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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Carta convite para reunião mensal da AME-Carioca em novembro

CONVITE

Nossa reunião será dia 12/11/12 (segunda 2ª feira do mês corrente), às 19h30min, no MAP-MOVIMENTO DE AMOR AO PRÓXIMO (* Estrada do Pau Ferro, 325 – Pechincha – RJ, telefones 3392-5600 e 3392-5700) e  contará com a presença do Dr. Luiz Carlos Formiga, professor universitário da UFRJ e UERJ, aposentado, apresentando o tema VALORES ÉTICO-ESPÍRITAS. INFLUÊNCIA NOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE.
Divulgue, participe e traga suas idéias!
Contamos com a sua presença, seu apoio e carinho!
Um forte e fraternal abraço!
AME CARIOCA

Segue a mensagem enviada pelo palestrante, Luiz Carlos Formiga, a respeito do encontro:
Objetivamos discutir a influência de “valores ético-morais” na criação e manutenção, até os dias que correm, de um Centro de Referência do Ministério da Saúde, localizado numa IES.
Um pouco, mas não tudo do que pretendemos apresentar, pode ser encontrado no artigo divulgado pela Sociedade Brasileira de Microbiologia. Duas páginas na WEB gentilmente o disponibilizaram. Sua leitura prévia certamente facilitará o trabalho didático-pedagógico.
(Fonte: informações recebidas por email de Luiz Carlos Formiga)

INQUISIÇÃO , A MAIOR TRAGÉDIA HUMANA

Como os livros de história foram em grande parte reescritos, de forma a amenizar os fatos reais, poucas pessoas conhecem os detalhes específicos de uma campanha nefanda que em 1200 anos (Doze séculos) torturou e assassinou milhares de pessoas.
A Inquisição da Igreja Católica Romana foi a maior desgraças que ocorrereu na história da humanidade. Em nome de Jesus Cristo, sacerdotes católicos montaram um esquema gigantesco para matar todos os "hereges" na Europa. A heresia era definida da forma como Roma quisesse definir; isso abrangia desde pessoas que discordavam da política oficial, aos filósofos herméticos, judeus, bruxas, e os reformadores protestantes. Em nenhum lugar nas Sagradas Escrituras Jesus matou alguém que discordasse dele, tampouco ensinou que seus seguidores fizessem isso. Nenhum dos apóstolos deu essa instrução no Novo Testamento.
Nosso precioso Salvador nunca ordenou que alguém seja morto por qualquer razão, especialmente por dureza de coração contra sua mensagem, ou por discordar dele em questões espirituais. No entanto, os católicos inquisitores regularmente partiram para a matança de seus adversários, normalmente com grande gosto e dureza de coração. Em tais matanças, o assassinato não era o bastante; antes que a vítima morresse, os pagãos gostavam de infligir a máxima dor em suas vítimas.
Os Inquisitores Católocos Romanos levavam a vítima ao ponto da morte muitas vezes, e depois paravam a tortura, de forma que a vítima revivesse e depois pudesse ser torturada novamente.
Portanto, a monstruosidade da Inquisição está diante a humanidade como a maior evidência do satanismo inerente da Igreja Católica Romana. Aqueles que tiverem a coragem para examinar esse "fruto podre" final, verão a verdade da Igreja Católica. E não pense que Roma mudou, porque a Bíblia nos diz que um leopardo não muda suas manchas (Jeremias 13:23), e Roma se orgulha de que nunca muda. Uma prova concreta desse fato é que o papa Paulo VI (1963-1978) restaurou o Ofício da Inquisição, renomeado agora como Congregação para a Doutrina da Fé. Hoje, esse nefando Ofício da Inquisição é controlado pelo cardeal Ratzinger.
Por que o papa Paulo VI reinstituiu o Ofício da Inquisição? Será se ele sabe que o Ofício logo poderá ser necessário outra vez? Com todas as profecias sobre o aparecimento do Anticristo ocorrendo quase em conjunto, exatamente como Jesus ratificou (Mateus 24:32-34), o tempo deve ter parecido apropriado para Paulo VI reinstituir esse Ofício sangüinário, pois mesmo apesar de a Inquisição original ter matado milhares em 1200 anos (Doze séculos), a profecia bíblica nos diz que o Falso Profeta matará bilhões de pessoas em três anos e meio! Visto que o papa católico romano foi escolhido como o futuro Falso Profeta, faz sentido que o Ofício de Inquisição seja reinstalado.
Verdade Arrojada Ou Camuflagem de Sensibilidade?
Lutamos com os detalhes da Inquisição que descobrimos, pois temíamos que ao escrever de forma a expor completamente a barbaridade e a natureza anticristã da Inquisição Católica Romana, poderíamos escandalizar nossos maravilhosos leitores cristãos; temíamos que precisaríamos escrever e mostrar gravuras que ofenderiam as sensibilidades cristãs, para expor completamente a terrível, e freqüentemente pornográfica, verdade. Essa era uma ação que não desejávamos tomar.
Lendo livros de 50-150 anos atrás, vemos autores cristãos lutando com essa mesma questão; eles decidiram "sanear" a verdade de forma a não ofender a sensibilidade cristã. Portanto, seus livros escondem o horror verdadeiro da Igreja Católica Romana!
Neste fim dos tempos, em que o Anticristo está aparentemente próximo, e em que o Falso Profeta já foi escolhido e é o papa, e quando as igrejas liberais estão se tornando íntimas da própria besta que matou um número estimado de até 75 milhões de protestantes, concluímos que chegou o tempo de "tirar fora as viseiras de sensibilidade". Citaremos documentos católicos exatamente como eles foram impressos, para que você possa ver a verdadeira face dessa besta que matou entre 75-100 milhões de pessoas ao longo de 1200 anos (Doze séculos); se você acha que ficará ofendido, não leia o restante deste artigo (fique seguro de que não exibiremos imoralidade grosseira, pois já filtramos isso).
Apresentamos aqui uma extensa exposição sobre a verdadeira face da prática católica romana de adoração ocultista sob a máscara de cristianismo. No fim deste artigo, você verá como é possível que os escândalos sexuais atuais de padres pedófilos puderam ocorrer e ser ocultados pela hierarquia eclesiástica. Você verá quão duro de coração um sacerdote tinha de ser para ameaçar suas paroquianas com a Inquisição se elas se recusassem a fazer sexo com ele; verdadeiramente, tal sacerdote tinha uma "consciência cauterizada por um ferro quente", e representava a maioria dos sacerdotes católicos.
Esta é a face de Roma.
As Mulheres Penitentes Eram Ameaçadas

Com a Inquisição se Não Fizessem Sexo Com o Sacerdote
Os padres ameaçavam suas penitentes no confessionário que, a menos que fizessem sexo com eles, seriam entregues à Inquisição! Tão efetiva era essa ameaça que um sacerdote agonizante revelou em 1710 que "por essas persuasões diabólicas elas estavam ao nosso comando, sem medo de revelar o segredo." (pg 36, Master-Key to Popery, Padre Givens]
Visto que tão poucas pessoas hoje estudaram até mesmo os rudimentos de história, a maioria não sabe que a Inquisição foi REAL e VERDADEIRA. A maioria das pessoas hoje não tem nenhuma idéia do barbarismo flagrante e da tortura infligida sobre os infelizes habitantes da Europa durante 1200 anos! A maioria das pessoas não tem nenhuma idéia sobre como a população inteira foi consumida pelo medo, pois batidas na porta de alguém no meio da noite significavam o começo imediato de uma morte torturante nas mãos dos inquisidores.
A acusação era equivalente à culpa.
Portanto, se um sacerdote ameaçasse uma mulher dizendo que ele iria mentir sobre ela aos oficiais da "Santa" Inquisição, ela sabia o tipo de tortura e morte que a esperava. O sacerdote poderia provavelmente delatar a mulher aos inquisidores como bruxa. Como você verá em instantes, os inquisidores tratavam as mulheres acusadas de bruxaria com especial deleite, júbilo e atenção.
Neste tratado, tentamos andar em uma linha fina entre a modéstia cristã e o desejo ardente de que você conheça toda a verdade com relação à Inquisição. Visto que muitas das vítimas eram deixadas nuas e torturadas publicamente, ou deixadas nuas e estupradas privadamente, tivemos de omitir muitas gravuras que retratavam nudez; entretanto, incluímos um par de gravuras que, ainda que retratem a nudez da vítima, fazem isso de forma a não mostrar as partes sexuais do corpo. Esperamos que sua sensibilidade não fique ofendida. Se você achar que ela possa estar sendo ofendida, pare a leitura agora.
As Gravuras Contam a História da Inquisição
Muitas das vítimas eram simplesmente queimadas na estaca, como você pode ver aqui. Normalmente, essas execuções na fogueira eram realizadas em público, para que a população visse o que acontecia com aqueles que enfrentavam Roma. Entretanto, na maioria das vezes, as pessoas que eram queimadas em público, primeiro eram torturadas privadamente. Em toda a Europa, os reis e seus súditos sabiam que os torturadores do papa eram absolutamente os melhores; eles podiam forçar "confissões" por meio de técnicas de tortura hábeis e os reis sabiam que podiam contar com eles, caso seus homens não pudessem extrair as confissões.
Veja, as confissões proviam a fina fachada de responsabilidade; o rei poderia mostrar a confissão de uma vítima ao público para convencê-lo que a tortura e a morte eram justificadas.
Um historiador secular - John J. Robinson - nos dá uma rápida e singular visão neste mundo papal tenebroso da tortura e do assassinato no ano de 1310. Escrevendo em seu livro, Born In Blood: The Lost Secrets of Masonry [Nascida em Sangue: Os Segredos Perdidos da Maçonaria], Robinson revela:
"Dois anos se passaram, e os Templários interrogados sem tortura não confessaram nada, constantemente reafirmando sua inocência ... Em resposta a uma exigência papal que a tortura fosse empregada, o rei Eduardo replicou que ela nunca tinha desempenhado um papel na jurisprudência eclesiástica ou secular na Inglaterra, de modo que ele não tinha no reino nem mesmo pessoas qualificadas que soubessem como realizá-la. Exasperado, o papa Clemente V escreveu, advertindo Eduardo que ele devia considerar o destino de sua própria alma ao mofar dessa maneira das ordens diretas do vigário de Cristo na Terra, e dizendo que iria tentar somente mais uma vez, dando ao rei o benefício da dúvida. O papa estava despachando dez torturadores hábeis à Inglaterra sob a responsabilidade de dois experimentados dominicanos; agora Eduardo não teria mais desculpas .... Diz alguma coisa da resolução do papa que ele separou tempo do seu ofício sagrado na véspera do Natal de 1310, para lidar com o problema dos prisioneiros templários. O presente de Natal dele ao povo inglês foi a introdução da tortura no sistema judicial do interrogatório." [pg 148]
Embora o imperador Constantino (ano 321) tenha iniciado a política de suprimir todas as pessoas e as doutrinas que não estavam em conformidade com o dogma oficial, a maioria dos estudiosos coloca o começo da Inquisição oficial com o papa Teodoro I (642-649), que iniciou a prática de mergulhar sua pena dentro de vinho consagrado antes de assinar a sentença de morte dos hereges. [The Magic of Obelisks, de Peter Thomkins, pg 55]
No livro Lives of the Popes, ficamos sabendo que o "vinho consagrado" com o qual o papa Teodoro I assinava esses mandados de morte era o vinho da eucaristia [McBrien, pg 105]. A Inquisição foi iniciada nesse período, e foi direcionada contra as heresias dos filósofos herméticos, isto é, os praticantes de Magia Negra da Europa.
Nesta gravura, você pode ver o medo que a Inquisição gerava entre a população geral nas aldeias e nas cidades; os agentes da Inquisição entravam na cidade, armados com a bula papal que autorizava o líder das forças papais que tinham entrado na cidade. O representante principal do Vaticano caminhava até a praça central da cidade e, cercado por soldados fortemente armados, lia a declaração papal. Uma vez que a declaração tinha sido lida, os soldados começavam a prender os "hereges" - definidos como aqueles que discordam da Igreja de Roma. O dogma romano era o padrão, não a Bíblia Sagrada.
Exatamente como os pagãos sempre fizeram em todas as eras, os católicos romanos utilizaram a dor e tortura pelo puro pânico que espalham entre as pessoas. Na gravura a seguir, vemos um bispo católico tendo seus olhos arrancados para fora das órbitas por causa de alguma heresia da qual foi acusado e não se arrependeu. O vazamento dos olhos geralmente era aplicado nas pessoas cultas porque seu meio de vida e sua paixão na vida eram o estudo acadêmico. Depois que os olhos eram perfurados ou arrancados, essas pessoas ficavam destituídas e não podiam influenciar mais ninguém com sua "heresia".
Verdadeiramente, esses aterrorizados aldeões logo descobriram que o jugo de Roma era pesado, horrível de ser carregado e terrivelmente opressor. O jugo suave do Salvador parecia uma memória distante, perdida nas névoas de muitos séculos, oculta pelo véu da Roma pagã.
Uma vez que os "hereges" eram presos e ajuntados no local escolhido para as execuções públicas, histeria pura tomava conta dos soldados do Vaticano, ao iniciarem a matança. Os ocultistas não têm nenhuma dificuldade em ver a influência pesada e penetrante das hordas demoníacas tomando esses soldados. Uma vez que começavam a matar, ficavam repentinamente fervilhando no puro poder dos demônios. O pastor Richard Wurmbrand, narrando suas observações pessoais durante as matanças comunistas na Rússia e na China escreveu:
"As revoluções não fazem o amor triunfar. Em vez disso, matar torna-se uma mania. Nas revoluções russa e chinesa, depois que os comunistas tinham assassinado dezenas de milhões de inocentes, não podiam parar de assassinar, e brutalmente matavam-se uns aos outros ... O comunismo é uma forma de possessão demoníaca coletiva." ["Marx and Satan", Richard Wurmbrand, pg 107-108)
Os praticantes de Magia Negra podem confirmar para você que o período inteiro de 1200 anos da Inquisição representou o ápice da infestação demoníaca em toda a história européia. A "Santa" Inquisição foi "possessão demoníaca coletiva", como você verá após examinar o documento católico que justificou os 1200 anos de assassinato. Fique conosco, pois assim conhecerá a verdade.
O número de mortes foi incomensurável:
"E assim foi infligido no sul da França um dos mais ferozes massacres da história. Grupos de brigadas do norte pilhavam e saqueavam. Na Catedral de Saint-Nazaire, doze mil 'hereges' foram mortos ... Aqueles que tentaram fugir foram cortados e mortos. Milhares mais foram queimados na estaca. Em Toulouse, o bispo Foulque levou à morte dez mil pessoas acusadas de heresia. Em Beziers, a população inteira de mais de vinte mil pessoas foi chacinada. Em Citeau, quando questionado sobre como os soldados deveriam distinguir os católicos dos cátaros gnósticos, o abade respondeu com seu cinismo afamado: 'Matem todos; Deus saberá quais são os seus'." [Thompkins, pg 58]
Métodos de Tortura e execução na Idade Média
Durante a atuação da Santa Inquisição em toda a Idade Média, a tortura era um recurso utilizado para extrair confissões dos acusados de pequenos delitos, até crimes mais graves. Diversos métodos de tortura foram desenvolvidos ao longo dos anos. Os métodos de tortura mais agressivos eram reservados àqueles que provavelmente seriam condenados à morte.
Além de aparelhos mais sofisticados e de alto custo, utilizava-se também instrumentos simples como tesouras, alicates, garras metálicas que destroçavam seios e mutilavam órgãos genitais, chicotes, instrumentos de carpintaria adaptados, ou apenas barras de ferro aque- cidas. Há ainda, instrumentos usados para simples imobilização da vítima. No caso específico da Santa Inquisição, os acusados eram, geralmente, torturados até que admitissem ligações com Satã e práticas obscenas. Se um acusado denunciasse outras pessoas, poderia ter uma execução menos cruel.
Os inquisidores utilizavam-se de diversos recursos para extrair confissões ou "comprovar" que o acusado era feiticeiro. Segundo registros, as vítimas mulheres eram totalmente depiladas pelos tortura- dores que procuravam um suposto sinal de Satã, que podia ser uma verruga, uma mancha na pele, mamilos excessivamente enrugados (neste caso, os mamilos re- presentariam a prova de que a bruxa "amamentava" os demônios) etc. Mas este sinal poderia ser invisível aos olhos dos torturadores. Neste caso, o "sinal" seria uma parte insensível do corpo, ou uma parte que se ferida, não verteria sangue. Assim, os torturadores espetavam todo o corpo da vítima usando pregos e lâminas, à procura do suposto sinal.
No Liber Sententiarum Inquisitionis (Livro das Sentenças da Inquisição) o padre dominicano Bernardo Guy (Bernardus Guidonis, 1261-1331) descreveu vários métodos para obter confissões dos acusados, inclusive o enfraquecimento das forças físicas do prisioneiro. Dentre os descritos na obra e utilizados comumente, encontra-se tortura física através de aparelhos, como a Virgem de Ferro e a Roda do Despedaçamento; através de humilhação pública, como as Máscaras do Escárnio, além de torturas psicológicas como obrigar a vítima a ingerir urina e excrementos.
De uma forma geral, as execuções eram realizadas em praças públicas e tornava-se um evento onde nobres e plebeus deliciavam-se com a súplica das torturas e, conseqüentemente, a execução das vítimas. Atualmente, há dispostos em diversos museus do mundo, ferramentas e aparelhos utilizados para a tortura.
Métodos de torturas
Roda de despedaçamento
Uma roda onde o acusado é amarrado na parte externa. Abaixo da roda há uma bandeja metálica na qual ficavam depositadas a brasas. À medida que a roda se movimentava em torno do próprio eixo, o acusado era queimado pelo calor produzido pelas brasas. Por vezes, as brasas eram substituídas por agulhas metálicas.
Este método foi utilizado entre 1100 e 1700 em países como Inglaterra, Holanda e Alemanha.
Dama de Ferro
A dama de Ferro é uma espécie de sarcófago com espinhos metálicos na face interna das portas. Estes espinhos não atingiam os órgãos vitais da vítima, mas feriam gravemente. Mesmo sendo um método de tortura, era comum que as vítimas fossem deixadas lá por vários dias, até que morressem.
A primeira referência confiável de uma execução com a Dama de Ferro, data de 14 de Agosto de 1515. A vítima era um falsificador de moedas.
Berço de Judas
Peça metálica em forma de pirâmide sustentada por hastes. A vítima, sustentada por correntes, é colocada "sentada" sobre a ponta da pirâmide. O afrouxamento gradual ou brusco da corrente manejada pelo executor fazia com que o peso do corpo pressionasse e ferisse o ânus, a vagina, cóccix ou o saco escrotal.
O Berço de Judas também é conhecido como Culla di Giuda (italiano), Judaswiege (alemão), Judas Cradle ou simplesmente Cradle (inglês) e La Veille (A Vigília, em francês).
Garfo
Haste metálica com duas pontas em cada extremidade semelhantes a um garfo. Presa por uma tira de couro ao pescoço da vítima, o garfo pressiona e perfura a região abaixo do maxilar e acima do tórax, limitando os movimentos. Este instrumento era usado como penitência para o herege.
Garras de gato
Uma espécie de rastelo usado para açoitar a carne dos prisioneiros.
Pêra
Instrumento metálico em formato semelhante à fruta. O instrumento era introduzido na boca, ânus ou vagina da vítima e expandia-se gradativamente. Era usada para punir, principalmente, os condenados por adultério, homossexualismo, incesto ou "relação sexual com Satã".
Máscaras A máscara de metal era usada para punir delitos menores. As vítimas eram obrigadas a se exporem publicamente usando as máscaras. Neste caso, o incômodo físico era menor do que a humilhação pública.
Cadeira Uma cadeira coberta por pregos na qual a vítima era obrigada a sentar-se despida. Além do próprio peso do corpo, cintos de couro pressionavam a vítima contra os pregos intensificando o sofrimento. Em outras versões, a cadeira possuía uma bandeja na parte inferior, onde se depositava brasas. Assim, além da perfuração pelos pregos, a vítima também sofria com queimaduras provocadas pelo calor das brasas.
Cadeira das bruxas
Uma espécie de cadeira na qual a pessoa era presa de costas no acento e as pernas voltadas para cima, no encosto. Este recurso era usado para imobilizar a vítima e intimidá-la com outros métodos de tortura.
Cavalete
A vítima era posicionada de modo que suas costas ficassem apoiadas sobre o fio cortante do bloco. Os braços eram presos aos furos da parte superior e os pés presos às correntes da outra extremidade. O peso do corpo pressionava as costas do condenado sobre o fio cortante.
Dessa forma, o executor, através de um funil ou chifre oco introduzido na boca da vítima, obrigava-a ingerir água. O executor tapava o nariz da vítima impedindo o fluxo de ar e provocando o sufocamento. Ainda, há registros de que o executor golpeava o abdômen da vítima danificando os órgãos internos da vítima.
Esmaga cabeça
Como um capacete, a parte superior deste mecanismo pressiona, através de uma rosca girada pelo executor, a cabeça da vítima, de encontro a uma base na qual encaixa-se o maxilar. Apesar de ser um instrumento de tortura, há registros de vítimas fatais que tiveram os crânios, literalmente, esmagados por este processo. Neste caso, o maxilar, por ser menos resistente, é destruído primeiro; logo após, o crânio rompe-se deixando fluir a massa cerebral.
Quebrador de joelhos
Aparelho simples composto por placas paralelas de madeira unidas por duas roscas. À medida que as roscas eram apertadas pelo executor, as placas, que podiam conter pequenos cones metálicos pontiagudos, pressionavam os joelhos progressivamente, até esmagar a carne, músculos e ossos.
Esse tipo de tortura era usualmente feito por sessões. Após algumas horas, a vítima, já com os joelhos bastante debilitados, era submetida a novas sessões.
Mesa de evisceração
O condenado era preso sobre a mesa de modo que mãos e pés ficassem imobilizados. O carrasco, manualmente, produzia um corte sobre o abdômen da vítima. Através desta incisão, era inserido um pequeno gancho, preso a uma corrente no eixo. O gancho (como um anzol) extraía, aos poucos, os órgãos internos da vítima à medida que o carrasco girava o eixo.
Pêndulo
Um dos mecanismos mais simples e comuns na Idade Média. A vítima, com os braços para traz, tinha seus pulsos amarrados (como algemas) por uma corda que se estendia até uma roldana e um eixo. A corda puxada violentamente pelo torturador, através deste eixo, deslocava os ombros e provocava diversos ferimentos nas costas e braços do condenado.
Também era comum que o carrasco elevasse a vítima a certa altura e soltasse repentina- mente, interrompendo a queda logo em seguida.
Deste modo, o impacto produzido provocava ruptura das articulações e fraturas de ossos. Ainda, para que o suplício fosse intensificado, algumas vezes, amarrava-se pesos às pernas do condenado, provocando ferimentos também nos membros inferiores. O pêndulo era usado como uma "pré-tortura", antes do julgamento.
Potro
Uma espécie de mesa com orifícios laterais. A vítima era deitada sobre a mesa e seus membros, (partes mais resistentes das pernas e braços, como panturrilha e antebraço), presos por cordas através dos orifícios. As cordas eram giradas como uma manivela, produzindo um efeito como um torniquete, pressionando progressivamente os membros do condenado.
Na legislação espanhola, por exemplo, havia uma lei que regulamentava um número máximo de cinco voltas na manivela; para que caso a vítima fosse considerada inocente, não sofresse seqüelas irreversíveis.
Mesmo assim, era comum que os carrascos, incitados pelos interro- gadores, excedessem muito esse limite e a vítima tivesse a carne e os ossos esmagados.
Métodos de Execução
Guilhotina
Inventada por Ignace Guillotine, a guilhotina é um dos mecanismos mais conhecidos e usados para execuções. A lâmina, presa por uma corda e apoiada entre dois troncos verticais, descia violentamente decapitando o condenado.
O Serrote
Usada principalmente para punir homossexuais, o serrote era uma das formas mais cruéis de execução.
Dois executores, cada um e uma extremidade do serrote, literalmente, partiam ao meio o condenado, que preso pelos pés com as pernas entreabertas e de cabeça para baixo, não tinha a menor possibilidade de reação. Devido à posição invertida que garantia a oxigenação do cérebro e continha o sangramento, era comum que a vítima perdesse a consciência apenas quando a lâmina atingia a altura do umbigo.
Espada, machado e cepo
As decapitações eram a forma mais comum de execução medieval. A decapitação pela espada, por exigir uma técnica apurada do executor e ser mais suave que outros métodos, era, geralmente, reservada aos nobres. O executor, que apurava sua técnica em animais e espantalhos, ceifava a cabeça da vítima num único golpe horizontal atingindo o pescoço do condenado.
O machado era usado apenas em conjunto com o cepo. A vítima era posta ajoelhada com a coluna curvada para frente e a cabeça apoiada no cepo. O executor, num único golpe de machado, atingia o pescoço da vítima decepando-a.
Garrote
Um tronco de madeira com uma tira de couro e um acento. A vítima era posicionada sentada na tábua horizontal de modo que sua coluna fique ereta em contato com o tronco. A tira de couro ficava na altura do pescoço e, à medida que era torcida pelo carrasco, asfixiava a vítima. Há ainda uma variação na qual, preso ao tronco na altura da nuca da vítima, encontrava-se uma punção de ferro. Esta punção perfurava as vértebras da vítima à medida que a faixa de couro era apertada. O condenado podia falecer tanto pela perfuração produzida pela punção quanto pela asfixia.
Gaiolas suspensas
Eram gaiolas pouco maiores que a própria vítima. Nela, o condenado, nu ou seminu, era confinado e a gaiola suspensa em postes de vias públicas. O condenado passava dias naquela condição e morria de inanição, ou frio em tempos de inverno. O cadáver ficava exposto até que se desintegrasse.
Submersão
A submersão podia ser usada como uma técnica de interrogatório, tortura ou execução. Neste método, a vítima é amarrada pelos braços e suspensa por uma roldana sobre um caldeirão que continha água ou óleo fervente. O executor soltava a corda gradativamente e a vítima ia submergindo no líquido fervente.
Empalação
Este método foi amplamente utilizado pelo célebre Vlad Tepes. A empalação consistia em inserir uma estaca no ânus, umbigo ou vagina da vítima, a golpes de marreta. 
 

Neste método, a vítima podia ser posta "sentada" sobre a estaca ou com a cabeça para baixo, de modo que a estaca penetrasse nas entranhas da vítima e, com o peso do próprio corpo, fosse lentamente perfurando os órgãos internos. Neste caso, dependendo da resistência física do condenado e do comprimento da estaca, a agonia se estendia por horas.
Cremação
Este é um dos métodos de execução mais conhecidos e utilizados durante a inquisição. Os condenados por bruxaria ou afronta à igreja católica eram amarrados em um tronco e queimados vivos. Para garantir que morresse queimada e não asfixiada pela fumaça, a vítima era vestida com uma camisola embebida em enxofre.
Estiramento
A vítima era posicionada na mesa horizontal e seus membros presos às correntes que se fixavam num eixo. À medida que o eixo era girado, a corrente esticava os membros e os ossos e músculos do condenado desprendiam-se. Muitas vezes, a vítima agonizava por várias horas antes de morrer.

domingo, 28 de outubro de 2012

A GRANDE CIVILIZAÇÃO


 Margarida Azevedo/
Mem Martins, Sintra, Portugal
  


Dos perigosos chavões e das frases feitas tão inconsequentes como eles, na tentativa obscura de minar o Espiritismo nos seus fundamentos, surge a irreflectida e maníaca afirmação de que somos hoje mais civilizados do que o éramos nas eras pretéritas.

Não fazendo abstracção do aparato tecnológico e do desenvolvimento científico, mercê do crescimento intelectual do homem, confundem salpicos civilizacionais com progresso e crescimento na área espiritual.


Poucos são os que percebem que, apesar do crescimento intelectual, chamemos-lhe assim, continuamos os mesmos, com idênticas reacções, idênticos valores, muito embora se diga que os mesmos estão em crise, numa tentativa de regresso ao passado de uma suposta época áurea em que tudo era respeito, boa convivência, assim como as demais virtudes que, muito bem envernizadas, tinham o condão de fazer de uma família infeliz um saudável exemplo para a sociedade.


Isto significa que, se por um lado o passado era tenebroso, a ignorância prevalecia e comandava o homem de tal forma que este era todo instinto (desconhecemos se até os animais o são), por outro lado surge o apelo a um passado cheio de virtudes.


Estas afirmações, apresentação de um aparelho psíquico ainda muito frágil e que, por isso, quer à viva força viver a plenitude de uma paz pura, sem quaisquer contrariedades, são o grito de um saudosismo referente a uma época que jamais existiu. Por outras palavras trata-se de um suposto paraíso perdido, paradigma da virtude suprema e no qual, porque o homem vivia em conformidade com os desígnios de Deus, tudo lhe era dado de bandeja.


Embora esta segunda hipótese tenha poucos adeptos no Espiritismo, felizmente, não deixa, porém, de estar presente aquando de abordagens aos novos ares que se respiram em termos de liberdade sexual e social, estrutura familiar, educação, etc. Há sempre no passado algo de atractivo. E isso é tão incisivo que, na ausência de explicação dos males que acontecem, remetem as causas últimas dos acontecimentos do presente para esse passado imaginário, desconhecido e vedado, Ora, isto acaba por ser o mesmo, apenas trocando-lhe as palavras. Se para uns houve um paraíso perdido, onde se vivia uma paz inconsciente e, como tal, um estado de ignorância harmonioso, para outros houve um passado infernal governado pelo inconsciente e pela ignorância desastrosa. Quer num quer noutro ninguém sabia o que fazia. Procurar uma estrutura desculpabilizadora ou culpabilizante, o efeito é idêntico. Não há ignorância virtuosa nem desastrosa, como não há uma paz para cada uma delas.


Nesta confusão, ou melhor, na aflição de procurar encontrar uma explicação plausível, e não a encontrando, remetem para o desconhecido. Este, pela sua própria natureza não se mostra porque não pode, caso contrário passaria a ser o conhecido.E aqui interroga-se: que fazer com o conhecido? Ninguém sabe. Ou melhor, provavelmente até sabe: haveria sempre um resíduo de insatisfação, uma pluralidade de interpretações que o relativizariam fazendo regressar (ou regredir) ao ponto de partida.


Uma questão se impõe com toda a pertinência: Como resolver tão difícil dilema? A resposta é simples: antigamente não podíamos ter respostas nem explicações para os nossos problemas porque ainda não tínhamos a inteligência suficientemente desenvolvida para os perceber, mas hoje, mercê da infinidade de encarnações que já temos, mais coisas nos são reveladas e, portanto, já somos capazes de perceber. Isto é, hoje merecemos mais porque somos mais inteligentes; no passado remoto Deus pouco ou nada nos revelou porque éramos tacanhos, selvagens, egoístas, instintivos, e todos os demais predicados afins. Que Deus seria esse?


Por muito que nos custe, a nossa civilização essenta em bases muito frágeis e tão comezinhas que nem damos por elas. Por outras palavras, podemos afirmar sem receio “Diz-me se comes, onde vives, com quem vives, o que fazes, que eu dir-te-ei qual a tua fé.”


O modo como estamos na fé, aquilo em que acreditamos e como acreditamos, dependem muito mais do que possuímos do que propriamente de um passado mais ou menos remoto. O aconchego do estômago dita as regras desta complexa engrenagem. As condições económicas são responsáveis pela maior ou menor disponibilidade para o divino; o sagrado é composto por uma rede elaborada de preceitos em que o factor económico impôs a riqueza dos ritos; a generosidade da dádiva tinha o peso da graça exigida.


Saber como se chegou a esses valores é um mistério, ainda que muitos afirmem que vem do além. Isso não resolve nada, porque então teríamos que perguntar ao além como chegou aos referidos valores. A resposta poderia ser espantosa e impensável, uma vez que penetrar nos confins do além implicaria possuir uma linguagem compatível com tão complexos raciocínios.


Ora, a nossa linguagem cresce e desenvolve-se à medida que o meio se torna mais elaborado, sempre material e tangível, portanto. As nossas barreiras materiais não nos permitem transpor essa fronteira, representadas fielmente pela linguagem. Logo, vivemos no mundo da nosssa discursividade.


Ainda não ultrapassámos os textos da Antiguidade. Tudo no passado continua a fazer muito sentido, um passado histórico em que, efectivamente, podemos ser os mesmos, nalguns casos, não sabemos, mas também não é isso que importa. Sejamos quem formos, o importante é que ainda estamos aquém do que muitos pensam.


Na miséria não há espiritualidade, mas a crença de que um dia poderá sair desse estado, (talvez, sempre talvez). Na miséria não há um amor por amor a Deus, mas um sentimento utilitário, pois Deus passa ao estatudo de deus mágico, poderoso, mitológico, o único que pode lutar contra os homens para lhes impor pesados castigos por se portarem mal. Noutros nem tão pouco há o desejo de castigo porque tudo lhes é indiferente.


Na miséria anseia-se por justiça imediata, apressada, exemplar. Quem tem uma esperança média de vida de trinta ou quarenta anos, no máximo, que embala filhos esqueléticos ou passeia nas ruas da lixeira não quer ouvir falar de Deus, não quer palavras belas e doces porque estão a mais, são totalmente dispensáveis porque fora do contexto; também não quer um lanchinho humilhante, em jeito de troça e oferecido ao fim da tarde pela caridadezinha. Quem é mão-de-obra disponível pelos senhores da droga e da prostituição, do tráfico humano, que acede a tudo e mais alguma coisa pois sabe que se morrer no tráfico é apenas mais um sem nome nem vida para contar, que lhe importa se Deus existe ou não, se há gente boa ou má, se há verdade ou mentira, filosofia ou ciência, arte, sabores, perfume, sorte ou azar?! Quem é privado de amor, quem nem sabe se poderá ser amado, que nunca foi olhado com desejo, singularidade, quem nunca foi descoberto na sua existência de gente e que nem tão pouco sobe ao estatuto de pessoa (conceito que o Cristianismo inaugura), que desconhece o mundo imenso dos possíveis numa vida em que tudo lhe é impossível, como representa ele as fadas, os dendes, os Espíritos, como é a floresta, qual a cor das flores ou os seus aromas? Que universo de sentido numa vida sem sentido? E depois ainda há os que dizem que são santos porque estão a queimar grandes karmas. “São os oficiais de Hitler!”, exclamam uns; “Foram Espíritos com grandes malfeitorias.”, dizem outros. E assim se vão desculpando os egoísmos, as indiferenças, o medo. Se perante os pobres a humanidade ainda não mudou de atitudes, então ainda não mudou em nada, pois é no amor ao próximo que reside o amor a Deus.


Este Deus revelado pelo Povo Judeu é um Ser libertador, de memória, um Ser todo de paz e fraternidade. Tirou o seu povo do Egipto, da terra da servidão. Imagine-se que, num golpe de benevolência, uma força superior tirava da miséria todos quantos lá estão? Que aconteceria aos outros? Nem as mais belas preces, teorias, crenças, caridades e todas as demais virtudes os protegeriam da ira da justiça. Todas as teorias seriam reduzidas a nada, cairiam na terra árida, seriam pó e nada mais. Que sabe essa gente de civilização, de progresso, de amor de que tanto enchem as bocas?


Deus não separa os homens em categorias, inteligentes ou estúpidos, primários ou desenvolvidos, sábios ou ignorantes. Este Deus de liberdade ainda não foi assimilado pelas nossas formas de fé. Estamos todos aquém da liberdade da fé porque estamos aquém do outro.


Reencarnar serve para corrigir, não para castigar, penalizar. A vida não é um tribunal de penas, mas um agradável movimento imparável cujo móbil é uma força incomensurável que não sabemos o que é e a que chamamos Vida.


Se tantos direitos se criaram, como os supramencionados, então é urgente criar o direito à não pobreza e gritar bem alto “A partir de agora jamais existirá um mísero à face da terra. Amen.”

sábado, 27 de outubro de 2012

ORIENTAÇÃO AO CENTRO ESPIRITA PELA USE

ORIENTAÇÃO AO  CENTRO ESPÍRITA -
UNIÃO DAS SOCIEDADES ESPÍRITAS DO ESTADO DE SÃO PAULO (USE)


A União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo (USE), entidade federativa coordenadora e representativa do movimento espírita do Estado de São Paulo, no Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira, em reunião do seu Conselho Deliberativo Estadual, realizada em 8 de junho de 2008, aprovou a declaração "Orientação ao Centro Espírita".  
Orientação ao Centro Espírita
O trabalho Federativo e de Unificação do Movimento Espírita é uma atividade-meio que tem por objetivo fortalecer, facilitar, ampliar e aprimorar a ação do Movimento Espírita em sua atividade-fim, que é a de promover o estudo, a difusão e a prática da Doutrina Espírita.  Decorre da união fraterna, solidária, voluntária, consciente e operacional dos espíritas e das Instituições Espíritas, através da permuta de informações e experiências, da ajuda recíproca e do trabalho em conjunto. 
É fundamental para o fortalecimento, o aprimoramento e o crescimento das Instituições Espíritas e para a correção de eventuais desvios da adequada prática doutrinária e administrativa.  
O estudo constante da Doutrina Espírita com base nas obras de Allan Kardec e o propósito permanente de colocar em prática os seus ensinos, são fundamentos para a correta execução de toda atividade espírita.  O Espiritismo não possui qualquer forma de culto, não se ocupa de dogmas particulares, não tem hierarquia sacerdotal, sacramentos, rituais ou idolatrias.  A direção dos trabalhos, quando possível, poderá ser feita na forma de rodízio ou revezamento, visando ao espírito de equipe e à preparação de seus colaboradores.
 A astrologia, piramidologia, quiromancia, radiestesia, tarô, numerologia, apometria, cromoterapia, reiki e cristalterapia são práticas respeitáveis, mas cada qual dentro das suas próprias Doutrinas, pois não são adotadas pela Doutrina Espírita.   (GRIFAMOS)
 Com estas considerações, registramos algumas recomendações:
Agir de tal modo a não permitir, mesmo indiretamente, o profissionalismo religioso, quer na prática da mediunidade e quer na direção de instituições espíritas. “Quando um médium se resolva a transformar suas faculdades em fonte de renda material, será melhor esquecer suas possibilidades psíquicas e não se aventurar pelo terreno delicado dos estudos espirituais. A mediunidade não é ofício do mundo...” (questão 402, O Consolador, Chico Xavier). “Dai de graça o que recebestes de graça”.Jesus. (ESE, cap. XXVI, itens 1 e 2)
 Livros de auto-ajuda e outras literaturas que estão em desacordo com a Doutrina Espírita não são recomendados para serem oferecidos ou expostos ao alcance do público freqüentador do centro espírita.
 Convidar para proferir palestras apenas pessoas reconhecidamente espíritas e conhecidas dos dirigentes do centro espírita, para não proporcionar, inadvertidamente, apresentação de princípios não condizentes aos postulados espíritas.
 Precaver-se de autores de livros e outras produções espíritas e/ou espiritualistas que possuem um serviço de oferecimento de palestras, com finalidade comercial, pois nem sempre têm compromisso com a filosofia e princípios espíritas. Também, há que se atentar para o conteúdo dos programas lítero-musicais oferecidos às instituições espíritas.
 União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo (USE) Aprovada pelo Conselho Deliberativo Estadual, em 8 de junho de 2008. PUBLICADA NO JORNAL DIRIGENTE ESPÍRITA, nº 107, julho/agosto de 2008 (veículo de comunicação da USE)

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

ENTREVISTA JORNAL VERDADE E VIDA


                                                          Por Renata Girodo/São Paulo

Jornal Verdade e Vida: Defina mediunidade e os diferentes tipos que podem se apresentar.

 Jorge Hessen: Podemos definir mediunidade como a capacidade que temos de perceber a influência ou ensejar a comunicação dos Espíritos. Em o Livro dos Médiuns - cap. XIV, Allan Kardec assegura serem raros os que não têm essa percepção. Para Emmanuel, é aquela luz que seria derramada sobre toda carne. É atributo do Espírito, patrimônio da alma imortal, elemento renovador da posição moral da criatura terrena. Em algumas pessoas a mediunidade é ostensiva e precisa ser disciplinada; noutras jaz latente, podendo revelar-se episódica. Numa definição mais circunscrita, a mediunidade tem um aproveitamento mais limitado, aplicando-se às pessoas dotadas de uma capacidade intercessora, seja para a produção de efeitos físicos, seja para transmitir o pensamento dos Espíritos pela escrita ou pela palavra. Para o Codificador, a mediunidade de efeitos físicos são as materializações, curas, transfiguração, pneumatofonia, pneumatografia, e a mediunidade de efeitos intelectuais são a intuição, psicografia, psicofonia, vidência, audiência, dentre outras.



Jornal Verdade e Vida:
Em sua opinião, a mediunidade pode se apresentar em todas as religiões? Por que ainda existe uma resistência de outros credos ao termo mediunidade?


 Jorge Hessen: Sim! Relembremos que a mediunidade é a “luz que seria alastrada sobre toda carne”, consoante anunciado por Jesus. A oposição de outros credos quanto à mediunidade conferimos basicamente à superstição e a falta de informação correta sobre a fenomênica mediúnica. Cremos que, quando os seguidores de outras designações religiosas compreenderem que o Cristo sancionou a mediunidade para todos os seus seguidores, a partir de então as suas igrejas beberão nas fontes límpidas dos fenômenos psíquicos, beneficiando-se com as suas imarcescíveis luzes.



Jornal Verdade e Vida: Você acredita que ainda hoje médiuns que não entendem o seu dom podem ser enviados a clínicas de repouso, sendo considerados com problemas psicológicos e mentais?


 Jorge Hessen: Com certeza! Dificuldades psicológicas e mentais podem ter vinculação com a obsessão (mediunidade torturada) que, mormente altera-se em demência, não só porque a lei das provações também o decreta, como igualmente na suposição de o obsedado oferecer-se voluntariamente ao embaraço das forças negativas do além que o circundam, elegendo essa espécie de provas.

Jornal Verdade e Vida: Existe diferença entre a mediunidade natural e a desenvolvida?


 Jorge Hessen: Considerando que mediunidade é a “luz derramada na carne”, então ela é natural, e portanto inerente a todos os homens. Nenhuma pessoa necessitará forçar o “desenvolvimento” da mediunidade, até porque, nesse território, toda a espontaneidade é imperiosa. É extremamente importante expor que a mediunidade não pode ser produto de afoiteza em qualquer setor da atividade doutrinária, pois que, em tal contexto, avigoramos a lembrança de que toda a espontaneidade é imprescindível, ponderando-se sempre que as empreitadas mediúnicas são conduzidas pelos instrutores do plano espiritual.



Jornal Verdade e Vida: Como a mediunidade surge nas crianças e como ela deve ser tratada?


 Jorge Hessen: A mediunidade pode surgir espontaneamente em qualquer idade. Cremos que na criança há inconveniência do exercício da faculdade por ser muito perigoso, pois seu organismo frágil e delicado padeceria de sequelas. Por isso os pais prudentes devem afastá-las dessas ideias. Exceção feita, porém, segundo Kardec aclara no Cap. XVIII, as crianças que são médiuns inatos, quer de efeitos físicos, quer de escrita e de visões. Nesse caso, quando numa criança a faculdade se mostra espontânea, é que está na sua natureza e que a sua constituição se presta a isso. O mesmo não acontece quando é provocada e sobre-excitada. Note-se que a criança que tem visões geralmente não se impressiona com estas, que lhe parecem coisa naturalíssima, a que dá muito pouca atenção e quase sempre esquece. Mais tarde o fato lhe volta à memória e ela o explica facilmente, se conhece o Espiritismo.



Jornal Verdade e Vida: Qual o mecanismo de desenvolvimento de mediunidade nos nossos irmãos menores – os animais?


 Jorge Hessen: Os animais, por não possuírem a faculdade do raciocínio, não têm capacidades mediúnicas conforme entendemos. Apesar disso, determinados animais têm sensibilidades psíquicas rudimentares, harmônicas à sua condição evolutiva, pelo meio das quais podem “perceber” Espíritos. Em O Livros dos Médiuns, Cap. XXII, abeira-se do tema certificando que Espíritos podem tornar-se visíveis e tangíveis aos animais e, muitas vezes, o medo súbito que os animais denotam é determinado pela visão de Espíritos mal-intencionados em relação aos humanos presentes, lembrando porém, que nesse caso é sempre necessário o concurso, consciente ou inconsciente, de um médium humano, porque é imprescindível a união de fluidos magnéticos análogos, o que não existe nem nos animais (irracionais), nem na matéria grosseira. 


Jornal Verdade e Vida: Explique sobre o propósito da mediunidade, e como os médiuns auxiliam os encarnados e desencarnados.



 Jorge Hessen: O principal desígnio da mediunidade, sobretudo a ostensiva, é a correção dos desacertos praticados, nesta vida e noutras encarnações. Considerando que o médium precisa praticar os valores cristãos para ser leal ao seu programa espiritual, vai ajustando as tendências de reassumir os erros contidos no pretérito recente ou remoto. O atendimento pela psicografia, psicofonia, seja para orientação de encarnados ou de desencarnados, cura física e espiritual, clarividência ou clariaudiência ou qualquer outra manifestação mediúnica, está sempre permitindo ao médium a correção dos seus. 



Jornal Verdade e Vida: O que você pensa a respeito de pessoas que se utilizam da mediunidade, cobrando para fazer intercessões ao mundo espiritual?


 Jorge Hessen: Se um médium resolve fazer da mediunidade uma fonte de renda material, será mais prudente olvidar suas potencialidades psíquicas e não se arriscar pelo chão delicado dos assuntos espirituais. A mercantilagem no trato dos capítulos intensos da alma institui um comércio delinquente, do qual o médium imprevidente precisará aguardar no amanhã os resgates mais sinistros.



Jornal Verdade e Vida:
Como o médium poderá controlar a manifestação de espíritos em ambientes não adequados?


Jorge Hessen: Depende da estatura moral do médium. O centro espírita, em tese, não pode ser apenas uma construção de cimento e tijolo. Não é o ambiente físico que influencia o exercício mediúnico, mas a postura moral do médium e do grupo. Uma Casa Espírita bem dirigida tende a se saturar das vibrações favoráveis para o intercâmbio com o além; porém, lamentavelmente há gravíssimos conflitos ideológicos e pessoais em vários núcleos espíritas, e nesses casos não recomendaria a prática mediúnica de nenhuma espécie, exceto a oração e o “jejum” mental.
Execramos o conceito do tal “fora do centro espírita não há salvação”. Nossas grandes inspirações para escrever ocorrem dentro de nossa casa. Os grandes médiuns desempenharam tarefas de psicografia fora do Centro Espírita - basta lembrarmos que O Livro dos Espíritos foi recebido em reuniões familiares. Se examinarmos médiuns como Ivone Pereira, Chico Xavier, Zilda Gama, Frederico Junior, e mesmo as obras da codificação, notaremos reuniões mediúnicas e recebimento de mensagens em lugares muito diferentes de um  Centro Espírita.
É bem verdade que para o médium ter um horário fixo, um grupo definido, um ambiente específico para essa finalidade, o centro pode facilitar a tarefa - não pela edificação material, mas pela disposição mental em que devem se achar os médiuns para isso. Naturalmente há tarefas complexas, como a desobsessão, por exemplo, que segundo creio, o ideal seja realizado impreterivelmente no Centro Espírita.



Jornal Verdade e Vida: Todos os médiuns conseguem ouvir e ou enxergar os seus guias espirituais, ou essa ação é variável?


Jorge Hessen: Há os que ouvem espíritos através de uma espécie de voz interior, que se faz ouvir no foro íntimo, mas há os que podem ouvir a voz exterior, clara e distinta, qual a de uma pessoa encarnada. Nesse caso, podem até mesmo travar conversação com os Espíritos. Para o Codificador, essa faculdade é muito agradável quando o médium ouve apenas Espíritos bons; já não o é quando um Espírito mau se lhe agarra, fazendo-lhe ouvir a cada instante as coisas mais desagradáveis e não raro as mais inconvenientes.
Quanto aos médiuns videntes, alguns poucos gozam dessa faculdade em estado normal, quando perfeitamente acordados. Kardec ressalta no Livro dos Médiuns que raro é que a vidência se mostre permanente – quase sempre é efeito de uma crise passageira. A faculdade de ver os Espíritos pode ser desenvolvida, mas é uma das de que convém esperar o desenvolvimento natural, sem o provocar, em não se querendo ser joguete da própria imaginação. Para o Codificador, médiuns videntes propriamente ditos são raros e há muito que desconfiar dos que se inculcam possuidores dessa faculdade. É prudente não se lhes dar crédito, senão diante de provas positivas. E fora de dúvida que algumas pessoas podem enganar-se de boa-fé, porém outras podem também simular essa faculdade por amor-próprio ou por interesse.



Jornal Verdade e Vida: O tipo de mediunidade mais popular é a psicografia? Você acredita que Chico Xavier foi o principal divulgador dessa técnica?


Jorge Hessen: Entendemos que a mais notória das mediunidades seja a psicografia, e Francisco Cândido Xavier o mais admirável médium psicógrafo de todos os tempos.



Jornal Verdade e Vida: Como diferenciar experiências fora do corpo e as viagens ao plano espiritual dos sonhos?


Jorge Hessen: Pronunciam os Espíritos que uma experiência fora do corpo pode ser natural ou provocada. Deste modo, através do desdobramento podemos “percorrer” espaços imensuráveis com a velocidade do pensamento e nos deslocar para confins remotos (Europa por exemplo, e visitarmos um parente encarnado). Entretanto, qualquer “viagem” para as chamadas colônias espirituais, acreditamos ser tarefa mais intricada – urge um “passaporte” dos Benfeitores que outorgam ou não o acesso, e o fato pode advir durante o sono.



Jornal Verdade e Vida: Por que comer carne vermelha pode trazer prejuízos à energia do médium no momento do passe ou da ajuda aos desencarnados na mesa mediúnica?


Jorge Hessen: Conquanto os Benfeitores não desaprovem a alimentação animal, segundo questão 723 do Livro dos Espíritos, não recomendamos a ingestão de carne nos dias de tarefas mediúnicas. Os Bons Espíritos corroboram nossa assertiva quando ilustram na questão 724 que é importante privar-nos de comer carne em benefício dos outros. Emmanuel explana no item 129 do livro O Consolador que o consumo de carne é um vício de nutrição de enormes consequências, por isso devemos trabalhar pelo advento de uma Nova Era em que dispensaremos a alimentação dos despojos sangrentos dos animais.



Jornal Verdade e Vida: No mundo de regeneração pelo qual a terra passará você acredita que a ciência comprovará a existência da mediunidade?


Jorge Hessen: A comprovação da mediunidade será a grandiosa tarefa da ciência. Cremos que será uma das profundas conquistas científicas, objetivando despertar e iluminar a consciência humana, de modo que o homem se recomponha como ser integral (matéria e espírito) e próspero período de vida social se exprima na Terra, em lares espiritualizados, para a nova era da Humanidade.



Jornal Verdade e Vida: Deixe uma mensagem final aos leitores do Jornal Verdade a Vida.


Jorge Hessen: Instruem-nos os Benfeitores que o médium sem Evangelho pode prover os mais erguidos subsídios para a filosofia e ciência humanas; mas não poderá ser um missionário pelo coração. O médium evangelizado consegue aperfeiçoar a modéstia no amor às empreitadas do cotidiano, na tolerância iluminada, na diligência educativa de si mesmo, conseguindo também erguer-se para a defesa da sua tarefa de amor, protegendo a verdade sem contemporizar com os princípios no momento oportuno. O apostolado mediúnico, segundo Emmanuel, exige o trabalho e o sacrifício do coração, onde a luz da comprovação e da referência é a que nasce do entendimento e da aplicação com Jesus-Cristo. Obrigado!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

EVOLUÇÃO ÁTOMO-ANGELICAL

“O artigo abaixo trata-se do exercício natural do sagrado direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não me compete censurar opiniões, ainda mesmo que não as defenda pessoalmente na íntegra.  Assim, deixamos aos leitores de O Rebate o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe ou sugere a seguir, pois o mesmo direito que tem o articulista de argumentar , temos todos o mesmo direito , de aceitar, ou não, os seus argumentos.”  Jorge Hessen

   
Seria possível sintetizar ou, pelo menos, então, se especular e tentar produzir uma fórmula que venha a compreender todos os processos evolucionários do Espírito desde sua mais singela condição de ESI ou de Espírito Simples e Ignorante? Em escritos já divulgados na net pela webartigos (“Tese Kardec-Ubaldi: Espiritismo Integral”), até que dei uma primeira e falha pincelada na questão. Ora, sabemos bem que tal processo se patenteia pelos mais diversos reinos da natureza que constituem os mais diversos mundos espalhados pelo espaço multidimensional do universo físico, astronômico e espiritual. Assim, o ESI, que também convenciono chamar de Simplicidade Psi (Spsi), tem toda uma trajetória evolutiva por percorrer no interior das coisas físicas e biológicas por ele mesmo plasmadas, construídas e elaboradas desde suas mais ínfimas expressões:

 (Simplicidade Psi) > (evolução) > (Complexidade Psi)

Até atingir, portanto, sua máxima expressão espirítico-evolucional como Complexidade Psi (Cpsi), ou, como Espírito Puro e Consciente (EPC), dotado, por conseguinte, de uma consciência inimaginável aos nossos restritos padrões conscienciais.

Mas, então, o EPC se inicia como uma espécie de Simplicidade Psi? Segundo o denominado Modelo Evolutivo, sim! Mas o que diz a Ciência sobre tal questão? E responder-se-ia que: muito embora ela não admita a existência do Espírito, a Ciência moderna entende que o fenômeno evolutivo se dá das coisas simples para as coisas complexas, dos processos inorgânicos para os processos orgânicos, da inconsciência à consciência. Neste ponto, pois, o Espiritismo a ratifica, mas também a complementa com a admissão do Espírito, ao preconizar que:

“É assim que tudo serve, que tudo se encadeia na natureza, desde o átomo primitivo ao arcanjo que também começou por ser átomo. Admirável Lei de harmonia que não podeis apreender em todo o seu conjunto”. (Vide: “O Livro dos Espíritos” – Allan Kardec).

Ora, o arcanjo, então, começou por ser átomo, começou, portanto, pela matéria, e como matéria, segundo ensinos ditados pelos Espíritos superiores a Allan Kardec. E disseram mais, como já destaquei:

“Admirável Lei de harmonia que não podeis apreender em todo o seu conjunto”. (Opus Cit.).

Mas, com Pietro Ubaldi (1886-1972), que viera posteriormente para completar Allan Kardec (1804-1869), se vê “todo o seu conjunto”, se assiste, pois, à complementação do Modelo Apenas Evolutivo, pelo paradigma completo e hoje conhecido como Modelo Involutivo-Evolutivo, preconizando:
   
 (Cpsi)---> (Involução)---> (Spsi)---> (Evolução)---> (Cpsi)

Notem como se verifica, se patenteia e se constata, na prática, o fenômeno epistemológico.  Um montante de conhecimentos se vai superpondo a outros, sendo que o indivíduo perquiridor vai percorrendo tal série de conhecimentos e, na medida em que se estabelece para a aquisição de um determinado patamar de sabedoria, ou de paradigma epistemológico, ele deve entender, conquanto nem sempre seja assim tão pacífico, que tal paradigma é limitado, ou seja, ele proviera de outros patamares e deverá ascender deste para outros ainda, e assim sucessivamente no Tempo-Evolução que não permite ao perquiridor longos períodos de estacionamentos e de aprendizados em tais patamares, mas apenas o suficiente, e o bastante, para a formação de uma base cognitiva concrescível, que, a seguir, se consolidando, pressiona-o seguidamente  forçando-o a subir e a escalar de novo, quer queira quer não queira, pois que é da Lei que seja assim, não permitindo estagnações infrutíferas e desnecessárias. E, então, temos, sucessivamente e se completando mutuamente:
Ciência Oficial --->Ciência de Kardec --->Ciência de Ubaldi

Ou seja, de menores para maiores, de menos amplos para mais amplos conhecimentos, que se sucedem paulatinamente, em complementaridade ou de sucessiva complexão; sendo que tal se dá no curso das recapitulações, das muitas vidas do Espírito imortal. Assim temos:

  Ciência Oficial: Evolução da Matéria, ignorando-se para onde; --- >
  Espiritismo: Evolução da Matéria ao mais Puro Espírito (EPC);   --- >
  Ubaldi: Involução do Espírito à Matéria e Evolução desta ao EPC; --- >

E, quando me refiro a Ciência de Ubaldi, não me refiro tão só à sua filosofia científica, mas também à sua postura científica e controladora vivaz, e portanto, racional, do fenômeno intuitivo, postura a que devemos nos espelhar na evolução incessante de nossos labores mediúnico-espirituais que se estende do inconsciente ao consciente, do não-saber ao consciente-saber da inspiração ou da intuição do fenômeno vivido e experimentado. (Vide: “As Noúres” e também “O Sistema” – ou mesmo a coleção completa de 24 volumes de Pietro Ubaldi – Fundapu).

Mas de retorno ao tema de que nos ocupávamos, sabemos bem o quanto é difícil lidar-se com tamanha grandiosidade de fenômenos, de equacioná-los e de interpretá-los no campo filosófico e, muito mais ainda, no campo da Matemática. Em tom de humildade, e, porque não dizer, algo reticencioso, este articulista externara algo respeito do processo ascensional contido no Modelo Evolutivo, ou seja: da Evolução da Matéria ao Espírito, consoante dados do Espiritismo supra mencionado:

“Da pedra ao homem, patenteiam-se os mais diversos graus de progresso e de passadas evolutivas das entidades-psi. No mineral, por exemplo, tudo parece adormecer e estar indiferente a tais passadas que, no homem, por exemplo, sucedem a largos passos, e que, mesmo sendo conquistados a altos preços, vemos grandes progressos sociais, científicos, culturais. Isto quer dizer que ainda temos um mundo de conhecimentos por fazer no tocante à evolução; mas não significa dizer que já não saibamos bastante coisa; já não somos mais fixistas ortodoxos”.

Então, como lidar-se com tamanha magnitude de problemas? E vejam que estamos lidando com fenômenos atinentes apenas, e tão somente, do Modelo Evolutivo de Kardec, sem considerarmos o fenômeno completo e mais abrangente ainda, ditado pelo Mecanismo Involutivo-Evolutivo.

E, apenas para tal – o Evolutivo - como definir uma formulação que venha a englobar a totalidade de fenômenos tão distintos e tão complexos: quase que nulo, no caso evolutivo do átomo, ou, do mineral e suas agregações atômicas, e, doutra parte, não-nulo, mas, pelo contrário, bastante expressivo no caso evolutivo das humanidades, do Espírito humano, enfim?

Ante tal magnitude de problemas, ainda assim, penso seja possível atinar-se com a probabilidade de se compreender tais fenômenos se considerarmos que a proposição aqui defendida é limitadíssima, e, portanto, bastante insatisfatória, porém, portadora de alguma luz e de novos modelos matemáticos a serem concebidos no futuro. Modelos esses que tratarão de desvendar a multiplicidade de fenômenos implicados nos complexos da longa trama evolutiva átomo-angelical, ou seja, do átomo ao arcanjo, ou, do ESI ao EPC, ou ainda, como queiram: da Simplicidade à Cpsi.

Mas o que é o Espírito, ou o ESI, ou, ainda, a Simplicidade Psi em sua condição infinitesimal, ou seja, como partícula de pequenez inconcebível que, por vezes, e paradoxalmente, também se comporta como onda, segundo pareceres científicos da Física contemporânea? E dir-se-ia que o Espírito é um dínamo-psiquismo, ou, um psiquismo dinâmico de natureza metafísica ou espirítico-imortal que, indubitavelmente, desconhecemos, conquanto ele mesmo, no plano das humanidades, venha a nos expressar, seja como homem ou como Espírito de imortalidade cientificamente comprovada. Trata-se, mesmo aqui, portanto, de outro paradoxo, pelo fato de não o conhecermos, mas dele nos utilizarmos como ferramenta para conhecer, viver, experienciar.

Ou seja: não sabemos o que o Espírito é; mas sabemos d’ele nos utilizar. Não sabemos de sua natureza mais íntima, mas sabemos com ele trabalhar, experienciar, desfrutar. Assim, não se tem como compreender o Espírito nos seus mais diversos graus de progresso, de expansibilidade evolutiva no imenso e complexo terreno das coisas minerais e tampouco logo acima, das coisas atinentes à vida vegetal e muito menos ainda, do patamar que logo adiante se pronuncia, ou seja, da agitada vida animal que se estende da menor (ser unicelular) à maior expressividade (ser pluricelular) mental de que o homem é o seu mais legítimo representante.

Assim, podemos estudá-lo (o Espírito) em seus efeitos, mas não em seus princípios mais fundamentais, como causa que nos escapa às perquirições, nossa sede de saber e de conhecer mais das probabilidades infinitas de nossa imensurável perspectiva espiritual.
Não se tem, portanto, como defini-lo em tudo que se nos patenteia na natureza, repleta de tantas incógnitas, de tantas belezas, de cores diversificadas em matizes e tons verdadeiramente estonteantes, deixando-nos boquiabertos perante o espetáculo da criação, de algo que, no estado exterior, expressa, no entanto, sua natureza interior, que se reflete na forma, ou seja, na entidade física da coisa nitidamente metafísica. (Vide: “Incógnitas e Paradoxos do Espírito” – webartigos).

Pode-se, pois, afirmar, que tal princípio é, de fato, uma incógnita metafísica que não se tem como definir e entender, mas que, entretanto, se define e se expressa na natureza das coisas; natureza, pois, de que se veste e se desveste, se organiza e se desorganiza, e que, em suma, vive e faz viver, nascendo e morrendo para outra vez renascer pela determinações da Lei palingenésica universal.

Portanto, tal princípio não só se veste, se organiza e se materializa no complexo dos mundos, como também se adapta e se submete ao dinâmico mecanismo da vida, que palpita e se distende vastamente no mecanismo impositivo da evolução.

E será, justamente, o que tentarei mostrar doravante nos procedimentos do que penso possa ser uma espécie de especulação matemática da:

Fórmula Evolutiva Átomo-Angelical:

[(ESI-0)=c=(I)] =cc= [(ESI-1)=c=(I)] =cc= ... =cc= [(ESIn-1)=c=(I)] =cc= [(ESIn)] = [(EPC)]

Então, vamos às explicações e funcionamento de seus diversos termos:

(ESI-0): Espírito ou o que também convenciono chamar Spsi:

Sendo que, no homem, ou seja, em nós mesmos, evidentemente, é o Espírito reencarnado, porém de evolução já realizada até ao notável campo das humanidades siderais do qual participamos;

(=c=): Conexão ou Ligação do (ESI-0) a um específico Impulso Evolutivo:

Ora, não se tem como descrever um determinado Impulso Evolutivo ( I ) no interior do Espírito em questão, e, portanto, faço o entendimento de tal na forma de uma conexão (=c=) do mesmo ao Espírito, e, temos, enfim, uma solução para o problema ora levantado;

( I ): Trata-se do Impulso Evolutivo vivenciado pelo Espírito;

No caso, portanto, o referido Impulso Evolutivo ( I ) conduz o (ESI-0) à condição diferenciada de (ESI-1), sendo que outros e mais outros Impulsos ( I ) e experienciações vividas nos distintos reinos da natureza própria e específica de cada um dos diversos orbes siderais, o impulsiona sucessivamente até à sua evolução máxima, digamos assim, como EPC;

(=cc=): Conexão Conversiva:

Ou seja: o Impulso Evolutivo vivenciado pelo Espírito lhe modifica o caráter e o transforma interiormente, isto é, de uma posição (ESI-0) ele se converte (=cc=), como já visto, à condição de (ESI-1), e, daí, de (ESI-1) à (ESI-2), e assim, progressivamente, no imensurável campo de Impulsos Evolutivos das coisas siderais;

( ... ): Significa os infinitos termos de situações evolutivas do Espírito:

ESI(n-1): Define, paradoxalmente, a penúltima posição evolutiva do ESI:

O paradoxo está no fato de que a evolução é infinita e, portanto, não se tem como definir uma determinada e penúltima situação evolutiva do Espírito;
(ESI-n): Indica o último termo contido no lado esquerdo da equação:

Que encerra o mesmo paradoxo anterior da evolução infinita, mas que, para o nosso precário entendimento, devemos equacioná-lo ( = ) a alguma coisa muito superior, tal como a que proponho no procedimento seguinte;

( EPC ): Espírito Puro e Consciente, termo único à direita da equação.

Vê-se, assim, que o Espírito (ESI-0), nas lutas travadas na natureza adversa do seu habitat, recebe o seu primeiro Impulso Evolutivo ( I ) em que, agora, como (ESI-1), encontra-se preparado e em condição de receber o segundo  Impulso ( I ) que o alça para a situação (ESI-2) e assim, sucessivamente, até ao ponto em que, na formulação em estudo, está convencionado como um penúltimo Impulso recebido na situação de ESI(n-1), que, finalmente, recebe o derradeiro Impulso Evolutivo (I) que o alça à condição de (ESIn) transmitindo o entendimento de que:

Toda a imensurável série de termos do seu lado esquerdo, em síntese, está em pé de igualdade (=) com o segundo termo aqui definido como (EPC), pois que o Espírito chegara ao topo máximo, digamos assim, de sua evolução espiritual.

Então, temos que:
 [( ESIn ) = ( EPC )] ,

Ou, então, da mesma forma, se diria que:  
 [(EPC) = (EPC)]

Sendo que a versão menos extensa da referida Fórmula, preceituaria:
 [( ESI-0 ) =c= ( ooIE )] =cc= [( ESIn )] = [( EPC )]

Ou seja: O Espírito (ESI ou Spsi), ao receber infinitos Impulsos Evolutivos (ooIE) alcançaria, por conexão conversiva (=cc=), o topo de sua trajetória evolucional como (ESIn), equivalente, pois, ao EPC, estando tudo conforme ditados do preciosíssimo “O Livro dos Espíritos” (Allan Kardec) que preconiza, como já visto que:

“É assim que tudo serve, que tudo se encadeia na natureza, desde o átomo primitivo ao arcanjo que também começou por ser átomo”. (Opus Cit.).

 [ (átomo) ooIE ]  =  [ (arcanjo) ]


Noutros termos, portanto, e, repetindo o anteriormente descrito, se imprimirmos Infinitos Impulsos Evolutivos (ooIE) ao átomo teremos, enfim, o arcanjo da conceituação espiritista codificada.

E assim, encerro o presente artigo inspirado no Tratado Basilar do Espiritismo, ou seja, em “O Livro dos Espíritos” (Allan Kardec) mesmo, que penetra e é interpenetrado por todas as áreas do campo filosófico, científico e religioso da humanidade planetária.

E, inclusive, nas áreas da Matemática como já visto e demonstrado em outros escritos de minha autoria, e inclusive em: “Fórmula da Reencarnação”, já postado na net pela prestigiosa equipe de profissionais da webartigos.


Articulista: Fernando Rosemberg Patrocínio
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