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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

OS GEMIDOS DA CADELINHA


 Fernando Rosemberg Patrocínio
 f.rosemberg.p@gmail.com
 http://fernandorpatrocinio.blogspot.com.br

Em visita a pessoas de minhas relações - após os devidos cumprimentos, sorrisos e cordiais amabilidades – pude notar que os referidos tinham enfermidade em casa, pois notara, a um canto da casa, uma pequena cadela da raça poodle um tanto despida de pelos, com os dentes caindo e, quando a mesma, com dificuldades, se levantara, pude notar seu grande sacrifício para se locomover, cujo andar trôpego e arrastado lhe forçava a emitir pequenos gemidos como se a dinâmica dos passos, implicando o trabalho dos mais diversos órgãos e músculos, lhe impusesse grande sacrifício e inevitáveis sofrimentos.

Fora quando os referidos moradores confessaram-me não ter coragem de aplicar-lhe a eutanásia, pois seu Amor à cadelinha de longos anos de amizade, de proteções à casa, de brincadeiras e tudo o mais, lhe parecia maior que o ato de sacrificá-la, e, por isso, com altas doses de carinho e solicitude, cuidavam da mesma zelosamente dispensando-lhe o tratamento devido até que soasse seu último suspiro, seu desencarne afinal.

E tem gente que desacredita do Amor, que desacredita da Consciência imortal que existe no Ser humano, e, por extensão, descrê de um Princípio Inteligente nos animais que, como tudo em nosso universo, também se constrange ao movimento evolutivo das coisas, lhe descerrando, vagarosamente, novas luzes, novas formas do viver e do sentir, lhes ampliando os padrões cognitivos e morais de sua infinita progressividade. 

E era interessante observar na atitude e na consciência daqueles amigos – não seguidores de uma religião específica – seus princípios notadamente cristãos, e que, ao fundo, detinha em suas Almas sua persistência no Amor, na Amizade, e, provavelmente em Algo maior, que ensina, sempre, em Sua Imanência mesma, meios e práticas da redenção humana, ou, melhor dizendo, da redenção espiritual.

De retorno àquela cadelinha: que sofria e que sofre sem consciência mais plena das coisas; que sofre, portanto, sem saber o porquê e as razões de suas dores e de suas tantas adversidades físicas e morais, tais fatos induzem o pensar de que somos todos, realmente, originários de um Plano Maior, onde a Ordem Divina, por ser Justa e Sábia, não nos forçaria, por milênios sem conta, a progredir e a se desenvolver pela dor, num modo injusto e cruel de se fazer progressos, o que nos remete, certamente, à “nossa situação comum de Espíritos decaídos” (Emmanuel), onde o tratamento e cura de nossas mazelas se faz no cadinho da adversidade e da dor que nos alcança a todos – do menor ao maior – nos recuperando para as harmonias da imortalidade espiritual. 

Portanto, se hoje sofremos, só o fazemos por culpa de um ato transgressor de nós mesmos, e contra nós mesmos, que ora avançamos pelas Normas de um Deus que É Justo, Amoroso e Sábio.

Ora, Jesus já viera e nos mostrara a face Amorosa do Criador que, assim sendo, é Pai Misericordioso e que, portanto, não criaria Simples e Ignorantes (ESI) para sofrer e evoluir pelas escaladas adversas e dolorosas da evolução; um Pai, por conseguinte, que nos criara como Espíritos Puros e Conscientes (EPC), e, portanto, livres para decidir pelo bem ou pelo mal, cuja escolha determinara nossos destinos futuros: de bem aventuranças na plenitude espiritual ou de mal aventuranças nos mundos adversos onde as experiências evolutivas nos cura dos males contraídos pela queda consciencial.

Portanto, de retorno ao início do presente texto: 

Aquela cadelinha (EPC que se quedara como ESI) não sofre injustamente, ela sofre pelo determinismo da Lei que assim o quer para a sua salvação.

Mas, diga-se, determinismo por escolha dela mesma, na condição, outrora, de Espírito Puro e Consciente (EPC) que um dia fora, e quando, por sua livre escolha, se traíra e se desfalecera quedando nas trevas conscienciais.

Mas Deus, por Supremo Amor ao filho, lhe salva, ou melhor: nos salva e nos cura a todos, afastando as nódoas que causaram nossa decadência moral, nos levantando e nos alçando aos píncaros da glória celestial.

Obs.: 
Referido texto é verídico e fora, igualmente, inspirado em texto e comentários encontradiços na Rede Amigo Espírita: “Por que Deus deixa os animais sofrerem tanto nas mãos dos humanos?”, citando esclarecimentos da Codificação, de Denis, de Benedeti e de outros mais. Todavia, o mais interessante é que os leitores participantes do texto, em seus comentários, estão se tornando mais exigentes e discordando de tais esclarecimentos que, afinal, são incompletos e falhos se não cogitar-se da Involução dos Espíritos como Queda Espiritual e sua conseqüente Evolução atuando como Salvação da criatura que falira nos primórdios da criação; cito aqui, algumas de tais discordâncias do que fora ministrado pela Rede Amigo Espírita:

-“Realmente não ficou explicado”. (Lucila Borghi); e,

-“Concordo com a Lucila, a explicação não dissipa a dúvida. Coincidentemente levei esta mesma dúvida a duas casas espíritas que freqüentei e ninguém soube dizer o porquê desse sofrimento gratuito e sem razão. Propósito na dor, infligida a seres ingênuos e sem a menor chance de defesa? É muito difícil acreditar que um Pai bom, amoroso e infinitamente Justo permita essa atrocidade. Desculpe Dr. Ricardo. Agradeço a sua boa vontade em tentar explicar, mas, realmente, não ficou explicado”. (Luciane Lopes Bradasch Osternack).

Realmente, estou de acordo: Deus, sendo infinitamente Justo e Bom, Ele não permitiria que seus filhos, ingênuos e sem a plena consciência das coisas e de si próprios, passassem por tantas dores e adversidades, sem uma respectiva e justa causa; é preciso, pois, que busquemos suas causas longínquas na própria criatura que, sendo livre e consciente, se conspurcara na indisciplina e no erro, e, hoje, Deus lhe corrige para o seu próprio bem e retorno ao anterior estado de harmonia e equilíbrio espiritual. 


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