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quinta-feira, 10 de março de 2011

Evangelização Espírita e a "Febre das Almas Gêmeas".




LUIZ CARLOS FORMIGA


Em 1981, procuramos correlacionar vacinação infantil com evangelização. Recebemos críticas. Alguns não concordavam com o termo "evangelização".

Pensando na criança, raciocinei que isso não lhe afetaria o estímulo imunogênico em se tratando de resposta de sistema específico. Não perdemos tempo discutindo a questão.

Naquela oportunidade afirmamos, sem medo de críticas, que "A criança evangelizada seria o homem vacinado do futuro e mesmo diante de um mundo imediatista e atribulado responderia favoravelmente à atmosfera estressante das grandes metrópoles." ( 1 )

Comentamos ainda que "a criança vacinada, mesmo que possa sofrer o processo de agressão microbiana e ficar doente, dispõe de resistência que acarreta quadro clínico mais brando e cura em tempo menor."

Vinte anos depois (2001), já aposentado, diante de um caso clínico no Hospital Universitário, pude observar que uma pessoa vacinada pode realmente adoecer, mas resistir e se curar(2). A paciente iniciou o episódio imediatamente após participação em uma reunião com profissionais europeus durante cinco dias consecutivos, no Rio de Janeiro. Ela declarou ter sido submetida ao esquema completo de imunização na infância e a doses de reforço dois anos antes da doença. Na era da vacinação, indivíduos adultos podem ainda apresentar-se potencialmente susceptíveis a doença.

Vou abusar da analogia lembrando um caso dito de "almas gêmeas".

Testemunhei “quadro clínico” onde o paciente reencontra amor de vida passada. Toda aquela paixão vivenciada anteriormente se lhe aflora. Um verdadeiro vazamento do passado no presente.

O paciente, dirigente de Casa Espírita, havia sido apresentado aos ensinamentos de Jesus (“evangelizado" - defesa de dentro para fora).

Diante da paixão revivida o sistema de defesa "espiritual" é acionado e se estabelece a "guerra psico-imunológica". Em alguns casos é necessário reforço de fora para dentro, como antibióticos e soroterapia (desobsessão).

Na era da evangelização, indivíduos espíritas adultos podem ainda apresentar-se potencialmente susceptíveis a epidemia de "febre das almas gêmeas".

Com a escala de valores modificada na infância, pelo processo de evangelização, o paciente resiste e, aos poucos, a idéia de abandonar a mulher e os filhos e se jogar na nova (velha) empreitada foi sendo debelada, até que finalmente, caindo em si, a febre desaparece.

No artigo de 1981, terminamos comentando que "estabelecer um serviço de imunização infantil eficaz e permanente é, para qualquer país, dar um passo adiante no sentido do desenvolvimento social e econômico; estabelecer-se uma campanha nacional permanente de evangelização infanto-juvenil é anunciar a era nova. É lançar as bases para que o país venha a assumir o seu destino de coração do mundo, verdadeiro celeiro de amor. "

Quando escrevi este artigo (1) meus filhos, quatro, passavam pelo processo de evangelização na Casa Espírita. Hoje estão casados e com filhos. Creio que a amostragem é pequena, o exemplo não é adequado, mas a observação foi feita "in loco" . Seus comportamentos apontam na direção do "homem de bem" e estão conseguindo vencer suas "febres". Não sei se assim seria se não fosse a ação evangelizadora que vivenciaram. Ela é responsabilidade dos pais. O Centro Espírita é adjuvante. "Quando a gente ama é claro que a gente cuida". Orai e vigiai, afinal, quem não tem a sua “alma gêmea”!

1. Vacinação desafio de urgência - Reformador, 99 (1823): 61-64, fevereiro, 1981. http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/assistencia/vacinacao.html

2. Braz. J. Microbiol. vol.32 no.3 São Paulo Aug./Oct. 2001. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-83822001000300015


3 Comentários:

  • Excelente artigo, essa é a verdadeira prevenção.
    Marcos Fonseca - RJ - Brasil

    Por Blogger Unknown, às 11 de março de 2011 04:36  

  • Caro Dr Jorge, concordo plenamente com seu artigo, quisera eu q todas as Casas Espíritas tivesse esse pensamento...na verdade se acreditamos q a espiritualização é o futuro das religiões, temos q fazer a nossa parte garantindo esse futuro a partir dos pequeninos, dando-os conhecimento e suporte para enfrentar um novo mundo, importante lembrar q também somos "crianças espirituais" e que devemos estar sempre nos evangelizando....na verdade só o q muda é o método de ensino, mas todos nós devemos estar em busca do Evangelho de Jesus! Grande abraço

    Por Blogger Unknown, às 15 de março de 2011 05:35  

  • Bom dia! Msg reflexiva. Um jardim descuidado não nos oferece o perfume das flores.

    Por Blogger Juli Lima, às 12 de agosto de 2011 03:41  

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