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sábado, 20 de dezembro de 2014

O CORPO DE JESUS (Alguns Comentários)


Nota de esclarecimento: 
“O artigo abaixo trata-se do exercício natural do direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não me compete censurar opiniões, ainda mesmo que eu, Jorge Hessen, não defenda pessoalmente os argumentos e as obras de Pietro Ubaldi . 
Assim, deixamos aos leitores do meu blog em O Rebate o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe, defende ou sugere a seguir, pois o mesmo direito que tem o articulista de argumentar, contrapor, propor etc... , temos todos o mesmo direito de refutar , de aceitar, ou não, os seus pontos de vista."


Fernando Rosemberg Patrocínio
f.rosemberg.p@gmail.com
http://fernandorpatrocinio.blogspot.com.br


De uma boa e disciplinada conversa eu não fujo não; mas repito: desde que pautada por um bom nível de discussão, mais alto nível, quando, da mesma, se pode algo lucrar, ou, quem sabe, passar aos leitores da mesma, a profundidade e a complexidade da Doutrina Espírita que abraçamos como livres pensadores que Kardec mesmo nos delegara.

Assim, tratarei no presente arrazoado, de fazer alguns comentários ao texto publicado em ‘O Rebate’, do amigo Jorge Hessen, intitulado prolixamente de: “O corpo de Jesus e a vida de Jesus: para Ubaldi e Roustaing”, assinado por respeitável confrade espiritista.

Do texto, logo no início, ele faz questão de citar a Igreja Católica como se esta fosse o mal maior. O Catolicismo, presentemente, não é o mal maior, pois se abdicara das guerras santas, das perseguições sanguinárias, das fogueiras purificadoras; o mal maior, hoje, são as drogas, a violência, a corrupção, o fanatismo religioso de alguns pares, todos eles fomentados pelo egoísmo, pelo orgulho, pelo atraso espiritual e moral que, em nosso caso, faltamos com o Espírito de Verdade que nos exortava como tantas vezes já o disse, como regra primordial do Cristianismo Redivivo: o “Amai-vos”, e, secundariamente, e só secundariamente: o “Instruí-vos”, preconizando, pois, nossa reforma moral, quando, em concordância com o mais importante instrutor da lavra xavieriana: “Ciência e Filosofia são meios, o Evangelho é o fim”. (Vide: “Doutrina e Aplicação” – Emmanuel – Internet).

Por outro lado, por que desprezar o Catolicismo - e seus 1,2 bilhões de adeptos no Mundo - quando os genitores de Kardec foram católicos praticantes, e ele, Rivail, fora batizado na Igreja Saint Denis de la Croix Rousse; e porque não nos amarmos e nos respeitarmos mais quando também o nosso Chico fora, de início, de idêntica religiosidade, ou seja: católica. 

E, mais ainda: se o Espiritismo conta com 150 anos, e se nós, espiritistas, estamos cientes das leis palingenésicas, então questiono: 

-O que seríamos nós todos, Espíritos reencarnados e errantes dos planos espirituais, nos séculos anteriores ao dezenove de Allan Kardec, senão, religiosos de outros matizes, e, inclusive, no mundo ocidental, senão católicos praticantes ou não, de batina ou não, uma vez que trazemos em nosso íntimo uma fé inata e verdadeira, fruto de algum trabalho anterior realizado no campo da religiosidade, seja ela católica ou não?

Ora, é pura questão de bom senso: muitos de nós, senão sua maioria, já fora de ideologia católica sim!

E, portanto, por que nos excluirmos, nos diferenciar-nos religiosamente, se somos todos irmãos, filhos de um mesmo Pai e Generoso Criador? E, portanto, meus amados:

-Não levantemos muros, mas ergamos pontes!

Logo mais adiante, refere dito confrade de meus presentes comentários, que “alguns defensores da obra de Ubaldi não se constrangem em ironizar, criticar e atacar até mesmo Allan Kardec, passando por espíritas ilustres como Herculano Pires, entre outros, a fim de pressupostamente elevarem a obra de Ubaldi”.

Se bem me recordo, escrevi há poucos dias um texto intitulado “Caso Pietro Ubaldi (Refutação)”, quando, e onde, no mesmo, critiquei sim o renomado Allan Kardec e o ilustre Herculano Pires por suas incompreensíveis posturas, tanto de um como de outro, e peço ao paciente leitor (caso queira) que confira no referido se eu ataquei um ou outro com inverdades, pois, ao que consta, somos nós todos suscetíveis de críticas, apológicas ou detratoras, e não devemos, em caso algum, endeusar a ninguém, seja Kardec, seja Herculano, seja fulano ou beltrano, pois somos Espíritos humanos repletos de instintos vis, de defeitos inomináveis, muito mais que de nobreza e de virtudes espirituais, conquanto filhos de um Deus Perfeito e Único, este sim, sendo Único, e sendo Pai, este sim – repito - deverá ser o objeto especial de nossa adoração, pois que Ele infinitamente nos Ama correspondendo divinamente ao nosso tosco amor, quando nos prescreve, ainda mais: o “Amai-vos uns aos outros”, e não: “o endeusai-vos uns aos outros”, se eu não estiver mais uma vez me equivocado.

Do que se conclui, pois, que “deuses”, estes não existem, ou, se existem, eles fazem parte da extinta mitologia greco-romana e de seus filhos “semi-deuses” tão acatados pelos nossos antepassados e que não mais pertencem à nossa civilização, hoje positivamente firmada como moderna sociedade de grandes avanços culturais, científicos e tecnológicos; “deuses” ou “semi-deuses”, portanto, não existem, bastando-nos, presentemente, nos respeitarmos e nos amarmos uns aos outros, mas não endeusar, seja Kardec, seja Herculano, sejam médiuns de quaisquer denominações religiosas, pois que somos Espíritos imperfeitos e encarcerados a densos cérebros animais, e, portanto, suscetíveis de erros, de equívocos e muitas falhas, e, como apreciador de Kardec e de Herculano, sou seu também, de um e de outro, crítico amadurecido e sincero, e citarei sim, seus acertos bem como seus possíveis desacertos, como gostaria fossem citados os meus mesmos para que eu me corrija, pois que o erro é já, por si só, uma tentativa de acerto, e se, em determinado momento errei, não só posso como devo tentar de novo, e, quem sabe, de uma segunda vez, acertar; ou seja: um dia após o outro, ou, filosoficamente falando: a reencarnação existe é para isto mesmo: para um dia, finalmente, acertar.

Portanto, mais uma vez, e agora meu pedido a todas as denominações científicas, filosóficas e religiosas: tratemos de nos unir, de nos amar, de nos compreender:

-Tratemos de construir pontes, repito, e não muros.

Entretanto, aquele mesmo confrade que não permite ou não quer nossas críticas ao Espiritismo de Kardec, e aos seus mais importantes defensores, ele mesmo, é um dos maiores inimigos e combatentes da obra e da honra de Pietro Ubaldi como se pode constatar por seus diversos textos. Do que se deduz que, de fato, existem sim, as mais diversas formas de ser espírita, e esta de atacar Espíritos encarnados, e desencarnados como no caso de Pietro Ubaldi e outros mais, é mais uma delas: apaixonada, desumana e feita a uma pessoa que já demandara para outras regiões da espiritualidade. 

Como já se referira um renomado cientista e grande apreciador da obra ubaldiana:

“...; a crítica e a polêmica são atitudes antievangélicas e, logo, antiespíritas: que sentimento de fraternidade será esse que leva a oposição pública contra alguém?”. (Vide: “Evolução Para o Terceiro Milênio” – 1985 - Carlos Toledo Rizzini – Edicel).

Em prosseguimento, o referido confrade autor do texto que ora trago meus comentários, vai fazer longas e cansativas divagações da obra de Roustaing, de Ubaldi, como se ele (dito autor), tudo abarcasse e, portanto, tudo soubesse (???) sobre a vida e sobre a suposta vestimenta somática que Jesus teria envergado dentre os homens, e, por isso, ele pode tudo dispensar, ortodoxamente, ou, engessadamente, das contribuições de outros médiuns, de outros autores encarnados ou desencarnados, como, por exemplo, do sábio espiritista André Luiz; e se refere também, dito autor, ao Consenso Universal, como se tal regra fosse infalível, pois, pelo visto, ele desconhece um de meus últimos textos a que pude intitular: “Onde o Consenso Universal?”, bem como desconhece os dez capítulos de “Análise Crítica da CUEE”, onde pude dissecar referido conceito e mostrar sua relatividade intrínseca ao seu aplicador, sendo, pois, relativo e não absoluto; sendo, pois, acoplável à razão de quem dele se utiliza, e que, portanto, sendo a razão, variadíssima, ele também é variável, pois que existe, insofismavelmente, a razão do bárbaro bem como a razão do Homem moderno e civilizado; ou então: a razão sem razão do detentor da fé cega e irracional; ou, mais ainda: a razão do cético, do niilista ou do cientista ateu e até mesmo, a razão espírita, ou seja, aquela que preconiza: fé inabalável não é senão aquela que afronta a razão face a face em todas as épocas da humanidade.

Que poderão ser (textos e e.Books citados), complementados, ainda, com os textos já postados: “Só Deus o Sabe”, “Ciência do Infinito” e “As Luas de Marte, e etc.”, já divulgados em ‘O Rebate’, do amigo citado.

Por outro lado, mas como complemento, custa-me crer, por exemplo, que tais escritos saíram da pena humanística do ilustre Codificador e constante de uma sua tão divulgada obra e que, todos, sem exceção, podem ver e constatar como é público e notório, que:

“O negro pode ser belo para o negro, como um gato é belo para um gato; mas, não é belo em sentido absoluto, porque seus traços grosseiros, seus lábios espessos acusam a materialidade dos instintos; podem exprimir as paixões violentas, mas não pode prestar-se a evidenciar os delicados matizes do sentimento, nem as modulações de um espírito fino”. (Vide: “Obras Póstumas” -  – A.K. - Feb).

E pensar que um dos mais violentos criminosos da humanidade era branco, de lábios finos e autor do Holocausto que dizimara cerca de onze (11) milhões de pessoas no Mundo.

No mais, e de retorno ao texto de meus comentários, penso que o seu referido autor se esforçara em sua longa cantinela, mas pecara, infelizmente, por alguma dose de ingenuidade, questionando se os defensores de tais obras, e, no meu caso, das obras de Pietro Ubaldi, se seriam, tais elementos, e inclusive eu, é claro, verdadeiramente espíritas?

Para tal questão, e, para finalizar, faço minhas as palavras do já citado Carlos Toledo Rizzini:

“...; que sentimento de fraternidade será esse que leva a oposição pública contra alguém?”

Ou seja: isto não serviria para o referido confrade que leva a oposição pública (e espiritista) contra Pietro Ubaldi, Roustaing, e outros mais? E mais: para Carlos T. Rizzini: suas atitudes, meu querido, são: “antievangélicas, e logo, antiespíritas”.

Mas não fui eu quem disse tal coisa não, foi o consagrado gênio citado, ou seja: a autoridade científica e moral do saudoso e iluminado Carlos Toledo Rizzini; para não citarmos muitos outros mais. 

E, portanto, repiso: 

-Vamos construir pontes meus senhores, pois de muros que separam e não unem já estamos cansados; as pontes nos permitem por seus contatos mútuos e variados, por suas contribuições, quaisquer que sejam, alguma forma de aprendizado, enquanto que os muros dividem e enclausuram seus profitentes, espiritistas ou não.

Somos, pois, em sua globalidade: brancos, negros, caucásicos, amarelos ou vermelhos, somos - por Deus-Pai e Criador - filhos iguais, conquanto Espíritos distintos e únicos em sua personalidade e em seu psiquismo mesmo, e, portanto, tratemos de nossa união como irmãos que verdadeiramente somos independentes de raças, etnias, crenças, filosofias ou facções partidárias.

Sem, com isto mesmo, abandonarmos nossa fé, nossa racionalidade e mesmo nossa adesão à Doutrina dos Espíritos Superiores, que, para mim, não é mais questão de simples crença, mas de certezas adquiridas e firmadas pela evolução, pela madureza dos tempos que chegaram até nós, espiritistas esclarecidos, conscientes e sábios.



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