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quarta-feira, 18 de março de 2015

ELÍPTICA OU PARABÓLICA

Nota de esclarecimento: 
“O artigo abaixo trata-se do exercício natural do direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não me compete censurar opiniões, ainda mesmo que eu, Jorge Hessen, não defenda pessoalmente as concepções ubaldianas . 
Assim, deixamos aos leitores do meu blog em O Rebate o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe ou sugere a seguir, pois o mesmo direito que tem o articulista de argumentar , temos todos o mesmo direito de refutar , de aceitar, ou não, os seus argumentos.” 






Fernando Rosemberg Patrocínio


Existem livros modestos que, em suas entrelinhas, se revelam com grandes e profundos ensinamentos. Tal é o que se dá com o pequeno grande livro do amigo, médico e escritor Benedito Antonio Freire, a cujo opúsculo dera o sugestivo título de: “O Tempo Profético de Jesus”, obra de fato inspirada por altas correntes espirituais.

Em sua leitura nele estive a deparar, prazerosamente, com Profetas da Antiguidade, com Jesus, com Kardec e Mentores da renomada obra de Francisco Cândido Xavier; e, mais ainda, em suas entrelinhas, com os ensinos altaneiros da intuitividade ubaldiana, de suas sábias sínteses universais.

Em dado momento de seu sucinto capítulo quatro (‘A Programação’) nos deparamos com uma sentença que, em princípio, causa-nos estranheza ao proferir:

“Qual o objetivo da nossa jornada ‘parabólica’ pelo éter?”.

Ora, do ponto de vista do nosso Sistema Heliocêntrico, o planeta Terra, bem como seus vizinhos astronômicos, percorrem uma jornada elíptica e não parabólica. Mas, então, estaria equivocada tal passagem do amigo que nos escreve? Absolutamente não! O Espírito que lhe inspira e lhe escreve é de altas patentes cognitivas e morais. É que existem modos e modos de ver, modos e modos de se deduzir, refletir, ponderar e, logo após, fazer nossas interpretações fenomênicas do objeto enfocado.

Ora, já vimos no texto anterior (Estudos de ‘A Grande Síntese’) que “O Livro dos Espíritos” (Allan Kardec – 1857 – Ide), informa que:

“É assim que tudo serve, tudo se encadeia na natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, pois ele mesmo começou por ser átomo. Admirável lei de harmonia da qual vosso espírito limitado não pode ainda compreender em seu conjunto”. (Opus Cit.).

Ou, noutros termos, eles confirmam haver uma passagem (evolutiva --- >) de um campo para outro: do átomo (Matéria) ao arcanjo (Espírito) passando pelas mais diversas formas vegetais e animais, e, logo adiante, hominais até o anjo, preconizando que, potencialmente, o átomo (ESI) é um anjo (EPC) ou arcanjo, pois que, no curso de milênios progressivos do Modelo Evolutivo, com ele em Si mesmo surpreendentemente se deparará.

E vimos que, matematicamente:

Um átomo (ESI) elevado a uma altíssima e indeterminada potência (“ind?”) se equivaleria a um arcanjo (EPC), na idéia do que possa ser uma Equação Átomo-Potencial:

                                    “ind?”
[(Átomo)    =   (Arcanjo)]

Mas tal processo evolutivo, sem margem para dúvidas, só se verificará na longa e lenta fenomenologia cíclica palingenésica. Entretanto, com a obra ubaldiana já se pode entrever algo mais do “conjunto” (admirável lei de harmonia da qual vosso espírito limitado não pode ainda compreender em seu conjunto) que, dos Céus (Espírito) à Terra (Matéria), passando pelas mais distintas formas dinâmicas (Energia), em um fenômeno cíclico de contração e de expansão, referido componente (Espírito) retorna aos Céus de sua origem por evolução, onde tudo se resume no Modelo Involutivo-Evolutivo também conhecido como Complexo Fenomênico Involutivo-Evolutivo, estando tudo confirmado por outros Espíritos por meio de outros distintos médiuns dos mais diferentes lugares do Brasil e do Mundo.

E, portanto, potencialmente, o átomo (ESI) é um anjo ou um arcanjo (EPC) na informação proposta pela obra de Kardec, que, afinal, sugere a referida Equação Átomo-Angelical. Entretanto, referida Equação, doravante, e, em função da obra de Pietro Ubaldi, conceber-se-ia como sendo sua Parte Dois (2), porquanto sua Parte Um (1) se mostra tal como abaixo se propõe: por uma Raiz Indeterminada (Radiciação) aplicada a um Arcanjo (EPC) que, se despotencializando, se transmuda involutivamente para o Átomo primordial (ESI) das entranhas da Matéria:

(Parte Um = 1)

          “Ind?” ______
              \    /
       [       \./ (Arcanjo)   = (Átomo) ]
               
Acrescentando, como já visto, que tal fenômeno não se paralisa, mas se transmuda por evolução conforme já demonstrado pela Equação Átomo-Potencial.

Todavia, como o fenômeno (Involutivo) se liga e se transmuda para o outro (Evolutivo), poder-se-ia, igualmente, fazer-se a ligação matemática de tais Equações que, doravante, se interpretaria por Equação Completa Átomo-Potencial.

E isto porque a Evolução é o inverso da Involução e vice-versa, ambas se contradizem, mas, no fundo no fundo, se resolvem. O mesmo se verificando em termos matemáticos, pois que a Potenciação (Parte Dois) é o inverso da Radiciação (Parte Um), ou vice-versa, cujos termos se encaixam em conexão conversiva (=cc=), onde um fenômeno está conectado ao outro, se converte no outro, pois que a Involução se converte na Evolução, e cuja disposição se mostra pela Equação Completa Átomo-Potencial e por seu Gráfico Parabólico explicitado:

[(Parte Um) [(=cc=)] (Parte Dois)]







Expressando que nós todos, do Orbe terreno, e, numa visão mais restrita do fenômeno, estamos perfazendo uma Viagem Elíptica em torno do Sol, mas também dir-se-ia que nós todos, como todo o Universo Astronômico no qual nos inserimos, estamos, numa visão mais abrangente da coisa, perfazendo uma Viagem Parabólica por nossa Queda Espiritual (Involução) e conseqüente Redenção do Universo de Matéria (Evolução).

Ou seja, a Curva Descendente à esquerda representa a Involução e a Curva Ascendente à direita representa a Evolução; tais curvas parabólicas, portanto, representam a criação do Universo de Matéria e o seu desfazimento pelo retorno do Espírito de onde proveio; noutros termos: Queda e Salvação.

Acrescentando-se ainda que, nos extremos superiores, da Parábola, está o EPC, e, nos inferiores, o ESI, e que, na referida formulação se transmudaria para o seguinte aspecto matemático:

(EPC) = [(Parte Um)] [(=cc=)] [(Parte Dois)] = (EPC)

Mas exemplifico com números para se retirarem todas as dúvidas possíveis. Tomemos o (EPC) e o (ESI) tais como Entidades a que se possam determinar os numerários naturais (N) abaixo discriminados, ou seja:

(EPC = 27) do Sistema Perfeito em extremo e elevadíssimo Estado Espiritual; e:

(ESI = 3) do Anti-Sistema Imperfeito na Matéria do Universo físico e baixíssimo Estado Espiritual.

E, para tal cálculo, tomemos em sentido involutivo a raiz cúbica e, no evolutivo, uma potência similar a tal; e teremos para exemplificação simples o seguinte equacionamento:

                  3 ____                         3             (epc)
(EPC) = (  \./   27   = 3 ) (=cc=) ( 3  = 27 ) = ( 27 )

Que, como solução, apresenta-se:

                                           3
(EPC) = ( 3 = 3 ) (=cc=) ( 3  = 27 ) = ( 27 )

Assim, no ponto ( 3 = 3 ) temos o (ESI = 3), seu ponto involutivo final, porém, que é também inicio de sua jornada evolutiva que se converte (=cc=) à segunda equação pelo dado (3 = 3) e pelos demais que se seguem lentamente por evolução do elemento (ESI); ou seja:

( 3 = 3 ), aos poucos, lentamente, se converte evolutivamente, em ( 9 = 9 ), em ( 27 = 27 ); ou seja:

( ESI = 3 ), evoluindo: ( ESI = 9 ), e, por fim: ( EPC = 27 ):

Que é ponto máximo (EPC = 27) da jornada evolutiva do (ESI) que, aqui, se resume em tão poucos números para o nosso rápido entendimento.

E, como o movimento involutivo já se dera, pois o (EPC) se despotencializara como (ESI), verifica-se que a referida (Parte Um) da equação em foco desaparece; e, para tal, calcula-se:

                                                 3
(EPC) = ( 3 – 3 = 0 ) (=cc=) ( 3  = 27 ) = ( 27 )

Ora, ( 0 = 0 ) é tal como: nada igual a nada (nada=nada), que, assim, se anula desaparecendo da equação. Mas o movimento evolutivo, tal como já citado, vai se pronunciar, e, de modo mui vagaroso como visto, sendo que, para exemplificar, fora mostrado de modo abrupto para a nossa compreensão; e temos, ao seu final:
        3
(EPC) = ( 3  = 27 ) = ( 27 )

E, como tal equação expressa que a evolução já se dera, temos, de modo igual, sua anulação:

(EPC) = ( 27 = 27 ) = ( 27 )

(EPC) = ( 27 – 27 = 0 ) = ( 27 )

Onde, agora, referida equação em trabalho matemático também se anula, ( 0 = 0 ) ou (nada = nada) e resta-nos de modo simples e inteligível a todos que:

(EPC) = ( 27 ), ou, simplesmente:

(EPC) = (EPC), que, noutros termos:

O Ser (EPC) retorna à sua condição primeira como Espírito Puro e Consciente recuperado pela Ordem e Justiça da Lei que explicita, ao infinito (oo), serem todos filhos iguais perante Deus-Pai, nosso Criador:
                                                       
oo ... = (EPC) = (EPC) = (EPC) = (EPC) = ... oo

Mas alguém perquirirá se está correto afirmar-se que há alguma igualdade (=) matemática nos termos ou equações centrais da seguinte conexão conversiva (=cc=):

                                           3
(EPC) = ( 3 = 3 ) (=cc=) ( 3  = 27 ) = ( 27 )

E digo que sim, pois, se são diferentes também são iguais; senão vejamos:
           
                                3
( 3 = 3 ) é igual a ( 3  = 27 )

( 3 = 3 ) = ( 27 = 27 )

( 3 – 3 = 0 ) = ( 27 – 27 = 0 ), e portanto, são iguais, pois:

( 0 = 0 ) = ( 0 = 0 )

Tal resultado serve para nos mostrar, ainda mais, que, de fato, o movimento evolutivo (de correção da criatura) anula o movimento involutivo (de sua rebeldia) e tudo retorna à sua Ordem Primeira no Sistema Espiritual em Deus-Pai:

oo ... = (EPC) = (EPC) = (EPC) = (EPC) = ... oo

Logo, o Universo físico e astronômico de nossos estudos se materializara por Involução e há que desmaterializar-se pelo seu inverso: pela Evolução, zerando-se e zerando, igualmente, sua proposição algébrica e matemática. Ou, noutros termos: Espírito e Matéria são de mesma essência e naturalidade, diferindo apenas, em seu aprisionamento como Matéria, na condição de Simples e Ignorante (ESI), ou, em sua liberdade plena como Espírito Puro e Consciente (EPC) de vasta inteligência e moralidade.

Espero, com isto, ter-me feito compreender com a “Grande Equação da Substância”, a mais importante revelação dos últimos tempos à Humanidade que, por sua vez, estava e está em germe na obra de Kardec nos termos de que:

“Somos uma essência criada pura, mas decaída; pertencemos a uma pátria onde tudo é pureza; culpados, fomos exilados por algum tempo, mas só por algum tempo; empreguemos, pois, todas as forças, todas as nossas energias em diminuir o tempo do exílio; esforcemos-nos por todos os meios que o Senhor pôs à nossa disposição, para reconquistar essa pátria perdida e abreviar o tempo de ausência”. (“Revista Espírita” – Allan Kardec – 1862 – Edicel).

Assim, pois, nem tudo em Kardec expressa tão-só o Modelo Evolutivo, pois que, o Involutivo-Evolutivo nele também se faz constar, bastando ter olhos de ver ou suficiente evolução psíquica para tal mesmo enxergar.

Finalizando, vemos que o livro do Dr. Benedito Antonio Freire está correto ao nos falar “da nossa jornada parabólica pelo éter”, pois que, de fato, de um ponto de vista mais restrito, ou seja, do nosso Sistema Heliocêntrico, nossa jornada é elíptica, mas, do ponto de vista mais abrangente, da obra ubaldiana, nossa jornada se transmuda para uma viagem “parabólica” (Queda e Salvação) tal como me fiz compreender nas linhas encimadas, cujo gráfico expressa justamente tal ideia e tal compreensão fenomênica.

Obs.:

Informo que meus e.Books: “A Matemática do Espiritismo Completo” e “O Mecanismo Uno-Contínuo da Criação” encerram uma melhor compreensão desta Matemática Cíclica, bem como evidencia com clareza nossas diferentes formas de se interpretar determinados fenômenos de nossa relatividade evolutiva.


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