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terça-feira, 10 de abril de 2012

Julgamento no STF sobre aborto de anencéfalos será “divisor de águas”, acredita Ayres Britto

LUIZ CARLOS FORMIGA


http://www.correiodoestado.com.br/noticias/julgamento-no-stf-sobre-aborto-de-anencefalos-sera-divisor-d_146194/

O julgamento da ação que pede a descriminalização do aborto de anencéfalos, marcado para amanhã (11) no Supremo Tribunal Federal (STF), será um “divisor de águas no plano da opinião pública”, na avaliação do ministro Carlos Ayres Britto, que assume a presidência da Corte na próxima semana.

Para o ministro, o julgamento da ação, que chegou à Corte em 2004, será rico em reflexões e intuições. “O país tinha um encontro marcado com esse tema. Ele é divisor de águas no plano da opinião pública, repercute muito no campo da religiosidade, da saúde pública. Um tema grandioso pelo seu impacto, pelo modo de conceber a própria vida”, disse Ayres Britto após encontro com os presidentes do Senado, José Sarney, e da Câmara, Marco Maia.

O STF foi provocado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), que defende o aborto nos casos em que o feto tem malformação no cérebro e poucas chances de sobrevivência. Com a demora de mais de oito anos para a analisar a questão, mulheres que preferem interromper a gravidez ao saber do diagnóstico de anencefalia, atualmente, têm de recorrer à Justiça.

O processo deverá ser u dos últimos temas de grande repercussão julgados pelo STF na gestão de Cezar Peluso. Ele deixa a presidência do STF no dia 19 de abril, quando assume o ministro Carlos Ayres Britto.



NEGAR A REENCARNAÇÃO FAVORECE O ABORTO (*)

A Doutrina Espírita é desconhecida no planeta. São poucos os que se dedicam à pesquisa que ofereça evidências científicas sugestivas da imortalidade da alma e da reencarnação. Outros, nesta sociedade acelerada e hedonista, incluindo os que estão na ONU, nunca tiveram tempo refletir sobre essas evidências, que geralmente adiamos para examinar na terceira idade. Uma dessas investigações é sobre a recordação (memória) de vidas passadas.

Embora o estudo da memória tenha se desenvolvido de modo satisfatório até os dias de hoje ele parece ser um campo ainda com pontos a serem esclarecidos. Um destes é o do novo sistema de memória que, por independer da atividade cerebral, foi referido pelos pesquisadores como extra-cerebral.
Um pesquisador imparcial não pode fazer julgamento a priori. Deve manter a mente aberta, inclusive para a “hipótese do absurdo”. Já são vários os casos de memória extra-cerebral encontrados na literatura mundial. Um deles é o de Lydia Johnson.

A hipnose e a regressão de memória é uma técnica antiga. Importante recordar que se usa a expressão "os resultados sugerem que", porque o fornecimento de uma prova científica, que possa comprovar uma hipótese, esbarra num número apreciável de outras, que também poderiam explicar o fato investigado. Assim, é necessário depurar variáveis para chegar-se à hipótese mais provável, àquela capaz de melhor explicar o fenômeno.

O caso Lydia é um relato de xenoglossia responsiva, aquela que ocorre quando a pessoa é capaz de responder numa língua que não lhe foi previamente ensinada, revelando desta maneira uma capacidade de compreender a língua falada.

Lydia, sob hipnose e regressão de memória, começou a falar e os pesquisadores não conseguiam entender muito bem o que dizia. Lingüistas suecos foram chamados para traduzir as declarações de "Jensen Jacoby". “Ele” falou em sueco medieval, língua totalmente estranha para Lydia. Perguntas foram feitas em sueco e respostas foram dadas em sueco do século dezesseis. "Sou fazendeiro", "moro na casa", que ficava "em Hansen", como se ela recordasse fatos de sua vida anterior.

Sob hipnose, na personalidade de Jensen, a senhora Lydia identificou um modelo de navio sueco do século dezessete, um recipiente de madeira usado naquela época para medir a quantidade de grãos, um arco e flecha, e sementes de papoula. Ela não sabia, entretanto, usar instrumentos modernos como alicates.

As hipóteses para explicar o fenômeno foram: clarividência aliada à personificação subconsciente; xenoglossia clarividente e habilidades clarividentes; e memória genética. Após exaustiva discussão essas hipóteses foram afastadas. Depois de examinar o caso, é bem possível, que sendo imparciais, venhamos a considerar a acusação de fraude como um curioso retrocesso à atitude dogmática que havia por trás da recusa dos cardeais da igreja romana em olhar pelo telescópio de Galileu.

Um PhD, Professor Adjunto de Filosofia da Universidade da Geórgia, depois de examinar o caso disse que no estado atual das coisas há uma boa razão para considerar a hipótese do absurdo como a melhor explicação.

O campo de pesquisa existe, mas qual agência financiadora de pesquisa vai aceitar este plano de trabalho, quando estamos em luta com mosquitos. No entanto, parece que ainda temos a aprender nesta área da memória. Os fatos são observados em diversos países, com diferentes pesquisadores. Cabe agora aos pesquisadores céticos investigar, propor novas hipóteses, sem preconceito, trazendo explicações melhores, mais plausíveis. Seria esse caso uma evidência científica sugestiva de imortalidade, reencarnação, suficiente para abrir as portas para as agências financiadoras? Quem será na ONU o avaliador que irá julgar e aprovar este projeto?

Lembramos o ano de 1961 quando o professor de psiquiatria iniciou sua linha de pesquisa com casos de crianças na Índia que se referiam com precisão a fatos e locais vividos em uma suposta vida anterior. Posteriormente teríamos o seu relatório de “Vinte casos sugestivos de reencarnação”, com 352 páginas. Esses resultados têm como corolário a sobrevivência de algum elemento que se perpetua após a morte cerebral, mas nem os religiosos parecem estar interessados neles, mesmo que não esqueçam dos encontros entre Jesus e Tomé, Jesus, Moises e Elias, Jesus e Nicodemos.

Essas pesquisas sobre imortalidade e reencarnação podem ultrapassar as conjecturas religiosas e chegar, por exemplo, as áreas da psicologia e psiquiatria, educação e genética. Vale lembrar o pensamento de Robert Bruce Salter, notável médico, ortopedista, canadense: "Quando se considera a notável velocidade e complexidade do desenvolvimento embrionário humano, não é surpreendente que algumas crianças nasçam com uma anormalidade congênita; de fato, o que é surpreendente é que a vasta maioria das crianças são perfeitamente normais ao nascer."

Por que “O Senhor da Vida” permite reencarnações curtas, como a dos anencéfalos?

(*)Trecho do artigo “A ONU APROVA O ABORTO”, disponível no Jornal dos Espíritos

http://www.jornaldosespiritos.com/2007.3/col49.47.htm

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