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terça-feira, 9 de junho de 2015

DAI DE GRAÇA



Fernando Rosemberg Patrocínio


Minha querida genitora, mãezinha de saudosa lembrança, sempre indicara aos seus filhos o caminho do bem, do proceder correto, pois operava a mediunidade com Jesus. 

Quanta cura lhe vira operar por suas mãos simples e benfazejas que, com um raminho vegetal, tratava do “mau-olhado”, do “vento-virado”, do “cobreiro” e outras tantas mazelas mais. E ela, sem nenhuma cultura acadêmica, mas com apenas o curso primário, seguia com maestria a cultura de Jesus: do “daí de graça o que de graça recebeste”.

E de onde trouxera, senão do Mundo espiritual, e de outras vivências anteriores, tal cultura e tal aprendizado com Jesus, o Mestre dos mestres?

Lembro-me que, certa vez, uma menina de uns oito ou dez anos estava com “cobreiro” se desenvolvendo por todo seu corpinho, e nada dos medicamentos farmacêuticos resolverem o seu problema. Sua mãe estava desesperada, e seu pai já havia gasto tudo o que tinha, e não mais sabiam o que fazer. Referida família morava em bairro bem distante de minha casa. E os encontrei por acaso, ou será que fui conduzido pelo meu protetor? 

Nesta ocasião propuz a tal família levar a garotinha de motocicleta (pois não tinha automóvel) até minha mãezinha e recordo-me, para minha tristeza, que ela demorara a acomodar-se no veículo de duas rodas, pois sentia muitas dores, e as marcas escuras do cobreiro avançavam pelo tórax e cobriam todo o seu abdômen, os membros inferiores, e a impossibilitava de maiores movimentos que, com tais, se abriam em feridas tal qual lepra que avança e toma todos os espaços saudáveis do frágil organismo da pequenina.

Mas minha alegria foi constatar que três dias depois dos passes aplicados por minha mãezinha, passes impregnados de amor e de bênçãos de uma modesta benzedeira, o cobreiro já desaparecia e a garotinha já se movimentava sem dores e sem quaisquer outras perturbações.

Que Deus lhe abençoe minha querida mãezinha! 

Onde quer que esteja tenho certeza de que estás com seus Maiores espirituais: os trabalhadores de Jesus.

Hoje, quando me recordo desses tempos que se foram, penso que tais fenômenos de cura cristã já estavam abrindo nossos olhos para algo além da vida mundana, além da medicina oficial. Entretanto, não me recordo de que tivéssemos uma religião definida. Éramos de família muito simples, carente, cheia de problemas os mais diversos, mas Jesus não nos desamparava. E parece que, de modo leigo, éramos meio espíritas, meio católicos, pois me recordo de ter freqüentado a igreja, como também vivera ou participara de alguns outros fenômenos estranhos, nitidamente ligados à mediunidade.

E graças às bênçãos de Jesus que não cessam jamais, penso estar, no presente, mui bem esclarecido pelo Espiritismo codificado por Allan Kardec, Terceira Revelação da Lei de Deus, consoante promessa daquele mesmo Jesus de nos enviar ‘O Consolador’, que nos faria relembrar de tudo quanto havia dito e feito e que ficaria eternamente conosco.         



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