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quinta-feira, 25 de março de 2021

Liberdade ainda que tardia

Por Jane Maiolo

“Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança, desde que me tornei homem, eliminei as coisas de crianças” [1]

A páscoa é uma tradição religiosa, cujas raízes têm suas origens no Judaísmo, sendo posteriormente absorvida pelo Cristianismo, sofrendo ao longo das eras profundas adulterações, mormente nos tempos modernos.

O clima de reverência ao sagrado e ao espiritual foi substituído pela a imagem de um coelhinho, branquinho que nos distrai nos com seus ovinhos coloridos, trazendo-nos a doçura do chocolate e nos afastando em definitivo do verdadeiro sentido da celebração primordial.

A páscoa é uma comemoração do povo judeu, lembrando a libertação do cativeiro a que foram submetidos por 400 anos, pelos egípcios, ou seja, é uma celebração de reconhecimento e gratidão a Deus pela libertação do cativeiro.

Sem dúvida a celebração da páscoa faz parte de todo um universo religioso, principalmente se considerarmos sua origem, seus significados e a experiência vivenciada numa determinada época pelo povo judeu. A religiosidade que marcou aquele período da história ficou indelevelmente registrada no psiquismo de toda cultura judaica, rica de símbolos e metáforas a fim de se conservar a essência espiritual do acontecimento.

Páscoa mais que celebração pela libertação significa Vida, ou seja, chance de recomeçar a viver livremente sem prender-se a estreiteza dos sentimentos, daí toda a recomendação judaica de se adotar por uma semana, como componente da casa, um cordeiro, e se afeiçoar a ele, pois, esse cordeiro, será sacrificado para “salvar” o grupo doméstico, e essa experiência será uma experiência mesclada pela dor, perda e desilusão, aprendizado que os levariam a caminhos de libertação dos sentimentos. [2]

Entretanto, com a vinda do próprio Mestre Galileu ao planeta, Ele aceita o título de Cordeiro de Deus, como propagou o Batista: E, vendo passar a Jesus, disse: Eis aqui o Cordeiro de Deus” [3] e convive não apenas uma semana, porém, por três anos, afeiçoando-se aos discípulos, tendo compaixão da multidão sofrida, alterando o rumo das existências dos cegos, mancos, leprosos, surdos, e dos pobres que foram enriquecidos pelas luzes da Boa Nova.

Transcorridos os três anos de ministério junto do povo padecente o Cordeiro anuncia a despedida, pois a Páscoa se aproximava e Ele seria imolado a benefício de todos. Ele retornaria para as culminâncias divinas e os discípulos experimentariam uma dor superlativa, pois se afeiçoaram de tal forma a Ele que a notícia da ausência física do Mestre lhes provocaria dores inenarráveis. Os laços afetivos se tornaram tão intensos que Jesus já não mais o chamavam de servos, mais sim, amigos. Jesus os amou de tal forma que não mais importavam seus defeitos, suas defecções, suas fragilidades ou suas pusilanimidades. Era o Amor amando sem exigir. Todavia, era o Amor ensinando aos amados a passarem por períodos de testemunhos cruciais. Era o Cordeiro ensinando que a Páscoa era o símbolo da libertação da escravidão da matéria. Era preciso transcender e compreender a dimensão espiritual dessa data. Era preciso ser adulto e agir como adulto e não mais como crianças espirituais.

O Espiritismo, na condição de Cristianismo redivivo, tendo por princípio a libertação do jugo da matéria e a reforma íntima pela conscientização que o Evangelho proporciona, não possui compromisso com as tradições da páscoa mundana ou qualquer outra tradição. O compromisso do Espiritismo é reviver os princípios amorosos e restauradores que Jesus nos ensinou e despertar em nós o sentimento de gratidão à liberdade e à vida.

Infelizmente temos nos afastado das verdades imortais e dos exemplos de liberdade e de renovação nos escravizando a ilusão da matéria, trocando o real pelo doce, prazeroso e ilusório. A páscoa é momento de reflexão. Ouçamos nos recessos da consciência o recado de Paulo quando narra: “Não escrevo estas coisas para vos envergonhar; mas admoesto-vos como meus filhos amados.” [4] É sempre tempo de refletir e mudar rumos da nossa existência.

Referências bibliográficas:

[1]            1Cor 13:11

[2]           Êxodo 12:1 

[3]           João 1:36

[4]           1 Cor 4:1


O vírus da exaustão

Por Jane Maiolo


 
A presença do covid-19 ou vírus SARS COV -2 revelou incontáveis chagas que a humanidade mascarou e encobriu ao longo dos anos, dentre elas: a desigualdade social, a instabilidade psíquica do homem contemporâneo, a banalização do mal, a polarização política que vivemos no dia a dia, a arena das desilusões e conflitos que se tornaram as redes sociais, a ganância do homem capitalista, o modelo político que à muito dá mostras de sua ruína e desprestígio, dentre outras.

 Freud em Obras completas, v.XVII diz que “o homem não é senhor na sua própria casa” afirmando nossa pacifica condição de seduzidos e escravos dos padrões estabelecidos e massificados pela nova ordem mundial que é a sociedade do consumo e do desempenho. Ao mesmo tempo gritamos, bradamos pela liberdade de ser, fazer, existir e realizar. Porém, o pensar parece uma ação que desejamos terceirizar, permitindo o tempo todo que pensem por nós.

O vírus da exaustão, tomou conta do mundo, nós consumimos em excesso, trabalhamos em excesso, nos aliciamos em excesso. Nos aprisionamos a um comportamento sem reflexão. Entretanto, nos sentimos cansados, exauridos, fracassados, falidos. Nos tornamos uma comunidade global que reproduz os mesmos males, dores, aflições e sintomas, onde não existe mais limite entre público e privado. Tornamo-nos públicos sem nos darmos conta que o teletrabalho, o home Office, as videoconferências, o atendimento online, transformou-se num vírus letal fazendo-nos servidores 24 horas. Respondemos WhatsApp instantaneamente, participamos online em vários eventos, respondemos e-mail a todo instante. O cérebro já não dissocia o que é trabalho, descanso ou lazer. Desde o momento em que acordamos até a hora de dormir, o nosso cérebro permanece atento e ligado no planejamento de ações e na elaboração de objetivos a serem alcançados durante todo o . Estamos online 24 horas. Nossas ações executivas não se desligam nunca.

Não estamos apenas cansados, não, o cansaço se resolve com uma boa noite de sono. Estamos exaustos. A exaustão é permanente, infindável, não podemos controlar, não sabemos quando terminará.  Só teremos condições de avaliar esse período, após sairmos dele. Tudo antes é precipitado e inconcluso.

As relações sociais presenciais eram redes de proteção para implementar e proteger a saúde mental. Essa rede hoje é inexistente. Adoecemos pelo contágio do vírus, pelo medo da convivência, pela angústia, pela depressão, pela ansiedade, pelo afastamento social, pelo desemprego, pelo luto. Mas o vírus não tem culpa. A dificuldade maior é nossa em não desenvolver estratégias comportamentais que foram negligenciadas ao longo dos anos, estratégias que poderiam nos manter vivos em todos os sentidos. Talvez essa seja a oportunidade de repensar o modelo de proteção e a preservação da vida humana em seus múltiplos aspectos e entender que toda vida importa, todo trabalho importa, toda desigualdade deveria ser minimizada, já que é impossível aniquila-la. A pouca atenção dada à saúde mental denuncia a fragilidade e a ineficácia das políticas públicas de saúde. Estamos escravos de jogos que nós mesmos engendramos. Pode ser que com a invasão do vírus SARS COV-2, sejamos obrigados a viver um novo modelo de sociedade. Não a sociedade da exaustão, porém, a sociedade da empatia, da justiça e da oportunidade para todos.


segunda-feira, 8 de março de 2021

Expoentes espíritas, o roustainguismo e a caça às bruxas


Vladimir Alexei


08/03/2021

Vladimir Alexei


A reencarnação é um fenômeno da lei da natureza e uma de suas características é o progresso do espírito. Entretanto, quanto mais se vive em uma reencarnação, a tendência é que o espírito recalcitre em pontos que precisaria melhorar, arrefecer, progredir, mas que parecem mais fortes do que o esforço em expurgar, de uma vez por todas, aquilo que o prende ao passado de orgulho. Todos estamos sujeitos a isso. Uns mais do que outros.

Mas o que isso importa? Essa é a questão: importa apenas ao indivíduo suas lutas, contendas íntimas, dificuldades e dissabores. A ninguém mais é dado o direito e muito menos a liberdade de condenar, ou apontar “fatos” como se fossem delegados, representantes da lei divina, autoridades filosóficas ou doutrinárias para dizer que alguém, principalmente algum expoente, prestou desserviço ao movimento espírita. Quando se trata de uma opinião pessoal, seria justo que ficasse claro, em um texto, seja qual texto for, que se trata de uma opinião pessoal e não uma dedução insuficiente e perigosa a respeito do trabalho de alguém.

Os expoentes se notabilizaram, principalmente pelos trabalhos desenvolvidos na assistência espiritual e social, dentro e fora da casa espírita, produção e tradução de livros e, decorrente disto, na divulgação do Espiritismo. Fizeram o que deram conta de fazer e fizeram muito bem. Suas obras não são medidas pela extensão e sim pela qualidade, se assim não fosse, escritores vulgares, travestidos de intelectualidade, se arvorariam a paladinos da verdade, como a última bolacha do pacote. E não são.

Bezerra de Menezes é um expoente. Expoente não significa perfeito, infalível, mas alguém cuja obra mereceu o concurso dos espíritos superiores para chegar aos corações mais sofridos, da forma como conseguiram desenvolver. Foi rotulado, de forma “definitiva”, como roustanguista. Inúmeros textos, exposições e até livros extensos, sinuosos, repetem mensagens reforçando tratar-se de um roustanguista.

Quem já leu algum artigo de “Max”, pseudônimo utilizado por Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti no jornal “O Paiz”, saberá como ele entendia o Evangelho. Foi roustanguista? Não há novidade alguma nisso. Embora seja um “fato”, limitar a figura de Bezerra de Menezes ao roustainguismo é de uma infantilidade absurda, para não dizer maldade. Fizeram o mesmo com Eurípedes Barsanulfo, tratando-o como roustanguista, ainda que o Herculano Pires tenha dito que ele “acordou do engano”.

Seria o mesmo que arrolar como roustanguista o Dr. Carlos Imbassahy pela publicação do livro “Religião” em 1942, período em que ainda fazia parte da FEB e um dos motivos pelo rompimento com aquela instituição, dentre outros que foram registrados pelo Professor Carlos de Brito Imbassahy, seu filho.

Outro que sempre é lembrado como roustanguista e como responsável por praticar um Espiritismo que os espíritas não dão conta de praticar, é Chico Xavier. A obra “Brasil coração do mundo, pátria do evangelho” é um exemplo clássico de tentativa de se vincular o Chico Xavier ao roustainguismo. Não satisfeitos, ainda publicaram correspondências entre o Chico Xavier e um dos presidentes da Federação, que foram enfeixadas na obra “Testemunhos de Chico Xavier”. Segundo Herculano Pires, o Chico nunca foi roustanguista, mas, como outros, teve sua obra deturpada.

Embora a análise dos fatos seja feita com o conhecimento e a tendência intelectual de cada um, é estarrecedor que princípios tão básicos de fraternidade e civismo tenham sido preteridos ao rotular expoentes espíritas de forma tão pejorativa e limitada. O curioso é que exemplos de civismo e fraternidade existem no movimento espírita. Vamos a um exemplo importante.

O escritor espírita mais combativo, aquele que sempre levantava sua caneta ou datilografava com a velocidade de seu pensamento perspicaz, intelectual e filosófico, foi o Professor José Herculano Pires.

Em suas mais de 80 obras, algumas duras, com críticas profundas, evidenciando a luta de um pigmeu contra gigantes, jamais se limitou ou dedicou obra para criticar a um dos expoentes doutrinários, seja no Brasil ou fora, culpabilizando-os pelos rumos do movimento espírita. Suas críticas sempre foram à maneira como os espíritas estavam cedendo aos encantos da “sereia”, repetindo erros do passado (“Agonia das Religiões”, “Curso Dinâmico de Espiritismo”, “Mediunidade”, “Na era do Espírito”, “Na hora do Testemunho”, “Centro Espírita”, dentre outros).

Escritor profícuo e tradutor de obras Espíritas, sobretudo as obras de Allan Kardec, considerado no movimento espírita “como o metro que melhor mediu Kardec”, Herculano Pires pode ser criticado por tudo, menos por abusar de sua lucidez doutrinária, por faltar com o respeito ao esforço de qualquer expoente doutrinário. Suas críticas visavam esclarecer doutrinariamente seu leitor quanto ao conteúdo. Um exemplo é a obra “A Pedra e o Joio”. Herculano Pires foi o único expoente a criticar a obra do Dr. Hernani Guimarães Andrade. Criticou duramente, a obra.

É possível que nos escape algum detalhe, entretanto, ousamos perguntar se há, por parte do Herculano Pires, dedicação de páginas e mais páginas de sua lavra para criticar Antônio Luiz Sayão, por exemplo? Ao citar Sayão e outros roustanguistas, Herculano sempre mirou o trabalho desenvolvido por cada um deles e não a figura deles.

Em “O Verbo e a Carne”, obra que fez o Herculano Pires entrar definitivamente para o “index librorum prohibitorum” da FEB, como obra “herética, anticlerical ou lasciva e proibida (...)”, o Filósofo Espírita apresentou seus argumentos quanto aos absurdos produzidos pela obra do advogado francês, autointitulada “revelação da revelação”, abrindo os olhos dos espíritas para com as práticas errôneas adotadas pela federação. Em momento algum imputou a responsabilidade a Bezerra de Menezes. Criticou a instituição.

Alguns maldosos podem dizer que é questão de interpretação, porque está subentendido. Ora, subentender a maldade só faz sentido para quem é maldoso, limitando o movimento do mundo ao seu movimento.

Se Bezerra de Menezes, Eurípedes Barsanulfo, Dr. Carlos Imbassahy e Chico Xavier erraram, nenhum deles se tornou expoente por causa do pensamento roustanguista. Seria justo denegrir seus trabalhos por causa disto? A obra deles nunca esteve circunscrita a esse pensamento anti-doutrinário.

Até a década de 1990, ainda existiam algumas brasas roustanguistas acesas. Arrefeceu em seguida, para despertar de forma retumbante como se conhecer os erros doutrinários fosse mais importante do que conhecer o que é o Espiritismo. Há inversão de valores em muitos livros e “lives” ditas espíritas, quando abordam essa questão. Não percam tempo com isso. Temos muito trabalho a fazer em nome da Doutrina Espírita, a começar por estudá-la profundamente, sem depender de lideranças pseudo intelectualizadas e limitadas, tão falíveis quanto qualquer um.

Por fim, ainda que alguns espíritas insistam na tese de que o roustainguismo é o grande responsável pelo docetismo existente no meio espírita, pensamento que também simpatizamos, embora defendamos a ideia de que esse docetismo é fruto muito mais da falta de conhecimento doutrinário do que de sincretismo, insistimos com a ideia de que limitar o trabalho de um expoente espírita ao roustainguismo é uma forma de denegrir sua imagem e isso é uma tremenda falta de caridade. Já basta o tanto de palavras que colocam na boca desses expoentes como temos observado pela internet. É um tal de “fulano disse” ou “beltrano falou” que só evidencia a pusilanimidade com que conduzem os estudos e pensamentos doutrinários.

Por isso, repudiamos, publicamente, aqueles que responsabilizam expoentes pelos enganos do movimento espírita. Evidentemente não os endeusamos e sabemos o quanto suas obras podem contar conteúdos dúbios em determinado momento, sem com isso invalidar todo o conjunto pois, se há incertezas, estas não estão em seus pilares, como bem orientou o fundador do Espiritismo ao analisarmos uma ideia.  

A “caça às bruxas” foi um movimento de perseguição religiosa iniciado no século XV e que se estendeu até o século XVIII, com requintes de crueldade. A diferença daquele movimento para o atual, é que a caçada ocorria com o caçador olhando nos olhos da caça. As religiões tradicionais estão repletas de pensamentos similares. A Doutrina Espírita não é assim.

domingo, 14 de fevereiro de 2021

O “Locus minoris resistentae” do movimento espírita

 

Por Jane Maiolo

“Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo.” [1]

Por que adoecemos?

Questões inquietantes como estas muitas vezes ganham nossas mais sinceras, sentidas e profundas reflexões.

O Homem hodierno, conectato ao mundo inquietantemente tecnológico, anseia por descobrir a resposta para tal enigma.

As descobertas científicas do século XXI têm nos permitido desbravar o conhecimento sobre o Cosmo, ampliando nossa percepção acerca do Universo. Investigou-se e descobriu-se qual a utilidade do DNA. Achou-se água em Marte, o fenômeno da reprogramação celular e outras muitas investigações importantes para a evolução da vida humana na Terra.

Porém, ainda é aflitiva a questão do por quê adoecemos? Quais as razões de ainda não conseguirmos devassar as reais causas de tão urgentes e profundas demandas?

Existem múltiplas causas para surgimento das enfermidades físicas, psíquicas e ou mentais. Entretanto, sob o jugo do materialismo mecanicista e sistêmico, combóia o homem moderno sem compreender a magnitude d’outras dimensões imperceptíveis aos olhos humanos, e que nem por isso “irreais”.

O binômio corpo e alma volta à baila exigindo do pesquisador contemporâneo um olhar mais perquiridor, mais audacioso e profundo.

Os princípios espíritas confirmam que somos os seres inteligentes da Criação, compostos por espírito (centelha divina), períspirito (laço fluídico que liga o corpo ao espírito) e corpo físico. Na doença do corpo não podemos “perder de vista que, assim como o Espírito atua sobre a matéria, também esta reage sobre ele, dentro de certos limites, e que pode acontecer impressionar-se o Espírito temporariamente com a alteração dos órgãos pelos quais se manifesta e recebe as impressões.” [2]

Enquanto seres em evolução na Terra, ora jazemos na matéria e ora estamos fora dela ,na dimensão espiritual. Nessas experiências, mormente encarnados, vivenciamos circunstâncias nos comprometendo com outros espíritos através de sentimentos e emoções capazes de alterar nossa constituição psicossomática desorganizando-a sob o impacto do ódio, do rancor, da vingança, da ganância, da mentira, dos vícios e das imoralidades adotadas.

Assim o corpo físico ressentirá as moléstias geradas basicamente no perispírito a exteriorizar-se imediatamente na vida atual ou no futuro no processo de esculturação doutro arcabouço físico doente, desta forma, adoecemos porque  entulhamos as emoções e sentimentos.

Fato paralelo também tem ocorrido no Movimento Espírita.

Podemos comparar a Doutrina Espírita ao Espírito ,o Movimento Espírita ao perispírito e as  instituições seriam o corpo físico.

Encontramos um corpo (grupo) passível de adoecer pela insensatez, pela falta de comprometimento doutrinário, pela escassez de estudo sérios, pelo extemporâneo intelectualismo, pelos exercícios mediúnicos indesejáveis.

O “locus minoris resistentiae” é um termo habitual na medicina a fim de descrever um local do corpo que oferece pouca resistência à infecção, danos ou ferimentos.

Constatamos no Movimento Espírita um corpo frágil no seu aspecto vibratório e os micróbios do pessimismo vem se alastrando e as polêmicas improfícuas surgem, contagiando gerando lesões compatíveis com as distrações do bem.

Metaforicamente podemos comparar o Movimento Espírita ao “Corpo do Cristo”, motivo pelo qual não podemos permitir que quaisquer doenças insidiosas se instalem. É urgente desfraldar as bandeiras das caravanas da fraternidade em busca do entrosamento junto às lideranças e representações doutrinárias ajuizadas e empenhadas com a propaganda das verdades da Terceira Revelação.

Deixemos as infecções ideológicas para os falazes, recordemos as repreensões de Paulo de Tarso aos Efésios - “Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo”. [3]

O que dignifica os membros do Movimento Espírita é a capacidade da transformação íntima que cada um transporta dentro de si mesmo.

O que nos torna membro saudável desse “Corpo Admirável” é a aptidão para o acolhimento, consolação, esclarecimento e orientação das muitas almas enfermas ou ignorantes que buscam o lenitivo da mensagem junto às instituições espíritas.

O que nos torna enfermeiros dessas almas sofridas é aplicação do remédio do diálogo amoroso e fraternal. É as conduzirmos aos tratamentos desobsessivos a fim de favorecer a libertação de vítimas e verdugos das garras simbióticas da obsessão. É amenizar os quadros devastadores das subjugações ante os dramas obscuros do passado. Portanto, para obtermos êxitos nesses desígnios devemos estar revestidos de alento moral e equilíbrio espiritual.

Cuidemos, pois, do Movimento Espírita, dando exemplos de superação na busca da estabilização da saúde desse sublime “Corpo”. Os medicamentos ainda são os mesmos indicados pelo Mestre: “Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro ensinamento. Instruí-vos, eis o segundo. [4]–

As advertências paulinas nos são oportunas: “Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem.

Livrem-se de toda amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, bem como de toda maldade. Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros! ”[5]

Assim todo nosso corpo, que é o Movimento espírita, vibrará saúde e paz!

Referências bibliográficas:

[1] Efésios 4:32

[2] Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, questão nº 375 (a), RJ: Ed FEB 2002

[3] Efésios 4:32

[4] Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. VI, item 5. RJ: Ed FEB 2000

[5] Efésios 4:29,31,32

 

 * Jane Maiolo – Professora, pós-graduada em Psicopedagogia. Psicanalista, Colaboradora da Sociedade Espírita Allan Kardec de Jales/SP. Pesquisadora dos textos do Evangelho. Idealizadora do Simpósio anual Valorização à vida e projetos sobre Setembro Amarelo,  Colaboradora da Agenda Brasil Espírita- Jornal O Rebate /Macaé /RJ – Jornal Folha da Região de Araçatuba/SP -Jornal de Jales–Blog do Bruno Tavares –Recife/PE - colaboradora do site www.kardecriopreto.com.br- Revista Verdade e Luz de Portugal, Revista Tribuna Espírita de João Pessoa,  Apresentadora dos Programas Sementes do Evangelho e Evangelho e Saúde emocional da Rede Amigo Espírita. Janemaiolo@bol.com.br

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Dias nublados

Vladimir Alexei
10/12/2020

Em meio a persistente pandemia que assola o ano de 2020, em todo o mundo, muitas reflexões surgem, fruto da observação dos movimentos existentes na atualidade.

No meio espírita, os escândalos se sucedem ininterruptamente. A Federação Espírita Brasileira, que se autoproclama “Casa-Máter” do Espiritismo no Brasil, volta e meia colhe o fruto de alguma decisão equivocada do passado distante ou recente. No passado distante mora o docetismo, pertinente, sorrateiro e que permeou o movimento espírita dobrando a cerviz de muitos que acreditaram nessa reedição espírita do Vaticano.

Em passado recente – que se mistura ao passado mais distante pela repetição –, a FEB é envolvida em “adulterações” e, como se surpreendesse alguém a sua decisão, mantem-se firme negando, sendo evasiva e assegurando tratar-se de “atualização ortográfica” ou até mesmo adequação do conteúdo para melhor entendimento na atualidade. É uma obra que precisa ser revista e refeita, para corrigir mandos e desmandos de mais de um século.

Documentos pessoais, pertencentes ao acervo de Allan Kardec, manuscritos diversos, são disponibilizados a conta-gotas, ou então, por meio de livros extensos, repetidos, de leitura enfadonha, que beneficiam apenas quem produz, afinal, os documentos do acervo de Allan Kardec deveriam ser interpretados por cada um, de acordo com seu entendimento e não com base no olhar de um ou de outro. Sem contar, evidentemente, que o principal continua sendo o estudo das obras de Allan Kardec, a Doutrina Espírita.

A chuva de “lives” se arrasta e com ela uma infinidade de impropérios endereçados a lideranças, instituições, coachings, autores de “autoajuda”, “psicólogos e psicanalistas”, que se acotovelam na divulgação de quase tudo, menos Espiritismo. De um lado a fala açucarada daqueles que não desejam embates e conclamam todos a se amarem porque o momento exige; de outro, aqueles que se colocam como instrumentos de justiça “colocando pingos nos is”. No meio, o espírita e o simpatizante, reféns dessas sandices, em busca apenas e tão somente de aprender sobre o Espiritismo. O estrago é tão grande, mas o ego é tão maior que essas tais lideranças não enxergam.

Esses arroubos do ego, as lideranças despreparadas, a prática distante da teoria, o ganho em detrimento do gratuito, as obras complexas ante a necessidade do simples, fizeram com o que o jovem se afastasse do espiritismo. Em pesquisa realizada pelo Sr. Ivan René Franzolim, em 2020, apenas 0,8% dos respondentes possuíam entre 14 e 20 anos, em um total de 3.684 respondentes em 538 cidades, cobrindo todo o território brasileiro. Repetimos: líderes despreparados, que se enxergam missionários, médiuns desequilibrados, vendilhões dos templos e instituições corrompidas, são alguns dos exemplos que podem ser considerados motivos para o afastamento dos jovens.

O mais pessimista, que se diria “realista”, vê tudo isso com tristeza pois, quando os “justiceiros” apontam as incongruências do movimento espírita, “cospem no prato” que já se alimentaram, demonstrando mais uma vez, velho jargão utilizado pelos padres católicos do passado: “faça o que digo, mas não faça o que faço”.

O mais otimista vê todo o movimento como a separação do joio e do trigo, quando esses “infelizes” – que normalmente são aqueles que pensam diferente dos justiceiros, que não possuem a “folha de serviços” que eles possuem ou o “conhecimento” que eles detêm –, serão convidados livremente ou compulsoriamente a deixar o planeta, rumo a um orbe que seja mais adequado ao seu desenvolvimento espiritual. Essa pecha, travestida de “bom senso”, é tão fora de propósito, como a venda de “lotes na Lua” porque é sempre utilizada como a remediar uma contenda, a exemplo de religiões convencionais, quando apelam para a divindade.

Espíritas, de fato, são aqueles que lutam para se transformar e não para transformar o outro a “golpes verbais”. Chico Xavier não tentava traduzir o movimento espírita: ele pregava e vivia o Espiritismo. Carlos Imbassahy se notabilizou pela defesa doutrinária ante os detratores de outras religiões e pensamentos filosóficos, não só pela inteligência nos argumentos, mas pela postura sempre fraterna, reconhecida pelos seus “opositores”, como o Padre Negromonte e o Pastor Jerônimo Gueiros. Herculano Pires foi literalmente preterido pela FEB e teve seu nome aplicado ao index daquela instituição. Em áureos tempos, a FEB viu nele uma ameaça a sua soberania. Deolindo Amorim refugiava-se entre os filósofos da Sociedade Brasileira de Filosofia, levando Leon Denis, como patrono, para o refrigério da alma, já que no meio espírita eram poucos que acompanhavam o alcance de sua obra.

Não sei se vocês perceberam, mas até em outras religiões há mais fraternidade no trato com o espírita, do que entre os próprios espíritas e isso é histórico!

Antigamente, quando nos procuravam para desabafar sobre as agruras vividas no movimento espírita, tentávamos convence-los a permanecer porque “precisamos” trabalhar nossas emoções, etc. e era o que tentávamos aplicar em nós mesmos. Hoje, com um pouco mais de vivência, sugerimos que analisem o contexto: os espíritas que andam “infernizando” sua vida, limitando seus trabalhos, tolindo a manifestação de pensamentos diferentes, de forma “fraterna”, na realidade, são indivíduos altamente comprometidos com a necessidade de corrigir desmandos do passado, mas que, na vida presente, só conseguem agir dessa forma: desacreditando o outro, tentando limitar as potencialidades do outro ao seu mundo pequeno e assim por diante. É o que eles dão conta de fazer. O nosso papel é compreender, e o nosso desafio é o de não nos agastarmos com isso. O dia que essa postura não incomodar mais, estaremos habilitados a novos desafios, dentro ou fora do movimento espírita. E isso é libertador!

Por fim, ainda que em dias nublados e sem muitas perspectivas de mudança no curto prazo, é possível ser feliz e superar todas essas querelas. Você pode ser Espírita e não ter a folha de serviços “formais” que muitos possuem, praticando o Espiritismo por onde passar! É possível ver tudo isso que foi citado e não se deixar afetar, quando você assume seu compromisso de ser melhor hoje e amanhã do que foi ontem! É admiravelmente libertador não se enquadrar em meio a instituições falíveis, com líderes tacanhos, que não representam em absolutamente quase nada aquilo que a Doutrina Espírita preconiza! É empoderador, não se adequar em rótulos que lhe atribuem, pelo simples fato de pensar diferente! É incrivelmente salutar responsabilizar-se integralmente pelo que se diz e faz, sem poder aplicar ou atribuir a terceiros a responsabilidade que lhe cabe! É muito bom ser Espírita, sem depender de espíritas e do movimento espírita! Tudo isso, “vai passar”...

 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Adolescência: o investimento mais esperado é o fortalecimento dos vínculos afetivos

Por Jane Maiolo 

Pensar na fase da adolescência nos remete a questões importantíssimas a serem refletidas. Adolescência, talvez se traduza em uma crise psíquica a ser atravessada. Entretanto, é um período de desenvolvimento humano marcado por muitas transformações biológicas, psíquicas e sociais. Dessa forma, nesse período, é muito comum surgirem os conflitos, as crises identitárias, as dúvidas e alguns transtornos emocionais.

 O conflito entre ser aceito ou não, de ser capaz ou não, de ser amado ou não, as crises identitárias e as dúvidas quanto ao seu futuro são preocupações que povoam seu mundo mental e transtornam o adolescente quer a nível consciente ou inconsciente.

O adolescente, muitas vezes, se encontra em uma fase que precisa romper com o status de criança, para adentrar ao mundo dos adultos e isso gera aflições. Uma das formas mais explícitas de se diagnosticar esse quadro é observar os processos de agressividade e rebeldia que alguns adolescentes passam, pois, no seu inconsciente é preciso “desqualificar” os primeiros objetos de amor, outrora idealizados, as figuras do pai e da mãe, para poderem se autorizar ao investimento libidinal em outro ser, num futuro próximo. E isso gera dor e angústia.  Na fase da adolescência o sujeito entende que a criança não existe mais e o adulto ainda não é real. Os pais, no entanto, não percebem que esse sujeito precisa de um novo olhar que possa dar sentido ao seu existir, ajudando-o no seu processo de auto afirmação, confiança em si e autonomia para vida, esse excesso de desatenção e crença de que não precisam mais dos pais, potencializa o sofrimento do adolescente tornando-o inseguro e desenvolvendo um sentimento de abandono. Os pais do século 21 precisam entender que o olhar é capaz de atravessar o ser, ajudando-o a se constituir em um adolescente saudável.

 No mundo dos excessos e urgências é preciso minimizar a sobrecarga das escolhas que o jovem tem que fazer, mesmo sem condições psíquicas e priorizar o que é importante e essencial. Talvez nesse período único e peculiar o fortalecimento do vínculo afetivo seja o investimento mais caro e esperado pelo adolescente, podendo nomear essa atitude de disponibilidade afetiva.

domingo, 8 de novembro de 2020

“A Esperança na vida versus a cultura do medo”

 

Por Jane Maiolo

“Há tanto tempo estou convosco, e tu não me tens conhecido?” [1]

            Há tempos os manuais da psicologia humana registram um sintoma comum a grande parte dos homens, o medo.

            De onde vem o sentimento do medo? Por que temos medo de sentir medo? O que desperta a inquietação na alma ante o perigo, até mesmo imaginário?

            Questiona-se apenas o medo comum, o “medo nosso de cada dia” e não o medo sintomático, o medo patológico, o pânico fóbico sob um cortejo de desordens psicossomáticas.

Grandes personagens da humanidade admitem que têm medos ou já passaram por situações que desencadearam fobias importantes, atrofiantes e limitantes.

A cultura do medo obstrui a espontaneidade humana, impedindo o homem de viver sem as persistentes repressões delimitadoras da liberdade relativa. Temos medos das misteriosas circunstâncias do porvir. Receamos falar, ouvir, pensar, aproximar, sentir. São pavores incompreensíveis que sequer ousamos buscar as explicações razoáveis. Em face disso, atrofiamos os sentidos sob o jugo do temor.

Internalizamos até mesmo o receio de outrem. Atemorizamo-nos ante os assaltos, os sequestros relâmpagos, os projeteis “perdidos”, a ameaça da enfermidade, a contaminação por um vírus, dentre outros. Ficamos ruborizados diante do “estouro” do cheque especial, tememos trajar os vestuários mais simples a fim de escapar da crítica alheia. Intimidamo-nos diante da probabilidade de errar, tememos viver e nos assombramos diante da morte.

Somos assim, seres amedrontados diante das críticas, preferimos passar uma vida inteira no anonimato a nos arriscar a uma situação que nos colocaria em evidência.

Entretanto, se o ditado popular profere: filho de peixe, peixinho é, então devemos, por convicção, entender que filho de Deus... grandioso é. Somos isso! Grandiosos e capazes de nos livrar dos medos, dos preconceitos, do egoísmo, do orgulho, enfim, dos terrores limitantes a fim de superar as fragilidades e deficiências psicológicas diante das vindouras experiências.

A cultura do medo é instalada desde o berço, observemos: quando embalamos nossos filhos para niná-los, cantamos as cantigas: “boi-da-cara-preta”, “nana nenê que a cuca vem pegar”, desde pequenos somos educados, condicionados, consciente ou inconscientemente, que devemos temer algo, alguém ou alguma coisa. Tememos até mesmo o Criador da vida, pois o temor a Deus sempre foi ensinado em algumas culturas.

Mas não é esse o sentido da vida, deveríamos propor, desde o berço, a prudência eivada de esperanças, confianças, afetos e coragens, pois recordemos que filho de Deus... grandioso é!

Somos criaturas com incomensurável potencial afetivo. Basta acionarmos o start para potencializarmos o amor, a vida, e o encanto pelas coisas, pelas pessoas, para esse desiderato basta encontrarmos um caminho de equilíbrio para que a vida tenha maior significação.

A cultura do medo deve ser banida da sociedade, assim como a corrupção, a ironia, a desvalorização do ser humano.

Não é esse um ponto de vista ingênuo, romântico, e utópico, mas uma concepção essencialmente corajosa, próspera e idealista. Vale a pena investir nos princípios, crenças, conceitos, valores e atitudes do ser humano, um ente incrível, admirável e curioso na essência.

A cultura da esperança principia no direito à liberdade, no sorriso amistoso, no gesto de confiança e no aceno de parceria.

A teoria de Erickson, psiquiatra norte-americano, pesquisador da neurolinguística e métodos de trabalho, revela que “nos primeiros meses de vida, o bebê adquire a confiança ou o medo que perdurarão pela vida toda”, assim sendo a criança maltratada cresce rancorosa e agressiva. Humilhada, acumula sentimento de culpa, revolta e inferioridade e lembrem-se que no futuro serão adultos e essas características poderão acompanhá-la.

Quando instalamos a cultura da esperança e tratamos com justiça e afeto nossas crianças, elas desenvolvem o respeito, a confiança, o sentimento de amizade, aprende a gostar de si e dos outros e são muito afetuosas.

Falar em esperança é alimentar a confiança de que algo bom acontecerá, é acreditar que somos capazes e podemos mudar nossas histórias. Muitos desejariam mutilar os nossos sonhos, enlameando nossa história sob as infaustas auras das corrupções, escândalos e despautérios, entretanto urge acreditar que é chegado o momento da transição, em que a esperança subjuga o medo e não se pode mais arruinar a esperança da criatura que aprendeu a receber os medos, adversidades e pluralidades. Somos grandiosos e não podemos desistir nunca.

Nos paradoxos da vida quando jovens perdemos a saúde correndo atrás do dinheiro e na decrepitude consumimos todo o dinheiro correndo atrás da saúde. Realmente não entendemos a nossa proposta para a vida, carece-nos a conexão com a esperança!

Não lemos nas bulas dos remédios a inscrição de medicamentos que alarguem a esperança, porque esse sentimento, por excelência, não se deixa capturar pelos instrumentos laboratoriais da Terra.  Um certo pensador já proferiu: “Se quiser matar um homem, rouba-lhe a esperança”. O único remédio capaz de acrescer nossa esperança é aquele que encontramos na intimidade da consciência. Portanto, o medo não deve ser matriz do nosso insucesso.

A esperança significa luta, expectativa de mudança, de fé em conseguir o que se deseja. Recusar o abrigo do alento da esperança em nós mesmos é atitude de clara fraqueza moral.

Redescobrir a avenida do correto sentido da vida é dar-nos a chance de um futuro intimorato e venturoso e isso é expectativa positiva e seguramente transitável.

Valorizemos cada momento da vida e optemos pela melhor circunstância, amando, perdoando, sorrindo, lutando, pois, o amanhã sempre será um outro dia.

Sejamos felizes nas fronteiras dos merecimentos e abriguemos a esperança como marca de quem optou pela vitória.

 

Referência bibliográfica:

1-    João 14:9



 * Jane Maiolo – Professora, pós-graduada em Psicopedagogia. Psicanalista, Colaboradora da Sociedade Espírita Allan Kardec de Jales/SP. Pesquisadora dos textos do Evangelho. Idealizadora do Simpósio anual Valorização à vida e projetos sobre Setembro Amarelo,  Colaboradora da Agenda Brasil Espírita- Jornal O Rebate /Macaé /RJ – Jornal Folha da Região de Araçatuba/SP -Jornal de Jales–Blog do Bruno Tavares –Recife/PE - colaboradora do site www.kardecriopreto.com.br- Revista Verdade e Luz de Portugal, Revista Tribuna Espírita de João Pessoa,  Apresentadora dos Programas Sementes do Evangelho e Evangelho e Saúde emocional da Rede Amigo Espírita. Janemaiolo@bol.com.br