.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

POSITIVIDADE DO ESPÍRITO NO HOMEM

Nota de esclarecimento: 
“O artigo abaixo trata-se do exercício natural do direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não me compete censurar opiniões, ainda mesmo que eu, Jorge Hessen, não defenda pessoalmente as concepções de Pietro Ubaldi. 
Assim, deixamos aos leitores do meu blog em O Rebate o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe ou sugere a seguir, pois o mesmo direito que tem o articulista de argumentar , temos todos o mesmo direito de refutar , de aceitar, ou não, os seus argumentos.” 


Fernando Rosemberg Patrocínio

Dizem que a Ciência, nos últimos séculos, sobretudo, se isolara da Religião em face das incompreensões e perseguições que religiosos mesmos, em sua obscuridade, encetaram contra as luzes científicas, de tão sólidas e tão positivadas confirmações.


Todavia, e, pelo menos para nós: os espiritistas: Kardec realizara o contrário, ou seja, colocara as coisas no seu justo lugar, consolidando a aliança da Ciência e da Religião, da Razão com o Coração. E isto por que, ao se confirmar, positivamente, a existência do Mundo Espiritual e dos Seres que o habitam, e que, tais Seres nada mais são do que Homens desenfaixados das vestes físicas, houve de se provar, graniticamente, que a Religião tem sua razão de ser ao apontar os ensinos do Cristo como máximas redentoras do Espírito humano.

Mas o problema é um tanto mais complexo do que parece.

Alguns membros da Ciência dita oficial, em sua arrogância, recusam os fatos demonstrados pela Ciência Espírita, alegando as mais asnáticas desculpas e, inclusive, a de que o Homem é dirigido por funções superiores do seu cérebro e que o Espírito não existe, sendo este, tão só, resquícios da ignorância de tempos primários da cultura humana.

Ou seja: tais elementos recusam o seu Ser, a sua Unidade Espiritual, e, portanto, recusam o que há de mais nobre e de mais belo de Si mesmos: sua Razão, sua Consciência, seus Valores Intelectivos e Morais, pois que tais são produtos da parte mais refinada de suas funções cerebrais, pois seu cérebro segrega o pensamento assim como o fígado segrega a bílis. 

Ou seja: crêem, burramente, que um componente abstrato e não-físico de sua Consciência, de sua Razão, do seu Cognitivo é gerado por um componente físico, material e puramente orgânico de sua milagrosa massa cerebral. 

Por mais incrível possa parecer, tais elementos, em sua soberba e infantilidade, preferem ser guiados e dirigidos pelo seu cérebro, do que eles próprios, como Ser, e, como Consciência imortal, serem os diretores de Si mesmos, e, portanto, os produtores das idéias, das concepções e criatividades que são Suas e não do cérebro que não tem idéias, nem concepções e tampouco criatividade, pois que tal e, por mais refinado que o seja, não deixa de ser o que é: tão somente, e, tão indubitavelmente, um instrumento da Mente, do Espírito, do Ser pensante que se distingue do corpo, do cérebro e de suas funções secundárias, que, de fato, não são psíquicas por si, e de si, mas por injunções de algo que lhe precede no tempo e no espaço: o Espírito palingenésico, indestrutível e imortal. 

Mas isto não me conflita tanto, ao constatar, das descrenças do Ser humano, o quanto ele ainda é birrento e tão apedeuta de Si mesmo, associando-se a tais, sua revolta, sua soberba em não admitir uma Inteligência que lhe é superior, e que, portanto, trata-se do Pai, do Misericordioso e Amorável Criador.

Ora, a coisa mais pacífica em mim, é o fato de que Sou o que Sou, ou seja: 

-Independente do cérebro, Sou o seu comandante e não tem como ser diferente de tal;

-Independente do cérebro, Sou o seu indestrutível pensador e não o seu inverso que não tem como ser e como manifestar-se;

-Independente do cérebro, Sou o autor de minhas idéias, que são, pois, de minha inteira responsabilidade, devendo, pois, Eu mesmo, responder pelo que Sou, pelo que Penso, pelo que Vivo, ou seja: por todas as conseqüências do que Sou, pois que o cérebro não responde pelo que não é, não sendo, pois, responsável pelo que expresso e pelo que Sou.

O Espírito, pois, em mim, é fato provado e comprovado. 

E, portanto: Eu não titubeio, não falseio, não digo que a Vida termina, pois que, na verdade, prossegue, e, muito além do que esteja ao âmbito do puramente material, biológico e sensorial. 

E, portanto: 

-Se sou fraco para o ceticismo dos incrédulos terrenos, Sou forte nas certezas do que Sou; 

-Se sou falso e mentiroso para o descrente de tudo, Sou verdadeiro no que há de verdade em Mim, pois se o corpo morre, o Espírito não se desfalece, pois que tem Vida própria, Transcende e não morre, sendo, portanto: Divinamente Imortal.

Que o diga, pois, as pesquisas dos mais renomados pesquisadores do Espírito, de sua transcendência e imortalidade. 

Como refere o ‘prefácio’ de um importante opúsculo:

“Publicando este livro tem em vista tão somente tornar conhecidos, às pessoas que não sabe inglês nem francês, os fatos espíritas examinados rigorosamente à luz da Ciência por um dos mais eminentes sábios do século – William Crookes”. 

“Deixamos de apresentar os rigorosos processos científicos adotados pelo ilustre experimentador, porque temos certeza de que as pessoas que os desejarem conhecer irão lê-los na obra original. Esses admiráveis fenômenos devem encher de júbilo os espiritualistas e entristecer profundamente todos quantos só acreditavam na força e na matéria”.

“Os fenômenos espíritas tem sido objeto de atenção dos sábios mais ilustres do Mundo, tais como Crookes, Gully, Elliotson, Lodge, Challis, Morgan, Wallace, Varley, Lombroso, Zoellner, Carl du Prel, Charles Richet, Aksakof, Rochas e muitos outros. Como vemos, são os mais distintos físicos, químicos, matemáticos, astrônomos, fisiologistas, criminalistas, etc., os homem que atestam a realidade dos fatos do Espiritismo”.

“E, a nosso ver, essa atestação é um golpe de morte vibrado na escola materialista. A existência da Alma, que era apresentada como um dogma de fé por todas as religiões e que a filosofia nos mostrava por palavras, é hoje, graças ao Espiritismo, uma verdade científica. Atualmente, os sábios dizem que a Alma existe porque a vêem e a tocam, conversam com ela e lhe tiram o retrato”.

“A prova científica da existência da Alma e da sua comunicação conosco é o legado mais brilhante que o presente século (19) vai deixar ao vindouro”. – Oscar D’Argonnel. (Vide: “Fatos Espíritas” – William Crookes - Feb).

O Espírito, pois, é fato provado e comprovado pelos mais eruditos pesquisadores, cuja origem e transcendente organização somente podem ser imputadas a um ingênito Criador.



VISITE OS BLOGS :

http://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com.br

http://diamantinobartolo.blogspot.com

http://conceitoespirita.blogspot.com.br

http://orebate-jorgehessen.blogspot.com.br



http://anselmodapaz.blogspot.com.br

0 Comentários:

Postar um comentário

<< Home