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domingo, 31 de janeiro de 2016

ESPIRITISMO E RAZÃO


Fernando Rosemberg

Para muitos pensadores e filósofos do Mundo, a Razão se opõe a diversa forma de atitudes e procedimentos mentais, dentre os quais resumimos alguns deles para a nossa apreciação e filosófica conclusão:

-Para tais a Razão rejeita a ilusão, a aparência das coisas, ou, a simples opinião; no que estou de pleno acordo, pois: como há opiniáticos desta ou daquela questão. Outro dia, passando por um grupo de fideistas, estive a auscultar de respeitosa senhora religiosa a “magna” expressão de que: “Eu vi Deus”. Ora, como nossa Razão haveria de apreciar referida declaração? Creio que apenas, e tão-só, por ilusão, ou pretensão da referida senhora que, de fato, pode até ter visto alguma coisa: um anjo da guarda, uma figura de sua imaginação, mas dizer que tal coisa seja Deus vai uma distância enorme!

Ora, nossas Mentes finitas não estão aptas, ainda, a ver, observar e compreender o Infinito da Mente Divina, tanto é que, todos nós, elementos bem pensantes, somos cientes e sabedores de que:

“Deus existe, não o podeis duvidar, é o essencial. Crede-me, não vades além. Não vos percais num labirinto de onde não podereis sair. Isso não vos tornaria melhores, mas talvez um pouco mais orgulhosos, porque acreditaríeis saber o que na realidade nada saberíeis. Deixai, pois, de lado, todos esses sistemas; tendes muitas coisas que vos tocam mais diretamente, a começar por vós mesmos. Estudai as vossas próprias imperfeições, a fim de vos desembaraçar delas; isto vos será mais útil do que querer penetrar o impenetrável”. (Vide: “OLE” – AK – 1857 – Ide).

Deus, portanto, existe; e isto é o essencial, pois que Deus, mais a fundo, É Impenetrável por nossas Mentes pretensiosas, tão infantis. Isto quer dizer, de modo igual, que não ousemos, ou, não queiramos, em tempo algum, e, com os restritos olhos da visão material, ver Deus, coisa que, nem com os olhos espirituais, estamos, no momento, aptos a fazê-Lo. Estamos perfazendo, ainda, um curso inicial das coisas espirituais, e temos, por conseguinte, de fazer avançar nossos Espíritos por Mundos mais adiantados que o nosso, ou seja: pelos Mundos Regeneradores, Felizes, Excelsos, e etc., etc., para então, com nossa liberação dos Mundos materiais, penetrar o Sistema Espiritual Divino, coisa que demandará, ainda, alguns milênios e milênios adiante, e, portanto: não vos iludais com tais pretensões de Espíritos pigmeus, como esta pretensão de ver Deus.
                                  
-Dir-se-iam, também, os pensadores e filósofos, que a Razão se opõe à emoção, pois os sentimentos, as paixões, muitas das vezes são elementos caóticos do Ser humano e, por vezes: dizem sim, e, de outras, dizem não, se contrapondo mutuamente. Dir-se-iam, pois, tais pensadores ainda, que a Razão se opõe ao coração. No que discordamos, pois que a Razão também pode desequilibrar-se, e o maior exemplo disto trata-se do filósofo F. Nietzche (1844 - 1900), um dos mais loucos pensadores dos tempos modernos. Ele tentara, como se fosse possível, desacreditar e destruir o Modelo Mor da Humanidade: Nosso Mestre Jesus; e, com tal medida ele pretendia, portanto, destruir o Cristianismo. E o fato é que Nietzche passou o resto da vida na extrema loucura, obsedado por trevosas forças espirituais.

Logo, não pode ser pacífico que a Razão se oponha à emoção, pois que ambas andam juntas no equilíbrio de suas forças: intelectuais, espirituais e morais. Ora, sabe-se que o Cristianismo Redivivo, ou seja: o Espiritismo tem como lema fundamental o conhecidíssimo:

“Amai-vos e Instruí-vos”.

Constituindo o Amor e a Caridade tão importantes, ou até, mais importantes que o Conhecimento, a Sabedoria e a Instrução. Mais ainda, devemos recordar que nosso acesso às coisas não se dá tão só pela Razão, mas também pela sensação e pela percepção, com as quais captamos, sentimos, percebemos as coisas exteriores. Logo, perceber, sentir, captar faz parte de um mesmo processo cognitivo do Espírito que, em resumo, se notabiliza pela seguinte conexão (=c=) equacionaria:

[( Pensar )] (=c=) [( Sentir )]

Ou, então, pela conexão dentre tais componentes:

[( Razão )] (=c=) [( Coração )]

Sendo tais, atributos inseparáveis do Ser que, por evolução, realiza, paulatinamente, sua interpretação esquemática da realidade; ou, noutros termos, o princípio inteligente (ESI) encerra em si os germes da Razão que a experiência sensorial - ou seja, do Sentir - tudo nele desabrocha e o faz crescer. Razão e Sentimento, pois, conquanto se distingam, tais, paradoxalmente, se completam e se juntam desde os primeiros tempos seus: sua gênese espiritual.

Vejamos ainda uma outra questão relativa a tal.

Notemos que Kardec em perquirindo os Espíritos superiores, indaga-lhes:

Pergunta 6: O sentimento íntimo que temos em nós mesmos da existência de Deus, não seria o fato da educação e o produto de ideias adquiridas?

Resposta: Se assim fosse, porque os vossos selvagens teriam esse sentimento?

E, notemos, curiosamente, como Kardec coloca a questão. Ou seja: ele questiona sobre “o sentimento íntimo”, tal como se, nos primórdios de nossa evolução, o sentir pudesse sobrepujar o pensar, ou, o cognitivo, o intelectual, em suma, o que hoje chamamos de Razão; e, notemos mais: que os Espíritos superiores, em respondendo, não excluem o verbo “sentir” de sua retórica, mas o confirmam, tal como se o sentir (emocional) constituísse com o pensar (racional), um equilíbrio de forças integrantes do Espírito palingenésico, e, como tal: de imortalidade incontestável.
                                                                 
 -Outros pensadores, ainda, preconizam que a Razão se opõe à Crença pura e simplesmente, pois que esta é concedida pela Fé, pela Crença numa Revelação de ordem divina; e querem, pois, que a Razão se oponha à Revelação. E afirmam que a Razão, como luz natural, se distingue da Revelação, como luz sobrenatural.

O que não expressa, no todo, uma verdade, pois que, se há revelação apócrifa e mentirosa, também há Revelação séria e verdadeira. Não se pode jogar tudo num mesmo saco sem o devido juízo, a devida apreciação. Ora, o que seria do homem sem a Revelação? O que seria do homem, sem os profetas (1ª. Revelação), sem Jesus (2ª. Revelação), e, por conseguinte, sem o Espiritismo (3ª. Revelação), consagrado como Cristianismo Redivivo.

E, por outro lado, Deus, como já dito, não se mostra, mas se revela permanentemente por Suas obras: o que configura: Revelação; e os Espíritos, Mensageiros Seus, são uma constante em nossas vidas, nos guiando, nos protegendo, nos amando, exceto se os afastarmos por nossa rebeldia e falta de cuidados para com a vida verdadeira, a vida espiritual.

Em nosso caso, de espiritistas que o somos, definimos a Revelação, pois, como uma bênção do Altíssimo ao homem que, por sua rebeldia, precisa do re-ligare (ligar de novo, e daí o termo: religião) a Deus-Pai, do qual se ausentara, temporariamente.

Logo, temos o Espiritismo, tal como codificado, como a Terceira Revelação da Lei de Deus. E sua Fé, não se distancia da Razão, pois preconiza que:

“Não há Fé inabalável senão aquela que pode encarar a Razão face a face, em todas as épocas da humanidade”. (Allan Kardec).

Por outro lado, se os pensadores e filósofos mais ortodoxos anseiam tão só a Razão: como luz natural, se opondo à revelação como luz sobrenatural, que se informe ainda que o Espiritismo é Lei da Natureza, e, como Lei Natural, dispensa o sobrenatural.

Articulista: Fernando Rosemberg Patrocinio
Coordenador de Estudos Doutrinários, Palestrante e Autor de diversos e.Books gratuitos em seu blog:

fernandorpatrocinio.blogspot.com.br

Parábola das Dez Virgens (Mateus, 25:01-13)


O reino dos céus
O azeite das prudentes
A dez virgens é comparado
Elas, então, solicitaram;
Que com as suas lâmpadas
Mas estas, conscientes,
Foram ter com o noivo amado.
Sabiamente aconselharam:


Cinco delas eram néscias;
-  A fim de que não suceda
As outras cinco, prudentes.
Faltar-nos ele a todas nós,
As néscias se viram excluídas
Ide antes aos que o vendem
Por terem sido imprevidentes.
E comprai-o para vós.


As cinco virgens néscias
Mal as néscias saíram
As suas lâmpadas pegaram,
Para o azeite comprar,
Saíram ao encontro do noivo;
O noivo tão esperado
Porém o azeite não levaram.
Terminou por chegar.


As cinco virgens prudentes
As cinco virgens prudentes
As suas lâmpadas tomaram,
Com ele se encontraram,
Foram ao encontro do noivo;
Entraram para às bodas
Mas o azeite estas levaram.
E as portas se fecharam.


Tardando a chegar o noivo,
Depois, vieram as néscias,
Cochilaram e dormiram,
Que dessa forma clamaram:
E, por volta da meia-noite,
- Abre-nos a porta, Senhor!
Um brado elas ouviram:
Apreensivas, por Ele chamaram;


- Aí vem chegando o noivo,
Mas Ele lhes respondeu:
Saiam para o encontrar...
- Digo-vos em verdade
Elas, por fim, se levantaram
Que não vos conheço...
E as lâmpadas foram preparar.
E deu continuidade:


Com as suas lâmpadas acesas,
- Vigiai, portanto, vigiai;
As néscias foram andando;
Porque não saberão
Mas, de pronto, perceberam
Nem o dia, nem a hora...
As luzes já se apagando.
Foi o que disse, então.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

ARMADILHAS PORNOGRÁFICAS DIANTE DOS “CRISTÃOS” DISTRAÍDOS (Jorge Hessen)

O termo pornográfico deriva do grego pornographos, que significa escritos sobre prostitutas; originalmente referência à vida, costumes e hábitos das prostitutas e clientes. Aurélio Buarque registra como uma das definições “a figura, a fotografia, o filme, o espetáculo, a obra literária ou de arte, relativos a”, ou que tratam de coisas ou assuntos obscenos ou licenciosos, capazes de motivar ou explorar o lado sexual do indivíduo.

No mundo cibernético, muita gente trafega na internet (em média 9h diárias) atraída pelas lascívias virtuais. Sabemos que grande parte do conteúdo virtual é um poderoso convite ao apelo erótico. Somando uma coisa com outra, o resultado é inequívoco: a humanidade nunca consumiu tanta pornografia como nos dias atuais. E isso gera uma reação em cadeia. Em decorrência, pesquisadores do IFOP - Instituto Francês de Opinião Pública - inquiriram milhares de pessoas sobre seus hábitos pornográficos. Descobriram o óbvio: a maioria esmagadora (90%) dos homens e boa parte das mulheres (60%) veem filmes obscenos regularmente. E 53% dos casais afirmaram assistir a esses tipos de filmes juntos.

A pornografia é um assunto espaçoso, sensível e controverso. Muito já foi escrito sobre o tema, como se pode constatar rapidamente na busca pela internet. Basta recorrer a qualquer buscador o item “pornografia” ou “estudos sobre pornografia” e descobriremos uma avalancha de material disponível. No Google, por exemplo, citando o termo “pornography” encontramos hoje listados 73.100.000 resultados. Em “studies on pornography” localizamos 12.400.000 resultados de links.

Em estudo realizado pela Universidade de Denver (EUA), pesquisadores confirmaram que das 1300 pessoas comprometidas afetivamente, pelo menos 45% delas assistem a filmes pornográficos com o parceiro, sendo que 77% dos homens e 32% das mulheres contaram que também veem pornografia sozinhos.

Outros estudiosos da Universidade da Califórnia e do Tennessee (EUA) recrutaram 308 universitárias heterossexuais entre 18 e 29 anos para completar um questionário online. Eles responderam questões sobre a qualidade do namoro, satisfação sexual e autoestima. O resultado mostrou uma relação entre felicidade, autoestima e filme pornográfico. Quanto mais pornografia os namorados ou maridos viam, maior era a chance de ter um relacionamento infeliz. Quem reclamou sobre o vício exagerado do namorado em assistir a vídeos licenciosos mostrou autoestima mais baixa e insatisfação com o namoro e com a vida sexual.

A pornografia é o erotismo vazio de afeto. Ultimamente, com o uso de webcams, blogs, fotologs (criação de páginas de fotos), vídeos amadores, sex tapes (sexo em público) ou homemades (caseiros), qualquer pessoa pode vir a se tornar o próprio produtor e divulgador de pornografia na rede mundial de computadores. A internet tem estabelecido grande influência entre os usuários, tornando possível que os consumidores de pornografia troquem informações entre si e possam identificar gêneros, estilos e gostos, fazendo com que compartilhem suas preferências e permitindo o encontro de fantasias. Numa linguagem espírita, diria que o UMBRAL nunca esteve tão presente e próximo da Terra.

Com o Evangelho aprendemos que quando um casal se ama, os parceiros se apetecem e se reverenciam. A vida e experiência sexual entre ambos é respeitosa e prazerosa. O amor entre os dois não está condicionado apenas à sexualidade, todavia vai muito mais além, incluindo amizade, companheirismo e cuidado pela satisfação de suas necessidades. Quando porém isso não ocorre, e há a necessidade compulsiva de fantasias, autoerotismos e pornografias, esse casal é invigilante, encontra-se psicologicamente pervertido e não é venturoso.

Há um impressionante número de mulheres casadas que se queixam de solidão (no sentido de solidão sexual), em virtude de seus esposos serem contaminados e viciados na pornografia virtual. E o inaceitável da situação é saber que muitos desses maridos consumidores de pornografias são “cristãos”, “bons espíritas”, pais de família exemplares e profissionais de proeminência.

Alguns desses “cristãos” justificam a utilização dessa pornografia virtual como uma espécie de "preliminar" e estimulante para aumentar o desejo na comunhão sexual com o cônjuge. A rigor, o que ocorre é que com o passar do tempo, muitos desses “cristãos” viciam-se nos sites e filmes pornográficos e começam a se descuidar da esposa, preferindo satisfazer suas pulsões mediante a prática da masturbação.

Fica evidente que tais “cristãos” estão perigosa e imaturamente "compensando" suas frustrações, por duas razões possíveis: ou por não se sentirem mais atraídos sexualmente pelas suas esposas ou por não as amarem mais e não terem a coragem de assumir isso.

Em face dessa realidade, estamos assistindo a uma verdadeira estupidificação generalizada dos que se descrevem “cristãos” de várias denominações e, segundo entendemos, uma das saídas para a necessitada cautela contra essas emboscadas pornográficas é o inabalável estado de oração alentado pela vigilância através de um processo pessoal de profunda transformação comportamental.

TU ME AMAS?

Luiz Carlos Formiga

A existência da alma e sua sobrevivência após a morte é tema crucial para a educação, porque pode influenciar a hierarquia de valores, padrões éticos e o comportamento humano. Por não possuírem esse conhecimento profissionais da educação defendem ideias hedonistas, como o “princípio da pedofilia”.

Quando já sabemos que retornamos com as mesmas almas em diferentes relacionamentos nos tornamos mais atentos, com as relações afetivo-emocionais. Percebemos com maior nitidez que a liberdade tem os seus limites e também os seus compromissos. A educação passa a ser um processo de formação de valores e de libertação espiritual.

Para que o adulto viva na plena consciência da existência será necessário que no período infantil seja atendida a sua necessidade maior, que é encontrar um sentido para a vida.

Profissionais da Educação, que não descobriram a inteligência espiritual, podem se tornar prisioneiros de promessas demagógicas e populistas. Conscientemente, ou não, ajudam a encobrir objetivos ideológicos.

Um Procurador da República disse que o governo havia cometido um crime contra a criança.
Atacar crianças é tão “trevoso” que alguns podem achar que o procurador enlouqueceu.
Lembramos que na década de 1970 lemos sobre uma “organização criminosa espiritual”.
Com o hábito de fazer anotações, nas primeiras folhas, encontramos a indicação no livro “Chico Xavier. O Santo de Nossos Dias”, de  R. A. Ranieri, Editora Eco.

Não sei qual a razão da coincidência, mas na página 125 encontramos um folheto impresso com uma “Oração da Criança”. O livro deve pertencer as Edições Paulinas, pela indicação: EP – Momentos – 43.

Diz Ranieri, na mesma página 125.

“Certa ocasião, o Chico, mansamente, nos preveniu:”

- Disse Emmanuel que com o afastamento e libertação de Gregório, outro espírito assumiu o comando daqueles que compõem as suas legiões de seres terríveis que aparecem no livro “Libertação”.

 Tamerlão, ao assumir o comando, reuniu os seus companheiros e traçou os seus planos de combate ao Espiritismo e aos espíritas.

Sabem qual é o plano dele?

Nessa reunião Tamerlão disse: “Para combater os espíritas o meu plano é o seguinte: SEXO”.
 Dito isso, Chico meditativo, esclareceu:

Gregório chefiava essas legiões e foi libertado. Tamerlão é espírito muito mais terrível do que ele. De agora em diante os espíritas começarão a ser tentados no campo do sexo, e muitos cairão.

Diz Ranieri que de fato, pouco tempo depois, começamos a ter notícias referentes a espíritas, de grande expressão nacional, que foram se perdendo no campo sexual. Alguns deixaram a família para seguir a ilusão da carne, ou de um amor que não era aquele programado na espiritualidade.

Pelo exposto, cabem perguntas. Em que região do globo trabalha Tamerlão? Qual país abriga o maior o número de espíritas?

Chamou-me a atenção e tocou-me a alma um trecho da Oração da Criança”..

(...) Proteja meus professores, pois me ensinam tanta coisa bonita. E eles me falaram que um dia você disse: “Deixai vir a mim os pequeninos”. Então Jesus, acolha nos seus braços a mim, todos os meus coleguinhas e as crianças do mundo inteiro. Que todas nós sejamos alegres e felizes e amanhã possamos fazer alguma coisa por aqueles que hoje fazem tanto por nós.

Tamerlão é terrível, no entanto, não esqueçamos que existem espíritos como Matilde, a luminosa mãe de Gregório, e que o planeta está sob a direção de Jesus.

Façamos nossa parte. Temos consciência que ainda somos semelhantes a índios lutando com ricos e poderosos adversários. Nesta luta desigual teremos que melhorar os “sinais de fumaça”. Nesse processo de comunicação, como protestar?

A comunicação busca clareza e objetividade. Ser objetivo é ir direto ao ponto. Clareza é favorecida pela concisão. Estes comentários, feitos em Arte Divina. A Ciência de Ensinar , se aplicam aos protestos, sem violência, com apitos e panelas, contra os atos do governo que geram nossa indignação.

“A indignação deve ser a marca dos protestos, pois é o combustível que move a política.”
No artigo,  É Política, estúpido , algumas  palavras se destacam: indignação, foco, tematização, credibilidade, momento ou “timing”.

 A “tematização do objeto, contra o qual se irá protestar, é de suma importância, pois protestos sem foco se tornam desfiles, festivais de selfies e paraíso de vendedores ambulantes. Sorrisinhos, beijinhos e poses para o celular retiram toda a credibilidade do que está ocorrendo. Um protesto não deve parecer um coquetel diplomático.” O momento, ou “timing”, de um protesto é metade de sua importância. A reação deve ser imediata, e demonstrar que estamos de olho.

“Se você não gosta de política, tem nosso respeito, mas saiba que alguém que gosta irá fazê-la por você.”

Como eu , muitos desconfiam da educação. Um sobrevivente de um campo de concentração narrou que viu crianças serem envenenadas por cientistas e que viu também a construção de aparelhos de tortura por engenheiros bem treinados. Por isso eu desconfio da “Educação”.

Na  Revista Fraternidade  de Lisboa registramos um depoimento:

"Uma vez, na Emergência clínica reparei numa senhora deitada inconsciente em uma maca sem qualquer tipo de identificação ou prescrição. Perguntei aos médicos e enfermeiros sobre o seu caso e ninguém sequer tinha percebido sua presença."

Desconfio dessa educação que estaciona na cognição e esquece o emocional e o espiritual.
O constituinte original não esqueceu: "Promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da Republica Federativa do Brasil".( CRFB 1988). Preâmbulo.  

Disse um médico ortopedista: “quando se considera a notável velocidade e complexidade do desenvolvimento embrionário humano, não é surpreendente que algumas crianças nasçam com uma anormalidade congênita; de fato, o que é surpreendente é que a vasta maioria das crianças são perfeitamente normais ao nascer."

Difícil aceitar a existência de uma Inteligência Suprema, Causa Primária de todas as coisas e perceber a sua Sabedoria, quando a inteligência espiritual está ainda na primeira infância.
O julgamento da ação que pedia a descriminalização do aborto de anencéfalos, no Supremo Tribunal Federal (STF), foi um “divisor de águas no plano da opinião pública”, e repercutiu muito no campo da Saúde Pública e no da religiosidade.

Naqueles dias os fetos anencéfalos foram condenados à pena de morte. Um ministro justificou o voto contrário dizendo que qualquer decisão nesse sentido  'abriria portas para a interrupção da gravidez de inúmeros embriões portadores de doenças que de algum modo levassem ao encurtamento da vida'

Outro ministro advertiu: “a pena de morte imposta ao  nascituro anencéfalo macula a constituição, que assegura a inviolabilidade do direito à vida”.

E depois dos anencéfalos? Negar a imortalidade da alma favorece o aborto. Feto tem alma?

Para o espírita seria válido o aborto diante de anomalias fetais graves e incuráveis?

Estamos perdendo a luta para o mosquito, disse o ministro da Saúde, antes de receber o pito da Madame.
Será que mulheres grávidas irão preferir interromper a gravidez ao saber do contato com a Zika?
Irão recorrer à Justiça?

Precisamos comentar fatos negativos para que se perceba o contraditório.

O pedido de condenação do empreiteiro Marcelo Odebrecht, feito pelo Ministério Público Federal, pode ser usado como exemplo.

As alegações finais apresentadas pelos procuradores da República oferecem material de estudo pois o  comportamento do rico empreiteiro é a antítese do auxílio desinteressado e fraternal encontrado na lição 131, do livro Fonte Viva .

“Jesus respondeu e disse: - Dai-lhes vós de comer...”

“Naquela hora do ensinamento inesquecível, a fome era naturalmente do corpo, vencido de cansaço, mas ainda e sempre, vemos a multidão carente de amparo, dominada pela fome de luz e de harmonia, vergastada pelos invisíveis azorragues da discórdia e da incompreensão.”

O exemplo negativo aponta pessoas onde  “inexiste a consciência social e está presente a má índole, quando são capazes de desviar  o dinheiro público.

Se nos propomos contribuir na regeneração do campo social não nos percamos em pregações de rebelião e desespero. Devemos conservar a serenidade e alimentar o próximo com o nosso bom exemplo e com a nossa boa palavra.

Nas alegações finais dizem os procuradores: "dado o alto grau de instrução que possuem, não apenas são capazes de perceber a gravidade de suas condutas, como também são incapazes de recusar a participar dos atos ilícitos. Usam o conhecimento para produzir males sociais, muitas vezes impactando o sistema político e vilipendiando a democracia.”

A impunidade  “obriga a população principalmente a mais pobre, e os cofres públicos  a arcar, com as mais diversas formas de enriquecimento ilícito de empreiteiras, operadores financeiros e funcionários públicos corruptos. O sujeito que se vale de relevante posição social e/ou profissional para cometer delitos, com motivações torpes e egoísticas, deve ter sua conduta social valorada negativamente.”

A Educação precisa de modelos positivos. Um deles é Helen Keller .

Aos 18 meses de idade viu-se privada dos sentidos da visão e da audição. Jovem, não podia ouvir as aulas ou tomar notas, mas mesmo assim, aos 24 anos de idade, concluiu com distinção a sua licenciatura em Humanidades, no "Radcliffe College". Escrevia em inglês e francês e fez inúmeras conferências pelo mundo, incluindo o Brasil.

Deve-se preservar o valor social do trabalho,reafirmando a noção de que o sucesso profissional é possível por meios lícitos", disse o procurador  do caso Lava Jato.

Nos crimes do “colarinho branco” vamos encontrar a Máscara da sanidade , o transtorno da personalidade antissocial. Esse é um tipo de transtorno dificilmente curável. Na reclusão, as tentativas de reintegração social são nulas. Geralmente, os portadores dessa disfunção não deixam a penitenciária em melhores condições. São “reincidentes juramentados”.

Em Mentes Perigosas , a médica psiquiatra Ana Beatriz B. Silva alerta que os psicopatas podem permanecer uma vida inteira sem serem descobertos. Eles transitam  pelas ruas, cruzam nossos caminhos, frequentam as mesmas festas, dividem o mesmo teto, dormem na mesma cama.

A estatística é assustadora. São 4% da população: 3% são homens. Assim, a cada 25 pessoas, uma é psicopata. Seus atos criminosos provêm de um raciocínio frio e calculista combinado com a incapacidade de perceber pessoas como seres humanos.

Matilde teve um filho assim!

O espírito Andre Luiz narra, no livro Libertação, que num determinado momento da vida de Gregório, na espiritualidade, ele se preparava para atacar um desafeto.

Surge acompanhado de sua organização criminosa e inicia a investida através de palavrões duros e violentos.  Depois das agressões verbais e intimidações, o vingativo espírito tenta ir adiante desafiando o adversário.

Lança-lhe a luva à face e aguarda a reação. Articula novos impropérios, demonstrando acentuado desapontamento, em face dos insultos sem resposta.

O terrível diretor de legiões sombrias abeirou-se do adversário e bradou: “levantar-te-ei, por mim mesmo, usando os sopapos que mereces.”

Matilde, que havia verificado clima vibracional favorável para materializar-se e voltar aos olhos do filho, então, se apresenta.

Gregório escuta a voz cristalina e terna de Matilde, exortando-o, com amorosa firmeza. Gregório não resistiu.

Na Terra, apenas em casos extremos, os psicopatas matam a sangue-frio, com crueldade, sem medo e arrependimento. Em sua maioria, não são assassinos.

Pela estatística referida, é possível que o Juiz Moro, do Lava Jato, encontre alguns.
Haveria alguma mente perigosa entre os advogados de defesa da organização?

As mentes perigosas, em sua grande maioria, vivem como pessoas comuns. No entanto, são desprovidos de consciência e, portanto, destituídos do senso de responsabilidade ética, que é a base das relações emocionais. Não apresentam o sentimento de culpa ou remorso por desapontar, magoar, enganar ou até mesmo matar. São encontrados em qualquer raça, credo ou nível social. Trabalham, estudam, fazem carreiras, se casam, têm filhos, mas não são como a maioria

Admitir a existência de criaturas com essa natureza é quase uma rendição ao fato de que o mal habita entre nós, diz Ana Beatriz. A psiquiatra está convencida da importância das falhas em nossas organizações familiares, educacionais e sociais. Essas falhas merecem nossa atenção e estudos aprofundados, mas por si só não são suficientes para explicar o fenômeno da psicopatia.
O que possibilitou a transformação de Gregório?

Por que Jesus fez a mesma pergunta a Pedro pela terceira vez?

-  Simão. Filho de Jonas, amas-me? (João, 21.17).

Jesus conduz Pedro ao mais alto nível do cognitivo e o impulsiona ao mais alto nível do domínio afetivo. Isso é educação, para libertação.

Jesus não pede informação, não deseja inteirar-se dos conhecimentos do colaborador; não reclama compromisso formal. Pretende saber apenas se Pedro o ama, deixando perceber que, com o amor, as demais dificuldades se resolvem.  Se o discípulo possui suficiente provisão dessa essência divina, a tarefa mais dura converte-se em apostolado de bênçãos promissoras.

 As conquistas intelectuais valem muito, as indagações são louváveis, mas em verdade somente será efetivo e eficiente cooperador do Cristo se tiver amor.

Da influência dos Espíritos


        Relata-nos Manoel Philomeno de Miranda no livro “Amanhecer de Uma Nova Era”, (1) recebido pelo médium Divaldo Pereira Franco, o seguinte:

           (...) “Chamou-nos a atenção uma jovem portadora de grande beleza física, que exsudava energia escura de natureza pestífera defluente do pensamento atormentado e dos vícios a que se entregava.

           O médico dos pobres (2) aproximou-se-lhe conosco e pediu-nos que a observássemos mais cuidadosamente.

           Com  todo   respeito   procuramos    penetrar  nas   suas  paisagens   mentais, objetivando melhor ajudá-la, e acompanhamos as suas sofridas reflexões do momento.      

           Pudemos perceber que se tratava de uma jovem acompanhante de cavalheiros solitários, que vivia do hediondo comércio do sexo sem responsabilidade. Simultaneamente, dependia de um explorador profissional que a exauria e a quem se entregava em busca de carinho na terrível solidão que sofria...

          Naquele ambiente de paz que a atraía, quando passara de automóvel, rumando ao local de “trabalho”, sentiu-se sensibilizada pelo nome que se encontrava à porta do edifício e que sempre a intrigava: Sociedade Espírita Amor e Caridade. 

          Antes não lhe dera maior atenção, no entanto, nesse dia, em razão da angústia que a visitava, resolveu conhecer a instituição e procurar informações que, pela inspiração divina, culminaram em motivá-la a ficar, a fim de ouvir os comentários da noite e, posteriormente, poder conseguir orientação espiritual.”

          (...) “Ouvia as considerações do expositor com o pensamento no ato abortivo.

          O que nos surpreendeu foi a palavra do mentor, explicando-nos que o espírito em projeto de reencarnação era a própria genitora de volta”.

          (...)  “Trata-se de uma trama infeliz e muito complexa.
          Como, porém, ninguém se encontra a sós, ao abandono, o seu guia espiritual que se esforçava por melhor ajudá-la, no momento em que passava pelo edifício de nome  conhecido, inspirou-a a saltar e buscar socorro, o que a fez  mudar o curso das atividades naquela noite”                
                                          
           (...)   Afinal, foi a jovem atendida pelos Espíritos nobres de uma situação aflitiva, inclusive de um processo obsessivo.

            A exemplo da assistência espiritual prestada pela Sociedade Espírita Amor e Caridade pergunta-se: seria justo suspender-se uma reunião espiritual tradicionalmente programada,deixando sem    atendimento  encarnados  e  desencarnados, que nela procurassem  alívio de suas aflições, e onde comparecessem Entidades nobres com a missão de socorrê-los?

            O Espírito Lucius, aborda o assunto no livro: “Esculpindo o Próprio Destino”, (3) recebido pelo médium André Luis Ruiz, onde diz:  (...)  “Entre estes, com atividades de vigilância e ataque, estavam aqueles Espíritos dedicados ao ataque às instituições religiosas no mundo, aos seus frequentadores e dirigentes.  Aliás,   estes  Espíritos   saíam   do    abismo  antes   mesmo   do  início  das festividades, com  a  missão de preparar o terreno favorável, incutindo nas mentes dos líderes  religiosos  imprevidentes  que,  possuindo direito de descanso, era mais que justo que fechassem as casas de oração e se entregassem ao desfrute de alguns dias de folga junto ao mar, na montanha, no interior ou mesmo em casa, ficando todo esse tempo sem maiores compromissos com o bem.

            Tais entidades eram tão eficientes no que faziam que, todos os anos, ao redor de oitenta por cento  das instituições espíritas, que correspondiam à maior ameaça às forças trevosas, fechavam suas atividades no período carnavalesco sob os mais esdrúxulos argumentos.

            A intuição negativa era tão bem acolhida por aqueles que a ela deveriam estar atentos no rechaço de suas investidas, que os Espíritos nobres, empenhados na organização de frentes de trabalho para o acolhimento de entidades infelizes, viam seus esforços comprometidos pela deserção inoportuna de muitas instituições benemerentes  e  de trabalhadores invigilantes, que se julgavam no direito de descansar,  como  se  já  não  tivessem  descansado  por  tantos  e tantos  séculos, na inércia e no descaso para com a transformação de si mesmos através da prática do bem”. 

              (...) A propósito nos adverte Allan Kardec: (4) “Os espíritos influenciam em nossos pensamentos e atos muito mais do que imaginamos. Influenciam a tal ponto, que, de ordinário, são eles que nos dirigem”

             Assim, seria prudente que líderes e trabalhadores Espíritas se deixassem influenciar, dirigir pelos Espíritos nobres, no sentido de empenhar-se na organização de frentes de trabalho para o acolhimento de criaturas infelizes, hoje, sempre!..
          
Fontes:                                                                                               
(1) - Pags. 51, 52, 54 e 55
(2) - Bezerra de Menezes
(3) - Pag, 171
(4) - L.E – Per. 459                                                                

Domingos Cocco
domingoscocco1931@yahoo. com.br 
Cachoeiro de Itapemirim, ES, 25 de fevereiro de 2014.
Rua Neca Bongosto nº 06 - Bairro Sumaré
Telefone: (28) – 3522-4053 – CEP 29304-590
Cachoeio de Itapemirim – Estado do Espírito Santo

Evolução (Parte I) – Teoria e coerência.

Roberto Bastos

A teoria da Evolução das Espécies foi um triunfo sobre o desconhecimento e o obscurantismo fanático e hoje corre um risco de ser censurado e esquecido nas escolas.

A Biologia é o estudo dos seres vivos sejam eles vegetais (botânica) e animais (zoologia), assim como outros microrganismos, fungos e humanos (antropologia). Mas, neste presente artigo, abordaremos a questão da Evolução dos animais.

Dentro da Geografia existe um estudo conhecido e organizado sobre a vida no Planeta – a Biosfera – que se organiza em formações vegetais e animais. O estudo referente à zoologia, e observado em conjunto com a Biologia, o fenômeno dos animais e sua distribuição no planeta, seu comportamento e sua relação com a cadeia da vida.

Porém, a explicação referente à origem dos animais se dá através das teorias relacionadas a origem e a evolução das espécies. Antes de Charles Robert Darwin e Alfred Russel Wallace,1 outros grandes sábios do passado como Tales de Mileto, Anaximandro e Anaxímenes lançaram suas teorias relacionadas à origem da vida e sua evolução nos elementos água (Tales de Mileto e Anaximandro, mestre e discípulo, respectivamente) e ar (Anaxímenes, discípulo de Anaximandro).

Tales de Mileto e seu discípulo afirmavam que a vida se originou da água, entretanto foi Tales de Mileto quem propôs uma teoria mais racional e científica, em que a Natureza foi gerada deste elemento com animação própria, que movia-se e se transformava em diversas formas.2

Mas, para Anaxímenes o Ar seria o elemento de origem dos seres. Devido aos processos de rarefação e condensação, passando por transformações mesmo mantendo a sua essência original.3 A partir destas duas proposições podemos afirmar, que através da análise destas duas idéias que os elementos se apresentam na geração da vida tanto como composição física e fisiológica como cenário de atuação.

Analisemos, caros(as) leitores(as), em um primeiro momento a vida se originou na água,4 pois Anaximandro postulou através da observação o cuidado de certos peixes com suas crias, tais cuidados eram similares aos dos humanos, que para este filosofo, devido a fragilidade de nossos filhos, o ser humano teria se originado de outra espécie.5 A partir desta comparação, das condições de nossas crias e dos registros fósseis destes peixes, Anaximandro nos brinda com a idéia de uma evolução.

Porém, como afirmamos neste presente artigo excluímos o ser humano como objeto de estudo, pois iremos concentrar as nossas analises nos animais.

Entretanto, foi o sábio Empédocles de Agrigento que, inicialmente, analisou e afirmou que todos os seres vivos são compostos dos quatro elementos (Ar, Água, Fogo e Terra).5

Para este sábio a origem e a composição dos seres vivos, tanto na separação destes como na reunião dos elementos, originou os seres vivos híbridos,6 que estavam fadados à extinção em virtude de seus entraves e do processo de Seleção Natural, uma adaptação ao meio , em vez de uma intervenção divina, em que apenas os seres vivos homogêneos, puros, iriam sobreviver e prosperar. Contudo, a evolução das espécies não foi exposta nesta teoria de Empédocles.

A partir deste momento podemos observar que existe uma relação comparativa e analítica as descobertas de Darwin, no qual a Seleção Natural e a evolução das espécies, tendo como fator a luta pela existência.7

Segundo Richard Tarnas, Charles Robert Darwin, que através de suas investigações, conferiu a ciência um triunfo sobre o desconhecimento e o obscurantismo fanático.8 Pois, Darwin teve respaldo investigativo e empírico de sua teoria com seu contemporâneo A.R. Wallace, também naturalista, que observou os mesmos fenômenos em pontos geográficos diferentes de seu contemporâneo e conterrâneo colega.9 Sendo uma conquista da razão investigativa científica, ela se consagra como uma verdade que se desvela através da capacidade humana que hoje esta ameaçada com a imposição da PL (Projeto de Lei) 8099/2014, que deseja impor o criacionismo nas escolas.

A evolução das espécies é uma retomada do conhecimento analítico relacionado às transformações de espécies animais ancestrais que originaram outras espécies ou grupos de seres de uma mesma linhagem.10

Mesmo as grandes e dramáticas mudanças, como os ciclos de catástrofes, descobertos, expostos e defendidos pelo Barão de Cuvier (Georges Cuvier - pai da paleontologia),11 como formas de marcar e classificar as eras. Desta forma a vida, a luta pela existência e o processo de Seleção Natural persistiram, podemos até afirmar que tais catástrofes naturais fazem parte deste processo, pois nos mostram que a Biosfera esta relacionada com a Geologia e o clima,12 ou seja, as transformações destes dois fatores, mesmo que de forma trágica, segundo o Barão de Cuvier, influenciam intrinsecamente a vida no Planeta.

Em síntese, Darwin e Wallace nos mostram que como afirmava um título de um sábio oriental - o Bhaktivedanta Swami PrabhupadaA Vida vem da própria Vida, pois todos os seres viventes são oriundos de outros seres vivos, que lutam para existir através de suas gerações futuras, que se adaptam as mudanças geológicas e climáticas.13


Notas e referencias bibliográficas:

1 N.A. (Nota do Autor) – Charles Darwin e Alfred R. Wallace eram contemporâneos e realizaram pesquisas na área do Naturalismo e das espécies.
2  MESQUITA, André Campos – Darwin – o Naturalista da evolução das espécies – Edit. Escala – São Paulo – S.P. – 2011, pág. 19. e TARNAS, Richard – A Epopéia do Pensamento Ocidental – Bertrand Brasil – Rio de Janeiro – R.J. 2008, pág. 34.
3  Idem - Ibidem. e  TARNAS, Richard – Op. Cit. – pág. 503.
4 TARNAS, Richard – Op. Cit. – pág. 503.
5 MESQUITA, André Campos – Op. Cit. – pág. 20.
6 MESQUITA, André Campos – Op. Cit. – pág. 21.
7 MESQUITA, André Campos – Op. Cit. – pág. 22.
8 DARWIN, Charles – A Origens das Espécies – Edit. Martin Claret – São Paulo, S. P. – 2014 – Págs. 119 e 171 e TARNAS, Richard – Op. Cit. – pág. 311.
9 TARNAS, Richard – Op. Cit. – págs. 307 e 311.
10 MESQUITA, André Campos – Op. Cit. – págs. 122 a 125.
11 DARWIN, Charles – Op. Cit. – págs. 163 à 167, 200 e 201 e 639.
12 Enciclopédia Novo Século - Edit. Visor – São Paulo, S. P. – 2002 – Vol. 3 e 10.
13 DARWIN, Charles – Op. Cit. – págs. 153 e 177.