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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

INTELIGÊNCIA SUPREMA DO UNIVERSO


Nota de esclarecimento: 
“O artigo abaixo trata-se do exercício natural do direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não me compete censurar opiniões, ainda mesmo que eu, Jorge Hessen, não defenda pessoalmente as concepções de Pietro Ubaldi. 
Assim, deixamos aos leitores do meu blog em O Rebate o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe ou sugere a seguir, pois o mesmo direito que tem o articulista de argumentar , temos todos o mesmo direito de refutar , de aceitar, ou não, os seus argumentos.” 

Fernando Rosemberg Patrocínio
 f.rosemberg.p@gmail.com
fernandorpatrocinio.blogspot.com.br


Fernando Rosenberg
Ora, como supor o grandessíssimo espetáculo da criação, de sua ordem, suas leis perpétuas e imutáveis, ausentes do seu Arquiteto-Mor, o Supremo Criador de tudo e de todas as coisas?

Seria o cúmulo da cegueira e da irracionalidade - conquanto os haja aos montes, os ateus e ditos materialistas - pretender que a lógica matemática do Universo, de Suas leis, operantes e inabaláveis, esteja a constituir simples resultado do acaso e não de uma Inteligência Máxima, a tudo e a todos Superior. Diga-se que, dias atrás, este autor e uma multidão de pessoas que assistiam a um determinado programa televisivo, tiveram a oportunidade de ouvir “pérolas” defendidas por um “grande cientista” de que o universo é tão perfeito e, por si só, Tão Inteligente que ele não precisa de um Deus, de um Criador! Não, isto, absolutamente, não!

Vejam o absurdo a que pode podem chegar a arrogância de certos estudiosos, consagrados cientistas: percebem a manifestação da Inteligência Universal e não a admite por preconceitos, anomalias de sua razão cética, que vê mas não quer ver, percebe mas não quer perceber, e, portanto, concluir com o óbvio, o absolutamente normal, coerente e racional da idéia de um Ser Superior, que cria, ordena e coordena todos os fenômenos visíveis e invisíveis de Sua criação, absolutamente inteligentes, seja aqui, seja ali ou acolá.

Que razão, pois, é a razão de um indivíduo cético: desnorteada, irracional ou simplesmente: risível e infantil, de um cérebro sem alma, sem emoção, carente de propósitos axiológicos fundamentais e fundantes de sua ética, seus princípios morais.

Ao oposto de tal, num sentido racionalmente equilibrante, onde ética e razão não se opõem, mas se buscam na relação perfeita da inteligência superior, formalizada pela superconsciência dos justos e dos sábios, o notável codificador, buscando a causa e o fundamento de todas as coisas, principia “O Livro dos Espíritos” (Allan Kardec – 1857), questionando a alta espiritualidade:

-“Que é Deus?”

E, em resposta, os Espíritos elevados respondem que:

-“Deus é a Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas”.

E, em seguida a outros questionamentos, insiste Kardec:

-“Onde podemos encontrar a prova da existência de Deus?”.

E, como resposta, preconizam nossos maiores:

-“Num axioma que aplicais às vossas próprias ciências: não há efeito sem causa. Procurai a prova de tudo o que não é obra do homem e vossa razão responderá”.

Pois bem: se todo efeito deriva de uma causa que o tenha determinado, a doutrina do Espiritismo, num apelo à razão e ao bom senso humanos, evoca-nos a que apliquemos dito princípio naqueles efeitos que não resultam da atividade do homem, de sua obra, sua operação concreta, realizadora de sua ação.

Em se observando a natureza ao derredor, ou sondando-se os mistérios dos céus, encontramos uma imensidade de efeitos cuja causa, reitere-se, não provém da humanidade, que não só é impotente para produzi-los como também para explicá-los em suas causas primeiras, fundamentais.

De fato, já me referi noutro artigo de minha autoria, que o Universo é um espetáculo contínuo, empolgante e vivo, onde estrelas nascem, vibram, explodem; onde planetas transladam em órbitas fabulosas, complexas, desconhecidas, planetas que também comportam sua gênese, juventude e velhice, para um dia extinguir-se em observância às Leis insondáveis da eterna Criação; mas da Criação proveniente de uma Causa Existente, Real, e não do nada, pois que o nada não existe, e, por não existir, nada pode ou poderá um dia algo produzir, criar, se manifestar. 
O Universo, pois, é um espetáculo vivo, onde galáxias palpitantes de luz, calor e energia, estão aglomerados de outros mundos, outras sociedades, outros “eus”, onde tudo e todos se deslocam pelo espaço celeste a impressionantes velocidades, em órbitas estonteantes, num espetáculo magnífico de movimento, harmonia, beleza, onde tudo e todos flutuam no espaço sideral amparados pela Potência Criadora, a Inteligência Suprema que tudo rege, tudo cria, tudo governa.

Em nosso mundo terreno, sabe-se que somente há poucos séculos tomamos conhecimento das Leis que regem o nosso sistema solar. Leis estas que foram desvendadas pelo célebre astrônomo Johannes Kepler e confirmada, mais tarde, por meio de complicados cálculos matemáticos, pelo não menos célebre Isaac Newton. As três Leis, que ficaram conhecidas como Leis de Kepler, expressam que:

-Os planetas do nosso sistema solar não percorrem rotas circulares, mas sim elípticas (quase que ovais), sendo que o Sol ocupa, espacialmente, um dos focos dessa trajetória elíptica;

-A linha que interliga um planeta ao sol, varre áreas iguais em intervalos de tempo iguais, e estando o sol estrategicamente centrado em um dos focos da elipse, significa dizer que quando os planetas estão mais próximos do astro rei, eles deslocam-se com maior velocidade, e, conseqüentemente, reduzem quando dele se afastam; e que:

-O quadrado do tempo levado para completar uma órbita é proporcional ao cubo da distância média do planeta ao sol.

E interrogam-se, com razão:

-Quem seria o autor de Leis tão arrojadas e de tão difícil compreensão, especialmente aos menos inclinados à Matemática, ao superior cálculo diferencial e integral?



-Quem seria o autor de Leis que são, por conseguinte, Matemática pura, de Leis que se regiam e se regem desde o início dos tempos, ou melhor, desde a gênese planetária, ou melhor, ainda, da construção do nosso sistema solar?

-Quem seria o autor de Leis que, para seu estabelecimento, não consultou a razão humana para existir, se impor e se fazer valer no plano sideral de sua magnífica atuação?

Leis, portanto, que simplesmente existem muito antes que eu, tu, ele, nós, vós, eles, pessoas ditas humanas, existissem, e, portanto, muito antes que nossa frágil e finita inteligência se pronunciasse arrogantemente neste mundo inferior e que, inclusive, ela mesma, haverá de ter sido uma criação Sua, deste Incognoscível Autor de tudo, de Inteligência Infinita, pois que é Deus, que, para mim e para todos, tem a denominação de:

Inteligência Suprema, o Pai conforme Jesus, que é a Causa Primária de todas as coisas.

O universo, pois, do verme ao homem, do átomo aos conglomerados de estrelas, mundos e astros que formam as galáxias estonteantes de movimento, calor e luz, é inteligente porque resulta da Inteligência Suprema, sendo a prova cabal de Sua Existência e não o contrário, como se poderia supor alguma orgulhosa e altiva vaidade humana que, por sinal, não sabe dizer:

-O que permite aos orbes, com suas massas gigantescas, flutuarem e girarem graciosamente pelo espaço sideral? O que os dirige, em suas órbitas elípticas inteligentíssimas, seria apenas e tão somente o mecanismo de um puro acaso? Um acaso, pois, demasiadamente inteligente, pois que: tais órbitas, em sua elegância e em seus prodígios, foram matematicamente pensadas, engendradas, calculadas, e quem as pensara, engendrara, milimetricamente calculara? 



Tudo quanto se possa fazer no tocante a tal é o termos o coração puro; é o sermos tão somente humildes estudantes de tais Leis, descobrindo-as, quando elas mesmas, a todos nós, desde tempos imemoriais, já se nos mostravam e se patenteavam aos olhos físicos e carnais. Então, se não fora eu, tu ou ele que as engendrara, é inegável que tenha sido alguma Capacidade Superior, uma Capacidade Cognitiva Universal, ou simplesmente: Deus – a Inteligência Suprema - que, portanto, se nos revela patentemente por suas obras, conquanto o cepticismo, as anomalias mentais de indivíduos ausentes da boa razão, esta mesma boa razão que caracteriza os elementos bem pensantes deste orbe inferior. 

E, portanto, é falsa a premissa de que: não há lugar para Deus no universo; pelo contrário: só há lugar para Deus no Universo, pois que Tudo vem de Deus, e até mesmo esta nossa estúpida maneira de agir e de pensar, pela liberdade que Nos dera, e inclusive, portanto, de querer excluí-Lo de nossas vidas quando O mesmo em Tudo Vive, em Tudo se Manifesta, pois que está Imanente a Tudo, sendo obra do orgulho a pretensão de afastar o Criador de Sua Própria Criação, pois que nela se insere naturalmente; Vive e se manifesta se revelando simplesmente, bastando ao criado ter olhos para vê-Lo, distingui-Lo, adorá-Lo.

E, portanto: Não há efeito sem causa. Não há criatura sem Criador.

Não há grão de areia, e tampouco os átomos que o constituem... 
Não há vida, mesmo a mais rudimentar do plano viral e tampouco do plano unicelular... 
Não há pensamento, o mais finito dos pensamentos... 

Em suma, num plano macroscópico, não há mundos, astros e estrelas, e, não há nada criado desprovido de um plano mental que o pensara; de um Criador que a tudo projetara com esmero, carinho, cuidados os mais solícitos, ditando-lhe, como essencial, leis quânticas, físicas e orgânicas, relativísticas e astronômicas, matematicamente exatas, precisas e regentes da ameba ao homem, do átomo ao arcanjo, a que chames como quiser:

Deus; 
Energia; 
Potência Criadora; 
Javé ou Jeová; não importa, pois o que ressalta evidente de todas as coisas é a Sua Imanência a tudo e a todos, Presença Divina que está aqui, ali e acolá, no mais infinito e mais distante ponto sideral que é o Deus do átomo e das galáxias, que rege aqui, ali e acolá, um Deus que pela Sua Solicitude, Providência e Ordem ressaltantes de todas as coisas revelam a Máxima Equilibração da Inteligência e dá Ética, da Sabedoria e do Amor, conúbio perfeito do Cógito Universal, a que o homem deve aspirar e se inspirar, pois que um filho insofismável d’Ele mesmo é, ainda que sua razão cética ouse desacreditá-Lo.

Resumindo, se repetiria a sentença de Ângela di Foligno, uma alma pura e santificada que ouvira Cristo dizer-lhe:

“Eu sou mais íntimo de tua alma do que ela é de ti mesma”. (Vide: Deus e Universo – Pietro Ubaldi – Fundapu).

Ora: “Eu e o Pai somos Um”, proclamava o Cristo. O que significa, pois, expressar-se que:

“Deus é mais íntimo de mim do que eu sou de mim mesmo”.

Tamanha a Sua Grandeza, Sua Presença no íntimo das coisas, no íntimo de mim, de ti, e de todos nós. Bastando, pois, deixá-Lo manifestar-se, acordar e viver em nosso íntimo se não o embaraçarmos pelo nosso orgulho, nossa soberba e nossa altivez.

“Bem aventurados os pobres de espírito, ou seja: os humildes, pois que deles é o reino dos céus”. (Jesus). 




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