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sexta-feira, 10 de abril de 2015

ALLAN KARDEC PORTAVA MEDIUNIDADE?


Nota de esclarecimento: 
“O artigo abaixo trata-se do exercício natural do direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não me compete censurar opiniões, ainda mesmo que eu, Jorge Hessen, não defenda pessoalmente as concepções ubaldianas . 
Assim, deixamos aos leitores do meu blog em O Rebate o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe ou sugere a seguir, pois o mesmo direito que tem o articulista de argumentar , temos todos o mesmo direito de refutar , de aceitar, ou não, os seus argumentos.”

Fernando Rosemberg Patrocínio
f.rosemberg.p@gmail.com
http://fernandorpatrocinio.blogspot.com.br


Allan Kardec, o cientista codificador do Espiritismo, poderia ser enquadrado como médium? Ou seja, seria ele portador de uma mediunidade clara e ostensiva que o fizesse intermediário entre os planos físico e espiritual?

Ora, sabe-se que o médium ostensivo é um indivíduo do porte de um Francisco Cândido Xavier, o maior médium de todos os tempos da humanidade. Ali, pois, verificara-se uma mediunidade inegável, de todos os matizes, havendo se firmado na área psicográfica que ultrapassara quatrocentos volumes. Neste caso, especificamente, vemos um médium a que se pode classificar como cumpridor de um Mediunato, ou seja, como missão dirigida pelas vozes nobres e santas da mais alta e mais sublime Espiritualidade, onde, e, quando:

“... o servidor atinge o seu momento supremo, deixando de manter a personalidade dominadora, para que o Cristo nele se manifeste e habite, conforme declarou o Médium de Tarso, na sua doação total à causa da verdade: -‘Já não sou eu que vivo, mas é o Cristo que vive em mim’.” (Vianna de Carvalho).

Entretanto, dir-se-ia que médiuns somos todos nós, de mediunidade comum, sendo mais ou menos influenciados pela espiritualidade que nos cerca, interpenetrando nossa condição de materialidade temporária. Referido ensino haveremos de encontrar no primeiro e mais notável livro de Kardec, quando em dado momento questiona e preconiza:

459-Pergunta: “Os Espíritos influem sobre os nossos pensamentos e as nossas ações?”

Resposta: “A esse respeito sua influência é maior do que credes porque, frequentemente, são eles que vos dirigem”. (Vide: “O Livro dos Espíritos” – AK – 1857 – Ide).

Óbvio assim, pois, que se somos livres em nossos pensamentos e atos, haveremos de responder por tudo quanto causamos aos nossos semelhantes, por influência ou não, da multidão de Espíritos que convivem conosco, nos induzindo para o bem ou para o mal, consoante nossas tendências mesmas.

Mas de retorno ao início de minhas ponderações, Allan Kardec seria médium?

Penso que: como expressão de Mediunato: Não!

Mas como ‘médium comum’ (seria este o termo?): Sim!

Haja vista a resposta dada pelos nossos superiores espirituais de que a influência dos Espíritos sobre nós é bastante expressiva e de tal forma que: são eles que nos dirigem.

Lembremos ainda que Kardec, numa das edições de sua importante “RE”, proclamara:

“É, sobretudo o vigésimo (20) século que verá florescerem grandes apóstolos do Espiritismo, e que poderá ser chamado o século dos messias”. (“Revista Espírita” – Allan Kardec - Março – 1868).

E, de fato, tudo confirmado de sua notável intuição ou de sua mediunidade exemplar, pois que temos: Divaldo Pereira Franco – médium psicofônico de notável oratória – além de suas quase trezentas obras psicografadas que, no todo de sua missão, se nos assemelha ao apóstolo Paulo pregando a mensagem espírita no Mundo inteiro; Chico Xavier – de mediunidade polimorfa – com suas mais de quatrocentas obras, se nos mostrando como um dos mais importantes mensageiros do Cristo, do Amor Incondicional; Pietro Ubaldi – um fenômeno mediúnico de grande capacidade intuitiva e inspirativa – com suas vinte e quatro obras de cunho Cristocêntrico, porém fundamentadas em aspectos filosóficos e científicos que, por muitas revelações a ele condizentes, o colocam como sendo a reencarnação do apóstolo Pedro.

Neste sentido, pois, classificamos Kardec como um cientista-visionário, um médium a que a moderna Parapsicologia enquadraria como um elemento dotado de percepções extra-sensoriais, um precognitivo e suas visões claras de um futuro por se dar.

Mas vejamos ainda esta comunicação espírita dirigida ao Codificador quando trabalhava com os escritos de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”:

“Quero falar-te de Paris, embora isso não me pareça de manifesta utilidade, uma vez que as minhas vozes íntimas se fazem ouvir em torno de ti e que teu cérebro percebe as nossas inspirações com uma facilidade de que nem tu mesmo suspeitas”.

E prossegue:

“Nossa ação, principalmente a do Espírito de Verdade, é constante ao teu derredor e tal que não a podes negar”. (Vide: “Obras Póstumas” – AK – Feb).

Ou seja: nem mesmo Kardec poderia negar tal influência espirítica tamanha sua positividade, sua permanente direção no trabalho encetado pelo codificador. Kardec, pois, era sim um médium inspirado, intuitivo, e, portanto, mui influenciado por sua espiritualidade amiga e benfazeja que lhe dirigia os pensamentos, escritos e atos rumo a um determinado objetivo que se dera por volta dos seus cinqüenta anos de um homem maduro e preparado para a sua grande missão junto ao ‘Espírito de Verdade’.

Neste sentido: Sim!

Kardec era médium inspirado, intuitivo, receptor sensível das injunções espiríticas de seus superiores hierárquicos, não se podendo negar, pois, sua condição de medianeiro como todos nós o somos, bastando, pois, saibamos escolher nossas companhias espirituais.

Portanto, muito mais que um cientista codificador do Espiritismo, Kardec portava, sim, mediunidade clara e evidente ressaltante de sua obra mesma, desmentindo os que preconizam que o codificador fora tão só poliglota, pedagogo, cientista e filósofo, pois muito que isso, fora sim: Médium intuitivo, inspirado, de percepções visionárias, precognitivas e extra-sensoriais.


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