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segunda-feira, 20 de junho de 2016

CONTINUUM TEMPO-EVOLUÇÃO

Fernando Rosemberg


Tenho me utilizado, e até com certa freqüência, o “neologismo” expresso na frase: continuum tempo-evolução; e, confesso não saber o seu autor, ou seja, se tal coisa fora cunhada e já divulgada por terceiros, ou, se tal é de minha criação, ou, ainda, se me fora sugerida por amigos da espiritualidade. O fato é que compreendo e uso a mesma naturalmente, mas será compreendida por todos que porventura lhe tomam conhecimento? E o que estaria este autor, ou seja: eu mesmo: pretendendo com ‘continuum tempo-evolução’, de fato, expressar?

Primeiramente, se diga que “continuum” quer dizer: algo que passa de alguma coisa para outra de modo contínuo, sem interrupção, como se a primeira coisa fosse a segunda, e esta, fosse aquela outra. Neste sentido, “tempo” se mostraria como sinônimo de “evolução”, e vice-versa, sendo tais coisas, fatores algo abstratos conquanto sua materialização algo permanente em nossa vida de relação, e, sobretudo interior, nos modificando para algo expressivamente melhor, tanto em nossa inteligência como em nossa vida comportamental que abrange aspectos afetivos e morais.

Assim, nós, os humanos, como tudo o mais existente, “trafegam”, em seu existir mesmo, consoante regras determinísticas e previamente asseguradas pelo tempo-evolução, que se afirma, pois, como Lei da Natureza e, da qual, nada, absolutamente nada, pode escapar. Cá pra nós, ao plano da filosofia acadêmica, dir-se-ia que: com Descartes: o pensar se harmoniza com o existir, pois:

“Penso, Logo Existo”.

E, num complemento a tal, dir-se-ia que o existir se harmoniza com o evoluir, constituindo ou ratificando o método dinâmico do existir, que, no transcurso do tempo, o Ser, forçosamente, e, conquanto lentamente, se transmuda e se modifica interiormente, cuja mudança irá refletir-se mais tarde na forma, na exterioridade física do Ser não-físico.

Ora, olhemos para trás e vejamos o quanto mudamos em nossa roupagem física, bem como, sobretudo, em nossos valores, nossa capacidade cognitiva e moral? Nesta vida mesma: recordo-me que: quando mais jovem não me importava tanto com valores, como, por exemplo, da honestidade; e hoje, com a desonestidade do mundo (políticos, por exemplo) paro e reflito para dizer que, com a evolução, o homem sairá, por evolução, do plano da astúcia para o da honestidade, porquanto verá os prejuízos causados a si mesmo pelo dano de muitos que prejudicara por sua conduta desonesta, corrupta e desleal.

Logo, a honestidade se efetivará positivamente dentre de nós mesmos como algo inabalável, como rocha granítica e não mais incorporará conceito vago e sem sentido algum.

É que progredimos, ou re-conceituamos, de modo ininterrupto, nossas vidas e nossos valores no decurso do tempo-evolução! E não que, por isso, atingiremos a perfeição; e sim, que, e, sobretudo como cristãos redivivos, nos aperfeiçoamos lentamente tal como o pretendia e o pretende o nosso Mestre nos dizeres:

“Sede, pois, vós outros, perfeitos, como vosso Pai celestial é Perfeito”. (Jesus).

Assim, o Ser se transforma e muda o tempo todo, e, nem sempre por sua livre e espontânea vontade, seu querer; mas por determinismo contido nas Leis mesmas da Natureza que assim se revela e se patenteia em todas as coisas, sendo mais claramente visível em nós mesmos: Consciências mais crescidas ou esclarecidas da comunidade terrena, inserida que está na comunidade universal.

De tal maneira que a supracitada harmonização do pensar e do existir, de Descartes, e, do evoluir, de nossa sugestão, poderia assim equalizar-se:

[(Pensar) = (Existir) = (Evoluir)]

Onde tais termos, mesmo não sendo exatamente iguais (=), o primeiro deles, filosoficamente, acaba por desembocar-se no segundo, pois que o Ser, pensando, ele só pensa porque existe, e existindo, se sujeita à Lei da qual é filho, se transformando e evoluindo passo a passo de sua inevitável redenção.

Implicando que a famosa sentença cartesiana do:

“Penso, Logo Existo”;

Diante das leis evolutivas, e, palingenésicas, bem mais tarde postas cientificamente a descoberto, se transmudaria, sentenciando que:

“Penso, Logo Existo: na Forma Evolutiva do Ser”;

E isto por que: o que somos - em verdade - não somos; pois que o presente de nós mesmos é algo fugidio no tempo-evolução, que, no próximo milésimo de segundo implicará no fato de que: não seremos mais, pois que já mudamos, qualitativamente, em nós mesmos, em nosso cognitivo experiencial que abarca valores espirituais e morais.

A evolução, portanto, é algo incessante e inabalável, que, por sinal, se dá e se verifica no presente existencial de nós mesmos, sendo mais notável, entrementes, no concerto cíclico das muitas vidas, da reencarnação, conforme dados e informações dos mais respeitáveis pesquisadores espiritistas e metapsiquistas de antanho, bem como nos da atualidade parapsicológica do Mundo, tais como: Banerjee, Stevenson, Hernani Andrade, e muitos outros mais.

UM GRANDE E FORTE ABRAÇO A TODOS:
Fernando Rosemberg Patrocinio

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