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domingo, 20 de dezembro de 2015

EINSTEIN E OLINTO DE PRETTO

Fernando Rosemberg
Dois grandes homens, dois grandes sábios da humanidade: Albert Einstein e Olinto De Pretto. Do primeiro, quase tudo se sabe; quer dizer: todos já ouviram falar; e todos admitem que Einstein fora o mais intuitivo, brilhante e mais popular dos cientistas terrenos em todos os tempos da humanidade. Ora, quem nunca vira uma foto daquele velhinho genial com a língua de fora da boca, e, de cabelos brancos, esvoaçantes, parecendo eletrizados? Sendo que numa de tais fotos, encontra-se estampada a apreciável sentença:

“Grandes Almas sempre encontraram forte oposição de Mentes medíocres”.

Pois bem: e Olinto De Pretto, quem já ouviu falar???

Nos últimos tempos, sobretudo, Olinto De Pretto tem se destacado ao âmbito dos grandes cientistas intuitivos, e, ao que se saiba, pelo fato do mesmo ter sido, segundo sólidos documentos comprobatórios, o descobridor da célebre fórmula: 
                          2
   [( E ) = ( M . C )]

Mas tal fórmula não é de Einstein? Não fora ele o seu idealizador? Ele não lhe chegara primeiramente? A resposta é: sim, para uns; e, não, para outros. Pesquisando-se na Internet, por exemplo, vamos atinar que Olinto De Pretto, se destacara como: Físico, de nacionalidade italiana. Em 23 de novembro de 1903, apresentara ao Instituto Real de Ciências, Letras e Artes de Vêneto, um Ensaio intitulado: “Hipótese do Éter na Vida do Universo”, em que tentara explicar a natureza do Éter e da Força Gravitacional, argumentando que:

“A matéria movendo-se na velocidade da luz teria energia cinética igual a m.c ”.

Referindo-se à velocidade das partículas do Éter, supondo que fosse igual à velocidade da luz (c). No ano seguinte, em fevereiro de 1904, o Ensaio foi lançado com o prefácio do astrônomo Giovanni Schiaparelli; na página 30 de tal, Olinto argumenta sobre a relação de massa e energia descrevendo:

“Mas essa dedução conduz a conseqüências inesperadas e incríveis. Um quilograma de matéria, lançado à velocidade da luz, seria como uma soma de energia inconcebível”.

E concluía:

                           2
 “A fórmula (m.c) dá-nos energia viva...”;

E segue Olinto De Pretto mostrando o poder destrutivo de tal possibilidade. E Albert Einstein, em 1905, publica vários textos sobre a Relatividade Restrita; num deles expõe suas deduções sobre a famosa fórmula da equivalência entre massa e energia. E o tempo passa. Por fim, surgem as primeiras controvérsias, as primeiras discussões de que Einstein, num deslize moral, teria plagiado De Pretto; e até hoje tal assunto é tema de grandes discussões nos meios acadêmicos, onde o primeiro “versus” o segundo, se debatem numa discussão que parece não ter fim.

A posição deste modesto articulista, e pouco reluzente escritor, cuja opinião, pois, tem tão pouco valor, é de que Einstein fora um Espírito de escol, um dos maiores gênios da Ciência, como também, e, em que pese nossas mazelas, de indiscutível moralidade; e, portanto, para mim, Einstein não plagiara De Pretto. Até porque, o Espiritismo tem uma possível solução para tal problema. Estudando-se suas sábias páginas, constatamos, por exemplo, no Item 419 de “O Livro dos Espíritos” (Allan Kardec – 1857 – Ide), que:

Pergunta: “Por que a mesma ideia, a de uma descoberta, por exemplo, se produz sobre vários pontos ao mesmo tempo?”.

Resposta: “Já vos dissemos que, durante o sono, os Espíritos se comunicam entre si. Pois bem, quando o corpo desperta, o Espírito se lembra do que aprendeu e o homem acredita tê-lo inventado. Assim, vários podem encontrar a mesma coisa a um só tempo. Quando dizeis que uma idéia está no ar, usais uma figura mais justa do que acreditais. Cada um contribui em propagá-la, sem de isso suspeitarem”.

Tal fato – “da idéia que estava no ar” – que presumo ocorrera com Einstein e De Pretto, já se repetira outras vezes no campo do conhecimento mesmo. Todos ainda têm em mente que Wallace é co-criador da Teoria da Evolução, juntamente com Darwin; ambos tiveram a mesmíssima idéia da “Seleção Natural”. Porém, a originalidade da mesma fora atribuída a Darwin que a “conhecera” primeiramente, alguns anos antes, e não a publicara; e Wallace, a “conhecera” alguns anos depois e remetera seus escritos a Darwin, com quem mantinha correspondência. Este, ao ler tais escritos, se deparara com os seus próprios, cuja teoria vinha trabalhando ao longo de vinte anos. E, por isto constata-se, pois, que a idéia evolucionista “estava no ar”, tendo os referidos sábios a detectado com suas antenas psíquicas geniais, pra não dizer: mediúnicas também.

Assim, pois, o Espiritismo é solução para muitos problemas, dentre tantos problemas sociais, científicos e filosóficos da humanidade, cuja soberba de alguns falsos sábios não reconhece, conquanto as muitas provas e evidências indubitáveis da realidade espiritual do Homem como Ser palingenésico, mediúnico, ou, de capacidade: extra-sensorial.

Finalizando, queremos crer que esta discussão toda de quem foi o autor disto ou daquilo, não passa de uma bobagem da vaidade humana, pois que, afinal, tudo já está pronto no Universo físico e astronômico de nossa realidade e, portanto, nossos sábios, sejam eles Einstein ou De Preto, estão tão só ratificando o que já está pronto há milênios e milênios pelo Geômetra Divino, Este sim: o Sábio dos Sábios: o Criador de Tudo, não restando a nós a humilde condição de co-criadores, de filhos de Deus: iguais em sua essência, conquanto diferentes em seus níveis evolucionais.

Autor: Fernando Rosemberg Patrocínio

Blog: fernandorpatrocinio.blogspot.com.br

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