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sábado, 13 de junho de 2015

“LUCY”: DO CÉREBRO AO TODO UNIVERSAL

Fernando Rosemberg Patrocínio
f.rosemberg.p@gmail.com
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Os curtidores de cinema, nestes últimos meses, se deliciaram com “Lucy” (2015), um filme muito inteligente estrelado por Morgan Freeman e Scarlett Johansson, que mistura realidade, ficção e ação, bem como violência desnecessária; mas é muito divertido também.

Mas vamos ao tema que, em suma, gira em torno da ideia de que o homem utiliza apenas 10% de sua capacidade cerebral. A partir daí, sua trama se desenvolve com Lucy (Scarlett), uma pessoa comum, do sexo feminino, que, drogada por uma substância sintetizada em laboratório, se depara com o fato de estar expandindo, aos poucos, suas potências cerebrais, alcançando, ao final da trama, o máximo de sua dinâmica psíquica, assombrando-nos a todos com seus dons paranormais. Já ao meio do filme, atingindo 50% de suas possibilidades cerebrais, temos a impressão de que Lucy descobre a imortalidade do Espírito; em meio a uma correria no trânsito de uma metrópole, o detetive que lhe auxiliava na referida trama lhe interpela: “é melhor se atrasar do que morrer”; e obtêm como resposta:

“Ninguém morre de verdade”.

Mais adiante, estando ao encontro de um cientista famoso (Freeman) – bastante humilde, mas, pelo visto, um cético do Espírito e de Deus, pois chega a dizer que não há um Propósito Maior no Universo - informa-lhe e demonstra-lhe suas possibilidades e façanhas, até que, ao final da trama, o diretor da estória mostrada no filme, conduz sua estrela principal a algo inédito e bastante interessante, pois que a mesma consegue atingir os 100% de sua capacidade cerebral, permanecendo em tudo e se tornando consciente de tudo se unificando com a Natureza, tal qual poderosa Divindade que tudo sabe: do passado, do presente e do futuro.

Deduzo que é sempre a mesma estória, o homem rebelado, descrente de Deus, quer, a todo custo, ser Deus. Mas trata-se, como já dito, de um excelente filme. Nele, vemos que alguns cientistas, de certa forma, crêem na imortalidade, porém, de um modo diferente, pois que se refere à imortalidade da célula, da vida, que vai transmitindo suas informações genéticas aos seus descendentes.

Por outro lado, pecam alguns condutores da Ciência por crer que o cérebro é tudo e o Espírito um simples epifenômeno cerebral. Ora, o cérebro é simples máquina gerada e dirigida pelo Espírito, este sim, capaz de progredir e de se ascencionar ao infinito se tornando Uno com o seu Criador. Portanto, o que progride e avança, intelectualmente e moralmente, é o Espírito e não o cérebro, sendo este um equipamento secundário daquele outro que, entretanto, vai lhe acompanhando na voragem do tempo-evolução se submetendo às suas injunções, ou seja, do seu diretor: o Espírito imortal.

Assim, pois, vemos na trama do referido e muito bom filme hollywoodiano, o que me pareceu duas estórias muito bem dirigidas: dos cientistas materialistas e de uma jovem que se redescobrira em suas experienciações mesmas, e que, ao seu encerramento, registrando todas suas descobertas num pen-drive, o dá ao referido cientista; e, finalmente, Lucy expressa seu pensamento de que:

“a vida nos foi dada a milhões de anos, agora já sabem o que fazer com ela”.

Referido filme, em resumindo-o, passou-me a impressão de que, mais uma vez, é concedida novas provas ao homem cético do nosso tempo de que somos verdadeiramente imortais (imortal à sua maneira), estando tudo registrado nos experimentos pessoais de Lucy, ou seja, de quem passou pelo referido fenômeno expansionista do seu cérebro e de sua Mente, que se funde, ao final da trama, com todas as coisas da Natureza.

Ou seja: referida película cinematográfica resume, ao nosso modo de ver, o que se dará com todos nós Filhos de Deus, que, ao final de nossa trama evolutiva, nos tornaremos Unos com Ele, tal qual Jesus se dizia ser Uno com o Pai, porém, sem perdermos nossa identidade psíquica, nosso Ser moral.


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