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quinta-feira, 30 de abril de 2015

FOTOGRAFIA ESPÍRITA? III


Leonardo Paixão (*)


Em nosso primeiro artigo sobre a possibilidade do fenômeno de fotografia transcendental, assim como no segundo (1), colocamos fotos e análises de profissionais da área, pessoas idôneas no que realizam e cientes da responsabilidade diante da Doutrina dos Espíritos, pesquisaram e chegaram à conclusão de não estarem diante de um fenômeno espírita.
Tendo feito este pequeno resumo introdutório, trazemos para os nossos estudos sobre os fatos de fotografia transcendental ou espírita, uma imagem em que estamos ao lado de uma amiga e irmã de Doutrina, a sra. M. F (esclarecemos que consultando a referida irmã, ela nos autorizou o uso da imagem). Parece que, quando pesquisamos com seriedade, os Espíritos – e nós alheios à sua ação – promovem fenômenos ao nosso próprio redor a fim de que nos seja melhor observável o fato ou os fatos. Na foto que abaixo colocamos, além da análise séria, ponderada, de nosso irmão Aloísio Di Donato, voluntário no IPATI – Instituto de Pesquisas Avançadas em Transcomunicação Instrumental, sendo o nosso irmão médium ostensivo, obtivemos também informação mediúnica sobre o evento, informação esta que transcreveremos de um diálogo como caro irmão através do aplicativo whatsapp pelo celular.
A sra. M. F. e eu (Leonardo Paixão) em momento de descontração no Encontro Fraterno (2) em casa de uma das irmãs do Grupo Espírita Semeadores da Paz, Campos, RJ.
Diálogo:
Aloísio Di Donato (após analisar outras fotos da mesma máquina, no caso, celular): A informação que recebi é: essas fotos foram feitas após o término dos estudos e você foi um orador elucidativo, por isso a postura de algum aparelho fonográfico para ampliação do som propagado.
Leonardo Paixão: Foi exatamente isso o que ocorreu! Mais um material para artigo. Nossa! Nem te falei que foi um encontro fraterno e que estudamos o Bastidores da Mediunidade!! (3) Interessante isso.
Aloísio Di Donato (4): É uma forma de comprovar o feito.


Aí está, a mediunidade séria, positiva, auxiliando na decifração dos fenômenos. Cabe colocar também que no Encontro Fraterno ocorrido foi percebida a presença de Espíritos ligados à falange do espírito Bezerra de Menezes e foi observado por sensitivos um clarão no ambiente. Parte deste clarão se revelou na foto? Pelo exposto, é provável que sim.
Campos dos Goytacazes, 30/04/2015
Notas:
(1)http://orebate-jorgehessen.blogspot.com.br/2015/01/fotografia-espirita.html
(2) Os membros do Grupo Espírita Semeadores da Paz, Campos, RJ, de 15 em 15 dias se confraternizam em casa de um de seus irmãos/irmãs e o estudo do Grupo é para lá transferido quando se é o caso, quando não se é há a realização de Culto do Evangelho no Lar e depois a saudável comensalidade própria destes encontros.
(3) Bastidores da Mediunidade, do Espírito Nora, psicografia de Emanuel Cristiano.
(4) Agradecemos ao nosso irmão Aloísio Di Donato a paciência de sempre e a atenção sempre dispensada.
(*) Leonardo Paixão é trabalhador espírita em Campos dos Goytacazes, colaborando com um grupo de amigos de ideal no Grupo Espírita Semeadores da Paz.

RELIGIÃO EM PART-TIME

Margarida Azevedo

Frequentou Universidade Nova de Lisboa
Mora em Sintra

A moldura social e política em que estamos encaixados criou um tecido vivencial de tal modo compartimentado que não permite transacções entre si. Há bem pouco tempo, até meados do séc. XX, ou um pouco mais, o indivíduo íntegro era aquele que, porque sem colisões, concentrava na mesma pessoa a harmonia do conjunto de saberes, ideais políticos e religiosos, os modos de estar na família e na sociedade. Era impensável defender no altar determinado propósito e comportar-se de modo oposto.
É certo que muitos houve que faziam desta multiplicidade uma máscara, ou por incompatibilidades de ordem política, ou religiosa, ou outras, nomeadamente sexuais. O casamento, por exemplo, era uma salvaguarda social para os que não queriam casar, por um deficitário relacionamento com o sexo oposto ou outras motivações. Por exemplo, os diferentes gostos sexuais ainda hoje são profundamente discriminatórios. Homossexualidade e heterossexxualidade ainda não estão resolvidas. No entanto, estas clivagens, por verniz ou por desajustes psicológicos, por tendências diferentes ou objectivaçãoes “fora da norma”, eram representativas, também, de uma sociedade pouco aberta, ou mesmo fechada, ao muito diferente.
Ora, o séc. XXI, pomposamente, tem-se esforçado por dar uma imagem contrária, defendendo liberdades e reforçando a importância do individualismo, nomeadamente nas áreas sexual e religiosa. A par disso, deu continuidade à tão importante laicização do Estado, procurando sedimentá-la.
Perante este quadro, aparentemente tão democrático, tudo isto poderia ser, efetivamente, constituinte de um código legislativo que colocassse em pé de igualdade os grupos religiosos. Mas o vil metal, porque quem paga tem direitos, e quem mais paga mais direitos tem, relega para níveis praticamente insignificantes grupos economicamente menos favoráveis. Como é que estes sobrevivem? As teologias ficam para segundo plano, o estudo e as exegeses são letra morta, remetidas para elites intelectuais, manipulando os textos ao interesse da massa anónima de fiéis. Assim, convertem o silêncio económico em promesssas de felicidade na terra, criam um universo de esperança nos desesperados da sorte, nos desherdados do espírito; incutem-lhes o sentimento de que são os preferidos de Deus, prometendo-lhes a felicidade eterna a troco de nada. E se com dor de cabeça ninguém estuda, com a vida às avesssas pensam que também não. Desta forma, não os fazem ver que é no estudo dedicado que parte dos problemas são esclarecidos e, quem sabe, até mesmo resolvidos, ou seja, o inverso do que lhes é incutido.
Posto isto, pergunta-se: O desenvolvimento civilizacional, que colora os discursos dos nossos políticos, faz com que a liberdade religiosa deixe de ser um problema? Houve/há, efectivamente, uma laicização do Estado? Por outras palavras, todos os grupos religiosos têm igual participação na vida pública dos Estados, são igualmente chamados às suas responsabilidades cívicas? Já vimos que não, o que legitima um grupo religioso impor normas que colidam com o que, democraticamente, é votado nos parlamentos. E o contrário também se coloca: Será legítimo saírem leis que não são cumpridas, apenas para ficarem registadas no papel, cujo propósito parece ser o de apenas dar uma imagem floreada de que é democrático um Estado mas, no fundo, subjaz um resíduo de preferencialismos com implicações sociais e políticas discriminatórias?
O que herdámos do séc. XX, principalmente a partir do último quartel? A religião tenta sobreviver, parece-nos, sobre uma jangada frágil numa tempestade que está longe de passar. Confrontando-se com a sua história, as suas bases ideológicas de outrora, o universo de sentido que lhe conferiu identidade está hoje a desmoronar-se. O receio, o medo da perda de identidade, resultado de uma cada vez maior aproximação entre os crentes das várias congregações, está a conduzir a identidade religiosa para segundo plano. A religião tornou-se matéria de consumo como uma pizza: come-se rapidamente, até de pé se for preciso, e acompanha-se com um copo do mais saboroso veneno, uma gasosa cheia de açúcar.
O cidadão europeu e crente tornou-se nisto: Vai ao ginásio uma ou duas vezes por semana, vai ao cinema uma vez por outra, faz jogging aos Domingos, passa horas a navegar na internet, se sobrar tempo, e se lhe apetecer, vai à sua igreja. Se estiver de maré, é capaz de pertencer a um grupozeco lá dentro, principalmente se a vida, entretanto, estiver a dar para o avesso. Se lhe sobrar tempo, faz amor com o/a companheiro/a, mas isso não é importante. Primeiro vê o futebol ou o ténis, faz às compras, enteira-se das marcas de roupa e das novas colecções, vai a um concerto que não quer perder, e só depois poderá haver, ou não, tempo para os amores.
Por mais que ele queira, ou nem isso lhe passa pela cabeça, o que aprendeu na igreja não transpira cá para fora. Se vai para o jogging é porque passa horas sentado, o que é prejudicial para a saúde, se vai a uma igreja é porque precisa de desabafar, o que, para alguns, sempre sai mais barato do que ir ao psicólogo ou ao psiquiatra. No fundo é tudo uma questão de opção: “Vou ao baile, ou vou ao culto?” Depende do que precisar no momento.
A religião já não compromete, não faz o indivíduo sentir-se mais e melhor empenhado na sociedade, não o implica na sua renovação. Quando o indivíduo aparece na igreja já vem modificado que chegue, embalsamado por uma ideologia globalizante e castradora que não lhe dá grande margem de manobra. Ele é um cibernético, cheio de megabits, programado, à procura de um discurso frente-a-frente, para variar. Crê nalguma coisa, tem fé. não duvidamos, mas não dispõe de liberdade mental para a viver. Está tremendamente ocupado. Mesmo que não esteja a trabalhar, tem que estar concentrado na sua actividade profissional, à mínima falha a porta da rua é serventia da casa, e há milhões atrás dele. Vive-se a infalibilidade do falível, o descartável, perdeu-se o rosto, a consideração, o reconhecimento, o valor do outro e o valor que ele é em si mesmo. Que diz a religião a isto? Por outro lado, é esta a laicização tão boa, tão livre e tão democrática?
Confundir a laicização com ausência de valores, com deshumanização, caindo num economicismo gerador de pobreza para transpor para a religião o papel, o tal papel residual, de casa de caridade, é castrador para a religião, é deshumano para a sociedade no seu todo.
Com isto, o laico e o religioso disputam o poder, e disputá-lo-ão ad infinitum, se entretanto as coisas não mudarem.
Que discurso sobra para a religião? Será esta um discurso que, de terrivelmente impositivo, passou a submisso? Estará a religião condenada a ser um discurso encerrado nas suas quatro paredes, vocacionado para os desgraçados, os infortunados, continuando com uma duplicidade do tipo: bem eterno no céu, para os pobres; graças efémeras na terra, para os ricos? Ora, os pobres não terão jamais direito à terra, na qual labutam, e os ricos, porque ricos, ao céu? E onde fica o humano?

EVOLUÇÃO EM LINHA RETA


Nota de esclarecimento: 
“O artigo abaixo trata-se do exercício natural do direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não me compete censurar opiniões, ainda mesmo que eu, Jorge Hessen, não defenda pessoalmente as concepções de Pietro Ubaldi. 
Assim, deixamos aos leitores do meu blog em O Rebate o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe ou sugere a seguir, pois o mesmo direito que tem o articulista de argumentar , temos todos o mesmo direito de refutar , de aceitar, ou não, os seus argumentos.” 


Fernando Rosemberg Patrocínio
http://fernandorpatrocinio.blogspot.com.br 


Preconiza-se que a Codificação Espírita é apenas o começo das revelações espiritistas, mas nunca o seu fim; trata-se, pois, do ‘abc’ do Espiritismo que, como Ciência do Infinito, tem todo um infindável de coisas para nos ensinar; e, portanto, paralisar-se tão só no minimamente codificado por Kardec – lá atrás no século dezenove - é descambar-se para a insensatez e a irracionalidade, quando tantos e tantos missionários já trouxeram sua parcela de contribuição doutrinária das mais relevantes.

Para isto, basta ver que os notáveis missionários do Cristo: Francisco Cândido Xavier e Pietro Ubaldi, no século vinte, demonstraram a insuficiência do Modelo tão só Evolutivo de Kardec, que, completando-o, ministraram o Modelo Involutivo-Evolutivo, de cujo resumo, temos:

Modelo Evolutivo do Espírito:

-Dos Espíritos Simples e Ignorantes (ESI) aos Espíritos Puros e Conscientes (EPC), passando pelas mais distintas formas atômicas e minerais, vegetais e animais, hominais e supra-hominais, até o Arcanjo (EPC) de altos planos espirituais; e, num complemento a tal, temos:

-Modelo Involutivo-Evolutivo do Espírito:

-Dos Espíritos Puros e Conscientes (EPC) que perderam sintonia para com a Ordem da Lei que, como conseqüência, se despotencializaram na condição de Simples e Ignorantes (ESI), para então, passarem pelas mais distintas formas atômicas e minerais, vegetais e animais, hominais e supra-hominais, até o Arcanjo (EPC) de altos planos espirituais.

Logo, compreender-se-ia a criação dos Espíritos Simples e Ignorantes (ESI), como uma espécie de segunda criação.

Já vimos, entrementes, que a obra codificada contém, aqui e ali, expressões e conceitos que hoje, constatamos, confirmam o Modelo Involutivo-Evolutivo do Espírito da obra de Xavier e, sobretudo, de Pietro Ubaldi. E o Espírito Emmanuel, numa de suas notáveis revelações, ministra num de seus mais importantes opúsculos que:

“Todas as entidades espirituais encarnadas no Orbe terrestre são Espíritos que se resgatam ou aprendem nas experiências humanas, após as quedas do passado, com exceção de Jesus-Cristo, fundamento de toda a verdade neste Mundo, cuja evolução se verificou em linha reta para Deus, e em cujas mãos angélicas repousam o governo espiritual do Planeta, desde os seus primórdios”. (Vide: “O Consolador” – Psicografia Xavieriana – Feb).

Ou seja, todos nós somos Espíritos decaídos, e, como já visto, não só da Queda Primordial, mas também das Quedas durante o processo fenomênico da evolução. E a instrução do confiável Emmanuel revela que o Espírito do Cristo não sofrera quedas em tempo algum, pois sua:

“... evolução se verificou em linha reta para Deus”.

Óbvio que tal expressão é suscetível de debates, de discussões as mais diversas, sobretudo para os que desconhecem o Modelo ministrado pelo Complexo Fenomênico Involutivo-Evolutivo do qual Emmanuel é um dos divulgadores xavierianos mais eminentes. Referido Modelo preconiza que a criação primeira, original, fora a dos Espíritos Puros e Conscientes (EPC) ao seio do Amoroso Pai e Criador, que constitui o denominado: ‘Sistema’. Ora: Deus é Espírito, e, como tal, criara Espíritos Livres e Conscientes (EPCs) a Si Mesmo semelhantes, ou seja, dotados de liberdade e de inteligência, porém, relativas à sua condição de Filhos espirituais.

E, como se sabe, a grande parte de tais Espíritos, de ordem infinita (infinita=oo), acatando a Lei contida no ‘Sistema’ divino, nela permaneceram incólumes, obedientes e dela mesma observantes; e, uma outra parte, bem menor (n), em sua insurreição, se desmoronaram na condição de Simples e Ignorantes (ESIs), constituindo o ‘Anti-Sistema’, ou o Universo material com a subida evolutiva nas adversidades dos Espíritos decaídos, como método de cura de sua rebeldia e insurreição; sua fórmula matemática, como se sabe:

       +
[ oo    (n) = oo ]
       -

Ou seja: se subtrair-se uma parte (n) do infinito (oo), ou mesmo se somar-lhe, ele ainda assim permanece infinito, pois que tal é inesgotável por ser infinito na Ordem da Criação Divina.

E, quando Emmanuel ministra que o Cristo não decaíra e que sua evolução se dera:

“... em linha reta para Deus”,

Tal evolução se dera no bojo mesmo do ‘Sistema’ espiritual divino, pois que tal ‘Sistema’, mesmo em tais alturas, não se exime do trabalho de seus cidadãos, porém, numa operosidade e evolução diferente da nossa, pois que se entrosa retamente na Ordem e na Perfeição de Deus Pai e Criador. Já no ‘Anti-Sistema’ constituído pelo Universo físico de nossa moradia temporária, nossa evolução, tal como linha curva, de altos e baixos, é penosa e adversa para retificar nossos Espíritos faltosos para com a Lei. O que não quer dizer que o Cristo, ainda assim, não tenha reencarnado também no ‘Anti-Sistema’ em sacrifício e aprendizado de tal natureza adversa, e inclusive, quando estivera de Corpo e Alma nos planos terrenos implantando seu Evangelho Salvífico, de nossa redenção.

Neste esboço da Criação Divina, temos o seguinte diagrama:

Sistema (Universo Espiritual)
\            /
\         /
                         (involução) \      / (evolução
\   /
v
Anti-Sistema (Universo Físico)

Onde a Linha à esquerda representa a Involução e a sua materialização como Universo físico do ‘Anti-Sistema’; e a Linha à direita representa a Evolução de tal Universo que se desmaterializa em seu ‘Sistema’ de origem.

De retorno à citação de Emmanuel, pois:

“Só se pode compreendê-la, bem como muitas outras ideias de sua exposição doutrinária, quem lhe conhece a fundo, por inteiro, pois que Emmanuel, em seus altos conhecimentos e nobre espiritualidade, adota a concepção bem mais abrangente e bem mais complexa da obra de Pietro Ubaldi, como verdade universal. (Vide texto: ‘Queda Espiritual na Obra de Xavier’)”.

Finalizando, recordo-me que:

“Ninguém foi, nem será igual ao Filho, por que Ele foi sempre o cumprimento da Lei, SEM NUNCA INFRIGÍ-LA”. (Vide: “Roma e o Evangelho” – D. Jose Amigo y Fellícer - Feb).

Jesus, portanto, e, pelo menos para as confiáveis instruções encimadas, é cidadão do infinito ‘Sistema’ espiritual divino, cuja encarnação divina e missionária nos planos terrenos se dera num corpo bio-transmutável que, afinal, poderá ser mais bem compreendido pelo exposto em meu décimo segundo (12º.) e.Book intitulado: “Jesus: Médium de Deus”.


         
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quarta-feira, 29 de abril de 2015

EDUCAÇÃO E CONSTRUTIVISMO METAFÍSICO ? (Jorge Hessen)

Jorge Hessen
COLEÇÃO DE LIVROS GRATUITOS

Uma enquete realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), põe Brasil no topo de ranking de violência contra professores. [1] Há relatórios na “Pátria do Evangelho” advertindo que metade dos diretores de escolas primárias e jardins de infância sofreram agressões verbais e físicas de pais de alunos.

Para Miriam Abramovay, coordenadora da área de Juventude e Políticas Públicas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais e coordenadora de pesquisas da Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura), os conflitos [violências] são resultado de relações sociais ruins e da falta de diálogo. A escola é muito centrada nela mesma, e muito pouco se propõe a dialogar com os jovens alunos. Isso cria um clima muito ruim. Um bom professor é o que ensina bem a disciplina, mas também o que sabe ser amigo, que sabe entender o que é ser jovem. Há abuso de professores e professoras relacionado à fragilidade do que é ser adolescente. [2]

Entendemos que dentro de uma visão espírita a escola (pública ou particular – espírita ou não) deve formar um homem novo e precisa ser uma escola inteiramente inovadora, rompendo com o sistema vigente, pois a educação tradicional, conforme aferimos, já não atende às necessidades da atual geração. A escola deve incentivar a participação, a interação, o diálogo, o debate livre, o estudo em grupo e abolir todas as formas de repressão.

Qualquer professor hoje sabe dos problemas de disciplina e desinteresse que existem nas salas de aula. Esses problemas demonstram que a escola em sua maioria não está adequada às atuais gerações. É preciso uma escola ativa em alto grau, diligente, que respeite a inteligência dos alunos, mas é também preciso uma escola que saiba que o aluno é um ser reencarnado, e a finalidade da sua educação não é apenas moldá-lo para o mercado de trabalho, mas para a sua realização humana, para o cumprimento da sua missão e para a sua transcendência.

O pensamento herculanista entroniza a liberdade como uma das facetas essenciais da pedagogia espírita. Pestalozzi, em Yverdon, praticava essa liberdade de ação em que as crianças podiam escolher atividades e até poderiam entrar e sair do castelo à vontade. Desde Rousseau sabemos que uma das exigências mais prementes para a educação é conectar o homem novamente com a natureza. Nos EUA, na década de 30, o padre Flanagan mostrou que a liberdade é fator preponderante inclusive na recuperação de crianças e adolescentes considerados delinquentes. Flanagan fundou a cidade dos meninos, onde os próprios adolescentes geriam a comunidade, trabalhavam e tinham plena liberdade de entrada e saída.

Os Espíritos que estão reencarnando para semear os novos tempos para uma nova era não estão mais se adaptando ao esquema tradicional da sovina educação coercitiva. Em face disso, alguns alunos descambam para a agressão e delitos de graves consequências. A escola deve recuperar a alegria, a vitalidade e o estímulo, e deixar de ser essa prática maçante e monótona de que nenhum aluno gosta. O educador não pode ser repressor, mas deve se empenhar para despertar um processo de aprendizagem aprazível, entretanto ajuizado e fecundo. Nenhum aluno aprende a ser “responsável” apenas obedecendo ordens sob “açoites” verbais e às vezes até físicos. Ninguém aprende a agir espontaneamente estando o tempo todo sob coerção. A virtude moral só pode brotar da livre escolha do indivíduo. Não esqueçamos que a própria pedagogia Divina age assim conosco – ela nos deixa aprender com nossos próprios erros, para alcançarmos a moralidade no clima da liberdade.

Compreendemos que o construtivismo[3] é a força pedagógica da modernidade. Tal corrente pedagógica vem desde o tempo de Sócrates e Platão, sobrevindo em Rousseau e Pestalozzi. O núcleo da tese construtivista é que o indivíduo constrói o seu próprio conhecimento e só pode fazê-lo através da ação. Essa tese é categoricamente correta. Entretanto o construtivismo comumente cultivado e estudado hoje é um construtivismo materialista, tendo como semideuses inspiradores Vygotsky e Piaget, ao passo que o construtivismo Socrático, Platônico, Rousseauniano e Pestalozziano é um construtivismo, digamos, mais espiritualista.

Será que a proposta de pedagogia espírita é um construtivismo metafísico? Está capacitada para educar, desenvolver e alforriar a consciência do aluno das injunções repressivas da educação materialista empregada atualmente?

Uma coisa é verdadeira: após Jesus, asseguramos que Allan Kardec FOI, É e sempre SERÁ o maior educador da História.


Nota e referências:


[1] Disponível em http://g1.globo.com/educacao/noticia/2014/08/pesquisa-poe-brasil-em-topo-de-ranking-de-violencia-contra-professores.html acessado em 25/04/15

[2] Disponível em http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/12/17/a-escola-tinha-que-ser-de-protecao-e-nao-de-reproducao-da-violencia.htm acessado em 23/04/15

[3] Uma das correntes teóricas empenhadas em explicar como a inteligência humana se desenvolve partindo do princípio de que o desenvolvimento da inteligência é determinado pelas ações mútuas entre o indivíduo e o meio.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Os Trunfos do Espiritismo



         Duas inteligências contribuem para o desenvolvimento do Espiritismo: a dos seus atuantes adeptos e a dos Espíritos.
         Os adeptos, como dirigentes de instituições, palestrantes, escritores, etc. Os Espíritos, espíritas, os que comungam com a Terceira Revelação, como protetores espirituais, como escritores psicográficos, etc., constituindo suas realizadoras forças. 
Daí, instituições sérias e progressistas movidas pelo eficaz trabalho de abnegados companheiros, em cumprimento aos conceitos Espiritistas, o que não acontece com muitas outras. É o que nos adverte o Espírito Bezerra de Menezes: {...} “No entanto, mesmo dentre aquelas que se dizem espíritas, muitas há que não conseguiram construir essa ponte luminosa, em função da deficiência de seus dirigentes, da insinceridade de seus membros, da invigilância daqueles que a ela se achegam, interessados em resolver problemas da Terra usando os recursos do Céu” {...} (1)
         É verdade!.. Aquele que participa do atual movimento Espírita, assiste assustado e surpreso, práticas egressas de outras doutrinas infiltradas no seio de algumas instituições!..
         Reconhecendo esse estado de coisas, seria prudente, necessário, e até mesmo urgente, ouvir os Espíritos sérios, em reuniões práticas, quanto a validade dessas estranhas e desfiguradas incursões, nunca observadas em Casas que a muito freqüentamos!
 É evidente, que não iríamos manter algum espírito à “tiracolo”, mesmo porque não estariam Eles, todo o tempo, a nossa disposição, entretanto, não nos seria proibido, muito ao contrário, seria providencial, aconselhável, provocarmos constantes contactos com os Espíritos, amigos da instituição, a busca de seguras avaliações do que estamos realizando nas Casas Espíritas!.. 
Estariam Eles, dispostos a nos atender? {...} “Uma noite, seu    Espírito  protetor, Z.,  deu-lhe,   por   um   médium,  uma comunicação  toda  pessoal,  na  qual lhe dizia, entre outras coisas, tê-lo conhecido em uma precedente existência, quando,  ao   tempo   dos  Druidas,  viviam   juntos   nas  Gálias.  Ele se chamava, então, Allan Kardec, e, como a amizade  que  lhe havia  votado só  fazia  aumentar,  prometia-lhe  esse       
Espírito secundá-lo na tarefa muito importante a que ele era chamado, e que facilmente levaria a termo”. {...} (2)

          Sendo os Espíritos zelosos com a Doutrina, estariam  interessados em nos tirar da ignorância?
          102. “Os Espíritos, porém, fazem mais que isso; se as suas revelações são rodeadas de certas dificuldades, se elas exigem minuciosas precauções para se lhes comprovar a exatidão, não é menos real que os Espíritos esclarecidos, --- quando sabemos interrogá-los e quando lhes é permitido  --- podem revelar-nos fatos ignorados, dar-nos a explicação do que não compreendemos e encaminhar-nos para um progresso mais rápido. É nisto, sobretudo, que o estudo sério e completo da ciência espírita é indispensável, a fim de só se lhe pedir o que ela pode dar e do modo por que o pode fazer; ultrapassando esses limites é que nos expomos a ser enganados.” (3)
           Por consultá-los, certamente não abriríamos mão do nosso livre arbítrio, da “fé raciocinada”, avaliando; de usar médiuns estranhos uns aos outros, e ignorantes ao assunto a ser tratado!..
          99. “Dois meios podem servir para fixar as ideias sobre as questões duvidosas: o primeiro, é submeter todas as comunicações ao exame severo da razão, do bom senso e da lógica; ... O segundo critério da verdade está na concordância do ensino. Quando o mesmo princípio é ensinado em muitos pontos por diferentes Espíritos e médiuns estranhos uns aos outros e isentos de idênticas influências, pode-se concluir que ele está mais próximo da verdade do que aquele que emana de uma só fonte e é contradito pela maioria”. (4)  
          Se a Codificação de Allan kardec nasceu de propostas e repostas entre duas inteligências sérias, seria interessante usar agora o mesmo modelo, inquirindo amistosamente, fraternalmente os bons Espíritos, sobre o que é empregado hoje nas Casas Espíritas, prevenindo-nos de possíveis enxertos, colhidos em doutrinas terra a terra, contrários a pureza que o Consolador Prometido divulga!..

          Cachoeiro de Itapemirim, ES, 01 de maio de 2014.

                                                                                     Domingos Cocco
                                          domingoscocco1931@yahoo.com.br


(1)     -  Herdeiros do Novo Mundo –  Lucius – pág. 151 - editora “ide” - 1ª ed. – 2009
(2)     -  O que é o Espiritismo – AK – 37ª ed. – pág. 18
(3)     -  O que é o Espiritismo – pág. 190
(4)   -  O que é o Espiritismo -  pág.  185  

                                 Rua Neca Bongosto n° 06 – Bairro Sumaré
                                               Telefone: (028) - 3522-4053 – CEP 29304-590 
                                                   Cachoeiro de Itapemirim – Estado do Espírito Santo

segunda-feira, 27 de abril de 2015

CENTRO ESPIRITA VICENTE DE PAULO


MATÉRIA SE RESUME À ENERGIA

Fernando Rosemberg Patrocínio
f.rosemberg.p@gmail.com
http://fernandorpatrocinio.blogspot.com.br

É costume falar-se de uma realidade espiritual paralela à nossa realidade de experienciações rotineiras do Mundo terreno que, por sua vez, trata-se de uma realidade física materializada pela realidade não-física, ou espiritual.

De tal modo que o Universo como um todo surgira desta outra realidade, e, portanto, somos o que somos em função de algo pré-existente que, por sua vez, é o gerador de tudo quanto se constata em nosso Universo, suas tantas Leis, pois que nada surge do nada, e, portanto, ou admitimos uma Causa Inteligente para tudo quanto existe de nossa realidade ou caímos em contradições difíceis de serem sanadas pelas leis mesmas de nossa racionalidade.

Ora: Não há efeito sem Causa; e o Universo físico em sendo um efeito, ele há de ter uma causa que, não estando na inteligência humana há que estar na Inteligência Suprema, no Criador.

Logo, se o Universo não pode ser causa de si mesmo, óbvio que tal causa lhe transcende, nada obstante a soberba e a ignorância dos descrentes, que, de modo irracional, Lhe recusam e Lhe negam, conquanto seja Ele, o Criador, “perceptível” pelos humildes e pelos verdadeiros sábios que Lhe sentem quase que “palpável”, apesar dos contras, dos soberbos que não Lhe querem “perceber, sentir ou tocar”.

Ora, olhemos para nós mesmos – Seres humanos - e vejamos que não damos causa a nós próprios. Somos provenientes de um grupo de proteínas, água e sais minerais; e, portanto, somos provenientes de uma célula decorrente da união do gameta masculino com o gameta feminino de cuja interação e crescimento organizado - altamente inteligente - em sua precisa e perfeita construção de órgãos, nos alça, ao final de tudo, à Consciência-Moral imanente em nós todos: Seres espirituais da superior espécie do nosso Orbe terreno.

Logo, numa síntese, em princípio: biológica, e depois, consciencial e moral, somos derivados do nada, do acaso de alguns pensadores que, recusando Deus, recusam o Espírito palingenésico, fundamento excepcional de nós mesmos, Criaturas e Seres de duradoura imortalidade.

Contrariamente a tais pensadores, sabemos nós que a morte não existe, pois a conseqüência da morte é a Vida que se manifesta noutros planos da existencialidade não-física, ou, como se diz: espiritual.

Entretanto, mesmo os crentes em tal vida se equivocam com o estado da realidade espiritual que se nos segue à realidade física. Ora, o termo espiritual não implica, em tempo algum, uma realidade transcendente amorfa e muito além de nossa realidade física. E, isto pode ser visto e constatado por nós mesmos quando, ao dormirmos: sonhamos. Ora, tais sonhos não derivam tão-só de registros cerebrais de nossa rotina no Mundo, mas, em grande parte, resultam sim, de nossa atividade no Mundo Espiritual que, por sua vez, não está muito distante de nossa realidade no Mundo terreno, e sim, como algo muito próximo de sua factualidade mesma, física e material.

Dias atrás, me surpreendi com tal realidade, quando, no referido Mundo Espiritual, de repente, cruzando os dedos em oração, pude sentir que tal Mundo está muito próximo da realidade material, pois que Eu, Espírito, me sentia realmente físico, me apalpando e me sentindo tal como se o corpo espiritual, ou, perispírito, fosse algo de fato tocável, como o nosso corpo físico mesmo, conquanto formado de substâncias outras que transcende a realidade física de nossa corporeidade.

Vejamos algo de um dos mais confiáveis Espíritos da lavra xavieriana, quando alude que:

“Para definirmos, de alguma sorte, o corpo espiritual, é preciso considerar, antes de tudo, que não o reflexo do corpo físico, porque, na realidade, é o corpo físico que o reflete, tanto quanto ele próprio, o corpo espiritual, retrata em si o corpo mental que lhe preside a formação”.

E, deixando tudo muito claro, ministra:

“Do ponto de vista da constituição e função em que se caracteriza na esfera imediata ao trabalho do homem, após a morte”,

“É o corpo espiritual o veículo físico por excelência”,

“Com sua estrutura eletromagnética, algo modificado no que tange aos fenômenos genésicos e nutritivos, de acordo, porém, com as aquisições da mente que o maneja”. (grifos meus) - (Vide: “Evolução Em Dois Mundos” – André Luiz – F. C. Xavier – Feb).

Logo, a realidade espiritual que se nos seguirá à morte do corpo não diferirá muito da realidade material de nossas impressões físicas, e isto pelo simples fato de que matéria não passa de energia condensada, e, no Mundo Espiritual, respiraremos em ambiente de mesma matéria, porém, menos densa que a nossa do plano físico, mas que ainda é matéria noutra faixa vibratória, quintessenciada, digamos assim.

Como já ministrara outra obra do mesmo autor:

“Chame-se a este mundo em existimos, neste momento, ‘outra vida’, ‘outro lado’, ‘região extra-física’ ou ‘esfera do Espírito’, estamos num centro de atividade tão material quanto aquele em que se movimentam os homens, nossos irmãos ainda encarnados, condicionados ao tipo de impressões que ainda lhes governam, quase que de todo, os recursos sensoriais. O Mundo terrestre é aquilo que o pensamento do homem faz dele. Aqui é a mesma coisa”.

“A matéria se resume à energia”. (grifos meus)
- (Vide: “E a Vida Continua...” – André Luiz – F. C. Xavier – Feb).

Ou seja: matéria é energia condensada, tanto aqui como lá, conquanto suas expressões infinitas nos mais diversos planos de sua contingência que vão do físico aos esplendores não-físicos da espiritualidade.

Creio que isto nos basta para hoje, no tocante ao fazermos nossas mais sérias reflexões científicas, filosóficas e espirituais acerca do Mundo terreno que reflete uma realidade física e do Mundo Espiritual aqui do lado de nós mesmos, que, por sua vez, não está tão distante assim de nossa materialidade cotidiana.


         
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domingo, 26 de abril de 2015

Planeta Terra, um gigante em plena agonia!






Arnaldo Rocha


Acorda desse sonho anestesiante
Temos a poluição dos ares
E perceba o que ocorre a teu lado;
Pela indústria de transformação
Não fujas da verdade nesse instante,
Emitindo venenosos gases,
Pois que o mundo está condenado.

Prejudicando a respiração,
Ainda é tempo de retroceder
Trazendo outros agravantes
Reparando essa grave desarmonia,
À saúde dos seres humanos
Vamos lutar para reviver
Com sintomas apavorantes
Esse gigante em plena agonia.

De doenças que causam danos.
Temos consciência e conhecimento
Temos mares e rios prejudicados
Para iniciarmos a recuperação;
Por esgotos e resíduos industriais
Não deixemos passar o momento,
Deixando os seres vivos contaminados
É hora de darmos nossa contribuição.

Que vivem por esses locais
Enquanto há vida, há esperança!
O gigante se contorce no leito
Ajamos de forma inteligente,
Vítima de nossas más ações,
Com boa-vontade e confiança
Reagindo do seu próprio jeito
Para que nosso amanhã seja diferente.

Devido a tantas profanações.
Esse mal provém da ambição desmedida
Há todo um problema climático
Do homem em busca da riqueza,
Alterando as quatro estações:
Que cego, inconsciente e sem medida
É o derretimento do gelo nos pólos
Destrói,  impiedosamente, a natureza.

As enchentes, as secas, os furacões.
Esclareçamos a toda nossa sociedade
Procuremos, agora, mudar
Sobre a utilização indevida do solo,
Essa difícil e amarga situação
Mostrando-nos por essa realidade
Para que não venhamos a chorar
Quando uma ação se transforma em dolo.

Sofrendo as consequências da inação.
Temos as queimadas criminosas
Ainda é tempo de se escolher
E o desmatamento desregrado
Entre o desequilíbrio e a harmonia;
Realizados por mãos impiedosas
Vamos lutar para reviver
Que deixam o solo desertificado,

Esse gigante em plena agonia.
Acabando com a vida dos animais,
Modificando o meio-ambiente,
Secando as fontes naturais,
Uma crueldade sem precedente.