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quinta-feira, 30 de abril de 2015

EVOLUÇÃO EM LINHA RETA


Nota de esclarecimento: 
“O artigo abaixo trata-se do exercício natural do direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não me compete censurar opiniões, ainda mesmo que eu, Jorge Hessen, não defenda pessoalmente as concepções de Pietro Ubaldi. 
Assim, deixamos aos leitores do meu blog em O Rebate o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe ou sugere a seguir, pois o mesmo direito que tem o articulista de argumentar , temos todos o mesmo direito de refutar , de aceitar, ou não, os seus argumentos.” 


Fernando Rosemberg Patrocínio
http://fernandorpatrocinio.blogspot.com.br 


Preconiza-se que a Codificação Espírita é apenas o começo das revelações espiritistas, mas nunca o seu fim; trata-se, pois, do ‘abc’ do Espiritismo que, como Ciência do Infinito, tem todo um infindável de coisas para nos ensinar; e, portanto, paralisar-se tão só no minimamente codificado por Kardec – lá atrás no século dezenove - é descambar-se para a insensatez e a irracionalidade, quando tantos e tantos missionários já trouxeram sua parcela de contribuição doutrinária das mais relevantes.

Para isto, basta ver que os notáveis missionários do Cristo: Francisco Cândido Xavier e Pietro Ubaldi, no século vinte, demonstraram a insuficiência do Modelo tão só Evolutivo de Kardec, que, completando-o, ministraram o Modelo Involutivo-Evolutivo, de cujo resumo, temos:

Modelo Evolutivo do Espírito:

-Dos Espíritos Simples e Ignorantes (ESI) aos Espíritos Puros e Conscientes (EPC), passando pelas mais distintas formas atômicas e minerais, vegetais e animais, hominais e supra-hominais, até o Arcanjo (EPC) de altos planos espirituais; e, num complemento a tal, temos:

-Modelo Involutivo-Evolutivo do Espírito:

-Dos Espíritos Puros e Conscientes (EPC) que perderam sintonia para com a Ordem da Lei que, como conseqüência, se despotencializaram na condição de Simples e Ignorantes (ESI), para então, passarem pelas mais distintas formas atômicas e minerais, vegetais e animais, hominais e supra-hominais, até o Arcanjo (EPC) de altos planos espirituais.

Logo, compreender-se-ia a criação dos Espíritos Simples e Ignorantes (ESI), como uma espécie de segunda criação.

Já vimos, entrementes, que a obra codificada contém, aqui e ali, expressões e conceitos que hoje, constatamos, confirmam o Modelo Involutivo-Evolutivo do Espírito da obra de Xavier e, sobretudo, de Pietro Ubaldi. E o Espírito Emmanuel, numa de suas notáveis revelações, ministra num de seus mais importantes opúsculos que:

“Todas as entidades espirituais encarnadas no Orbe terrestre são Espíritos que se resgatam ou aprendem nas experiências humanas, após as quedas do passado, com exceção de Jesus-Cristo, fundamento de toda a verdade neste Mundo, cuja evolução se verificou em linha reta para Deus, e em cujas mãos angélicas repousam o governo espiritual do Planeta, desde os seus primórdios”. (Vide: “O Consolador” – Psicografia Xavieriana – Feb).

Ou seja, todos nós somos Espíritos decaídos, e, como já visto, não só da Queda Primordial, mas também das Quedas durante o processo fenomênico da evolução. E a instrução do confiável Emmanuel revela que o Espírito do Cristo não sofrera quedas em tempo algum, pois sua:

“... evolução se verificou em linha reta para Deus”.

Óbvio que tal expressão é suscetível de debates, de discussões as mais diversas, sobretudo para os que desconhecem o Modelo ministrado pelo Complexo Fenomênico Involutivo-Evolutivo do qual Emmanuel é um dos divulgadores xavierianos mais eminentes. Referido Modelo preconiza que a criação primeira, original, fora a dos Espíritos Puros e Conscientes (EPC) ao seio do Amoroso Pai e Criador, que constitui o denominado: ‘Sistema’. Ora: Deus é Espírito, e, como tal, criara Espíritos Livres e Conscientes (EPCs) a Si Mesmo semelhantes, ou seja, dotados de liberdade e de inteligência, porém, relativas à sua condição de Filhos espirituais.

E, como se sabe, a grande parte de tais Espíritos, de ordem infinita (infinita=oo), acatando a Lei contida no ‘Sistema’ divino, nela permaneceram incólumes, obedientes e dela mesma observantes; e, uma outra parte, bem menor (n), em sua insurreição, se desmoronaram na condição de Simples e Ignorantes (ESIs), constituindo o ‘Anti-Sistema’, ou o Universo material com a subida evolutiva nas adversidades dos Espíritos decaídos, como método de cura de sua rebeldia e insurreição; sua fórmula matemática, como se sabe:

       +
[ oo    (n) = oo ]
       -

Ou seja: se subtrair-se uma parte (n) do infinito (oo), ou mesmo se somar-lhe, ele ainda assim permanece infinito, pois que tal é inesgotável por ser infinito na Ordem da Criação Divina.

E, quando Emmanuel ministra que o Cristo não decaíra e que sua evolução se dera:

“... em linha reta para Deus”,

Tal evolução se dera no bojo mesmo do ‘Sistema’ espiritual divino, pois que tal ‘Sistema’, mesmo em tais alturas, não se exime do trabalho de seus cidadãos, porém, numa operosidade e evolução diferente da nossa, pois que se entrosa retamente na Ordem e na Perfeição de Deus Pai e Criador. Já no ‘Anti-Sistema’ constituído pelo Universo físico de nossa moradia temporária, nossa evolução, tal como linha curva, de altos e baixos, é penosa e adversa para retificar nossos Espíritos faltosos para com a Lei. O que não quer dizer que o Cristo, ainda assim, não tenha reencarnado também no ‘Anti-Sistema’ em sacrifício e aprendizado de tal natureza adversa, e inclusive, quando estivera de Corpo e Alma nos planos terrenos implantando seu Evangelho Salvífico, de nossa redenção.

Neste esboço da Criação Divina, temos o seguinte diagrama:

Sistema (Universo Espiritual)
\            /
\         /
                         (involução) \      / (evolução
\   /
v
Anti-Sistema (Universo Físico)

Onde a Linha à esquerda representa a Involução e a sua materialização como Universo físico do ‘Anti-Sistema’; e a Linha à direita representa a Evolução de tal Universo que se desmaterializa em seu ‘Sistema’ de origem.

De retorno à citação de Emmanuel, pois:

“Só se pode compreendê-la, bem como muitas outras ideias de sua exposição doutrinária, quem lhe conhece a fundo, por inteiro, pois que Emmanuel, em seus altos conhecimentos e nobre espiritualidade, adota a concepção bem mais abrangente e bem mais complexa da obra de Pietro Ubaldi, como verdade universal. (Vide texto: ‘Queda Espiritual na Obra de Xavier’)”.

Finalizando, recordo-me que:

“Ninguém foi, nem será igual ao Filho, por que Ele foi sempre o cumprimento da Lei, SEM NUNCA INFRIGÍ-LA”. (Vide: “Roma e o Evangelho” – D. Jose Amigo y Fellícer - Feb).

Jesus, portanto, e, pelo menos para as confiáveis instruções encimadas, é cidadão do infinito ‘Sistema’ espiritual divino, cuja encarnação divina e missionária nos planos terrenos se dera num corpo bio-transmutável que, afinal, poderá ser mais bem compreendido pelo exposto em meu décimo segundo (12º.) e.Book intitulado: “Jesus: Médium de Deus”.


         
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