, palavras sacramentais, amuletos, talismãs, práticas exteriores, ou quaisquer sinais materiais.

A obsessão muito prolongada pode ocasionar desordens patológicas e reclama, por vezes, tratamento simultâneo ou consecutivo, quer magnético, quer médico, para restabelecer a saúde do organismo. Destruída a causa, resta combater os efeitos.

Com respeito àquele que sofre o processo, é preciso que ele fortifique sua alma, pelo que necessário se torna que o obsidiado trabalhe pela sua própria melhoria, o que as mais das vezes basta para o livrar do obsessor, sem recorrer a terceiros. O auxílio destes se faz indispensável, quando a obsessão degenera em subjugação e em possessão, porque aí não raro o paciente perde a vontade e o livre-arbítrio.

Nos casos de obsessão grave, o obsidiado se acha como que envolvido e impregnado de um fluido pernicioso, que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele. É desse fluido que importa desembaraçá-lo. Ora, um fluido mau não pode ser eliminado por outro fluido mau. Mediante ação idêntica à do médium curador nos casos de enfermidade, cumpre se elimine o fluido mau com o auxílio de um fluido melhor, que produz, de certo modo, o efeito de um reativo. Esta é a ação mecânica, mas que não basta. É necessário, sobretudo, que se atue sobre o ser inteligente que provoca a obsessão, ao qual importa se fale com autoridade, que só existe onde há superioridade moral. Quanto maior for esta, tanto maior será igualmente a autoridade.

Mas isso não é tudo: para garantir-se a libertação, cumpre induzir o Espírito perverso a renunciar aos seus maus desígnios e fazer que nele despontem o arrependimento e o desejo do bem, por meio de instruções habilmente ministradas, objetivando a sua educação moral. Pode-se então lograr a dupla satisfação de libertar um encarnado e de converter um Espírito imperfeito.

A tarefa se apresenta mais fácil quando o obsidiado, compreendendo a sua situação, presta o concurso de sua vontade e de suas preces.

8. Quais são, de forma sintética, os principais recursos espíritas que podemos utilizar no tratamento da obsessão?

Sete são os principais recursos espíritas na tarefa da desobsessão:

  1. Conscientização, por parte do obsidiado e de seus familiares, de que a paciência é fator essencial no tratamento e que as imperfeições morais do obsidiado constituem o maior obstáculo à sua cura
  2. Fluidoterapia (passes magnéticos, radiações e água magnetizada)
  3. Prece e vigilância permanente
  4. Laborterapia
  5. Renovação das ideias através da boa leitura, de palestras e da conversação elevada
  6. Culto evangélico no lar
  7. Esclarecimento ou doutrinação do Espírito obsessor, em grupos mediúnicos especializados, em cujas reuniões a presença do enfermo não é necessária e pode até mesmo lhe ser prejudicial. Sobre a presença do obsidiado nos trabalhos mediúnicos, Divaldo Franco diz o seguinte, conforme podemos ver na questão 97 do livro Diretrizes de Segurança: “O ideal será que ele não participe dos trabalhos mediúnicos. Se estiver no estado em que registra as ideias sadias e as perturbadoras, o trabalho mediúnico pode ser-lhe seriamente pernicioso. Porque, se o obsessor incorporar, poderá ameaçá-lo diretamente, criando nele condicionamento que depois vai explorar de espírito a espírito. Como a necessidade não é do corpo físico do enfermo, ele pode estar em qualquer lugar e os Mentores trarão as entidades perturbadoras. Por outro lato, ele não deve faltar às sessões de esclarecimento doutrinário, para que aprenda a libertar-se das agressões dos Espíritos maus e, ao mesmo tempo, crie condições para agir com equilíbrio por si mesmo”.

Londrina, dezembro de 2009

Astolfo O. de Oliveira Filho

A CAMINHO DO BISTURI COMO O BOI PARA O MATADOURO? 25-07-2009




Ressurge, nas hostes espíritas, a fascinação pela procura de médiuns incorporadores de “médicos” do além, à moda “Zé Arigó” [alguns nem utilizam instrumentais cirúrgicos]. Em que pese existirem médiuns não-espiritas sérios, e que nada cobram dos pacientes, há aqueles que jamais recomendaríamos. Sabemos da intervenção dos desencarnados nos processos terapêuticos na Terra, mas não se pode dar ênfase a esse tipo de trabalho, na suposição de consolar almas desvalidas ou na falsa idéia de fortalecimento do Espiritismo por esses meios. Temos exemplos tristes dessa prática dispensável nos meios espíritas. Leitor amigo, procure se informar qual foi o destino do Zé Arigó, em Minas; do Edson Queiróz, em Pernambuco, e do Rubens Faria, no Rio de Janeiro.

Há, no interior de Goiás, um médium conhecido (principalmente, fora do Brasil) que atende cerca de 2000 pessoas por dia. Na sua instituição, vende-se um frasco, contendo cápsulas, à base de maracujá, no valor de R$ 10,00 (dez reais). Se, na ponta do lápis, somarmos o montante dessas vendas, com outras despesas que o centro acaba impondo aos seus assistidos, chegaremos, facilmente, a cifras de milhões de reais por ano. Por essas e outras muitas razões, certa vez, perguntaram ao Chico Xavier: “Têm surgido muitos médiuns e curadores por este Brasil afora, que receitam remédios e, até, operam os doentes. Qual a maneira de se identificar o verdadeiro do falso?” Chico responde: “EU CREIO QUE ISTO DEVA SER FRUTO DA EDUCAÇÃO DO SERTANEJO, ACREDITAR QUE, PAGANDO BEM, IRÁ CONSEGUIR CURAS ESPIRITUAIS. O VERDADEIRO ESPIRITISMO NÃO PODE COBRAR, NEM MESMO OS REMÉDIOS QUE RECEITA AOS DOENTES.

Chico evitava as queixas e escrevia sem parar, apesar das dores que sofria por causa de um tumor localizado na próstata. Agüentou o sofrimento enquanto pôde, mas a cirurgia era inevitável. Zé Arigó, o médium que incorporava o Dr. Fritz, e realizava cirurgias sem anestesia, ofereceu-se para operar o colega. Chico, humildemente, recusou a oferta e preferiu se internar numa clínica, em São Paulo. Antes, tomou o cuidado de entregar ao Dr. Elias Barbosa documentos particulares, pois “Ninguém sabe o que pode acontecer”, disse ele. Uma vez optando pelos médicos da matéria, sua atitude provocou uma grande polêmica no meio espírita. Por que não aceitou a oferta do Dr. Fritz, tão requisitado na época? Ele duvidava do poder dos Espíritos? O protegido de Emmanuel se limitou a repetir a resposta dada a Arigó: COMO EU FICARIA DIANTE DE TANTO SOFREDOR QUE ME PROCURA E QUE VAI A CAMINHO DO BISTURI, COMO O BOI PARA O MATADOURO? E EU VOU QUERER FACILIDADES? EU TENHO QUE ME OPERAR COMO OS OUTROS, SOFRENDO COMO ELES. Anos mais tarde, num desabafo, Chico deixaria de lado a diplomacia e disse: SOU CONTRA ESSA HISTÓRIA DE METER O CANIVETE NO CORPO DOS OUTROS SEM SER MÉDICO. O MÉDICO ESTUDOU BASTANTE ANATOMIA, PATOLOGIA E, POR ISSO, ESTÁ HABILITADO A FAZER UMA CIRURGIA. POR QUE EU, SENDO MÉDIUM, VOU AGORA PEGAR UMA FACA E ABRIR O CORPO DE UM CRISTÃO SEM SER CONSIDERADO UM CRIMINOSO? (1)

Sempre obediente aos conselhos do seu guia espiritual, explicava: “EU JA ME OPEREI 5 VEZES, E VÁRIOS MÉDIUNS ME OFERECERAM SEUS SERVIÇOS. O ESPÍRITO EMMANUEL ME DISSE: VOCE DEVERIA TER VERGONHA ATÉ DE PENSAR EM RECEBER ESTE TIPO DE CURA, PORQUE TODOS OS OUTROS DOENTES VERTEM SANGUE, ATÉ TOMAM DETERMINADOS REMÉDIOS PARA MELHORAR. COMO VOCE PRETENDE SE CURAR NUMA CADEIRA DE BALANÇO?". Daí, perguntaram-lhe: Chico, como conciliar os recursos da medicina terrestre, especialmente na área da cirurgia, com a correção de anomalias orgânicas em criaturas com processos de resgates cármicos? Chico Xavier, então, respondeu: “NÃO IMPORTA QUE A CIRURGIA FAÇA DESAPARECER ANOMALIAS INIBIDORAS OU DEFORMANTES DE IMPLEMENTOS SOMÁTICOS. O PERISPÍRITO CONSERVARÁ A DEFICIENCIA, QUE VAI SE PROJETAR PARA REENCARNAÇÕES FUTURAS, A NÃO SER QUE O ESPÍRITO DEVEDOR SE AJUSTE COM A LEI DA JUSTIÇA, COBRINDO COM AMOR A "MULTIDÃO DE PECADOS", SEGUNDO O EVANGELHO. A CIRURGIA CORRIGE TRANSITÓRIAMENTE AS DEFICIENCIAS FÍSICAS. O AMOR, TRABALHANDO NOS TECIDOS SUTIS DA ALMA, PURIFICA E REDIME PARA A ETERNIDADE.” (2) O que a medicina dos homens não conseguiu curar foi o problema da visão do Chico. Ele deu, mais uma vez, prova de que não se desviaria dos ensinamentos de Emmanuel ao recusar, em 1969, a oferta do médium Zé Arigó, que desejava operar, espiritualmente, seus olhos, dizendo-lhe o seguinte: "A DOENÇA É UMA PROVAÇÃO DO ESPÍRITO QUE DEVO SUPORTAR". (3)

Diante disso, e movido por justa preocupação, porquanto, há mais de trinta anos, laborando no jornalismo espírita, deliberei escrever, há dois anos, o seguinte: A revista Veja, de 14/06/2000, pág. 68, traz longa reportagem intitulada "Não ajuda em nada", demonstrando que pesquisas confirmam uma realidade preocupante, ou seja, que tratamentos alternativos (místicos), quase sempre, são ineficazes no restabelecimento da saúde de pacientes, especialmente, com câncer. É lastimável sabermos que existem, ainda, em nossas hostes, espíritas que evocam "Espíritos", para que lhes atendam como cirurgiões do “além”, que vão retalhando corpos em nome de “operações espirituais”; que lhes prescrevam medicamentos alopáticos, fitoterápicos (ervas "milagrosas") e chás de "coisa nenhuma” ou, ainda, que lhes forneçam dietas para emagrecimento. O Espírito André Luiz adverte: "Aceitar o auxílio dos missionários e obreiros da medicina terrena, não exigindo proteção e responsabilidade exclusivos dos médicos desencarnados”. (4) A tendência de subestimar a contribuição da medicina humana, entregando nossas enfermidades aos Espíritos milagreiros do além (de preferência cirurgião com nome germânico ou hindu, como se isso impusesse maior credibilidade), para que "curem" complexos processos de metástases, por exemplo, é uma atitude equivocada. Os conceitos espíritas nos remetem à certeza de que a matriz das doenças está fincada no estado mental do enfermo, ou seja, o espírito é o verdadeiro responsável pelas enfermidades. Portanto, a rigor, não serão os agentes externos que proporcionarão a cura daqueles que teimam em permanecer entorpecidos, na condição de revoltosos ou hesitantes diante dos códigos de justiça, vigentes nos Estatutos Divinos, mas a mudança de comportamento, pois o equilíbrio das forças mentais impede que invasores se nutram das energias debilitadas. Não podemos, porém, ignorar, de forma alguma, as heranças que provêm das Leis de Causa e Efeito. As enfermidades que se alongam, por toda uma vida, são expiações decorrentes de profundas raízes de natureza moral, que só se extinguirão mediante o fim do resgate, pois, "A doença pertinaz leva à purificação mais profunda”. (5) Os Espíritos não estão à nossa disposição para promoverem curas de patologias que, não raro, representam providências corretivas para o nosso crescimento espiritual no buril expiatório. Nesse sentido, os dirigentes de núcleos espíritas deveriam promover bases de estudos e reflexões sobre as propostas filosóficas, científicas e religiosas do Espiritismo, ao invés de encetarem trabalhos espirituais para os inócuos "curandeirismos".

Os preceitos doutrinários nos esclarecem que devemos "Aproveitar a moléstia como período de lições, sobretudo como tempo de aplicação de valores alusivos à convicção religiosa. A enfermidade pode ser considerada por termômetro da fé”. (6) Desta forma, são inoportunas certas manifestações de “promessas de cura das obsessões” com sessões da famosa corrente magnética brasiliense (prática "inventada” em Brasília, por grupos que seduzem empolgados “filantropômanos”, através do apelo assistencialista, inoculando estranhas práticas doutrinárias) como a magnetização "desobsessiva" para afastar Espíritos aos moldes de como se espantam moscas das feridas expostas. Para consubstanciar esse objetivo, recorrem ao auxílio da varinha de condão, do chamado "choque anímico", com o qual os enfermos se "libertam" dos obsessores, conforme promete livro (7) publicado pelos seguidores desse movimento equivocado. Há, ainda, outros núcleos que propõem aplicações de luzes coloridas (cromoterapias) para higienizar auras humanas e curar (pasmem): azia, cálculo renal, coceiras, dores de dente, gripes, soluços em crianças, verminose, frieiras, conforme propaga literatura específica. (8) Acreditem! Se não bastasse, recomenda-se, até, carvãoterapia (?!) para neutralizar "maus-olhados". Nesse sentido, segundo crêem, é só colocar um pedaço de tora de carvão debaixo da cama e estaremos imunes ao grande flagelo da humanidade - o "olho comprido”!

Algumas instituições espíritas têm distribuído uma pomada “CURA TUDO” como se fosse “água benta”. O que se nota, a bem da verdade, é que as instituições espíritas se desincumbem da vigilância para com a pureza doutrinária, tão necessária para o fiel desempenho dos trabalhos a que elas se destinam. O que se vê é um afrouxamento do rigor que se deve imprimir aos ideais sublimes. Abrir espaço para a liberdade de agir não significa aceitar as injunções pressionadoras de sistemas divergentes, nas casas espíritas, que teimam em se alojar aqui e ali, na tentativa de, pelo decurso do tempo, serem confundidos e aceitos como Espiritismo de fato, a exemplo do ramatisismo, armondismo, umbandismo etc, e mais, os apometristas, cromoterapistas, pomadistas, cepalistas etc. Que nos alcunhem de “fundamentalistas”, por defendermos os “fundamentos” da Doutrina Espírita, que nada mais é que estarmos harmonizados com as Leis da Natureza e que a ninguém é dado o poder de modificá-las, o que é bem diferente de permanecermos retrógrados diante dessas evidências. As vozes dos “vendedores de ilusões” não podem ecoar mais forte que essas leis e de nossa advertência, JAMAIS!!! Se alguém tem que silenciar, que não sejam os sinceros adeptos do Evangelho, via ESPIRITISMO. Cremos que os que se incomodam com essas admoestações deveriam, por coerência e bom senso, buscar outras propostas doutrinárias afins, e deixarem o Espiritismo em paz, a seguir seu curso sem enxertos perigosos.

O que queremos é a transparência doutrinária no movimento espírita, e não a confusão doutrinária; maior rigor para com os divergentes, a fim de que desanimem e se afastem de uma vez por todas. A vida moderna, globalizada ou não, está a pedir, isso sim, posicionamentos e comportamentos firmes e consentâneos com a proposta espírita. Como bem recomenda o ínclito Codificador, em Viagem Espírita 1862, pág. 33: "O excesso em tudo é prejudicial, mas, em semelhante caso, vale mais pecar por excesso de prudência do que por excesso de confiança". Sabemos que os que lêem estas linhas podem pensar que estamos revestidos de idéias ficcionais, mas podemos assegurar que não teríamos materiais tão imaginativos. Em recente entrevista ao jornal Alavanca - abril/maio-2000 - Divaldo Franco adverte sobre as "terapias alternativas", "curandeirismos" e a fascinação na prática mediúnica, apontando-as como fatores que têm desestabilizado o projeto da unidade doutrinária". É por essas e outras que a revista Veja, abril de 1999, registra que os médicos, da ala conservadora da psiquiatria, consideram os médiuns como dotados de neuroses, psicoses, desvios de personalidade, esquizofrenias, etc. Se pararmos para refletir, daremos uma certa razão para esses profissionais, até porque, muitos adeptos do Espiritismo não conhecem os livros de Allan Kardec, Emmanuel, André Luiz, Joanna de Ângellis, Bezerra de Menezes, Vianna de Carvalho e outros consagrados expoentes da difusão doutrinária e, lastimavelmente, estão aguilhoados nas práticas que comprometem todo o projeto doutrinário. O exercício dos Códigos Evangélicos nos impõem a obrigatória fraternidade e a compreensão aos adeptos dessas esquisitas práticas, o que não equivale dizer que devemos nos omitir quanto à oportuna admoestação, para que a Casa Espírita não se transforme em academia de andróides hipnotizados pela fantasia e ilusão.

Jorge Hessen
http://jorgehessen.
jorgehessen@gmail.com


FONTES:

(1) Souto Maior, Marcel As vidas de Chico Xavier / Marcel Souto Maior. 2. cd. rev. e ampl. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2003.
(2) disponível em http://ulyssesdorego.arteblog.com.br/38023/entrevista-e-video-com-chico-xavier, acessado em 25-07-09
(3) Disponível em http://www.caminhosluz.com.br/detalhe.asp?codigo1=2639, acessado em 25-07-09
(4) Vieira, Waldo. Conduta Espírita, Ditado pelo Espírito André Luiz, Cap.35. RJ: Editora FEB, 1977-5ª edição
(5) idem
(6) idem
(7) Colegiado dos Vínculos Fraternais, Desobsessão por Corrente Magnética, 1ª edição Sociedade de Divulgação Espírita "Auta de Souza"-1996.DF
(8) Nunes, René. Cromoterapia. A Cura Através da Cor. Editora Asa Sul./Brasília 1ª edição

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

ANO 2012, O FATOR MAIA E NOSTRADAMUS, MUITAS CRENDICES E PARANÓIAS




Analisemos a seguinte matéria: "Você temeria o futuro se levasse a vida de Tom Cruise, com mais de US$ 300 milhões no banco e presença garantida na lista de celebridades mais ricas do mundo elaborada pela revista "Forbes"? Então imagine o impacto da notícia, divulgada no ano passado, de que o superastro estaria construindo um abrigo subterrâneo de US$ 10 milhões no subsolo de sua mansão no Colorado. Segundo o relato publicado pela revista "Star", Cruise estaria convicto de que a Terra experimentará um contato potencialmente devastador com uma raça alienígena em 2012. Acredita o ato que a vida em nosso planeta vai mudar, para pior ou para melhor, em 21/12/2012. Nessa data se encerra um calendário que era usado pelos antigos maias no auge da sua civilização. Por isso, todo o movimento envolvendo o ano de 2012 é chamado genericamente também de "profecia maia".(1)

Essa crendice estúpida é o ponto culminante de um processo que começou há duas décadas. Em 1984, o americano José Arguelles publicou "O Fator Maia". Nele mesclava seus estudos sobre o fim do calendário maia com suas próprias idéias agourentas. O autor se inspirou em um livro de ficção. Arguelles disse que a data marcaria o fim do ciclo do Homo sapiens e o início de uma época ecologicamente mais harmoniosa. E conclamou os leitores a se reunirem em várias partes do mundo nos dias 16 e 17 de agosto de 1987 para meditar e rezar, dando um pontapé inicial para o grande dia que ainda estava 25 anos no futuro. Esse evento, batizado de Convergência Harmônica, atraiu grande atenção da mídia americana e ganhou o apoio de celebridades como a atriz Shirley McLaine."(2) Mas sabemos que "os bons Espíritos nunca determinam datas. Portanto, a previsão de qualquer acontecimento para uma época determinada é indício de mistificação

Convivemos atualmente com uma "hecatombe" de informações agourentas, passíveis de causar muita confusão. Para escrever este texto li um estranho livro destinado exclusivamente a profecias de magos, videntes, advinhos e profetas de várias religiões e seitas. O enfoque do livro foi o ano 2012 como data fatídica em que a humanidade irá sucumbir por catástrofes terrestres ou vindas do espaço. Entre outras "pérolas" no livro encontrei que , segundo previsão dos maias, a Quinta Era do Sol que vivemos acabará em 20 de dezembro de 2012, em meio a catástrofes naturais". Em estudos realizados por astrônomos sobre aproximações perigosas de asteróides há uma referência para 2029 em que a força gravitacional da Terra pode atrair um grande asteróide de nome 2004 MN4, o que poderá provocar uma forte colisão entre ambos por volta de 2034. (sic...)

Na Idade Média eram comuns previsões esquisitíssimas provindas da Igreja, enfocadas em catástrofes climáticas, miséria, epidemias, eclipses e cometas imprevistos. Ressalte-se que maremotos, ciclones, erupções vulcânicas, asteróides, cometas, mudanças climáticas e o aquecimento global tanto em evidência hoje, são catástrofes naturais que fazem parte da história do planeta. Existiram em todas as épocas.

Atualmente profecias, notadamente as de Nostradamus, são lembradas e citadas até o limite do intolerável. Um mau agouro paira sobre as mentes mais frágeis. E nesse frenesi cada seita com seu cortejo de fanáticos já estabeleceu sua agenda para o tal "juízo final."

As "revelações" nostradâmicas foram escritas no século XVI quase sempre pessimistas estão reunidas em volumes numa linguagem empolada intitulada "As Centurias". Alguns nostradâmicos plantonistas interpretaram nelas destruição e fome marcada para setembro de 1999. Outros neurastênicos acreditam que o ano 2012 será palco de destruição inimaginável. Outros alienados dizem que Nostradamus prevê o fim do mundo somente no ano 3797.

Subliminarmente alguns desavisados ficam assustados com a passagem do tempo, esquecendo que nossa contagem cronológica é totalmente arbitrária. O universo está pouco se lixando com a maneira de como nós dividimos e contamos o tempo. Para os fanáticos que fixam datas para acontecimentos futuros preste atenção para o seguinte fato real: O nascimento de Jesus é o episódio que, tradicionalmente, demarca o início da era cristã. Porém, em face de um erro de cálculo, cometido no século 6 d.C., pela Igreja, as datas não coincidem. Sabe-se, atualmente, que Jesus nasceu antes do ano 1, provavelmente, entre 6 e 5 a.C. Pode-se afirmar isso, com razoável segurança, graças à narrativa muito precisa do Evangelho de Lucas. Segundo o evangelista, o fato aconteceu na época do recenseamento, ordenado pelo imperador romano César Augusto. Esse censo, o primeiro realizado na Palestina, tinha por objetivo regularizar a cobrança de impostos. Os historiadores estão de acordo em situar tal fato político no período que vai de 8 a 5 a.C.

Curiosamente, a enciclopédia O Mundo do Saber, Editora Delta-Volume I,(3) registra: Jesus nasceu em Belém-Judéia, em 4 a.C. Ante muitas controvérsias sobre a questão, colhemos informes no seio da própria Igreja, quando, no século VI (525 a D.), o sacerdote Dionísio, fanático por matemática, recebendo a incumbência para "descobrir" a data exata do nascimento do Cristo, fixou-a no ano 754, do calendário romano,(4) e que foi aceita pela cúpula da Igreja Católica. Mas, o clérigo Dionísio começou a pesquisa partindo de uma premissa equivocada, pois, manteve como referência o batismo do Mestre, ocorrido no 150 ano do governo do Imperador Tibério César(5) e tinha absoluta convicção (à época) de que o imperador romano iniciou o governo no ano 14; a conclusão foi "lógica", 14+15=29, onde tentou buscar confirmação no Novo Testamento, quando Lucas, no Capítulo III, versículo 23, registra ter sido Jesus batizado com 29 anos de idade (!!?...).

Outro fato histórico relevante, é que Tibério César governava o Império desde o ano 9 d. C. ; logo, o equívoco do padre matemático subtraiu, de 4 a 5 anos, da história cristã, cronologicamente regida pelo calendário gregoriano.(6) Aliás, erro já devidamente assumido pelo Vaticano.(7)

Existe outro fator que comprova o erro de cálculo de Dionísio: sabemos, pela tradição dos textos das escrituras, que Herodes, o Grande, quando teve notícia do nascimento do Cristo, ordenou a matança de todas as crianças nascidas, nos dois últimos anos, em Belém e cercanias da Judéia. Na ocasião, Maria e José, pais de Jesus, refugiaram-se em outro país (Egito). Ora, a História se encarrega de registrar que Herodes morreu, exatamente, no ano que nasceu Jesus (mesmo ano da ordem do infanticídio generalizado), logo, pelos dados que possuímos, considerando-se o calendário de Roma, e se Jesus era, de fato, um recém-nascido à época da matança, atualmente estaríamos pelo menos em 2014 pós-Jesus.

É bem verdade que o século XX foi marcado por grandes tragédias ligadas ao apocalipse. Começou em 1910:a Terra iria (como aconteceu) atravessar a cauda do cometa Halley e a presença do mortífero gás cianogênio mataria todos. Ninguém morreu intoxicado com o gás. Sob o pavor do final dos tempos , na noite de 18/11/1978, em Jonestown Guiana, 900 pessoas cabrestadas pelo pastor Jim Jones, líder da seita Templo do Povo, morreram ao ingerir suco com cianureto. Em Uganda o líder de uma seita, Joseph Kibweteere prognosticou que o mundo acabaria no dia 31/12/1999. Como isso não ocorreu, adiou para o ano seguinte. No dia e hora marcados, o templo bem como todas as pessoas foram envolvidas em combustível e 470 pessoas inclusive 50 crianças foram carbonizadas. No ano de 1993, em Waco,Texas, EUA 70 seguidores da seita Ramo Davidiano morrem carbonizados no Rancho do Apocalipse. Em 1995, um culto do Juízo Final, liderado por Shoko Asahara do grupo Verdade Suprema, obcecado pela idéia do fim do mundo, lançou um gás tóxico no metrô de Tóquio envenenando centenas de pessoas inocentes, estranhos à seita. Em março de 1997, dezenas de corpos de homens e mulheres que pertenciam à seita Higher Source, liderados pelo pastor Marshall Applewhite se suicidaram acreditando que suas almas encontrariam uma nave voadora esperando por eles na cauda do cometa Hale Bopp e que os levariam a outro planeta.

O mundo atual dominado por incerteza, insegurança, pobreza e desigualdades sociais , continuará a alimentar seitas apocalípticas, passíveis de causar grandes tragédias. Fanáticos religiosos utilizando da Internet, poderão estabelecer um clima de apreensão e pavor. Mas, aprendemos com o genial lionês Allan Kardec que "os grandes fenômenos da Natureza, aqueles que são considerados como uma perturbação dos elementos, não são de causas imprevistas, pois "tudo tem uma razão de ser e nada acontece sem a permissão de Deus. E os cataclismos algumas vezes têm uma razão de ser direta para o homem. Entretanto, na maioria dos casos, têm por objetivo o restabelecimento do equilíbrio e da harmonia das forças físicas da natureza."(8)

Os pessimistas insistem sempre em considerar que a maneira negativa e sombria de perceber as coisas do mundo é uma maneira realista de viver. Não concordo. Na verdade, se olharmos a vida com muita emoção (distantes do raciocínio) vamos encontrar motivos que nos abatem os ânimos em qualquer lugar e em qualquer situação; crianças carentes, fome universal, guerras, violência urbana, seqüestros, carestia, insegurança social, corrupção, acidentes catastróficos e por aí à fora. Entretanto, é um dever para com nosso bem-estar estarmos adaptados à vida, com tudo que ela tem de bom e de ruim, sem obviamemente cruzarmos os braços diante das situações.

Em verdade, a "forma empregada até agora nas predições faz delas verdadeiros enigmas, as mais das vezes indecifráveis.[absurdos] Hoje, as circunstâncias são outras; as predições nada têm de místicas. São antes advertências do que predições propriamente ditas. A humanidade contemporânea também conta seus profetas. Mais de um escritor, poeta, literário, historiador ou filósofo hão traçado, em seus escritos, a marcha futura de acontecimentos a cuja realização agora assistimos."(9)

Recordemos sempre que a prática dos códigos evangélicos é a condição intransferível que determinará a grande transformação sócio, político e econômico do porvir. Nessa esteira, haverá de ser o final do "mundo velho", desse mundo regido pela desmesurada ambição, pela corrupção, pelo aniquilamento dos preceitos éticos, pelo orgulho, pelo egoísmo e pela incredulidade. Por isso, cremos que a Terra não terá de transformar-se por meio de um cataclismo e outras tragédias que destrua de súbito uma geração. A atual sociedade desaparecerá, gradualmente, e a nova lhe sucederá sem derrogação das leis naturais, conforme preceitua o Espiritismo.

Jorge Hessen
E-Mail: jorgehessen@gmail.com

Site: http://jorgehessen.net
Blog: http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com


FONTES:
(1) Fonte: Revista Galileu - Edição 206 - Setembro de 2008 - Por Pablo Nogueira
(2) Kardec, Allan. O Livro dos Médiuns, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001
(3) Enciclopédia O Mundo do Saber, Editora Delta-Volume 1
(4) 2761 anos já se transcorreram a partir da fundação de Roma
(5) Cf. Luc. 3: 1 a 6
(6) O calendário gregoriano, aceito nos nossos dias em praticamente todo o mundo, só passou a vigorar a partir de 1582, quando foi promulgado pelo Papa Gregório XIII, tendo posteriormente sido gradualmente aceite por todos os países.
(7) Tibério César sucedeu Augusto que morreu no dia 19 de agosto do 767 da fundação de Roma, 14 da nossa era, quando assumiu de fato o título de César e começou a governar. Portanto, João começou a pregar no ano 28. O batismo de Jesus, antes da Páscoa de 29, estava com 35 anos. E na crucificação ocorrido no ano 31 da nossa era, 784 da fundação de Roma, Jesus tinha 38 anos de idade.
(8) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2004
(9) Kardec, Allan "A Gênese", Cap. XVI, item 17, 16ª ed., FEB/a973-RJ.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O ESPÍRITA ANTE À SINDROME DO MEDO 22-11-09




Em uma situação de crise, seja de ordem econômica ou agravamento da insegurança pública, como sói ocorrer nos dias de hoje, as relações sociais, pessoais e familiares se alteram. Diante desse quadro, é perfeitamente normal que sintamos medo. Na verdade, sentir medo nos leva à imobilização, pois essa fobia aumenta, consideravelmente, a incerteza do que uma atitude poderá causar. Pensar que não conseguiremos enfrentar uma doença, nossos erros, a perda do emprego ou dos bens, a velhice, a solidão, a perda de um amor e assim por diante, amedronta-nos, causa-nos ansiedade e desconforto psicológico.
Se tivéssemos certeza do sucesso das atitudes a tomar, não teríamos medo de coisa alguma. Não devemos, pois, desconsiderar nossos medos, mas, antes, valorizá-los como fonte de transformações a serem realizadas dentro de nós mesmos. Quando usados como instrumento de coerção, controle e exercício do poder e de autoridade sobre os outros, compromete-se a consciência dos indivíduos, criando, neles, a necessidade de mentir. É quando professores e pais usam os medos e ameaças para limitarem seus alunos e filhos. Contos e histórias infantis, que podem ser usados como armas para amedrontar e controlar as crianças, estão ajudando a realizar a tarefa da antipedagogia. É o antiensino. É a deseducação.
André Luiz ensina que “o corajoso suporta as dificuldades, superando-as. O temerário afronta os perigos sem ponderá-los.” (1) É verdade! Há atitudes que, frente aos medos, podem ser fruto da nossa irresponsabilidade. Trata-se de um erro de percepção ou da nossa incapacidade de julgamento. Sem medir as conseqüências dos nossos atos, seja qual for a razão, enfrentamos a ameaça e o perigo, sem, antes, analisá-los. Somos, muitas vezes, inconseqüentes nos nossos atos, não avaliarmos a imprudência que cometemos. Exemplos comuns de irresponsabilidade são as atitudes impulsivas ou exibicionistas praticadas por quem não pensa em correr quaisquer riscos com tais atitudes. A morte e a vida lhe são indiferentes.
Por essas razões é preciso que aceitemos nossos próprios medos, a fim de darmos início ao nosso autoconhecimento. Consiste, isso, em admitir que temos medos. Admitir também que todos têm medos. É o primeiro e decisivo passo para iniciar o caminho que nos levará a superá-los e, conseqüentemente, a superação de si mesmo.
A instabilidade psíquica e emocional faz parte da rotina de todos. É necessário ter “nervos de aço” para sobreviver nas grandes cidades modernas. Embora o medo seja um sentimento natural, a drástica realidade do cotidiano está transformando, em patologia crônica, um sentimento que é fundamental para nossa sobrevivência. “Ninguém poderá dizer que toda enfermidade esteja vinculada aos processos de elaboração da vida mental, mas todos podem garantir que os processos de elaboração da vida mental guardam positiva influenciação sobre todas as doenças”. (2) O medo é normal quando é moderado. Quando excessivo, torna-se doença, passa a prejudicar a nossa vida.
“Toda emoção violenta sobre o corpo é semelhante a martelada forte sobre a engrenagem de máquina sensível, e toda aflição amimalhada é como ferrugem destruidora, prejudicando-lhe o funcionamento”.(3) O medo excessivo (fobias) é o mesmo que semear espinheiros magnéticos e adubá-los no solo emotivo de nossa existência, é intoxicar, por conta própria, a tessitura da vestimenta corpórea, estragando os centros de nossa vida profunda e arrasando, conseqüentemente, sangue e nervos, glândulas e vísceras do corpo que Deus nos concede com vistas ao desenvolvimento de nossas faculdades para a Vida Eterna.
Para Sigmund Freud, uma emoção como o medo, por exemplo, “é uma preparação para enfrentar o perigo. É um estado biologicamente útil, já que, sem ele, a pessoa se acharia exposta a conseqüências graves. Dele derivariam a fuga e a defesa ativa. Quando, porém, o desenvolvimento de certos estados vai além de determinados limites, passa a contrariar o objetivo biológico e dá lugar às formas patológicas”. (4)
Os ansiosos (estressados) visitam, cinco vezes mais, médicos que uma pessoa normal. O sintoma crônico do medo está gerando problemas físicos e emocionais, tais como infarto do miocárdio, úlcera e insônia. Essa síndrome repercute no organismo de várias maneiras. No cérebro, pode provocar insônia e depressão. No coração, surgem as arritmias e a hipertensão. O sistema endócrino pode sofrer baixa taxa de açúcar no sangue e problemas com a tireóide; no sistema gastrointestinal, indigestão e colite. Portando, o stress(5) do medo desenvolve a úlcera, a ansiedade, as tristezas e os pânicos. “O medo [patológico] é um dos piores inimigos da criatura, por alojar-se na cidadela da alma, atacando as forças mais profundas”.(6)
Para nós, estudiosos do Espiritismo, a solução para o medo é, sem dúvida, o exercício "da fé que remove montanhas” (7), mostrando-nos o rumo da vitória. É, igualmente, a certeza da reencarnação, a convicção de que a vida terrena não é mais do que um longo dia perante a eternidade real da vida do Espírito. Somos seres pensantes e imortais e, ante essas verdades, podemos enriquecer a nossa atividade mental, indefinidamente, rumo aos objetivos superiores. Podemos desenvolver recursos que nos conduzam a um relacionamento humano e social mais saudável, através do trabalho solidário e fraternal, aprendendo a entender as dores e angústias dos nossos companheiros, a ter compaixão, e, finalmente, "a amar o próximo como a nós mesmos”. (8)
Fundamentalmente, a fé deve apoiar-se na razão, para não ser cega. Por isso, fé não é um "dom" fornecido por Deus para alguém em especial, seja por essa ou aquela atitude exterior, mas sim o produto da nossa conquista pessoal na busca da compreensão do caminho correto, das verdades que permeiam a essência das nossas próprias vidas, por meio do conhecimento, da vivência da experiência, das reflexões pessoais e pelo esforço que fazemos em nos modificar para viver com mais amor, por entender que o amor é a causa da vida, e a vida é o efeito desse amor. Na mensagem do Mestre, aprendemos a lição da coragem, do otimismo vivo, fatores psicológicos, esses, capazes de renovar nossos pendores, obstando que o medo, a depressão e a angústia se apossem de nossa mente.

Jorge
Site http://jorgehessen.net
email jorgehessen@gmail.com


Fontes:

(1) Xavier, Francisco Cândido. Agenda Cristã , ditado pelo Espírito André Luiz , Rio de Janeiro: Ed Feb, 2001
(2) idem
(3) idem
(4) ABBAGNANO, N., citado por. Dicionário de Filosofia. Sigmund Freud (1856-1939). Nascido na Áustria de família judia. Foi o fundador da Psicanálise, tendo formulado os conceitos de inconsciente, libido, o método da livre associação no tratamento psicanalítico, etc., cujos fundamentos teóricos colaboraram para a compreensão do psiquismo humano
(5) O stress pode ser causado pela ansiedade e pela depressão devido à mudança brusca no estilo de vida e a exposição a um determinado ambiente, que leva a pessoa a sentir um determinado tipo de angústia. Quando os sintomas de estresse persistem por um longo intervalo de tempo, podem ocorrer sentimentos de evasão (ligados à ansiedade e depressão). Os nossos mecanismos de defesa passam a não responder de uma forma eficaz, aumentando assim a possibilidade de vir a ocorrer doenças, especialmente cardiovasculares.
(6) Xavier, Francisco Cândido. Nosso Lar, ditado pelo Espírito André Luiz, Capítulo 42, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001
(7) Cf. Mt. 21.18-22
(8) Cf. (Mateus 9:20-22; Marcos 1:40-42; 7:26, 29, 30; João 1:29)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

SABEDORIA DO BEM VIVER




O tempo é implacável, sagrado e transformador de destinos. Muitos não compreendem os mistérios do tempo que se esvae célere na vida terrena; envelhecem e quase nada realizam nas instâncias do bem incondicional Há, porém, aqueles que consolidam em si a robusta fé cristã e exercitando plenamente o amor ao próximo como método de se eximirem das ruidosas propagandas da virtude de superfície.

O pensador Alexis Carrel afirmou que:- O importante não é acrescentar anos à sua vida, mas vida aos seus anos. - Mais tarde Harry Benjamin endossou a idéia de Carrel com a frase: "Não queira acrescentar dias à sua vida, mas vida aos seus dias." Estribado nesses axiomas, evocamos os nomes de alguns personagens histórico que, ao acrescentarem vidas aos seus dias e anos, traçaram linhas indeléveis sobre painéis emoldurados com excelsa a virtude cristã.

Dentre alguns expoentes da prática do amor lembramos David Livingstone, que no século XIX entoou os dúlcidos cânticos evangélicos para os negros sul-africanos, após ter escrito inesquecíveis contos literários que o projetaram ao lado de deuses da literatura mundial, a exemplo de Victor Hugo. Livingstone, renunciou aos proscênios da fama, abandonou a Escócia, sua terra natal e juntou-se àquelas almas sofredoras , nascidas na mais dura dificuldade material.

Os anos não passaram em vão nos projetos de vida de Florence Nightingale, a ilustre "Dama da Lâmpada", ela que vestiu a túnica da renúncia, afastando-se do convívio do fausto inglês, a fim de abraçar voluntariamente a árdua tarefa de socorrer as vítimas da Guerra da Criméia no século XIX (1). Nightingale acolheu amorosamente junto ao seu coração muitos soldados feridos, sem a preocupação de saber qual nacionalidade de cada vítima. Em nome do amor, deixou plantada a poderosa semente que posteriormente foi cultivada por Jean Henrique Dunant.

Inicialmente Dunant foi um homem de negócios, representante de uma companhia genovesa. Enfrentou alguns problemas no que diz respeito à exploração das terras e numa tentativa de solução desses mesmos problemas, decidiu dirigir-se pessoalmente ao imperador francês Napoleão III, que na época se encontrava na Itália comandando o exército francês que juntamente com os italianos tentava expulsar os austríacos do território italiano. No front dessa guerra , ao presenciar o sofrimento na frente de combate [ Batalha de Solferino em 1859 ], Dunant organizou de imediato um serviço de primeiros socorros. Desta sua experiência resultou o livro Un souvenir de Solferino, publicado em 1862, onde sugeria a criação de grupos nacionais de ajuda para apoiar os feridos em situações de guerra, e porpôs a criação de uma organização internacional que permitisse melhorar as condições de vida e prestar auxílio às vítimas da guerra. Em 1863 fundou a Cruz Vermelha Internacional, reconhecida, no ano seguinte, pela Convenção de Genebra. Após adoecer, esteve internado no hospital desta vila Suíça, onde veio a falecer em 1910.

O que sobrou à Hellen Keller foi determinação e coragem robusta para vencer as suas limitações físicas (era surda, muda e cega de nascença), porém um dia Keller conseguiu falar e soltou o verbo como ninguém . Seu vigor moral fê-la projeta-se no cenário do mundo dando-lhe características de uma singular muIher. Seu verbo infundia ao homem a necessária reflexão sobre o quanto somos potencialmente ilimitados quando amamos a vida. Por isso foi considerada uma das dez mulheres mais importantes dos Estados Unidos, no século XX..

Certa ocasião o jornalista Harold Gibson disse: "- "Por onde Miss Eartha andava, os famintos, aflitos e desamparados de todas as idades sentiam a sua presença compassiva e animadora." - referia-se a Eartha Mary Magdalene White, uma verdadeira lenda no norte da Flórida, Estados Unidos. Ela que fundou de uma Instituição de amparo ao negro americano. Eartha desencarnou em 1974, com 95 anos de idade, deixando um segredo para vivermos a grande mensagem, "-Façam todo o bem que puderem, de todos os modos, em todos os lugares para todas as pessoas enquanto puderem."

Eis aqui alguns personagens reais da História que souberam acrescentar vida aos anos de experiência física. Em verdade, cada instante vivemos, cada minuto que se esvai nos báratros do dia-a-dia, construímos nosso destino e escrevemos nas páginas da vida os anos de experiência nos carreiros do amor que devotamos ao próximo.

Jorge Hessen
E-Mail: jorgehessen@gmail.com

Site: http://jorgehessen.net
Blog: http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com


OBS.:
(1) Conflito que se estendeu de 1853 a 1856, na península da Crimeia (no mar Negro, ao sul da atual Ucrânia), no sul da Rússia e nos Bálcãs. Envolveu, de um lado a Rússia e, de outro, uma coligação integrada pelo Reino Unido, a França, o Piemonte-Sardenha (na atual Itália) - formando a Aliança Anglo-Franco-Sarda - e o Império Turco-Otomano (atual Turquia). Esta coalizão, que contou ainda com o apoio da Áustria, foi formada como reação às pretensões expansionistas russas

domingo, 15 de novembro de 2009

SABEDORIA DO BEM VIVER (13.11.09)






O tempo é implacável, sagrado e transformador de destinos. Muitos não compreendem os mistérios do tempo que se esvae célere na vida terrena; envelhecem e quase nada realizam nas instâncias do bem incondicional Há, porém, aqueles que consolidam em si a robusta fé cristã e exercitando plenamente o amor ao próximo como método de se eximirem das ruidosas propagandas da virtude de superfície.

O pensador Alexis Carrel afirmou que:- O importante não é acrescentar anos à sua vida, mas vida aos seus anos. - Mais tarde Harry Benjamin endossou a idéia de Carrel com a frase: "Não queira acrescentar dias à sua vida, mas vida aos seus dias." Estribado nesses axiomas, evocamos os nomes de alguns personagens histórico que, ao acrescentarem vidas aos seus dias e anos, traçaram linhas indeléveis sobre painéis emoldurados com excelsa a virtude cristã.

Dentre alguns expoentes da prática do amor lembramos David Livingstone, que no século XIX entoou os dúlcidos cânticos evangélicos para os negros sul-africanos, após ter escrito inesquecíveis contos literários que o projetaram ao lado de deuses da literatura mundial, a exemplo de Victor Hugo. Livingstone, renunciou aos proscênios da fama, abandonou a Escócia, sua terra natal e juntou-se àquelas almas sofredoras , nascidas na mais dura dificuldade material.

Os anos não passaram em vão nos projetos de vida de Florence Nightingale, a ilustre "Dama da Lâmpada", ela que vestiu a túnica da renúncia, afastando-se do convívio do fausto inglês, a fim de abraçar voluntariamente a árdua tarefa de socorrer as vítimas da Guerra da Criméia no século XIX (1). Nightingale acolheu amorosamente junto ao seu coração muitos soldados feridos, sem a preocupação de saber qual nacionalidade de cada vítima. Em nome do amor, deixou plantada a poderosa semente que posteriormente foi cultivada por Jean Henrique Dunant.

Inicialmente Dunant foi um homem de negócios, representante de uma companhia genovesa. Enfrentou alguns problemas no que diz respeito à exploração das terras e numa tentativa de solução desses mesmos problemas, decidiu dirigir-se pessoalmente ao imperador francês Napoleão III, que na época se encontrava na Itália comandando o exército francês que juntamente com os italianos tentava expulsar os austríacos do território italiano. No front dessa guerra , ao presenciar o sofrimento na frente de combate [ Batalha de Solferino em 1859 ], Dunant organizou de imediato um serviço de primeiros socorros. Desta sua experiência resultou o livro Un souvenir de Solferino, publicado em 1862, onde sugeria a criação de grupos nacionais de ajuda para apoiar os feridos em situações de guerra, e porpôs a criação de uma organização internacional que permitisse melhorar as condições de vida e prestar auxílio às vítimas da guerra. Em 1863 fundou a Cruz Vermelha Internacional, reconhecida, no ano seguinte, pela Convenção de Genebra. Após adoecer, esteve internado no hospital desta vila Suíça, onde veio a falecer em 1910.

O que sobrou à Hellen Keller foi determinação e coragem robusta para vencer as suas limitações físicas (era surda, muda e cega de nascença), porém um dia Keller conseguiu falar e soltou o verbo como ninguém . Seu vigor moral fê-la projeta-se no cenário do mundo dando-lhe características de uma singular muIher. Seu verbo infundia ao homem a necessária reflexão sobre o quanto somos potencialmente ilimitados quando amamos a vida. Por isso foi considerada uma das dez mulheres mais importantes dos Estados Unidos, no século XX..

Certa ocasião o jornalista Harold Gibson disse: "- "Por onde Miss Eartha andava, os famintos, aflitos e desamparados de todas as idades sentiam a sua presença compassiva e animadora." - referia-se a Eartha Mary Magdalene White, uma verdadeira lenda no norte da Flórida, Estados Unidos. Ela que fundou de uma Instituição de amparo ao negro americano. Eartha desencarnou em 1974, com 95 anos de idade, deixando um segredo para vivermos a grande mensagem, "-Façam todo o bem que puderem, de todos os modos, em todos os lugares para todas as pessoas enquanto puderem."

Eis aqui alguns personagens reais da História que souberam acrescentar vida aos anos de experiência física. Em verdade, cada instante vivemos, cada minuto que se esvai nos báratros do dia-a-dia, construímos nosso destino e escrevemos nas páginas da vida os anos de experiência nos carreiros do amor que devotamos ao próximo.

Jorge Hessen
E-Mail: jorgehessen@gmail.com

Site: http://jorgehessen.net
Blog: http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com


OBS.:
(1) Conflito que se estendeu de 1853 a 1856, na península da Crimeia (no mar Negro, ao sul da atual Ucrânia), no sul da Rússia e nos Bálcãs. Envolveu, de um lado a Rússia e, de outro, uma coligação integrada pelo Reino Unido, a França, o Piemonte-Sardenha (na atual Itália) - formando a Aliança Anglo-Franco-Sarda - e o Império Turco-Otomano (atual Turquia). Esta coalizão, que contou ainda com o apoio da Áustria, foi formada como reação às pretensões expansionistas russas