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sábado, 8 de agosto de 2015

O ATEISMO E SUA INSURGÊNCIA

 Fernando Rosemberg Patrocínio


Donde surge o Materialismo, o Ceticismo, o Niilismo, o Ateísmo e outras tantas absurdidades do cognitivo humano? Surge de sua rebeldia, e, porque não dizer: de sua pequenez espiritual!

Ora, óbvio está que somos pequenos demais comparativamente à grandeza de Deus. E, portanto, quero crer que tais absurdos do pensamento humano surgem não só de sua rebeldia, mas também da clara estupidez de alguns elementos seus. Mas estamos aprendendo e constatando que:

“Não há efeito sem causa”

E, portanto, ao contrário do que apregoam os céticos de que o Universo dispensa a ideia de Deus, nós, os espiritistas, apregoamos que:

“O Universo exige a ideia de Deus”

Exceto se não nos importarmos com nossas contradições que, vendo, não queremos ver; e, raciocinando, não queremos raciocinar que, para a existência de Leis eternas e imutáveis, como as regentes do Mundo terreno, do Universo como um Todo, necessário se faz, à nossa compreensão, que tais Leis não existem por acaso, mas sim pela Existência de um Legislador.

Com efeito:

“Não existem Leis sem o Seu Legislador!”

E, portanto, não há efeito sem causa! Ou, mais ainda, dir-se-ia que a grandeza do efeito corresponde à grandeza da causa, e, no caso em questão: à Grandeza de Deus!

Assim, estive aprendendo com a “ingenuidade” de minha mãezinha que Deus é Grande, pois que, de fato, Deus é Infinito; e, conquanto não se compreenda bem a Infinitude de Deus, algo nos diz que é assim que é, sendo Deus, mais ainda: Onisciente (detentor da Ciência de tudo), Onipotente (Poder Supremo), Onipresente (Imanente e Presente em todas as coisas).

E, se o Mestre se dizia ser: Uno com o Pai, e se não existem privilégios no Universo, isto está a inferir que, de futuro, também haveremos de ser Unos com Deus e participantes de Sua Ciência, de Seu Poder, de Sua Imanência no pequeno e no grande de todas as coisas, nos tornando, por aí, verdadeiramente deuses, pois que participantes dos Atributos de Deus.

Mas, enquanto lá não chegamos, tratemos de nos melhorar, tratemos de ser mais fraternos, altruístas e colaboradores, pois a mim não parece haver algo mais importante por fazer que vivenciarmos, em nós mesmos, o mais importante preceito do Universo, o do Amor, quando os demais, surgem naturalmente em nossas vidas que, afinal, se rege pelos Maiores da Espiritualidade que sabem o que fazer por nós mesmos: redirecionando nossos passos, corrigindo-nos, aconselhando-nos.

Tudo está a dizer, pois: que estamos caminhando! Mas para onde? E digo que, indubitavelmente: para Deus!

Ora, para compreendermos o Infinito da Mente de Deus, óbvio está que teremos, necessariamente, de enfrentar este Infinito, e, por isto:

-Lidamos com o Espiritismo que, como se sabe, intitula-se justamente como ‘Ciência do Infinito’, ou ainda, para mim: como ‘Ciência de Tudo’, do Espírito e da Matéria e de suas infindáveis gradações, o que me faz crer, pois assim, que estamos a caminho de Deus, à compreensão mais perfeita de ‘Tudo’, e que, no presente e no futuro, permaneceremos caminhando, e, como já dito, para sermos Unos com a Mente de Deus, Unos com o Criador; e mais ainda:

-Lidamos com o Espiritismo justamente por este paradoxo que deriva dele mesmo: de ser simples, porém, muito complexo, de difícil trato, representando, particularmente a mim, ser ele muito mais complexo que a relatividade einsteiniana, muito mais complexo que a física quântica e outras disciplinas de razoável e média complexidade.

Ora, estamos lidando com o Invisível Espiritual, ou seja: com um Complexo de Coisas infinitamente mais difícil de trabalhar, quando este mesmo Complexo, tal como verificável com as coisas do nosso cotidiano, também se mobiliza, se move o tempo todo nas mudanças de seus elementos que, em suma, também progridem constantemente nas engrenagens palingenésicas ou reencarnatórias.

E ouso dizer que: o Espiritismo vai ser da alçada da Ciência sim, vai ser estudado e confirmado pelos nossos cientistas; o que lhes falta, no momento, é maturidade, bem como humildade, pois sua soberba e rebeldia não lhes permitem avançar pelas complexas veredas doutrinárias desta ‘Ciência de Tudo’, do Espírito e Matéria, suscetíveis que são de transmudar-se pelo infinito da Obra de Deus.


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