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sexta-feira, 22 de março de 2019

Mediunidade e Ciências Biomédicas


Mediunidade e Ciências Biomédicas


Um cientista pode ser também médium? Pasteur, que visualizou “o mundo invisível” dos micróbios, era médium?
Perguntas foram feitas, em 1998, ao Núcleo Espírita Universitário. Já se passaram mais de 20 anos e estamos voltando ao assunto. Uma delas foi sobre a utilização de instrumentos cirúrgicos por médiuns, não médicos. (1)
Ainda neste milênio, a medicina será exercida por bons e justos médicos-médiuns, com total credibilidade e competência. (2)
Diz o médico Paulo Cesar Fructuoso, em 2019, depois de muitos anos de “militância” em reuniões de materialização de espíritos: “médicos do futuro serão poderosos médiuns”. (3)
Como chegaremos a esse profissional poderoso? O processo é natural, a mediunidade é fatalidade evolutiva. (4)
Enquanto não chegamos lá, podemos anestesiar dores através da prece sincera, porque como disse Tiago, na Bíblia: “A oração feita por um homem justo pode muito em seus efeitos“.
Emmanuel, no livro A Fonte Viva, assevera que “todas as necessidades do mundo, traduzidas no esforço dos seres viventes, valem por súplicas das criaturas ao Criador e Pai.” Explica que “existem processos de solução demorada e respostas que levam séculos para descerem dos Céus à Terra”, mas destaca “a oração do homem justo como sendo revestida de intenso poder”.
Como justificar esse poder?
Emmanuel complementa: “é que a consciência reta, no ajustamento à Lei, já conquistou amizades e interseções numerosas. Quem ajunta amigos, amontoa amor. Quem amontoa amor, acumula poder.”
“O rogos dos que agem com justiça e bondade sobem sem entraves, amparados pelos veículos da simpatia e da gratidão.”(5)
Aos enfermos cabe uma advertência (6) de Bezerra de Menezes: (6) o exercício desta Medicina de Outro Mundo, a que me filio aqui, aponta o progresso da alma como medicamentação básica. O doente necessita ser esclarecido: de que a cura depende de sua cooperação e que essa cooperação envolve um problema de crescimento espiritual. Eis, a razão, porque o nosso exercício profissional, na qualidade de Médicos do Além, se mistura a pregação evangélica, fortalecendo a nossa fraqueza, com Jesus no coração e insistindo na difusão de preceitos que conduzem o homem à reforma interior”



5. Fonte Viva - Emmanuel - A oração do justo. Francisco Cândido Xavier - 10º. Edição - Editora FEB - RJ – 1982

domingo, 17 de março de 2019

“Suzano”, as armas de fogo e o vulgarismo da bestialidade (Jorge Hessen)




Jorge Hessen 
jorgehessen@gmail.com 
Brasília/DF 


Alguns dos mais variados setores da sociedade brasileira defendem a manutenção do comércio legal de armas de fogo aos cidadãos que necessitarem, por algum motivo, justificando que todos têm direito a possuir, nos limites da Lei, uma arma de fogo para se defender de qualquer atentado à incolumidade física do indivíduo, sua vida, seu patrimônio etc. 

Mas, precisamos refletir mais sobre liberação de armas de fogo. O massacre na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), que deixou dez mortos e 11 feridos, trouxe à tona novamente o debate sobre o controle de armas de fogo - como o revólver calibre 38 usado pelos autores do ataque. 

Na cultura rural de diversas regiões norte-americanas, é comum os pais estimularem os filhos a usar armas de fogo. Essa trágica cultura é tão forte que nem o massacre na escola de Sandy Hook, em Newtown, Connecticut, em dezembro de 2012 - na esteira de outros ataques a tiros, como Columbine, Virginia Tech e Aurora - criou condições suficientes para aprovar legislação norte amaericana tornando mais rigoroso o controle de armas. 

Ao ser questionado sobre os assassinatos na escola de Suzano (SP), o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou que "os jovens estão muito viciados em videogames violentos", dando a entender que jogos de realidade virtual poderiam ter estimulado os ataques. Para a polícia paulista, as botas, as roupas pretas e a máscara de caveira que Guilherme usava, indicam que ele e Luiz Henrique agiram motivados jogos de videogame que reproduzem cenários de guerras e combates. Porém, seria somente isso? 

Notemos, em 1996, um massacre de crianças em uma escola na Escócia levou a uma mudança radical na lei e, como consequência, na acentuada redução do número de ataques do tipo e de mortes por armas de fogo na Grã-Bretanha. No começo de 1997, o governo britânico levou à aprovação no Parlamento a proposta de proibição total da posse de pistolas com calibre superior a 22. Poucos meses depois o governo ampliou a proibição para todas as pistolas, de qualquer calibre. Atualmente a Grã-Bretanha tem um dos menores índices de homicídios por armas de fogo em todo o mundo. 

Consterna-nos saber que o Brasil é um dos líderes mundiais em casos de mortes produzidas com a utilização de armas de fogo, destarte, a sociedade clama por soluções efetivas para o problema da violência urbana. Muitos vivem sob o guante da síndrome das balas perdidas. 

Os espíritas cônscios acreditam, obviamente, que uma das soluções para a criminalidade seria a proibição da venda de armas de fogo em todo o território nacional, ressalvada a aquisição pelos órgãos de segurança pública federal e estadual, municipal e pelas empresas de segurança privada regularmente constituída, na forma prevista em Lei. 

Os pediatras, psicólogos, professores e estudiosos consideram muito prejudicial para as crianças e jovens o incentivo a “autodefesa armada”, pelo efeito da violência que essas práticas produzem, pois armas podem fascinar as mentes infantis, principalmente porque são desempenhados por "heróis" de filmes de ação, vistos em cinemas, revistas em quadrinhos ou na televisão. 

Uma legítima educação é aquela em que os poderes espirituais regem a vida social. Todavia, o "homem moderno" e que se diz "civilizado" se envaidece com a sua capacidade de subjugar os outros, de mandar, de impor medo, quando o ideal seria ensinar à sua prole o respeito humano e compreensão das leis de Deus. A degradação moral do homem contemporâneo abriu as comportas da violência, represada debilmente pelas barreiras artificiais da civilização. 

Concebemos como um conjunto de forças como a inversão dos valores éticos sugeridas pela televisão, internet, cinema, teatro e clubes que convidam crianças e adolescentes para uma realidade nua e cruel, o que equivale afirmar que elas estão sendo arrancadas do seu universo lúdico e juvenil e conduzidas para a violência, estimuladas, também, pela alienação moral dos pais. 

Destarte, o período de inocência e tranquilidade infanto juvenil foi diminuindo. Cada vez mais cedo, e com maior intensidade, as inquietações da adolescência brotam acrescidas pelos múltiplos e desencontrados apelos dos videogames violentos , das revistas pornográficas, da mídia eletrônica, das drogas, do consumismo descontrolado, do mau gosto comportamental, da vulgaridade exibida, das técnicas de tiro e outras tantas extravagâncias, como reflexos óbvios de pais que vivem alienados, estagnados e obsidiados, enclausurados em seus afazeres diários e que nunca podem permanecer à frente da educação dos próprios filhos. 

O que identificamos de forma generalizada é o total distanciamento dos pais modernos ao nível de educação dos filhos nesse sentido. De maneira geral, transferem suas responsabilidades para as escolas ou para o Estado, enquanto eles é que tinham que dizer aos filhos se isso ou aquilo é perigoso para menores ou não. Os pais precisam fazer com que os filhos entendam que eles têm que cumprir sua parte para usufruir as benesses do amor. Os pais precisam exigir mais. Ademais o servidor fiel do Espiritismo possui, no esforço da educação dos filhos e no bom exemplo, a consciência tranquila e a fortaleza moral.



quinta-feira, 14 de março de 2019

QUAL A MAIOR CHAGA SOCIAL?


Luiz Carlos Formiga

Em “Cenas de Sexo e Violência na TV”, Revista Reformador  ( FEB) 1998 (1, 2) , uma notícia em “O Globo” chamou a atenção: “governo vai coibir cenas de sexo e violência na TV.” Àquela época,  eram  os próprios telespectadores que estavam querendo mais rigor para a programação televisiva.
Em resposta a pesquisa do Ibope e da Retrato Consultoria e Marketing, os pais solicitaram  mais controle sobre o que seus filhos assistiam.
Das duas mil pessoas consultadas, 64% sugeriram classificação por faixa e horário, 32% pediram censura pura e simples. Não responderam  5%.
Um total de 75% dos entrevistados tem fortes expectativas de que algo fosse feito para permitir a adequação de assuntos julgados impróprios para os mais jovens a horários mais avançados. Os telespectadores apontaram filmes, novelas e programas que mais rejeitaram, pelo conteúdo pornográfico e apelativo.
Hoje, já se passaram  20 anos, um partido político pede urgência em votação de projeto que cria classificação etária para vídeos na internet (3) O projeto altera o Estatuto da Criança. Ele foi apresentado na Câmara dos Deputados antes do Presidente da República, Jair Bolsonaro,  postar um vídeo em que um homem urina na cabeça de outro, no carnaval  deste ano.
Outro problema que está em evidência, até entre religiosos, é a pedofilia. Certamente este transtorno exige mais vigilância em relação aos conteúdos que estão chegando, através da rede de computadores e celulares, aos que passam pela infância e adolescência. Pedófilos estão atuando no You Tube. (4)
Podemos supor que pelo andar da carruagem políticos poderão recuperar também  um outro projeto que fala em castração química daqueles que o apresentam. (5) Quem “ganha” com  o aumento desses tristes acontecimentos , como sexo e violência explícitos,  é a ideologia materialista, onde tudo é permitido para se chegar ao poder e nele permanecer, os fins justificando os meios. Essa ideologia procura desacreditar a família como uma instituição, encoraja a promiscuidade e o divórcio fácil. Enfatiza a necessidade de criar os filhos longe da negativa influência dos pais. Faz de tudo para desacreditar a espiritualidade e também  a religiosidade, dizendo que não há necessidade de se usar “muleta religiosa”.
Quebra padrões culturais de moralidade, promovendo a pornografia em livros, revistas, filmes e televisão. Procura ainda infiltrar-se na imprensa, tomar o controle de postos-chaves no rádio, TV e cinema, trabalha para eliminar todas as leis que regem a obscenidade chamando-as de “censura”, e uma violação da liberdade de expressão e de imprensa. Promove a erotização, apresentando diversos “tons de cinza” como atividade normal, natural e saudável.
Vejam o que disse Allan Kardec, na Revista Espírita novembro de 1861, no discurso aos bordeleses:
“ O Espiritismo aos materialistas prova a existência da alma; aos que não creem senão no nada, prova a vida eterna; aos que pensam que Deus não se ocupa das ações do homem, prova as penas e recompensas futuras. Destruindo o materialismo, destrói a maior chaga social. Eis o seu objetivo.”
“Eis o seu objetivo”.  Nesse sentido vamos ficar devendo sempre a Allan Kardec (7)  e eu, em particular,  aos confrades espíritas  Marcondinho  e Reynaldo Leite. (8)





terça-feira, 12 de março de 2019

Hanseníase. Você o conhece?

Hanseníase. Você o conhece?
Luiz Carlos Formiga


Toda religião é conforto na morte. No entanto, só a Doutrina Espírita é suscetível de descerrar a continuidade da vida, além do sepulcro.  (1)

Quando o responsável pelo programa na TV telefonou procurei saída honrosa. O tema aborto não me agradava. (2)
Em casa a “inspiração” falou-me ao cérebro: “Está com medo?”
Fiquei arrepiado. Parecia a voz do cego (*) Marcondinho. (3)
Será que seus lábios retorcidos, pela “lepra”, ainda ofereciam aquele som característico, mesmo depois de “morto”?
Não me sentia confortável diante do tema, pois tivera experiência pessoal angustiante.
Não sou médium ostensivo, mas “a voz no cérebro” falou-me que deveria abrir um espaço para dizer: “Hanseníase Tem Cura.”
Fui e falei.
Antes do inicio do programa, Dr. Reynaldo Leite, médium vidente e Juiz de Direito, (3) me diz que um espírito queria dar um recado.
O espírito que é fisicamente deformado, disse que você vai identificá-lo, com facilidade. Veio rolando pelo chão, braços e pernas atrofiados. Pediu para lhe descrever como está na nova vida. Transformou-se e ficou nimbado de luz.
Você o conhece?

(*) A hanseníase pode levar à cegueira, mas o preconceito vai além, e o preconceituoso chega a surdez. Isso precisa ser "bem visto" e "ouvido" por uma campanha que se propõe chegar à visão (TV) e à audição (rádio).
1.   Doutrina Espírita. Lição 80. Livro Religião dos Espíritos. Emmanuel.
2. Professor, na gravidez após o estupro, o senhor é contra ou a favor?
3.  Marcondes estudou no Centro Espírita Filhos de Deus, Situado nas dependências do Hospital de Dermatologia Sanitária, antigamente chamado de Leprosário do Curupaiti, Jacarepaguá, RJ.RJ.
A Hanseníase, que tem cura, o deixou cego e com braços e pernas atrofiados. Mesmo assim, trabalhou na reunião de desobsessão.
Dr. Reynaldo “morreu” em 11 de maio de 2004. Psicografou livros tendo sido um deles vertido para o Inglês. Viajou aos Estados Unidos, Suécia, Noruega, França, Portugal, Espanha, Inglaterra, Peru, Japão, Canadá, orador no Congresso Mundial de Espiritismo, Portuga. No ano 2000 esteve em Cuba. Participou do programa “Evoluir”, na Rádio Boa Nova. AM 1450; Rádio Mundial, programa “Arautos e Você”; canal Comunitário de São Paulo, programa “Espiritismo com Reynaldo Leite”. Produziu 92 CDs e 200 palestras em vídeo.

domingo, 10 de março de 2019

Triste Poder das Trevas


Triste Poder das Trevas
Luiz Carlos |Formiga

 
Na cidade estranha (*), verificamos a existência de um governo de entidades mentalmente vigorosas, porém negativas em termos de valores morais e sentimentos humanos. Ordenam e são fielmente obedecidos. Exercem um poder do tipo sugestão hipnótica, que pode ter longa duração. Anteriormente, refletimos com os escritos de Carlos Aveline. (1)
Diz ele que "existem pessoas que buscam o poder coercitivo, que é um mecanismo doentio, sob o ponto de vista psicológico". "A ânsia de poder neste caso não se origina da força, mas da fraqueza. Ela é expressão da incapacidade do eu individual para ficar sozinho e viver. É um esforço desesperado para conseguir força simulada quando se tem falta de força autêntica.”
Seria o prazer personalista de “se sentir autoridade”, como aquele encontrado em políticos mascarados, que tangenciam o “Transtorno da Personalidade Antissocial”. (2)
A autoridade é um crédito de competência que se dá a quem merece por direito. Ninguém "se torna" autoridade, a pessoa "é tornada" autoridade.
Jesus constituiu um grupo de trabalho e a unidade se deu em torno do objetivo comum. Cada individualidade foi estimulada no seu potencial. Apesar de sua grandeza espiritual ele nunca se colocou superior ao grupo.
“Na democracia espiritual não significa necessariamente que todos têm igual peso. Se a democracia impedisse o processo de liderança dos mais experientes, o grupo se nivelaria por baixo e teria apenas a força do mais fraco dos seus elos".
Aveline nos faz pensar: “como organizar uma estrutura de poder, que seja coerente com a busca espiritual?"
Como fazer para ajudar pessoas na evolução de sua visão de mundo, depois que estamos de posse da realidade da vida após a morte? Creio que muitos gostariam de estar de posse “desse poder”, para beneficiar seu círculo afetivo.
Aveline deixa contribuição. “Estar de posse de poder para fazer algo, nada tem a ver com dominação, mas maestria no sentido de capacidade. Aí, poder significa potência. Dominação e potencia são excludentes, uma vez que o primeiro é a perversão do segundo".
“ O oposto do poder neurótico e manipulador não é a ausência de poder e de liderança, mas o poder solidário, a estrutura que se organiza para facilitar a ajuda mútua".
Para começar a adquirir esse poder, de fazer algo em benefício da transformação da visão de mundo dos amores, é necessário se debruçar definitivamente sobre a Ciência do Espírito. A base é a obra de Allan Kardec, que traz os seus fundamentos. (3) Será necessário também realizar observação cuidadosa dos fatos espíritas, do passado e do presente. (4).
"Três coisas incorporam grande quantidade de valor a tudo o que é relativo ao caminho espiritual: conhecimento, trabalho e intenção solidária. Essa combinação ilumina o conceito de democracia e são indispensáveis para colocar uma instituição espiritualista em movimento".
A intenção solidária nos faz pensar em ciência e amor. (5, 6)  Um velho químico, que encontrou o mundo dos micróbios, orienta jovens: e vocês que estão sentados nesses bancos, representando a esperança desse país, não venham aqui só pela excitação da polêmica, mas apenas para aprender...”.
“Não fiquem assustados com o desconhecido. Não recuem diante do mistério, mas procurem enfrentá-lo e desvendá-lo...”
“Não se considerem os únicos donos da verdade e do conhecimento, pois um diploma não faz o cientista. Somente assim poderão cumprir sua missão, ser úteis ao próximo... E façam tudo com amor, pois será um dia esplêndido aquele em que, dos progressos da ciência, participará também o coração”.
O poeta concordou: “é tão bonito quando a gente vai a vida, nos caminhos onde bate bem mais forte o coração”.


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quarta-feira, 6 de março de 2019

Reflexão Biomédica na Quarta-Feira de Cinzas

Luiz Carlos Formiga

Sou um corpo estruturado submetido a leis físicas, uma individualidade, ser único, que gasta energia, amadurece e sofre desgaste. Sou um mundo interior complexo estudado pela psicologia, psiquiatria. Situado num contexto espacial-temporal, lugar e época, que me determina, cultivado num meio de cultura próprio, numa “temperatura” que interfere na curva de crescimento. Vivo num meio artificial e dele recebo influências diversas, como costumes, moralidade, religião, modelo econômico, político. Mas, tenho livre arbítrio.
Tomo decisões, faço opções, aceito, rejeito ou transformo. Posso produzir o bem e, sob o ponto de vista social e político, posso ajudar a transformar a sociedade e as instituições humanas.
Mesmo correndo risco (estresses), posso deixar de ser comum para ser diferente de uma massa, idiotizada pela ideologia, que quer dominar. Quando descubro meus limites, os limites da minha liberdade, fico consciente. “Ninguém julgue fácil a aquisição de um título referente à elevação espiritual. A erva está longe da espiga, como a espiga permanece distanciada dos grãos maduros.”
O mais forte adversário da alma é o próprio mundo. Ninguém está livre do estresse, mas existem diversos e diferentes modos de lidar com ele.
Uma situação que exija adaptação orgânica e ou emocional produz estresse e gasto de energia superior àquele a que o organismo está acostumado.
Nos estados de estresses há produção de determinadas substâncias importantes durante a adaptação, mas que, liberadas por prazo longo, produz efeito destruidor sobre tecidos, inibindo o crescimento somático e a formação óssea.
Em indivíduos estressados, surgem diversos tons de cinza. Há perda do sono, o que produz déficit na capacidade de síntese molecular do cérebro, necessária à estruturação da memória. Os estressados podem apresentar um número variado de distúrbios, como o envelhecimento precoce.
Há uma gama de tons de cinza, nos quais a relação mente-soma está intimamente intrincada. A síndrome do cólon irritável está associada à ansiedade ou depressão. O estresse produz a imunossupressão dos mecanismos ligados não só às infecções, mas também aos ligados as doenças malignas e as enfermidades auto-imunes.
O estado de saúde é um estado de harmonia tanto interna quanto externa. Devemos estar despertos para o fato de que, quando fixamos a atenção da doença no corpo físico, desviamos da verdadeira origem da enfermidade que, em essência, tem seu start no desequilíbrio energético de natureza mental, emocional e espiritual.
No Journal of Alternative and Complementary Medicine, 2010-12. New York, N.Y., encontram-se artigos que exploram o ramo da Imunologia onde se pesquisa a influência das emoções sobre o trinômio adaptativo (os sistemas imunitário, endócrino e nervoso).
Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé! (Paulo,2 Timóteo 4: 7).
Acho que todo biomédico Microbiologista/Imunologista deveria estudar Pedagogia e Psicologia. Se você ainda não morreu nesse carnaval, vai ser legal “morrer estudando”. Vocês lembram do Betinho, naqueles dias de AIDS?
Vocês estão me olhando pensando: - “esse cara vai morrer”. Eu tenho uma péssima notícia. Vocês também vão morrer! (*)





sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

O “karma” é uma fábula pré-histórica mal contada (Jorge Hessen)

O “karma” é uma fábula pré-histórica mal contada (Jorge Hessen)

Jorge Hessen 
jorgehessen@gmail.com 
Brasília/DF

A liberdade de escolha dos nossos atos vincula-se à “Lei de Causa e Efeito”, ou seja, tudo aquilo que penso, que desejo, que faço determinam consequências naturais. A experiência da vida humana é circunstanciada por livres decisões vinculadas às implicações das escolhas. As Leis Divinas permitem assumirmos decisões livremente, contudo as escolhas geram resultados adequados ou desagradáveis, dependendo das opções. 

No orbe humano Deus jamais pune e suas Leis não são e nunca foram de natureza punitiva, pois as escolhas que fazemos poderão trazer uma “colheita” natural e sempre proporcional ao “plantio”, consoante maior ou menor discernimento dos atos. 

No mundo dos animais, um cachorro, por exemplo, age por automatismo, portanto não consegue fazer escolhas, exceto aquelas que estão dentro do espectro do seu instinto. O cão não tem livre arbítrio, logo seus “atos errados” não lhes podem trazer consequências negativas. Contudo, o ser irracional ensaia para vida racional, por esta razão, quando o irracional ingressa no mundo humano desabrocha-se lhe pouco a pouco a consciência e com ela a lei de liberdade, capacitando-o para as escolhas das ações, determinando os resultados ao nível da consciência alcançada. 

A semeadura rende conforme os propósitos e consciência do semeador. A “Lei de Causa e Efeito” sincronizada às Leis “de Liberdade” e “de Responsabilidade” determina o rumo da existência humana. Portanto, somos livres para pensar e agir, porém somos , em algum nível, “servos” (responsáveis) por aquilo que fazemos, pensamos ou deixamos de fazer. 

No movimento espírita defende-se a fábula de que TODO sofrimento do presente é fruto dos atos errados do passado, entretanto, no capítulo V do livro O Céu e o Inferno, Kardec diz categoricamente que o sofrimento atual é apenas resultado da imperfeição que ainda não nos livramos e não necessariamente de atos errados do pretérito. Indubitavelmente a lei do “karma” é uma lei contraditória, vingativa, fatalista. Seu princípio é - “bateu terá que apanhar”, “traiu terá que ser traído”, “matou terá que morrer” sempre numa ancestral evocação à antediluviana lei do “olho por olho dente por dente”. 

No entanto, o bom senso kardequiano sussurra que não há um destino assinalado com acontecimentos detalhados nos punindo durante a reencarnação, conforme apregoam os místicos partidários do tal “karma”. A bem da verdade, o Codificador jamais citou a lei do “karma” na literatura espírita. A rigor, o tal “karma” é uma lei impensada e incongruente, por sua vez, a Lei de Causa e Efeito (contida na Codificação) é uma lei moral coerente que nos faz crescer e avançar consciencialmente. 

O sofrimento é inerente a nossa imperfeição, ou seja, o orgulhoso sofre as consequências do orgulho e o egoísta sofre os efeitos do egoísmo, mas que fique bem fulgente uma verdade: ninguém reencarna para passar pela Lei de Talião, mas para superar a imperfeição e evoluir através do trabalho no bem no limite da força de cada um. 

À luz da Doutrina dos Espíritos só existe um destino projetado para todas as criaturas, é o destino da evolução, do aprimoramento intelectual e moral mirando o conhecimento da VERDADE para a aquisição da pura e inexaurível felicidade. Não há fatalismos catastróficos em nosso destino. Jamais poderemos pronunciar que “o que está escrito está escrito” e nada modificará o nosso destino. Ora! Se acreditarmos nisso, renegaremos o livre arbítrio e a Lei de Misericórdia, que nos induz ao amor cobre a multidão dos atos errados. 

Não somos uma máquina (robotizada), até porque sabemos decidir. Adquirimos consciências graduais sobre o chamado bem ou o mal, e isso estabelece os cenários das experiências agradáveis ou não em nossa caminhada. Deus instituiu leis que estão inscritas em nossas consciências. Com a Lei de Causa e Efeito conseguimos avaliar melhor as escolhas e com elas desenvolvemos o discernimento em face das decorrências naturais através das reencarnações. 

Todos estamos num conjunto de forças providenciais que determinam uma certa quantidade de “intervenções” para que o livre-arbítrio possa ser operado. Mas todas as escolhas são nossas. Por isso, antes da reencarnação, o fluxograma da nova experiência física jamais será compulsório, porém sugerido amorosamente pelos especialistas do além, por causa disso elegemos o grupo familiar, a sociedade, a cultura, as condições socioeconômicas, a raça, o sexo. Tudo isso faz parte de nossa escolha, sugerida ou não pelos Espíritos mais esclarecidos antes da reencarnação, e tal decisão vai nos aproximar desta ou daquela influência de um grupo social que poderá ter um certo peso relativo nas nossas escolhas. 

A liberdade é proporcional ao nosso estágio de evolução moral, por isso somos relativamente livres para certas decisões, mas não precisamos ser reféns das circunstâncias e fatores sociais, estruturas familiares, raciais, espirituais, “astrológicas”, numerológicas etc., tudo isso pode até influenciar-nos, mas não determinará as nossas resoluções a partir das nossas escolhas. Certamente tais influências podem impulsionar-nos às melhores ou piores escolhas, mas teremos inevitavelmente oportunidades para aprender com a vida. 

É bem verdade que livros de Ivone Pereira, Chico Xavier, Divaldo Franco demonstram as concernentes influências do cenário social, político, econômico e cultural em que estamos colocados em algum nível pode estar de maneira relativa conexo a um cenário de vida anterior, mas sem implacáveis determinismos “cármicos”. Enfatizamos que nas leis divinas não existe punição ou recompensa. O Criador estabeleceu leis sábias e justas que determinam efeitos naturais ante nossas escolhas. 

Apropriamo-nos da nossa vida e determinamos nossas existências com liberdade dentro da evolução. Por isso, responsabilizamo-nos pelas nossas existências, caminhando na vida de conformidade com que fazemos de nós mesmos. Essa autoapropriação da existência através da auto-responsabilização de tudo que acontece conosco dá-nos um certo sentido de domínio na relatividade da nossa existência sobre a aflição, a ternura, a alegria, a desventura. Naturalmente tudo o que nos acontece nos diz respeito, portanto não podemos imputar a ninguém a vitória ou o infortúnio daquilo que nos acontece, até porque o que nos ocorre é , na relatividade, um espelho do passado recente ou mais remoto e aquilo que podemos colher amanhã resultará relativamente da nossa semeadura do presente. 

Somos os senhores e responsáveis pela vida, portanto, quando erramos podemos refazer a caminhada mediante novas escolhas, considerando que muitas vezes cometemos escolhas equivocadas e sorvemos os naturais efeitos delas , porém à medida em que ampliamos a consciência sobre os atos errados vamos diminuindo até mesmo os efeitos das escolhas , porque bancaremos escolhas mais apropriadas. 

Fomos criados para a FELICIDADE! Portanto, ainda que diante de todas a dores e sofrimentos devemos encará-los com AMOR.