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quinta-feira, 16 de março de 2017

JOSEPH BANKS RHINE (Vamos recordar?)

Fernando Rosemberg



Quero crer que a mais recente prova científica da existência da Alma no Homem, ou seja: do Espírito que há em nós, surgira por meio da Parapsicologia norte americana, de Joseph Banks Rhine.

Tendo exaustivamente provado haver “Funções Psi”, ou “Paranormais”, na Consciência humana, funções que operam a produção dos “Fenômenos Psi”, ou, simplesmente, dos “Efeitos Paranormais”, Rhine postulou haver uma estreita ligação dentre tais que, de nossa parte, o faremos em termos abstratos, lógicos e matemáticos para uma sua mais distinta e mais pronta compreensão.

Assim, pois, o que Rhine descobrira de suas pesquisas, podemos, de modo matemático, classificar como uma espécie de conexidade (=c=), ou, de estreita ligação, ou conexão (=c=) dentre:

[(Fenômenos Psi)] (=c=) [(Funções Psi)]

Que, de nossa parte, pois, estamos a cogitar que:

“A Transcendência dos Fenômenos Psi, no tocante aos limites impostos pelas leis físicas da Matéria, do Espaço e do Tempo encerra estrita conexão (=c=) com as Funções Psi, cuja dinâmica os fomenta e produz”.

Todavia, pergunta-se: quais são os Fenômenos Psi?

Segundo a Parapsicologia mesma, tais fenômenos se evidenciariam como sendo:

-Clarividência (vidência, ou vista psíquica);

-Precognição (premonição, ou visão do futuro);

-Psicocinesia (deslocamento de coisas e objetos);

-Retrocognição (visão ou conhecimento de fatos pretéritos);

e finalmente:

-Telepatia (comunicação mental).

Na Clarividência se pode constatar que o Homem prescinde de olhos para ver, uma vez que, por vias não físicas, e, portanto, Mental, é possível chegar-se aos mesmos resultados (como também melhores) que a corriqueira visão física das coisas.

Na Precognição, a Mente provara sua capacidade de rasgar as cortinas do tempo permitindo-lhe entrever quadros da vida futura ou fatos que ainda não pertencem ao presente estado de coisas.

Na Psicocinesia, grandes agentes psicocinéticos mostraram que, à força da Concentração e da Vontade, pode-se operar deslocamentos e alterações de objetos à distância.

Na Retrocognição provou-se que o passado pode ser vasculhado à distância, pois que tais registros encontram-se gravados em alguma forma de energia ainda desconhecida de seus pesquisadores.

Na Telepatia, demonstrou-se que a Mente humana apresenta poderes que lhe conferem ultrapassar os limites da experiência normal, provando sua transcendência às leis físicas, superando distâncias e transmitindo informações entre pessoas distanciadas quilômetros umas das outras.

Para exemplificar esta última, citarei um caso verificado dentro da antiga fortaleza soviética entre um emissor: Yuri Kamensky e um receptor: Karl Nikolaiev, onde, e quando, o rigor científico fora imposto para que não se permitisse fraudes:

“O primeiro pacote que me deram – diz Kamensky – continha uma mola de metal de sete espirais apertadas. Apanhei-a. Passei os dedos pela mola. Deixei que a sensação e a vista dela me penetrassem. Ao mesmo tempo, figurei o rosto de Nikolaiev. Imaginei-o sentado à minha frente. Em seguida, mudei de perspectiva e tentei ver a mola como se estivesse olhando por cima do ombro de Karl. Finalmente tentei vê-la através dos seus olhos. A uns 3.000 quilômetros dali – relatam agora as autoras – Nikolaiev ficou tenso. De acordo com as testemunhas, os seus dedos tatearam alguma coisa que só era visível para ele. E escreveu: redondo, metálico, brilhante... reentrante... parece uma mola”. (Vide: “Experiências Psíquicas Além da Cortina de Ferro” – S. Ostrander e L. Schroeder – Editora Cultrix).

E o fato é que: se os referidos fenômenos se permitem transcender o espaço (telepatia); se tais fenômenos se permitem prever o futuro (precognição); e, mais ainda: se eles podem nos mostrar o passado desconhecido (retrocognição), eles, de fato, reúnem provas evidentes da Transcendência humana para além dos estágios biológicos terrenos.

Assim, pois, se tais fenômenos estão investidos da capacidade de transcender espaço e tempo, é bem possível sejam eles capazes de transcender tudo, de transcender a morte, permitindo o raciocínio de que:

[(Fenômenos Psi)] (=c=) [(Funções Psi)] (=c=) [(TNmh)]

Que, em linguagem compreensível a todos, diriam:

“A Transcendência dos ‘Fenômenos’ produzidos pelas ‘Funções Psi’ no tocante aos limites impostos pelas leis físicas da Matéria, do Espaço e do Tempo evidenciam a ‘Transcendente Natureza da Mente Humana’ (TNmh)”.

Estando claro, pois, que este terceiro termo: ‘Transcendente Natureza da Mente Humana’ (TNmh) guarda equivalência óbvia com o que se convencionara chamar de Alma, ou, então, de Princípio Cognitivo distinto da matéria, ou, mais simplesmente ainda: de Espírito, constituindo, a tal ponto, uma perfeita igualdade (=) matemática do que se denominaria:

Fórmula Parapsíquica do Homem

[(Fen.Psi)](=c=)[(FunçõesPsi)(=c=)[(TNmh)](=)[(Espírito)]

Que, em resumo, expressaria apenas e tão só:

[(TNmh)] (=) [(Espírito)]

Ou, mais simplesmente ainda, pelo que se formularia a seguir, pois que somos Criaturas únicas em nossa pessoa e em nosso psiquismo mesmo, e, portanto, de modo matemático, só o Espírito pode ser igual a Si mesmo, explicitando:

[(Espírito)] (=) [(Espírito)]

Cujos dados abstratos, ou matemáticos, de nossa autoria, se inspiram, ou, se inspiraram, condignamente, na expressão atribuída ao mais importante, honesto e criterioso pesquisador parapsicológico dos tempos modernos:

“É inevitável a conclusão de que existe algo funcionando no Homem que transcende as Leis da Matéria e, portanto, por definição, uma Lei não física ou não material tornou-se manifesta. Logo, o Universo não se conforma ao conceito materialista predominante”. (Joseph Banks Rhine).

São homens como este, verdadeiramente honesto, que a Humanidade tanto deve por sua coragem em afrontar o ceticismo dos sabichões, que, paradoxalmente, sabem da existência de Deus e de sua própria imortalidade, pois que lhes observa nos ditames de sua própria Consciência, este Eu único: em permanente contato com as coisas transcendentais: do cognitivo, do racional, do ético, do artístico, do estético, do moral, todos eles estados mentais independentes do cérebro e da matéria, pois pertencentes ao mundo psíquico e espiritual que há em nós; conquanto, em seu orgulho, e óbvia contradição, o homem cético dos nossos tempos, lhes esteja a negar.

Fernando Rosemberg Patrocinio

Blog: filosofia do infinito

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