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sábado, 6 de junho de 2015

ESTOURANDO PIPOCA


Fernando Rosemberg Patrocínio
f.rosemberg.p@gmail.com
http://fernandorpatrocinio.blogspot.com.br


Permito-me, com o presente e sucinto texto, alguma descontração tanto de ordem doutrinária como de ordem pessoal e quotidiana, como, por exemplo, a dessa nossa excelente mania de estourar pipoca.

Sabe-se que a pipoca é mais que um bom alimento, pois é fonte energética composta de diversos minerais, de vitaminas, proteínas, alta concentração de fibras que auxiliam o funcionamento intestinal, e, mais ainda, encerra dois componentes antioxidantes, que retardam o envelhecimento.

Mas de onde surgira a ideia do referido texto?

Surgira do fato de alguns companheiros nossos, mais ortodoxos, (e aqui em Uberaba temos amigos um tanto enclausurados a tal ortodoxia), se autorizarem a proclamar que SABEM TUDO de Espiritismo e que, portanto, só estudam a Codificação e nada mais. Eles consideram que Kardec e o Espiritismo organizado é tudo, encerra tudo, e, portanto, eles desprezam tudo o mais, pois nada mais tem de aprender no tocante a tal.

Parece que tais desconhecem que o Espiritismo é Ciência do Infinito, e que, portanto, desconhecem o principio de que a revelação espírita é de ordem:

“essencialmente progressiva”, ...

... dilatando suas perspectivas doutrinárias no contínuo estabelecido pelo tempo-evolução; logo, se a Codificação é do Século dezenove e estamos adentrando o Século vinte e um, óbvio está que a Codificação já fora desenvolvida e mui ampliada, sobretudo pelos melhores médiuns missionários do Século vinte que se findara.

Mas não tem problema não, se tais elementos consideram que a Codificação disse tudo, e que eles JÁ SABEM TUDO, não vamos discutir, pois tal degrau de nossa evolução psíquica é também muito importante e, portanto, que se estude e se analise, que se re-estude e se re-analise dita obra que, afinal, para os estudiosos mais sensatos, representa o início, o ‘abc’ do Espiritismo no Mundo terreno como promessa do Cristo de nos enviar o Consolador.

Mas retornemos ao milho de pipoca que, afinal, eu não os estourava muito bem: a pipoca ficava um tanto dura, não estourava os milhos por completo, sobrando muito na panela. Até que um sábio ‘senhorzinho’ fazedor e vendedor de pipoca, em visita comercial ao Cezinha, nosso amigo comum, nos instruíra que o segredo da boa pipoca está em não deixá-la simplesmente no óleo quente, e sim, em agitá-la. E, dito e feito, na próxima pipoca que estourei, tratei de tomar de uma panela de duas alças e, com a mesma tapada, e, com as duas mãos nas alças da referida panela, tratei de agitá-la no fogão mexendo e remexendo o seu conteúdo (os milhos) continuamente; e não é que o milho estourara praticamente de uma só vez, e, por completo? Ou seja: mesmo com pouca quantidade de milho, notei que enchera a panela de pipoca que, por sua vez, ficara extremamente macia!!!

E, quando encontrei de novo o Cezinha, comentei com ele o ocorrido que, por sua vez, me retrucara:

“É, e tem espiritista que acha que sabe tudo; vai ver que não sabe nem estourar pipoca”.
É isto daí: vivendo e aprendendo! E não só com o Espiritismo codificado, mas também com muitas outras obras sérias que o complementam vastamente neste sesquicentenário de sua presença no Mundo; exceto se nos engessarmos considerando que nada mais temos de aprender e de retificar de nossos passos pela gloriosa imortalidade.


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