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sexta-feira, 24 de março de 2017

Um homem, uma história resignificando o vínculo solidário (Jorge Hessen)


Jorge Hessen
jorgehessen@gmail.com 

Objetivando transmitir uma mensagem de “alento” e “esperança” a pessoas em desespero, John Edwards, de 61 anos, um ex-dependente de drogas e ex-alcóolatra (sóbrio há mais de duas décadas) inexplicavelmente se voluntariou deitar em um caixão que foi fechado e enterrado no terreno de uma igreja de Belfast, na Irlanda do Norte. Obviamente o ataúde foi especialmente adaptado para que Edwards “sobrevivesse” por três dias (quando fosse desenterrado) e pudesse transmitir a experiência ao vivo pelas redes sociais.

No passado Edwards enfrentou abuso sexual, viveu na rua, recebeu tratamentos para distúrbios mentais, sobreviveu a várias overdoses e “perdeu” mais de 20 amigos por conta de abuso de drogas, álcool e suicídios. Sobreviveu a dois cânceres e a um transplante de fígado após desenvolver hepatite C por causa de uma agulha contaminada.

Há quase 30 anos, após passar pelo que descreveu como um "incrível encontro com Deus”, Edwards criou vários centros cristãos de reabilitação e abrigos para moradores de rua. Atualmente se dedica a aconselhar e orar com pessoas em situações de abandono e desesperança. [1]

Em que pese o desígnio altruístico de John Edwards, é evidente que agiu de forma irracional ao se permitir enterrar vivo por três dias, visando gritar o brado da “esperança” para as pessoas em desespero. A rigor, tal manifesto não faz sentido lógico sob qualquer análise racional. Entretanto, deixando de lado essa insanidade (sepultar-se vivo), vislumbremos os efeitos positivos da transformação de sua vida pessoal.

Importa reconhecermos que os diversos núcleos de reabilitação e abrigos para moradores de rua instituídos por John são passaportes pujantes para auto conquista da paz espiritual. Nisso Edwards acertou em cheio, pois embrenhou-se no orbe da solidariedade através do compartilhamento de um sentimento de identificação em relação ao sofrimento alheio. Não apenas reconheceu a situação delicada dos moradores de rua, mas também auxiliou essas pessoas desamparadas.

Sabemos que os males que afligem a Humanidade são resultantes exclusivamente do egoísmo (ausência de solidariedade). A eterna preocupação com o próprio bem-estar é a grande fonte geradora de desatinos e paixões desajustantes. A máxima “Fora da Caridade não há Salvação” [2] é a bandeira da Doutrina Espírita na luta contra o egoísmo. Nesse sentido, a solidariedade é a caridade em ação, a caridade consciente, responsável, atuante, empreendedora.

Os preceitos espíritas contribuem para o progresso social, deterioram o materialismo, orientam para que os homens compreendam onde está seu verdadeiro interesse. O Espiritismo destrói os preconceitos “de seitas, de castas e de raças, ensina aos homens a grande solidariedade que deve uni-los como irmãos” [3]. Destarte, segundo os Benfeitores espirituais, “quando o homem praticar a lei de Deus, terá uma ordem social fundada na justiça e na solidariedade” [4].

A recomendação do Cristo de “que vos ameis uns aos outros como eu vos amei” [5] assegura-nos o regime da verdadeira solidariedade e garante a confiança e o entendimento recíproco entre os homens. A solidariedade na vida social é como o ar para o avião.

É imprescindível darmo-nos através do suor da colaboração e do esforço espontâneo na solidariedade para atender substancialmente as nossas obrigações primárias à frente do Cristo. [6]

Ante as responsabilidades resultantes da consciência doutrinária que nos impõe a superar a temática de vulgaridade e imediatismo ante o comportamento humano, em larga maioria, a máxima da solidariedade apresenta-se como roteiro abençoado de uma ação espírita consciente, capaz de esclarecer e edificar os corações com a força irresistível do exemplo



Referências bibliográficas:

[1] Disponível em http://www.bbc.com/portuguese/curiosidades-39191185 acesso em 21-03-2017
[2] Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001, Cap. XV
[3] Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2000, pergunta 799
[4] Idem 
[5] Jo 15.12
[6] Xavier, Francisco Cândido. “Fonte Viva” ditada pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1992

quarta-feira, 22 de março de 2017

MAU OLHADO, FEITIÇARIA...REALIDADE OU FANTASIA? O QUE FAZER?


Por Leonardo Paixão (*)


Ouvimos comumente em nossa frequência ao Grupo Espírita pessoas se queixando de que há energias negativas em sua volta, que há invejosos que as fazem sentir mal, que há pessoas que lhes odeiam, que sofrem de "mau-olhado", que se lhes fizeram "trabalhos de feitiçaria", (1) etc., e ficam a desejar que haja fórmulas mágicas, prontas para resolverem seu caso e precisam de orientação clara, precisa, de que a solução está nelas mesmas, de sua necessidade de estarem higienizadas mentalmente, do contrário haverão de se manterem conectadas às vibrações maléficas emanadas de outras mentes, sejam encarnadas ou desencarnadas, bem como as que extraem de si mesmas ao alimentarem, mágoas, rancores, raivas, ressentimentos, etc...
 
Vejamos o que nos aconselham pesquisadores do Espiritismo a este respeito:
 
De "O Livro do Médium Curador", de José Lhome, acessível gratuitamente emwww.autoresespiritasclassicos.com


ASSOMBRAMENTO PSÍQUICO
MÁ SORTE - ENVULTAMENTO



"Se a vontade pode, (...), dar certas qualidades aos fluidos exteriorizados, se o magnetizador pode dirigi-los para uma determinada pessoa (homem ou mulher), que possui dons psíquicos e um poder de concentração desenvolvida, não poderia lançar contra o seu próximo fluidos perniciosos?


Sim, a coisa é possível e acontece que pessoas desorientadas chegam a cometer esse crime de lesa-humanidade, todavia, as suas operações não se realizam sem perigo para elas mesmas.


Com efeito, elas se expõem a um choque de retorno muito violento se a pessoa visada lhes é moral ou psiquicamente superior.


Que o enfermo reflita, se acredita nos malefícios de uma pessoa mal-intencionada, causa inicial do mal que padece.


Que comece por não pensar nele. Julgar que a coisa provém daí já é dirigir o seu pensamento para ele. É, sem dúvida, avivar a lembrança dos alarmas, das dores, dos males suportados, é baixar-se ao nível das pessoas malévolas de que se quer evitar a presença a qualquer preço; é, de qualquer modo, abrir a porta a um adversário perverso.


Que o enfermo se abstenha de tal esforço. Nas horas difíceis, que ele se refugie no êxtase de um pensamento cheio de bondade, que ocupe o seu espírito em realizações excelentes, que faça um escudo de ações generosas, que ame sinceramente os que o acotovelam na estrada da vida e se afaste das pessoas de tendências materiais e apaixonadas.


Pela força de vontade, pelo descarrego mediúnico e pela sua elevação espiritual, três coisas indispensáveis, ele terá adquirido uma proteção eficaz, e os dardos que lhe forem dirigidos ricochetearão e voltarão, automaticamente, para a fonte que os enviou. E é uma justiça".

Esse texto complementa e desenvolve a questão 555 de "O Livro dos Espíritos": 

"Que sentido se deve dar ao qualificativo de feiticeiro?"
"Aqueles a quem chamais feiticeiros são pessoas que, quando de boa-fé, gozam de certas faculdades, como sejam a força magnética ou a dupla vista. Então, como fazem coisas geralmente incompreensíveis, são tidas por dotadas de um poder sobrenatural. Os vossos sábios não tem passado muitas vezes por feiticeiros aos olhos dos ignorantes?"
 
Como se vê, pessoas dotadas de força magnética (2) ou dupla vista (3), conseguindo deste modo perceber fraquezas de outros, podem usar do magnetismo inferior para atormentar a alguém de quem não goste ou que sinta o estar incomodando, a questão é que se a pessoa visada tem uma elevação espiritual ou uma força magnética ou uma dupla vista superior a quem lhe envia fluidos negativos, ela os receberá de volta com mais intensidade.
 
Adverte o Espírito André Luiz no livro "Missionários da Luz", cap.19:
 
"Assim como o corpo físico pode ingerir alimentos venenosos que lhe intoxicam os tecidos, também o organismo perispiritual pode absorver elementos de degradação que lhe corroem os centros de força, com reflexos sobre as células materiais. Se a mente da criatura encarnada ainda não atingiu a disciplina das emoções, se alimenta paixões que a desarmonizam com a realidade, pode, a qualquer momento, intoxicar-se com as emissões mentais daqueles com quem convive e que se encontram no mesmo estado de desequilíbrio. Às vezes, semelhantes absorções constituem simples fenômenos sem maior importância; todavia, em muitos casos, são suscetíveis de ocasionar perigosos desastres orgânicos. Isto acontece, mormente, quando os interessados não têm vida de oração, cuja influência benéfica pode anular inúmeros males".
 
Notas:
(1) Sobre esse assunto ver o capítulo 27 - Mediunidade Transviada no livro "Nos domínios da Mediunidade", do Espírito André Luiz, psicografia de Chico Xavier e também o capítulo 17 - A mediunidade a serviço do malfeito no livro "Bastidores da Mediunidade", do Espírito Nora, psicografia de Emanuel Cristiano.
 
(2) Força magnética = Magnetismo. Magnetismo é a ação recíproca que os corpos exercem uns sobre os outros.
Magnetizar é dirigir o fluido vital, por um esforço de vontade, sobre um objeto ou uma pessoa. Conforme "O Livro do Médium Curador", de José Lhome.
 
(3) Dupla Vista - É a vista da alma, faz parte do processo de emancipação da alma. Esclarece Allan Kardec em "O Livro dos Espíritos", no item 455 - Resumo teórico do Sonambulismo, do Êxtase e da Dupla Vista:
 
"A emancipação da alma se verifica às vezes no estado de vigília e produz o fenômeno de segunda vistaou dupla vista, que é a faculdade graças à qual quem a possui vê, ouve e sente além dos limites dos sentidos humanos. Percebe o que exista até onde estende a alma a sua ação. Vê, por assim dizer, através da vista ordinária e como por uma espécie de miragem.
 
No momento em que o fenômeno da segunda vista se produz, o estado físico do indivíduo se acha sensivelmente modificado. O olhar apresenta alguma coisa de vago. Ele olha sem ver. Toda a sua fisionomia reflete uma como exaltação. Nota-se que os órgãos visuais se conservam alheios ao fenômeno, pelo fato de a visão persistir, malgrado à oclusão dos olhos.
 
Aos dotados desta faculdade ela se afigura tão natural, como a que temos de ver. Consideram-na um atributo de seus próprios seres, que em nada lhes parecem excepcionais. De ordinário, o esquecimento se segue a essa lucidez passageira, cuja lembrança, tornando-se cada vez mais vaga, acaba por desaparecer, como a de um sonho.
 
O poder da vista dupla varia, indo desde a sensação confusa até a percepção clara e nítida das coisas presentes ou ausentes. Quando rudimentar, confere a certas pessoas o tato, a perspicácia, uma certa segurança nos atos, a que se pode dar o qualificativo de precisão de golpe de vista moral. Um pouco desenvolvida, desperta os pressentimentos. Mais desenvolvida mostra os acontecimentos que deram ou estão para dar-se".

(*) Leonardo Paixão é trabalhador espírita em Campos dos Goytacazes, RJ, colaborando com um grupo de amigos de Ideal no Grupo Espírita Semeadores da Paz.

quinta-feira, 16 de março de 2017

JOSEPH BANKS RHINE (Vamos recordar?)

Fernando Rosemberg



Quero crer que a mais recente prova científica da existência da Alma no Homem, ou seja: do Espírito que há em nós, surgira por meio da Parapsicologia norte americana, de Joseph Banks Rhine.

Tendo exaustivamente provado haver “Funções Psi”, ou “Paranormais”, na Consciência humana, funções que operam a produção dos “Fenômenos Psi”, ou, simplesmente, dos “Efeitos Paranormais”, Rhine postulou haver uma estreita ligação dentre tais que, de nossa parte, o faremos em termos abstratos, lógicos e matemáticos para uma sua mais distinta e mais pronta compreensão.

Assim, pois, o que Rhine descobrira de suas pesquisas, podemos, de modo matemático, classificar como uma espécie de conexidade (=c=), ou, de estreita ligação, ou conexão (=c=) dentre:

[(Fenômenos Psi)] (=c=) [(Funções Psi)]

Que, de nossa parte, pois, estamos a cogitar que:

“A Transcendência dos Fenômenos Psi, no tocante aos limites impostos pelas leis físicas da Matéria, do Espaço e do Tempo encerra estrita conexão (=c=) com as Funções Psi, cuja dinâmica os fomenta e produz”.

Todavia, pergunta-se: quais são os Fenômenos Psi?

Segundo a Parapsicologia mesma, tais fenômenos se evidenciariam como sendo:

-Clarividência (vidência, ou vista psíquica);

-Precognição (premonição, ou visão do futuro);

-Psicocinesia (deslocamento de coisas e objetos);

-Retrocognição (visão ou conhecimento de fatos pretéritos);

e finalmente:

-Telepatia (comunicação mental).

Na Clarividência se pode constatar que o Homem prescinde de olhos para ver, uma vez que, por vias não físicas, e, portanto, Mental, é possível chegar-se aos mesmos resultados (como também melhores) que a corriqueira visão física das coisas.

Na Precognição, a Mente provara sua capacidade de rasgar as cortinas do tempo permitindo-lhe entrever quadros da vida futura ou fatos que ainda não pertencem ao presente estado de coisas.

Na Psicocinesia, grandes agentes psicocinéticos mostraram que, à força da Concentração e da Vontade, pode-se operar deslocamentos e alterações de objetos à distância.

Na Retrocognição provou-se que o passado pode ser vasculhado à distância, pois que tais registros encontram-se gravados em alguma forma de energia ainda desconhecida de seus pesquisadores.

Na Telepatia, demonstrou-se que a Mente humana apresenta poderes que lhe conferem ultrapassar os limites da experiência normal, provando sua transcendência às leis físicas, superando distâncias e transmitindo informações entre pessoas distanciadas quilômetros umas das outras.

Para exemplificar esta última, citarei um caso verificado dentro da antiga fortaleza soviética entre um emissor: Yuri Kamensky e um receptor: Karl Nikolaiev, onde, e quando, o rigor científico fora imposto para que não se permitisse fraudes:

“O primeiro pacote que me deram – diz Kamensky – continha uma mola de metal de sete espirais apertadas. Apanhei-a. Passei os dedos pela mola. Deixei que a sensação e a vista dela me penetrassem. Ao mesmo tempo, figurei o rosto de Nikolaiev. Imaginei-o sentado à minha frente. Em seguida, mudei de perspectiva e tentei ver a mola como se estivesse olhando por cima do ombro de Karl. Finalmente tentei vê-la através dos seus olhos. A uns 3.000 quilômetros dali – relatam agora as autoras – Nikolaiev ficou tenso. De acordo com as testemunhas, os seus dedos tatearam alguma coisa que só era visível para ele. E escreveu: redondo, metálico, brilhante... reentrante... parece uma mola”. (Vide: “Experiências Psíquicas Além da Cortina de Ferro” – S. Ostrander e L. Schroeder – Editora Cultrix).

E o fato é que: se os referidos fenômenos se permitem transcender o espaço (telepatia); se tais fenômenos se permitem prever o futuro (precognição); e, mais ainda: se eles podem nos mostrar o passado desconhecido (retrocognição), eles, de fato, reúnem provas evidentes da Transcendência humana para além dos estágios biológicos terrenos.

Assim, pois, se tais fenômenos estão investidos da capacidade de transcender espaço e tempo, é bem possível sejam eles capazes de transcender tudo, de transcender a morte, permitindo o raciocínio de que:

[(Fenômenos Psi)] (=c=) [(Funções Psi)] (=c=) [(TNmh)]

Que, em linguagem compreensível a todos, diriam:

“A Transcendência dos ‘Fenômenos’ produzidos pelas ‘Funções Psi’ no tocante aos limites impostos pelas leis físicas da Matéria, do Espaço e do Tempo evidenciam a ‘Transcendente Natureza da Mente Humana’ (TNmh)”.

Estando claro, pois, que este terceiro termo: ‘Transcendente Natureza da Mente Humana’ (TNmh) guarda equivalência óbvia com o que se convencionara chamar de Alma, ou, então, de Princípio Cognitivo distinto da matéria, ou, mais simplesmente ainda: de Espírito, constituindo, a tal ponto, uma perfeita igualdade (=) matemática do que se denominaria:

Fórmula Parapsíquica do Homem

[(Fen.Psi)](=c=)[(FunçõesPsi)(=c=)[(TNmh)](=)[(Espírito)]

Que, em resumo, expressaria apenas e tão só:

[(TNmh)] (=) [(Espírito)]

Ou, mais simplesmente ainda, pelo que se formularia a seguir, pois que somos Criaturas únicas em nossa pessoa e em nosso psiquismo mesmo, e, portanto, de modo matemático, só o Espírito pode ser igual a Si mesmo, explicitando:

[(Espírito)] (=) [(Espírito)]

Cujos dados abstratos, ou matemáticos, de nossa autoria, se inspiram, ou, se inspiraram, condignamente, na expressão atribuída ao mais importante, honesto e criterioso pesquisador parapsicológico dos tempos modernos:

“É inevitável a conclusão de que existe algo funcionando no Homem que transcende as Leis da Matéria e, portanto, por definição, uma Lei não física ou não material tornou-se manifesta. Logo, o Universo não se conforma ao conceito materialista predominante”. (Joseph Banks Rhine).

São homens como este, verdadeiramente honesto, que a Humanidade tanto deve por sua coragem em afrontar o ceticismo dos sabichões, que, paradoxalmente, sabem da existência de Deus e de sua própria imortalidade, pois que lhes observa nos ditames de sua própria Consciência, este Eu único: em permanente contato com as coisas transcendentais: do cognitivo, do racional, do ético, do artístico, do estético, do moral, todos eles estados mentais independentes do cérebro e da matéria, pois pertencentes ao mundo psíquico e espiritual que há em nós; conquanto, em seu orgulho, e óbvia contradição, o homem cético dos nossos tempos, lhes esteja a negar.

Fernando Rosemberg Patrocinio

Blog: filosofia do infinito

quarta-feira, 15 de março de 2017

Espíritos afins (Jorge Hessen)


Jorge Hessen

Jennifer Bricker participa de espetáculos de acrobacias aéreas e fascina as plateias com sua técnica. O mais impressionante é que Jennifer não possui as duas pernas. Aos 11 anos, já era uma campeã da ginástica, esporte pelo qual se apaixonou ao ver Dominique Moceanu ganhar uma medalha de ouro olímpica para os Estados Unidos em 1996.

Jennifer não sabia, porém, que as duas tinham muito mais em comum do que o talento de atleta, eram irmãs consanguínea. Jennifer tinha poucos meses quando foi entregue para adoção porque não tinha pernas. Aos três anos recebeu próteses para as pernas, mas nunca as usava - se movimentava melhor sem elas. Ela adorava ver a equipe de ginástica feminina dos Estados Unidos e, especialmente, uma atleta: Dominique Moceanu.

Aos 10 anos, ela disputou os Jogos Olímpicos da Juventude e aos 11, foi campeã de ginástica tumbling pelo Estado de Illinois. Quando completou 16 anos, Jennifer perguntou à Sharon, a mãe adotiva, se havia algo que ela não tinha lhe contado sobre a sua família biológica. A adolescente não imaginava que a resposta fosse "sim". Sharon revelou-lhe que o sobrenome da sua família biológica era Moceanu e Dominique era sua irmã.

Quatro anos depois, Jennifer escreveu uma carta para Moceanu, contando sua história explicando que Dominique foi seu ídolo a vida inteira a tinha inspirado a ser uma ginasta também. Ambas se encontraram e se conheceram pessoalmente até hoje estão unidas.

Outro caso interessante aconteceu com as irmãs gêmeas Anais Bordier e Samantha Futerman. Ambas puderam se conhecer após 25 anos de idade. Uma não sabia da existência da outra, mas, um episódio da vida e a internet fizeram com que elas se reunissem. Ambas foram separadas depois do nascimento na Coréia do Sul e viveram e adotadas por famílias em diferentes países; Anais, em Paris, na França, e Samantha, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

O reencontro começou a ser desenhado em dezembro de 2012, enquanto Anais, uma designer de moda, estava em um ônibus e recebeu de um amigo a imagem de um vídeo do YouTube onde aparecia Samantha, que é atriz. Anais diz que pensou que alguém havia postado um vídeo dela, mas percebeu que era uma garota que vivia nos Estados Unidos muito parecida com ela.

Entrou em contato pelo Skype e ficaram mais de três horas de conversa. Posteriormente elas se conheceram pessoalmente em maio de 2013, em Londres, e desde então, mesmo vivendo em países diferentes, se comunicam várias vezes ao dia. Para Anais, descobrir que tem uma irmã é incrível, mas perceber que tem uma irmã gêmea é ainda mais inacreditável, porque as duas têm muito em comum.

A história das irmãs foi transformada no livro "Separated @ Birth: A True Love Story of Twin Sisters Reunited", lançado em 2014 e o interessante é que cada uma escreveu um capítulo alternadamente.

Sob o enfoque espírita, efetivamente, muitas afeições terrenas são condições construídas, geralmente nas preexistências, através dos laços permanentes de afinidades espirituais, que se estabelecem entre seres, que comungam das mesmas inclinações psicológicas, em estado semelhante de evolução intelecto-moral.

Portanto, podemos analisar tema pelo prisma das almas “afins” que reencarnam na mesma família. Sabemos que a reencarnação é um mecanismo extremamente complexo. Suas variáveis vinculam-se ao estágio espiritual de cada reencarnante, considerando-se as obrigações de aprendizagem de todos os espíritos envolvidos para a convivência na Terra. Quando o espírito detém boa estrutura moral pode esquematizar sua reencarnação junto dos seres “afins”, sob a supervisão dos Benfeitores do além.

Na dimensão espiritual, estando libertos das paixões que nos ligaram na Terra, nos atraímos e agrupamos em famílias mais amplas, unidos por sentimentos sinceros, tendo em vista o aperfeiçoamento de todos e alegrando-nos, com as conquistas de cada um dos nossos entes queridos em cada regresso ao além-túmulo, após mais uma vida na Terra, plena de lutas e provações experimentadas e ultrapassadas.

No conjunto das reencarnações, “se uns espíritos encarnam e outros permanecem no além , nem por isso deixam de estar unidos pelo pensamento. Os que se conservam “livres” [no além] velam pelos que se acham em “cativeiro” [no corpo físico]. Os mais adiantados se esforçam por fazer que os retardatários progridam. Após cada existência, todos têm avançado um passo na senda do aperfeiçoamento. ”[1]

É bem verdade que dois Espíritos, que se afeiçoam, naturalmente se procuram um ao outro, nas suas caminhadas. Não ignoramos que entre os seres humanos há ligações afetivas ainda indecifráveis nos seus códigos misteriosos. O espectro do magnetismo é o auxiliar destas ligações, que futuramente compreenderemos melhor. ” [2]

Os personagens mencionados nesta narrativa são incontestavelmente espíritos afins que se juntaram, pelas leis da atração e amam estar juntos. Não obstante, nem todos os espíritos “afins” tenham necessariamente que se ter conhecido numa vida anterior, pois eles se atraem magneticamente por inclinações semelhantes, isso frequentemente acontece.

“A afeição que existe entre pessoas [especialmente]parentes são um índice da simpatia anterior que as aproximou…”[3] Desta forma, se todas as afeições forem purificadas “acima dos laços do sangue, o sagrado instituto da família se perpetuará no Infinito, através dos laços imperecíveis do Espírito. ”[4]

Referências bibliográficas:

[1]        KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. IV, item 18, RJ: Ed. FEB, 1977
[2]        KARDEC, Alan. O Livros dos Espíritos, questão 388, RJ: Ed. FEB, 2002
[3]        KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. IV, item 19, RJ: Ed. FEB, 1977

[4]        XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador, questão 175, RJ: Ed. FEB, 2001

sexta-feira, 10 de março de 2017

Entrevista com o escritor espírita Jorge Hessen



Jorge Hessen em visita 
ao Museu Chico Xavier em Uberaba




O Codificador do Paráclito
Blog   http://pointier.blogspot.com.br/

Jorge Hessen, nascido no Rio de Janeiro a 18/08/1951, aposentado do INMETRO, residente em Brasília desde 1972. Formado em Estudos Sociais com ênfase em Geografia, Bacharel e Licenciado em História pela Universidade de Brasília- Unb.
Membro fundador do Posto de Assistência Espírita (DF), jornalista, historiador e escritor. Autor dos livros “Luz na Mente”, “Praeiro, um Peregrino nas Terras do Pantanal”, “Anuário Histórico Espírita 2002”( coletânea de diversos autores e trabalhos históricos de todo o Brasil, coordenado pelo Centro de Documentação Histórica da União das Sociedades Espíritas de São Paulo – USE ). Autor de 22 (vinte e dois) livros eletrônicos (E Books), todos traduzidos em Madri (espanhol), 2 (dois) traduzidos em Paris (francês) e 1 (um) traduzido para o inglês  (publicados pelo portal Autores Espíritas Clássicos), conforme o link: http://www.autoresespiritasclassicos.com/Apostilas/Artigos%20Espiritas%20-%20Jorge%20Hessen/Artigos%20Espiritas%20-%20Jorge%20Hessen.htm


O Codificador do Paráclito:  Por que se tornou Espírita?

Jorge Hessen: Entrei no orbe espírita estimulado por incontida investigação da Verdade cristã. Como não encontrava respostas noutras doutrinas cristãs busquei o Espiritismo e ele a tudo me respondeu.

O Codificador do Paráclito:  O que lhe mais lhe impressionou na Doutrina Espírita?

Jorge Hessen: Desde a primeira hora, fiquei maravilhado com a cautela, o bom senso, a habilidade de síntese e o acervo cultural de Allan Kardec. Procurei conhecer a biografia do professor Rivail. Percebi que estava diante de um gênio. Seu labor se consubstanciou na Terceira Revelação e obviamente isso foi fundamental para inspirar a minha paixão pelo Espiritismo.

O Codificador do Paráclito:  O que sobressai na mensagem espírita?

Jorge Hessen: O Espiritismo é o Consolador Prometido que desvenda conceitos surpreendentes sobre Deus, o Universo, os homens, a natureza e comunicação dos “mortos” com os “vivos”, a pluralidade dos mundos habitados, a reencarnação e as leis naturais que regem a vida. A Terceira Revelação acena-nos ainda com o soberano apelo para compreendermos e refletir sobre o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento.

O Codificador do Paráclito:  Quais foram os momentos que marcaram sua experiência doutrinária?

Jorge Hessen:  Nesse absorvente rumo muitas vezes esbarro com as lágrimas, reflexas e resultantes da ignorância e truculência do homem hodierno; doutros momentos deparo em mim mesmo o ânimo do regozijo em razão dos grandes exemplos de amor, humildade e abnegação que identificamos  aqui e além no coração do próximo.

O Codificador do Paráclito:    O que é a Terceira Revelação para você?

Jorge Hessen:  É Ciência porque se consubstancia num conjunto reunido de informações concernentes a certas classes de eventos ou fenômenos transcendes avaliados experimentalmente, relacionados e descritos por Kardec e outros pesquisadores de renome, representado principalmente pelas obras básicas. É Filosofia sem tanger necessariamente o contexto filosófico tradicional (materialista), embora de cunho evolucionista e metafísico, pontua a necessidade de o homem ir em busca de seu autoburilamento, estimulando-o à averiguação de respostas às questões magnas da Humanidade: sua natureza, sua origem e destinação, seu papel perante a Vida e o Universo tendo como bandeira o axioma: “nascer, viver, morrer e renascer de novo, progredindo sempre, tal é a lei. ”É, por fim e sobretudo  Religião, porque propõe unir os povos em um ideal de fraternidade, preconizado pelo Evangelho de Jesus, permitido, dessa forma, que o homem se encontre com o próprio Criador, tendo como bandeira o lema:  “fora da caridade não há salvação.”

O Codificador do Paráclito:  O Espiritismo precisa ser atualizado sob o ponto de vista científico? 

Jorge Hessen: Fundamentalmente é importante ressaltarmos que o Espiritismo não tem incondicional necessidade da ciência terrena, pois como nos adverte Emmanuel na primeira questão da obra O Consolador: “Essa necessidade de modo algum pode ser absoluta. O concurso científico é sempre útil, quando oriundo da consciência esclarecida e da sinceridade do coração. Importa considerar, todavia, que a ciência do mundo se não deseja continuar no papel de comparsa da tirania e da destruição, tem absoluta necessidade do Espiritismo, cuja finalidade divina é a iluminação dos sentimentos, na sagrada melhoria das características morais do homem.”  Eis aí o meu pensamento.

O Codificador do Paráclito:  Qual é a sua mensagem àqueles que incorrem ao fanatismo religioso espírita?

Jorge Hessen: O espírita sincero precisa compenetrar-se da oportunidade, no tempo e no ambiente, com relação aos assuntos doutrinários no seu tríplice aspecto, porquanto, qualquer inconsideração nesse particular, pode conduzir a fanatismo abominável, sem nenhum caráter construtivo.
Herculano Pires já advertia sobre o igrejismo que assolava as hostes espíritas. Entendo que a FEB é roustanguista , por impor nos seus Estatutos o Parágrafo único , item III , Art. 1º  que “além das obras básicas a que se refere o inciso I, o estudo e a difusão compreenderão, também, a obra de J.-B. Roustaing e outras subsidiárias e complementares da Doutrina Espírita.” Desta forma,  o louvor das obras de Roustaing na FEB tem pervertido a racionalidade espírita no Brasil. Desconheço espíritas  mais maníacos do que os roustanguistas.
Pelo exposto, entendo que no Brasil seja imprescindível a criação URGENTE de uma Confederação Espírita (longe de Roustaing), a fim de unir concreta e racionalmente os corações dos espíritas em torno do eminente Kardec, considerando sempre o Espiritismo em seu tríplice aspecto. Para esse desígnio compete aos atuais jovens espíritas e as lideranças contemporâneas se movimentarem a fim de concretizarem tal projeto.

O Codificador do Paráclito:  Deveria ser acelerada a propagação do Espiritismo pelo mundo ?,

Jorge Hessen: Não deve ser apressada a expansão e a propaganda espírita. Não há necessidade imediata. A organização do Espiritismo está nas mãos de Jesus, antes de qualquer esforço incerto e volúvel de nossa parte. É imprescindível estudarmos e aplicarmos os ensinamentos do Mestre à luz do Espiritismo, pois nossa tarefa maior deve ser da própria iluminação através de uma fé racional , inabalável e serena. Ademais, devemos oferecer aos serviços da propaganda doutrinária a cota de tempo de que possamos dispor, entre os trabalhos diário do ganha pão e o cumprimento dos deveres familiares. Para Emmanuel,  a execução dessas obrigações é sagrada e urge não cair no declive das situações parasitárias, ou do fanatismo religioso.
No trabalho da propaganda da verdade, Jesus caminha antes de qualquer esforço humano e ninguém deve guardar a pretensão de converter alguém, quando nas tarefas do mundo há sempre oportunidade para o preciso conhecimento de si mesmo.

O Codificador do Paráclito: Suas considerações finais?

Jorge Hessen: Espíritas!  Em favor da unidade entre nós,  repudiemos os conceitos equivocados que nos dividem, a exemplo do misticismo roustanguista febiano   e esquadrinhando em Allan Kardec a segura orientação doutrinária para melhor compreendermos Jesus.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Narrações do Infinito e outras considerações

Por Andreia Azevedo
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A obra Narrações do Infinito (Do original Lúmen) não é de fácil absorção. Também não é para mentes que desacreditam da pluralidade dos mundos habitados e da infinidade de experiências que nós, como espíritos, vivenciamos no Cosmos, mas para simplesmente mentes curiosas. Camille Flammarion1, astrônomo francês e espírita, iluminou o século XIX com inúmeras obras. Fammarion escreveu Narrações do Infinito em meados de 1872. O livro pode ser considerado uma obra mediúnica do ponto de vista que o autor entrevista um espírito, amigo seu, fazendo questionamentos sobre diversas condições sobre vidas em outros planetas; e científica quando notamos informações astronômicas como, por exemplo, o tempo que as informações vinda de outros astros, levam para chegar até nós.
Quando à noite observamos as diversas esferas que pululam a abóboda celeste, na verdade não estamos vendo o momento presente que ela está vivendo, mas seu passado. Isso porque a luz dos objetos estelares demoram meses, anos, séculos, anos-luz para chegar até nós (...) - dependendo do objeto que estiver sendo observado. O livro aborda o tema durante o diálogo entre os dois personagens Lúmen e Quaerens. Vemos também diálogos sobre os tipos de vida que Lúmen pôde observar em outros planetas.

“Se um vulcão, por exemplo, entrasse em erupção em um desses mundos referidos, não o veríamos projetar suas chamas senão 1 segundo e 1/4 depois, se se tratasse da Lua; 42 minutos decorridos, se estivesse em Júpiter; 2 horas mais tarde, se viessem de Urano; 4 horas após, caso proviessem de Netuno. Se nós nos transportássemos para além do sistema planetário, as distâncias seriam incomparavelmente mais vastas e maior a demora na chegada da luz. Assim, o raio luminoso saído da estrela mais próxima da Terra, a Alfa do Centauro, despende mais de 1.400 dias para nos atingir; o que procede de Sírio emprega perto de um decênio para atravessar o abismo que nos separa desse sol.”


A obra é dividida em cinco narrativas: Resurrectio praeteriti,  Refluum temporisHomo homunculusAnteriores vitae e Ingenium audax – Natura audacior.

Alguns dos assuntos abordados nas histórias:
A Alma, A Hora da Morte, A Visão da Alma no Firmamento, O Sistema Solar no Firmamento,  A Terra do Ponto de Vista Celestial, Capella, A Velocidade da Luz, Mundos Vistos à Distância, Lúmen Revela sua Vida, Histórias do Infinito, Uma Jornada em um Raio de Luz, Organismos Humanos Adptados aos Planetas que Vivem , Luz e Espaço, A vida passada, A pluralidade das Vidas , O Desconhecido, Almas e Átomos, Um Mundo em Orion, Estudo do Universo etc

"Camille Flammarion, O Poeta dos Céus. Como o denominava Michelet. "

Flammarion como cientista, e com a mente racional, questiona sempre as informações que recebe no intuito de obter respostas mais acuradas possíveis para sua análise. É fato que nenhuma prova física temos de vida (e de sua forma) fora da Terra, mas num universo com bilhões e bilhões de galáxias contendo bilhões e bilhões de estrelas cada galáxia, sendo que cada estrela pode conter um sistema planetário, fica realmente egocêntrico imaginar um universo com vida somente no planeta Terra. E quando falamos de vida, não estamos falando de vida como nós a conhecemos, mas de qualquer tipo de manifestação de vida inteligente ou não.

“Trappist-1 -   sistema planetário na constelação de aquário”

Um exemplo das inúmeras possibilidades de existir vida são os diversos exoplanetas – planetas que estão fora do nosso sistema solar - que vem sendo descobertos, onde, muitos deles tem potencial para conter vida. Hoje, 22 de Fevereiro de 2017 a NASA nos trouxe uma descoberta pioneira. Mais questões sobre possibilidades da pluralidade dos mundos habitados... Não é de hoje que o homem se questiona sobre o Universo e se estamos ou não sozinhos. A história nos fala de ideias, pensadores, filósofos, cientistas que vislumbraram esmiuçar esses questionamentos trazendo respostas. Precisou passar milênios para aprimorar nossas pesquisas e muitos outros (séculos ou milênios) ainda deverão vir até que possamos ter a tecnologia necessária para dar o primeiro aperto de mão a um Alien. Bem... Espero que o bonzinho... ;-) A NASA revelou hoje o primeiro sistema chamado de TRAPPIST-1, contendo sete planetas orbitando uma única estrela. Três deles estão na zona habitável com chances de conter água líquida. O sistema planetário está relativamente próximo a nós (40 anos-luz) e fica na constelação de Aquário. Todos os sete planetas têm tamanho semelhante ao da Terra, entretanto a estrela que orbitam tem estágio diferente da nossa. Ela é uma anã vermelha.2


Camille Flammarion ao seu telescópio em seu observatório Juvisy - 1880.
Narrações do Infinito nos faz refletir sobre as diversas possibilidades que o universo pode nos presentear. Longe de afirmar a veracidade de todos os relatos de Lúmen referente às vidas e suas formas que ele descreve, lanço a sementinha  da curiosidade para que o leitor mergulhe na obra sem preconceitos e fazendo uso de uma mente crítica e científica, refletindo que se algumas formas de vida e composição biológica for impossível aos seus olhos,  para a vida em si, o impossível é só o início.




Referências -

1. Em uma outra oportunidade falarei de sua vida.

2. NASA. Exoplanets. https://exoplanets.nasa.gov/news/1419/nasa-telescope-reveals-largest-batch-of-earth-size-habitable-zone-planets-around-single-star/ Acessado em 22/Fev/2017