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quarta-feira, 18 de julho de 2018

Ninguém tem a obrigação de ser espírita e sequer demorar-se nos grupos kardecianos. (Jorge Hessen)

Ninguém tem a obrigação de ser espírita e sequer demorar-se nos grupos kardecianos. (Jorge Hessen)

Jorge Hessen
jorgehessen@gmail.com

Conhecemos centros “espíritas” brasiliense, que elegem como “mentores (as)” os espíritos saturados de atavismos psicológicos do tipo – “pai fulano”, “vovó sicrana”, “vovô beltrano” e correlatos. Nada mais incoerente! Não há como comparar tais “entes” com os espíritos que se apresentam como “ex-padres” e “ex-freiras” do ponto de vista da Codificação Espírita. [1]
Sabemos que no além-túmulo, o espírito não tem raça, portanto não é amarelo, nem vermelho, nem negro, nem branco, não obstante possa apresentar no seu perispírito distinções de alguma casta, idade, se ainda assim se sentir, devido à sua limitação moral e intelectual e ou se assim o apetecer. Como sucedeu numa das reuniões realizadas na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em que Allan Kardec dialogou com um Espírito de um “velhinho” (Pai César), aliás, exclusivo episódio do gênero referido em toda a Codificação.
Será que há alguma coerência um “vovô”, uma “vovó”, um(a) preto(a) velho(a), ser mentor(a) espiritual de uma instituição cujo estatuto normatize a obrigatoriedade dos estudos das obras básicas? Obviamente não, sobretudo, se tais entidades evidenciarem insuficiente cultura, pouca evolução espiritual, linguajar primário, argumentos místicos e tolos, raciocínios lento e exigirem serem chamados de “vovô”, “vovó”, “preta ou preto velho”.
As comunicações de tais entidades havidas como “mentores espirituais” de uma instituição espírita  resultam da autossugestão mediúnica, do incabível animismo, das ciladas psicológicas e das emperradas mistificações. Não são poucos os obsessores que fingem ser tais entidades e imitam linguajar (de entes de “terreiros”) com o objetivo de iludir e manter sob hipnose os espíritas inábeis.
Nas sessões mediúnicas que administro há mais de 40 anos, se ocasionalmente ocorrer manifestação de tais espíritos (“pais”, “vós”, “vôs”, “pretas ou pretos velhos”, caboclos e análogos), se acolhidos pelo diretor espiritual da sessão, tais espíritos serão orientados adequadamente. Não haverá intolerância ou preconceito contra eles. Mas, analisaremos atentamente sua natureza e o conteúdo de suas comunicações, como fazemos com espíritos de qualquer procedência que se manifeste no grupo.
Na verdade,  tais espíritos, para se comunicarem no grupo mediúnico , não têm necessidades e nem precisam de convite para o uso de linguajar bizarro, incompreensível aos médiuns e aos participantes da reunião. Se tais entidades se apresentam com atavismos da encarnação de ex-escravos, “velhos ou novos”, índios etc. buscamos orientá-los sob a luz do Espiritismo, a fim de que se libertem desses ranços atávicos.
Assim, buscamos esclarecê-los quanto à sua real natureza de espíritos em evolução. Por isso, durante a doutrinação esforçamo-nos para lhes lembrar que já reencarnaram diversas vezes em diferentes condições e, portanto, têm patrimônio espiritual mais vasto, portanto , não necessitam permanecerem quais pássaros presos numa gaiola, alimentando um padrão mental de ingênuos seres algemados ao passado.
Há os que usam sutis subterfúgios, dizendo que se apresentam assim porque tal ou qual encarnação lhes foi muito grata por lhes haver permitido adquirir “virtudes”, especialmente a “humildade” e daí seu desejo em exemplificar. É evidente que esse argumento é capcioso, pois quem conquistou a virtude da humildade não nutre nenhuma necessidade de exibir e ou adotar trejeitos de falsas modéstias.
Algumas pessoas supõem que pretos-velhos, índios e caboclos e semelhados sejam quais empregados domésticos para lhes atenderem aos pedidos caprichosos. Outras acreditam que tais espíritos  tenham poderes misteriosos, capazes de resolver de modo feiticeiro os problemas dos consulentes. Parecem também julgá-los subornáveis, já que aceitariam agir em troca de algum “pagamento” ou “compensação”.
Quando não mais houver estímulos para essas exibições atávica nas instituições espíritas,  tais espíritos deixarão de se apresentar como “pai”, “mãe”, “vermelhos”, “pretos”, “amarelos”, “velhinhos”, “criancinhas”, “selvagens” etc. etc. etc. e passarão a se comunicar em seu modo próprio e natural de ser.
Muitos entendem que os “vovôs”, “vovós”, “caboclos” e “pretos-velhos” e “entidades orientais” são mais enérgicos e fortes. Creem que as proteções que os Espíritos comuns não obtêm os tais mandingueiros conseguem. Nada é mais burlesco!
Não estamos afirmando aqui que o Espiritismo seja uma doutrina melhor do que as outras. Porém, se abraçamos os princípios espíritas como regra de conduta devemos nos comportar consoante recomenda o Espiritismo. Todavia, se ainda temos carência das entidades (“fortes”) repletas de atavismos, busquemos seus espaços de ação (um terreiro por exemplo) e sejamos felizes! Até porque, ninguém tem a obrigação de ser espírita e sequer demorar-se nos grupos kardecianos.
O que não podemos é misturar as coisas. Cada um no seu espaço em plena liberdade de escolha.
Pensemos, nisso!
Referência:
[1] Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=Ft7_VJ-hCKg  acesso 13 de julho de 2018

sábado, 14 de julho de 2018

CURTO-CIRCUITO COGNITIVO-ESPIRITUAL

CURTO-CIRCUITO COGNITIVO-ESPIRITUAL

Luiz Carlos Formiga

Jorge Andréa, médico-psiquiatra diz que existem três variedades de inteligência que, apesar de se apresentarem em seus degraus, correspondem a um só bloco com uma única origem espiritual. Assim, uma linha horizontal representaria o coeficiente de inteligência (QI), a posição mais simples de pequeno desenvolvimento.
A partir da década de 90 do século XX, nasce a chamada inteligência emocional, o denominado QE, podendo ser representado por linha oblíqua, de modo a traduzir um grau mais avançado de inteligência. Uma linha vertical representaria o mais expressivo grau de inteligência, a espiritual, o QS. Nesta, as ligações neuronais alcançariam posições bastante complexas, com ativa participação da base cerebral, zona do conhecido lobo límbico.
Este modelo mais aparelhado engloba todos os graus de inteligência, com pensamentos ordenados, participando das criações psicológicas em que a intuição representa a mola mestra do processo. (1)
E os fetos anencéfalos?
Estatisticamente, 75% deles já nascem mortos e os que sobrevivem tem uma expectativa extrauterina em torno de 48 horas. Se há dúvidas sobre o diagnóstico, é possível que abortos sejam autorizados para casos que não são de anencefalia. É importante comparar o caso do anencéfalo com outras situações, mas que não autorizam  a decretação da morte do paciente. A vida humana não pode ser relativizada com base em critério subjetivo e arbitrário. Havendo vida e vida humana, atributo do feto e bebe anencéfalo, se está diante de um valor jurídico fundante e inegociável.
Independentemente das características que assuma, a vida vale por si mesma mais do que qualquer bem humano supremo.  A dignidade está presente no ser humano que esteja vivo, ainda que sofra de doença terminal ou esteja potencialmente causando sofrimento a outro ser humano. Cabe referir que um corpo pode existir sem alma, não sendo homem mas massa de carne sem inteligência. Que é a alma? A resposta no “Livro dos Espíritos” diz que é “um espírito encarnado”. Mas, que era a alma antes de se unir ao corpo? “Um Espírito”.
Depois dos anos 2000 surge a revolução da informação, para ampliar conquistas admiráveis. Hoje há imperiosa necessidade do autoconhecimento. Essa revolução nos traz a realidade da imortalidade da alma e da reencarnação. Quanto mais desenvolvidas as inteligências, cognitiva,  emocional e principalmente espiritual, maior a distância entre o Deus dos universos e aquele feito à imagem humana. (2)
Diante do feto, de vida breve, pode-se dizer que para encontrar o sentido dessa vida, e do sofrimento, não é necessário adquirir a certeza do fadista: “foi Deus que deu luz aos olhos, perfumou as rosas, deu ouro ao sol  e prata ao luar.” (3) Mesmo sem Deus podemos enfrentar a dor na alma, mas tudo se torna mais fácil quando sabemos que foi Ele que deu voz ao vento.
Enfatizamos que viver em condições de sofrimento é encontrar sentido na dor.
Diz Allan Kardec: "às penas que o espírito experimenta na vida espiritual ajuntam-se as da vida corpórea, que são consequentes às imperfeições do homem, às suas paixões, ao mal uso de suas faculdades e à expiação de presentes e passadas faltas."
Emmanuel comenta, no Livro Justiça Divina, psicografado por Chico Xavier  - “O caluniador está sentenciado à repressão da própria língua,  o ofensor está sentenciado ao ferrete da consciência, o criminoso está sentenciado a carregar consigo o padecimento das próprias vítimas.
Sentenciados, sim! A vida, porém, não nos suplicia pelo prazer de atormentar. À face de nossa destinação à suprema felicidade, estamos intimados ao bem, impelidos ao progresso, endereçados à educação e policiados pela justiça. Cada conta exige resgate proporcional aos débitos assumidos, com o remorso de quebra.”
Nesta hora de eleição, vamos lembrar o Ministro Cezar Peluso e seus argumentos em favor da vida intrauterina. Ele é quem diz: “a natureza não tortura.” (4)
Diante de um feto teratológico há dor na alma. O sofrimento psíquico é inerente à vida humana, mas não é coisa que lhe degrade a dignidade. O crime de aborto pressupõe gravidez em curso e que o feto esteja vivo.   
O ordenamento jurídico reconhece o indivíduo ainda no seio materno como sujeito de direito, enquanto portador de vida. Ele não é uma coisa, e não sendo, também, objeto de direito alheio, a mãe não tem poder jurídico de disposição sobre o filho anencéfalo!
A alegação de que a morte possa ocorrer no máximo algumas horas após o parto em nada altera a conclusão segundo a qual, atestada a existência de vida em certo momento, nenhuma consideração futura é forte o bastante para justificar-lhe deliberada interrupção. De outro modo, seria lícito sacrificar igualmente o anencéfalo recém-nascido e ainda com vida.
Uma mulher tem o direito de levar a termo uma gestação com uma criança seriamente afetada, mesmo quando isso representa uma carga financeira e social imensa para toda a sociedade. A ausência de perfeição ou potência, embora tenda a acarretar a morte nas primeiras semanas, meses ou anos de vida, não é empecilho ético nem jurídico ao curso natural da gestação, pois a dignidade imanente à condição de ser humano não se degrada nem se decompõe só porque seu cérebro apresenta formação incompleta. 
O doente de qualquer idade, portador de enfermidade incurável, de cunho degenerativo, em estado terminal, sofre e também causa sofrimento, mas não pode, por isso, ser executado. Na ínfima possibilidade de sobrevida, na sua baixa qualidade ou na efêmera duração pressuposta, o argumento para ceifa-la por impulso defensivo, por economia ou por falsa piedade, é insustentável à luz da ordem constitucional que declara, sobreleva e assegura valor supremo à vida humana. Pergunta o Ministro: como infringir a pena de morte ao incapaz de pressentir a agressão e de esboçar qualquer defesa?  Por outro lado, se desumanizarmos o embrião, aí sim, poderemos adormecer consciências.
A mesma pessoa que argumenta contra o aborto, em defesa da vida intrauterina, pode ser encontrada entre os que apoiam governos materialistas, adeptos da “morte in útero”, através do voto e nas redes sociais. Como explicar a incoerência?
Tenho na minha família um refém “em curto”. Ele me lembra o estado psicológico encontrado na síndrome de Estocolmo, pois está apaixonado pelo seu político populista-sequestrador.
Em relação à cultura da morte, entre nós, um dos primeiros atos foi assinatura do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, onde há o compromisso de legalizar o aborto no Brasil. Em Abril de 2005, foi apresentado à ONU um documento com o compromisso de  legalizar o aborto durante aquele mandato presidencial.
A descriminalização do aborto seria diretriz do programa de governo inclusive  para um segundo mandato. Em setembro de 2009, foram condenados, por infração contra a Ética Partidária, dois deputados federais, da base aliada, por terem se posicionado contra o aborto.
Em junho de 2012, o governo declara que o sistema de saúde acolheria mulheres que desejassem fazer aborto e as orientaria na utilização correta dos métodos. O argumento foi que é crime praticar o próprio aborto, mas não é crime orientar uma mulher na sua realização.
No ano seguinte, 01 de agosto, foi sancionada a Lei 12.845. Que 2013! Que agosto! Que desgosto! (5)
Candidatos a cargos eletivos se camuflam e, como cordeiros paz e amor, podem subir ao monte da autoridade e do poder, porém, enganam o povo e o esquecem depois. São tiranos disfarçados em condutores envenenando a alma da multidão.
Um político influente questionou: “somos uma seita, guiada por uma pretensa divindade, onde quem fala a verdade é punido e os erros e ilegalidades são varridos para debaixo do tapete?”
 Podemos encontrar políticos adeptos de “uma seita que navega no terreno pantanoso do sucesso sem crítica, do poder sem limites, onde a corrupção, os desvios, as disfunções que se acumulam são apenas detalhes”. Nestas condições de “religiosidade sequestrada” acontece o “curto-circuito cognitivo-afetivo-espiritual”, um colapso imprevisto no funcionamento mental, que pode provocar problemas, quando “nada parece importar, nem mesmo o erro de eleger e reeleger um mau governo”. (6)
A esperança é a última que morre, mas tudo parece não ter solução. Já comentamos sobre a desesperança anteriormente. (7)
Quem canta seus males espanta!
Fiquemos então com o churrasco e o bom samba brasileiro.
Já não se pode esperar nem mesmo acreditar no que eles todos disseram, irmão. E não se pode pensar que alguém vem nos salvar e nos dar o teto e pão. Morrem pessoas lá fora a cada dia que passa aumenta a fumaça e o povo bebe a cachaça, tentando esquecer a sua opinião.
Ficam as pessoas aflitas sem direção passando fome e a preguiça cedendo ao dragão.
Tudo passa. Tudo fica sem solução. (8)

Leia mais
2.   Anestesia, Deus e Dor Humana. Artigo a ser publicado no dia 29 de julho de 2018. Revista “O Consolador”. http://www.oconsolador.com.br/ano12/575/especial.html

terça-feira, 10 de julho de 2018

Os gêmeos ante o afeto e a hostilidade na família (Jorge Hessen)


Os gêmeos ante o afeto e a hostilidade na família (Jorge Hessen)

Jorge Hessen
jorgehessen@gmail.com
A gestação de um novo filho na família é a possibilidade do reencontro de seres de vivências passadas no contexto do lar. Reencontro que se inicia no programa pré-existencial reencarnatório, planejado nos departamentos do além-túmulo. Nessa conjuntura há uma união tão intensa entre pais e reencarnante que o nascituro sabe, antes mesmo de renascer, se será acolhido ou rejeitado.
No caso de filhos gêmeos, são situações especiais que sempre despertam a atenção, tanto de cientistas como de espiritualistas. Várias teorias já foram sugeridas a fim de explicar os mecanismos determinantes da gemelaridade. Fatores ambientais e genéticos foram descritos como predisponentes a essa circunstância obstétrica. Todavia existem causas mais transcendes.
Analisemos uma programação para dois ou mais Espíritos reencarnarem na mesma família, considerando o risco de impedimento de gestação no porvir, considerando a vinda de um de cada vez, nesta hipótese, pode ser que a espiritualidade apresse a vinda de mais de um espírito unidos simultaneamente.
Suponhamos uma reprodução assistida mediante fertilização in vitro convencional ou injeção intracitoplasmática de espermatozóides. Ninguém consegue garantir que tais procedimentos possam ser reproduzidos com sucesso em longos intervalos. Ora, se existe a probabilidade de imediata gestação de mais de uma criança, deve-se valer da oportunidade, a fim de favorecer a reencarnação simultânea dos espíritos. Nesses casos, cremos que os técnicos reencarnacionistas do além-tumba agem de modo a antecipar o renascimento de dois ou mais Espíritos, considerando a incerteza de uma segunda gravidez; daí sobrevêm os gêmeos implantados em laboratórios.
Na verdade, a gravidez de gêmeos proporciona a chance de espíritos simpáticos reencarnarem juntos por identidade de sentimentos, além de servir como oportunidade de reconciliação de seres rivais. Frequentemente os gêmeos são espíritos que foram unidos em várias reencarnações. São amigos e possuem muita afinidade; entretanto, há exceções, nalguns casos  em que os irmãos revelam a aversão mútua.
Os gêmeos podem ser espíritos afins ligados não só por seus laços de sangue, mas por uma extensa história de convivência espiritual como encarnados ou desencarnados, para uma convivência compulsória. Obviamente a matriz da afinidade entre dois irmãos, sobretudo se gêmeos, advém de Espíritos simpáticos que se aproximam por analogia de sentimentos e se sentem felizes por estarem juntos.
Mas se os gêmeos podem ter semelhança de caráter, podem também serem antipáticos, pois cada um é um mundo à parte, cada qual com os seus pendores. Portanto, não é de regra que sejam simpáticos os Espíritos dos gêmeos. Acontece que Espíritos adversários entendam de lutar juntos no palco da vida.
Assim, podem ser Espíritos inimigos que se reencontram na formação biológica, visando que se processe o perdão com mais eficiência, fato que não correu com os gêmeos Esaú e Jacó, netos de Abraão, que exibiam forte antagonismo recíproco, possivelmente também fruto de graves conflitos em vidas passadas que não ficaram resolvidos enquanto reencarnados.
Por essas razões devemos aprimorar, sem esmorecimento, as relações diretas e indiretas com os pais, irmãos, tios, primos e demais parentes nas lutas do mundo, a fim de que a vida não venha a nos cobrar novas e mais enérgicas experiências em encarnações próximas.
A estrutura familiar tem suas matrizes na esfera espiritual. Em seus vínculos, juntam-se todos aqueles que se comprometeram no além a desenvolver na Terra uma tarefa construtiva de fraternidade real e definitiva.
A família é uma reunião espiritual no tempo, e por isso mesmo o lar é um santuário. Muitas vezes, mormente na Terra, vários de seus componentes se afastam da sintonia com os mais altos objetivos da vida.
Preponderam na família os elos do amor, fundidos nas experiências de outras eras. Todavia, como se observa hoje em dia, no clã familiar acorrem igualmente os ódios e as perseguições do pretérito obscuro, que devem ser transformados em solidariedade fraternal, com vistas ao futuro. Até porque, quando a família é ameaçada pela desunião doméstica, por qualquer razão, a sociedade perde a direção da harmonia e da paz.

terça-feira, 3 de julho de 2018

O pecado da permanência



 
Jane Maiolo
Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redarguidos pela lei como transgressores.  Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. [1]

A palavra pecado no hebraico e no grego comum significa "errar", no sentido de  não atingir um alvo, ideal ou padrão. Na acepção bíblica denota qualquer ato, sentimento ou pensamento que viola a Lei de Deus , ou seja , pecar é “falhar” ou  transgredir os Códigos dos estatutos divinos.
Bem provável que nós seres espirituais em constante aprendizado na matéria densa já experienciamos inúmeras situações onde a “falha” era nossa marca registrada.
A transgressão à lei de amor tem nos feito cativos , recalcitrantes e vagarosos.
O Espiritismo surge em nossa existência como farol a iluminar os caminhos que percorremos. É bem verdade que antes do conhecimento do Espiritismo não era tão consciente e nítida nossa condição de espíritos imortais e responsáveis pelos atos perante a eternidade. Beneficiados pela Terceira Revelação somos compelidos a adotar novos rumos de entendimento , sempre atentos à  afirmativa do apóstolo Tiago :  “Portanto, se alguém sabe fazer o que é certo e ainda assim não o faz, está pecando.” [2]
É bem verdade que por decorrência dessas inobservâncias e “falhas” acumulamos débitos , muitas vezes impagáveis, contudo por misericórdia divina  realinharemo-nos com as propostas de evolução que nenhum de nós conseguiremos fugir.
Pelas nossas transgressões à lei divina, intoxicamo-nos de ideias malsãs, comportamentos duvidosos e geramos frutos do dissabor. Adoecemos, pois o corpo mental não suporta a vibração e sintonia constante do mal.
Somos seres completos e complexos. Entre o espírito e o corpo físico existe o corpo psicossomático (períspirito) dotado de um campo magnético definido por André Luiz como túnica eletromagnética. Tal Benfeitor   revelou a singularidade da vida no mundo espiritual, através da psicografia de Francisco Candido Xavier. Esse corpo sutil, quintessenciado é capaz de captar as ondas do pensamento, agregá-las, irradiá-las e emanar os fluidos pertencentes à sua identidade espiritual. Esclarece o autor de “Nosso Lar” que “todos os seres vivos (...) dos mais rudimentares aos mais complexos se revestem de um halo energético que lhes corresponde à natureza(…) Nas reentrâncias e ligações sutis dessa túnica eletromagnética de que o homem se entraja, circula o pensamento, colorindo-a com as vibrações e imagens de que se constitui, aí exibindo, em primeira mão, as solicitações e os quadros que improvisa, antes de irradiá-los no rumo dos objetos e das metas que demanda.” [3]
A mente, essa incógnita para a ciência humana, verdadeiramente deve ser conhecida, explorada, apreendida e meditada. As “falhas” que temos cometido por imaturidade , insensatez , invigilância, ignorância ou simplesmente por maldade tendem a conspurcar essa túnica eletromagnética ,que Jesus afirmou ser o traje nupcial necessário para permanecer na esferas mais elevadas do mundo espiritual.
As anomalias psíquicas estão cada vez mais frequentes e passamos achar que é normal aquilo que antanho conceituamos anormal. Agredimos o semelhante, dissimulamos situações, corrompemos os sentimentos, caluniamos contra o próximo e tantas outras insanidades prepetramos ao longo do tempo. Portanto, cometemos “pecados”.
O homem do século XXI enfermou moralmente. “Falhou”. Transgrediu. “Pecou”. Não que dantes estivesse incólume ao “pecado”, mais porque a ignorância, de certa forma atenuava, suas responsabilidades. Evoluímos. Sentimos. Expressamos.
O corpo doente é o reflexo do estado mórbido do ser espiritual. As doenças psicossomáticas nascem da obstinação da ira , do rancor , do ressentimento, da mágoa ,do orgulho, da presunção , dentre tantos outros vícios morais que impregnamos na intimidade.
O padrão mental que adotamos é capaz de alterar nossas estruturas mais íntimas a ponto de perturbar as células físicas e culminar em  doenças instaladas no corpo físico  pelo desiquilíbrio psicoemocional e energético.
O adoecer psíquico é o mais grave problema do ser imortal, visto que macula sua identidade espiritual conduzindo-o pelos caminhos da culpa,  levando-o  a experienciar  angústias , medos , inseguranças, que nada mais são que consequências correspondentes às “falhas morais” ante os ditames dos códigos do BEM.
Importante lembrar que ao estagiar nessas estações de aprendizagem o espírito pode adotar, se assim o desejar, uma nova  postura mental e compreender que haverá  enormes esforços a serem empregados para realinhar-se ao que é bom , saudável e divino. Pois se a mente em desequilibrio é capaz de fazer-nos adoecer , é preciso aceitar racionalmente que a mente sã é capaz de gerar saúde em nós. É como diz o adágio: Mens sana in corpore sano ("uma mente num corpo são") é uma célebre frase latina, proveniente da obra Sátira X do poeta romano Juvenal.
Ensinariam os nobres amigos da erraticidade:  “A espiritualidade vem demostrando a relação da mente com o sistema imunológico afirmando que ideias enobrecedoras levam a fixações positivas, com a formação de substâncias defensivas vindas do pensamento, com o aumento da imunoglobulinas” [4].que são as defesas do soro sanguineo.
A Doutrina Espírita vem lançar luzes sobre esses pontos nevrálgicos e nos ensina a buscar horizontes e fixar de maneira educativa nossa mente em paisagens mais esperançosas. É possível nos tranformar.
Busquemo-nos a renovação mental através da lei de justiça ,amor  e caridade e viveremos saudáveis  invariavelmente  identificados com as leis de Deus.

Referências bibliográficas:
[1]Tiago 2:9
[2]Tiago 4:17
[3] XAVIER, Francisco Cândido. Evolução em dois mundos- cap.17- primeira parte- ditado pelo espírito André Luiz –  Brasília /DF:  Ed FEB.
[4] Franco, Divaldo Pereira; Outros; Albuquerque, Alcione; Paulo, Jaider Rodrigues de – Livro: Das Patologias aos Transtornos Espirituais- AMEMG-  pág, 78.1ª edição .BH. editora INEDE, 2006.

*Jane Maiolo – É professora de Ensino Fundamental, formada em Letras e pós-graduada em Psicopedagogia. Colaboradora da Sociedade Espírita Allan Kardec de Jales/SP. Pesquisadora do Evangelho de Jesus. Colaboradora da Agenda Brasil Espírita- Jornal O Rebate /Macaé /RJ – Jornal Folha da Região de Araçatuba/SP –Blog do Bruno Tavares Recife/PE-Apresentadora do Programa Sementes do Evangelho da Rede Amigo Espírita. janemaiolo@bol.com.br -

segunda-feira, 2 de julho de 2018

A pornografia é o erotismo vazio de amor (Jorge Hessen)

A pornografia é o erotismo vazio de amor  (Jorge Hessen)

Jorge Hessen
jorgehessen@gmail.com
A pornografia é o erotismo vazio de afeto, amor e desvelo, por isso é um assunto espinhoso, sensível e controverso. No mundo tecnológico, um imenso contingente de pessoas trafega no universo virtual (em média 9h diárias) aliciadas pelos poderosos convites às viagens eróticas do apelo pornográfico.
Há pouco menos de meio século, a exibição de filmes “adultos” entulhava os porões das fétidas salas de cinemas eróticos. Nessas lúgubres cavernas as pessoas fascinadas aos apelos da alucinação sexual procuravam os “shows” de sexo explícito, filmes e revistas especializados. Em seguida, para nossa desdita, com a expansão da Internet, o tráfico do lado negativo da sexualidade saiu dos funestos antros e rompeu fronteiras através dos meios de comunicação, alcançando o espaço sagrado dos nossos lares sem qualquer pudor.
Nesse extremo, a internet tem estabelecido grande influência entre crianças, jovens, adultos e idosos, e entre os contumazes usuários, tornando possível que os consumidores de pornografia permutem informações entre si e possam identificar gêneros, estilos e gostos, fazendo com que compartilhem suas preferências e permitindo o encontro de fantasias ou práticas criminosas de pedofilia e outras parafilias.
Numa linguagem espírita, diria que o “UMBRAL” nunca esteve tão presente e próximo dos lares terrenos. Há um impressionante número de mulheres casadas que se queixam de solidão (no sentido de solidão sexual), em virtude de seus esposos serem contaminados e viciados na pornografia virtual. E o inadmissível da situação é saber que muitos desses maridos consumidores de pornografias são cristãos”, “bons” espíritas, pais de família exemplares e profissionais de proeminência.
Os consumidores de pornografia, na maioria dos casos, ou estão viciados ou prestes a se viciarem em sexo. Tais pessoas passam a pensar e a se absorverem pouco a pouco com sexo. As fantasias sexuais, as figuras pornográficas passam a colonizar gradativamente as suas mentes, passando a invadir insistentemente os seus pensamentos nas ocasiões mais impróprias.
A nossa sexualidade não pode ser avaliada sob o prisma dos que a consideram impura e proibitiva, muito menos sob as impressões dos que anseiam algemá-la ao plano da banalidade como simples fricção de células causadoras de deleite erótico. A sexualidade humana é de procedência divina e sua possante energia, que alastra no ser de forma natural, não deve ser inibida de forma insana, todavia urge ser disciplinada no sentido de atingir seu desígnio, como força fecunda e criadora, a fim de produzir o avanço espiritual do homem.
Não estamos propondo castrações, mas sublimação. Até porque todos somos impregnados desse potencial e convocados a aprender a discipliná-lo. Com o Evangelho aprendemos que quando um casal se ama, os parceiros se apetecem e se reverenciam. A vida e experiência sexual entre ambos é respeitosa e prazerosa. O amor entre os dois não está condicionado apenas à sexualidade, todavia vai muito mais além, incluindo amizade, companheirismo e cuidado pela satisfação de suas necessidades. Quando, porém, isso não ocorre e há a necessidade compulsiva de fantasias, autoerotismos e pornografias, esse casal não está em harmonia; encontra-se psicologicamente corrompido e não é feliz.
Compreendemos que precisamos ser indulgentes com aqueles que são servos da pornografia, abarcando que cada ser é um ente divino em suas potencialidades de amor que com certeza eclodirão no futuro, até porque esses atrasos morais são particularidades do estágio de expiação e provas do homem terreno. Deste modo, precisamos orar e orientar aqueles que nos solicitam auxílio, demostrando as implicações infelizes do sexo em desatino, conforme nos advertem os Benfeitores do além.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Ela, a “dona” do corpo, tem o direito de matar o bebê no útero? (Jorge Hessen)


Jorge Hessen

Ao explanar sobre o assombroso crime do aborto, sucessivamente toparemos com histórias monstruosas, abomináveis e desonrosas. Gerald Warner, no Scotland on Sunday, assegura que "o lugar mais perigoso do mundo para uma criança na Escócia é o útero da mãe. Em 2010, a mortalidade infantil levou 218 crianças escocesas à morte". [1]
O debate sobre a legalização do aborto no Brasil é mantido pertinazmente pelos arautos da morte. Há expressivos grupos de fanáticos abortistas e feministas de plantão alegando que a mulher é “dona do próprio corpo e deve ter soberania sobre ele, podendo ela mesma auto decretar a interrupção da sua gravidez.
Os insanos defensores da legalização do aborto evocam as péssimas condições em que são realizados os procedimentos nas clínicas “clandestinas”. Porém, em que pese tal argumento, não nos enganemos imaginando que o aborto oficial irá resolver a questão do assassínio das crianças no útero; ao contrário, alargará bastante! É mais do que evidente que seguirá sendo praticado em segredo e não controlado, pois a clandestinidade é cúmplice do anonimato e não exige explicações das mulheres que esconderão da sociedade o monstruoso delito praticado.
É urgente destacar que o primeiro dos direitos naturais do homem é o direito de viver. O primeiro dever é defender e proteger o seu primeiro direito: a vida. Na verdade, a prática do aborto é uma das grandes matrizes de moléstias de etiologia obscura e de obsessões catalogáveis na patologia da mente, levando os seus autores a ocupar vastos departamentos de hospitais e prisões. Além do quê, à luz da reencarnação, o filho que não é aceito no lar, pela gravidez interrompida criminosamente, adentrará um dia no seio da família dos abortistas, na condição de filhos, netos, bisnetos com gravíssimos problemas comportamentais, como consequência natural para a devida reparação moral dos que se comprometeram com o mal.
Não nos enganemos, a medicina que executa o aborto nos países que já legalizaram o assassínio do bebê no ventre materno é uma medicina criminosa. Não há lei humana que atenue essa situação ante a Lei de Deus. Muitos tribunais da Terra condenam, em sua maioria, a prática do aborto. Lembremos também que as Leis Divinas, por seu turno, atuam inflexivelmente sobre os que alucinadamente o provocam. Fixam essas leis no tribunal das próprias consciências culpadas tenebrosos processos de reparação que podem conduzir os culpados às graves moléstias físicas e psicológicas, agora ou mais tarde.
Certa ocasião, Chico Xavier advertiu que “se anos passados houvesse a legalização do aborto, e se aquela que foi a minha querida mãe entrasse na aceitação de semelhante legalidade, legalidade profundamente ilegal, eu não teria tido a minha atual existência, em que estou aprendendo a conhecer minha própria natureza e a combater meus defeitos, e a receber o amparo de tantos amigos, que qual você, como todos aqui, nos ouvem e me auxiliam tanto.” [2]
Não é nossa intenção lançar censuras desapiedadas às mulheres que abortaram, até para que não caiam na vala profunda da desesperança. Nosso objetivo é iluminá-las com o fanal do esclarecimento para que enxerguem mais adiante a opção do Trabalho e do Amor, sobretudo nas adoções de filhos rejeitados que atualmente jazem nos orfanatos.
Urge refletir que Deus é amor e os mecanismos naturais de “causa e efeito” não se traduzem em uma estrada de mão única, são um instrumento para nós nos protegermos de nós mesmos, e tais mecanismos admitem reparações, oferecendo oportunidades ilimitadas para que todos possam consertar seus enganos! Errar é humano e com o erro deve-se aprender e reaprender; deste modo, em vez de se fixarem no remorso inútil, aproveitem a má experiência como uma boa oportunidade para mudança de rumo com o discernimento consciente e responsável.
Referências:
[1]        Disponível em http://www.zenit.org/pt/articles/o-aborto-e-o-infanticidio,  acesso 26/06/2018
[2]        Disponível em https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TXavieriano/Livros/Eco/Eco19.htm, acesso em 26/06/2018

quarta-feira, 27 de junho de 2018

A VERDADE E OS PESCADORES DE HOMENS

Luiz Carlos Formiga


Numa mensagem do Irmão X verificamos que quatro velhos publicanos apareceram, de chofre, buscando o verbo reconfortante de Jesus.
Compadecido o Excelso Benfeitor chamou Simão.
 - Pedro, nossos irmãos chegam à procura de renovação e de afeto... Rogo sejas, junto deles, o portador do Bem Eterno!... Ampara-os com a verdade, prossigamos em nossa tarefa de amor ...
O apóstolo relanceou o olhar pelos circunstantes e fez-se arredio e casmurro, esperando-lhes a manifestação.
Foi Eliúde, o joalheiro e mais velho dos quatro, que se ergueu e solicitou com modéstia:
- Discípulo do Senhor, ouvimos a Nova Revelação e temos o espírito repleto de júbilo!... Compreendemos que o Messias Nazareno vem da parte do Todo-Poderoso arrancar-nos da sombra para a luz, da morte para a vida... Dileto companheiro das Boas Novas, Que instruções e bênçãos nos dás? Temos sede do reino de Deus que o Mestre anuncia! Aclara-nos a inteligência, guia-nos o coração para os caminhos que devemos trilhar!...
Simão, contudo, de olhar coruscante, qual se fora austero zelador de consciências alheias, brandiu violentamente o punho fechado sobre a mesa, e falou, ríspido:
- Conheço-vos a todos, oh! Víboras!...
E, apontando o dedo em riste para Eliúde, aquele mesmo que tomara a iniciativa do entendimento, acusou-o, severamente:
- Que pretendes aqui, ladrão das viúvas e dos órfãos? Sei que ajuntaste imensa fortuna à custa de aflições alheias. Tuas pedras, teus colares, teus anéis!... que são eles senão as lágrimas cristalizadas de tuas vítimas? Como consegues pronunciar o nome de Deus?...
Voltando-se depois para o Moabe, Zacarias e Ananias, disse-lhes duras verdades. Depois, alçou os braços para o teto, como quem se propunha irradiar a própria indignação, e rugiu: - Súcia de ladrões, bando de malfeitores!... O Reino de Deus não é para vós!...
Nesse justo momento, Jesus reentrou na sala, acompanhado de alguns amigos, e, entendendo o que se passava, contemplou, enternecidamente, os quatro publicanos arrasados de lágrimas, ao mesmo tempo que se abeirou do pescador  amigo, indagando:
- Pedro, que fizeste?
Simão, desapontado à frente daqueles olhos cuja linguagem muda tão bem conhecia, tentou justificar-se:
- Senhor, tu disseste que eu deveria amparar estes homens com a verdade...
- Sim, eu falei “amparar”, nunca te recomendaria aniquilar alguém com ela...
Assim dizendo, Jesus aceitou o convite que Jeroboão lhe fazia para sentar-se à mesa e, sorrindo, insistiu com Eliúde, Moabe, Zacarias e Ananias para que lhe partilhassem a ceia.
Irmão X continua a narrativa demonstrando que, para Jesus, a criatura humana é o maior “investimento divino”.
Teria Jesus falhado ao escolher Pedro?
Sabemos que Pedro teve um importante papel no início do Cristianismo e em João (1:42) Jesus predisse que ele demonstraria a fortaleza de uma rocha.
– Ora, Jesus caminhando ao longo do mar da Galiléia, viu dois irmãos Simão chamado Pedro e André seu irmão que lançavam suas redes ao mar porque eram pescadores, – e ele lhes disse: Segui-me e eu vos farei pescadores de homens. – Tão logo eles deixaram suas redes e o seguiram.
No livro A Gênese, Cap. XV. Vocação de Pedro, André, Jacó, João e Mateus, o Codificador da Doutrina Espírita aclara que Jesus não se equivocou ao convidar Pedro para compor a sua equipe.
Recentemente pudemos palestrar sobre esse item, numa reunião pública. Para o vídeo apontamos palavras-chave: vocação, talentos, vista-dupla, olhos da alma, mediunidade, Hanseníase, verdade e iatrogenia.. 
Leitura adicional
2.   Anestesia, Deus e dor humana. Texto enviado para publicação em junho de 2018. Revista “O Consolador”. http://www.oconsolador.com.br/ano12/573/principal.html