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segunda-feira, 27 de abril de 2015

MATÉRIA SE RESUME À ENERGIA

Fernando Rosemberg Patrocínio
f.rosemberg.p@gmail.com
http://fernandorpatrocinio.blogspot.com.br

É costume falar-se de uma realidade espiritual paralela à nossa realidade de experienciações rotineiras do Mundo terreno que, por sua vez, trata-se de uma realidade física materializada pela realidade não-física, ou espiritual.

De tal modo que o Universo como um todo surgira desta outra realidade, e, portanto, somos o que somos em função de algo pré-existente que, por sua vez, é o gerador de tudo quanto se constata em nosso Universo, suas tantas Leis, pois que nada surge do nada, e, portanto, ou admitimos uma Causa Inteligente para tudo quanto existe de nossa realidade ou caímos em contradições difíceis de serem sanadas pelas leis mesmas de nossa racionalidade.

Ora: Não há efeito sem Causa; e o Universo físico em sendo um efeito, ele há de ter uma causa que, não estando na inteligência humana há que estar na Inteligência Suprema, no Criador.

Logo, se o Universo não pode ser causa de si mesmo, óbvio que tal causa lhe transcende, nada obstante a soberba e a ignorância dos descrentes, que, de modo irracional, Lhe recusam e Lhe negam, conquanto seja Ele, o Criador, “perceptível” pelos humildes e pelos verdadeiros sábios que Lhe sentem quase que “palpável”, apesar dos contras, dos soberbos que não Lhe querem “perceber, sentir ou tocar”.

Ora, olhemos para nós mesmos – Seres humanos - e vejamos que não damos causa a nós próprios. Somos provenientes de um grupo de proteínas, água e sais minerais; e, portanto, somos provenientes de uma célula decorrente da união do gameta masculino com o gameta feminino de cuja interação e crescimento organizado - altamente inteligente - em sua precisa e perfeita construção de órgãos, nos alça, ao final de tudo, à Consciência-Moral imanente em nós todos: Seres espirituais da superior espécie do nosso Orbe terreno.

Logo, numa síntese, em princípio: biológica, e depois, consciencial e moral, somos derivados do nada, do acaso de alguns pensadores que, recusando Deus, recusam o Espírito palingenésico, fundamento excepcional de nós mesmos, Criaturas e Seres de duradoura imortalidade.

Contrariamente a tais pensadores, sabemos nós que a morte não existe, pois a conseqüência da morte é a Vida que se manifesta noutros planos da existencialidade não-física, ou, como se diz: espiritual.

Entretanto, mesmo os crentes em tal vida se equivocam com o estado da realidade espiritual que se nos segue à realidade física. Ora, o termo espiritual não implica, em tempo algum, uma realidade transcendente amorfa e muito além de nossa realidade física. E, isto pode ser visto e constatado por nós mesmos quando, ao dormirmos: sonhamos. Ora, tais sonhos não derivam tão-só de registros cerebrais de nossa rotina no Mundo, mas, em grande parte, resultam sim, de nossa atividade no Mundo Espiritual que, por sua vez, não está muito distante de nossa realidade no Mundo terreno, e sim, como algo muito próximo de sua factualidade mesma, física e material.

Dias atrás, me surpreendi com tal realidade, quando, no referido Mundo Espiritual, de repente, cruzando os dedos em oração, pude sentir que tal Mundo está muito próximo da realidade material, pois que Eu, Espírito, me sentia realmente físico, me apalpando e me sentindo tal como se o corpo espiritual, ou, perispírito, fosse algo de fato tocável, como o nosso corpo físico mesmo, conquanto formado de substâncias outras que transcende a realidade física de nossa corporeidade.

Vejamos algo de um dos mais confiáveis Espíritos da lavra xavieriana, quando alude que:

“Para definirmos, de alguma sorte, o corpo espiritual, é preciso considerar, antes de tudo, que não o reflexo do corpo físico, porque, na realidade, é o corpo físico que o reflete, tanto quanto ele próprio, o corpo espiritual, retrata em si o corpo mental que lhe preside a formação”.

E, deixando tudo muito claro, ministra:

“Do ponto de vista da constituição e função em que se caracteriza na esfera imediata ao trabalho do homem, após a morte”,

“É o corpo espiritual o veículo físico por excelência”,

“Com sua estrutura eletromagnética, algo modificado no que tange aos fenômenos genésicos e nutritivos, de acordo, porém, com as aquisições da mente que o maneja”. (grifos meus) - (Vide: “Evolução Em Dois Mundos” – André Luiz – F. C. Xavier – Feb).

Logo, a realidade espiritual que se nos seguirá à morte do corpo não diferirá muito da realidade material de nossas impressões físicas, e isto pelo simples fato de que matéria não passa de energia condensada, e, no Mundo Espiritual, respiraremos em ambiente de mesma matéria, porém, menos densa que a nossa do plano físico, mas que ainda é matéria noutra faixa vibratória, quintessenciada, digamos assim.

Como já ministrara outra obra do mesmo autor:

“Chame-se a este mundo em existimos, neste momento, ‘outra vida’, ‘outro lado’, ‘região extra-física’ ou ‘esfera do Espírito’, estamos num centro de atividade tão material quanto aquele em que se movimentam os homens, nossos irmãos ainda encarnados, condicionados ao tipo de impressões que ainda lhes governam, quase que de todo, os recursos sensoriais. O Mundo terrestre é aquilo que o pensamento do homem faz dele. Aqui é a mesma coisa”.

“A matéria se resume à energia”. (grifos meus)
- (Vide: “E a Vida Continua...” – André Luiz – F. C. Xavier – Feb).

Ou seja: matéria é energia condensada, tanto aqui como lá, conquanto suas expressões infinitas nos mais diversos planos de sua contingência que vão do físico aos esplendores não-físicos da espiritualidade.

Creio que isto nos basta para hoje, no tocante ao fazermos nossas mais sérias reflexões científicas, filosóficas e espirituais acerca do Mundo terreno que reflete uma realidade física e do Mundo Espiritual aqui do lado de nós mesmos, que, por sua vez, não está tão distante assim de nossa materialidade cotidiana.


         
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