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quarta-feira, 12 de julho de 2017

O PRINCÍPIO É IGUAL AO FIM

Fernando Rosemberg


Creio que o maior obstáculo de nossos Espíritos infantes, no sentido de compreender-se que Deus É um Espírito Eterno, Uno e Transcendente, esteja também no fato de que nossas vidas encontram-se esfaceladas pela noção do tempo que o Mundo nos impõe, dificultando nossa noção do Eterno, do Incriado, característica mesma do Supremo, Inteligência das inteligências, do Pai, conforme Jesus.

Para nós, inseridos no tempo, temos a impressão de que o mesmo existe, quando, ao íntimo de nós mesmos, sabemos dos paradoxos de sua permanência pouco permanente, pois que é ilusório, e, pois, criado e estabelecido pelos movimentos de rotação e de translação do nosso Orbe, o que, por sua vez, nos passa a forte e nítida impressão de sua existência, de sua realidade, conquanto sua notória irrealidade.

Logo: não vivemos no tempo e sim no ‘não-tempo’, ou, noutros termos: na perenidade de nós mesmos, uma vez que somos Espíritos imortais que, criados por Deus, gozam de vida para todo o sempre, mas não de eternidade, pois que: só Deus É Eterno, um Ser que, propaga-se, seja Causa e Efeito de Si Mesmo, que não tendo início tampouco terá fim.

Há uma sentença espiritista que nos dá, de modo um tanto paradoxal, certa noção do tempo, bem como, da eternidade divina; ela ministra que:

“Deus há criado sempre, cria incessantemente e jamais deixará de criar”!

Nela, pois, vemos que, de certa forma, o tempo surge como um “Tempo” de Deus, pois que:

‘Deus há criado sempre’...

Ou seja: no ontem, no passado!

E, ao centro da sentença, temos:

‘Deus cria incessantemente’...

Que nos parece ser no hoje, no presente instante!

E, concluindo, afirma que:

‘Deus jamais deixará de criar’...

Reportando-se, quiçá, ao amanhã, ao futuro de Sua Divina e Interminável Criação! Mas dita sentença parece referir-se, também, e óbvio, de modo paradoxal, a algo de Sua Eternidade, desde sempre e para sempre, pois que jamais deixará de criar.

Assim, pois, se para nós, confinados no tempo, tudo parece ter um tempo, pois nascemos (início), vivemos e morremos (fim), no caso de Deus: isto não existe, mas poder-se-ia conjecturar com uma bela sentença de notável pensador, que, filosofando, alega que:

“Para Deus, início e fim não se distinguem como para nós, pois que Ele É o próprio Início que É igual ao próprio Fim, Início que não se iniciara e Fim que não se findará, pois que tais se confundem, paradoxalmente, no Eterno, ou, na própria Eternidade Divina”!

De tal forma que: se para Deus, filosoficamente:

“O Inicio É Igual ao Fim”!

E que, matematicamente, se descreveria pela seguinte e paradoxal formulação equacionária:

[( INÍCIO ) = ( FIM )] (*)

E, Deus: não tendo Início, e, tampouco Fim, então se conclui, ou, poder-se-ia concluir que, de fato:

“Deus É Eterno”!

Pois que, certamente, o seu Início se confunde, ou, se confundirá, com o seu próprio Fim, ou seja, com algo, de Sua Eternidade mesma: que, de fato, não tem como ter-se iniciado, e, portanto, não tem como se findar!

(*) Expressões matemáticas são apenas coisas simbólicas, e, pois, abstracionais. Ora, tomemos como exemplo o número oito (8). Tal número não existe, mas tem forte influência, como todos os demais números, em nossas vidas. Ora, se você dividi-lo ao meio, no sentido longitudinal, teremos duas bolinhas, ou, dois zeros; se você deitá-lo, teremos a simbologia do infinito; se você cortá-lo em sentido transversal, teremos o número três (3) invertidos tal como se “ele” estivesse se olhando num espelho. Que coisa fantástica são os números: eles nos parecem reais e irreais, matéria e espírito, mas não são nada disto, são apenas entes matemáticos, símbolos que expressam algo de nossas vidas e para as nossas vidas, que, aliás, são mais abstratas que físicas, pois que somos Espíritos imortais, o Comandante do biológico, do material que há em nós, que, enfim, serve para o nosso aprendizado, nossa sabedoria, nossa espiritualidade!

UM GRANDE ABRAÇO A TODOS;
SALUTARES REFLEXÕES FILOSÓFICAS:

Fernando Rosemberg Patrocinio

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