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sábado, 13 de dezembro de 2014

CIÊNCIA DO INFINITO

Nota de esclarecimento: 
“O artigo abaixo trata-se do exercício natural do direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não me compete censurar opiniões, ainda mesmo que eu, Jorge Hessen, não defenda pessoalmente as concepções de Pietro Ubaldi. 
Assim, deixamos aos leitores do meu blog em O Rebate o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe ou sugere a seguir, pois o mesmo direito que tem o articulista de argumentar , temos todos o mesmo direito de refutar , de aceitar, ou não, os seus argumentos.” 

Fernando Rosemberg Patrocínio
f.rosemberg.p@gmail.com
http://fernandorpatrocinio.blogspot.com.br


Como se sabe, estou publicando no blog do amigo Jorge Hessen (“O Rebate”), uma série de artigos defensórios da obra e da honra de Pietro Ubaldi, uma vez que referido autor tem sido atacado, como sempre o fora, por inimigos assentes no movimento espírita mesmo, inimigos que, por sinal, “açambarcaram” a obra de Kardec lhe deturpando seus mais importantes princípios comportamentais, como, por exemplo, o do “AMAI-VOS” (1), sendo incapazes de perceber que o Espiritismo, como ciência e como filosofia, não se assenta na imobilidade, mas sim na dinâmica incessante de seus princípios que se ampliam no tempo-evolução, tendo como não movível, apenas, seu aspecto ético, de práticas moralizantes, que deriva, pois, de máximas contidas no Evangelho do Mestre Nazareno.
Assim, o amigo Hessen já publicara os títulos:

-“Uma Defesa Imprescindível”;
-“Onde o Consenso Universal?”;
-“Só Deus o Sabe”; 
-“Caso Pietro Ubaldi (Refutação)”,

E espero possa publicar mais alguns títulos que estarei lhe enviando seguidamente; hoje, lhe remeto o presente título: “Ciência do Infinito”. 

Com efeito, buscando-se Kardec, sabe-se que:

“O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma Ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como Ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os Espíritos; como filosofia compreende todas as conseqüências morais que decorrem dessas mesmas relações”. (2).

E mais, Kardec assegura que:

“O Espiritismo é a nova Ciência que vem revelar aos homens, por provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual, e suas relações com o mundo corporal; ele no-lo mostra, não mais como uma coisa sobrenatural, mas, ao contrário, como uma das forças vivas e incessantemente ativas da natureza, como a fonte de uma multidão de fenômenos incompreendidos, até então atirados, por essa razão, ao domínio do fantástico e do maravilhoso. É a essas relações que o Cristo faz alusão em muitas circunstâncias, e é por isso que muitas coisas que ele disse permanecem ininteligíveis ou foram falsamente interpretadas. O Espiritismo é a chave com a ajuda da qual tudo se explica com facilidade”. (1).

Repiso, entretanto, que o Espiritismo não incorpora uma doutrina estática, imóvel e paralítica; isto não, o Espiritismo, como tudo em nosso Mundo, e, como tudo no Universo sideral, é uma doutrina em movimento, dinâmica, essencialmente móvel e progressiva. O próprio “O Livro dos Espíritos” que lhe contêm os princípios fundamentais se desenvolvera e mudara muitíssimo e, para melhor, em suas duas edições, quando, na primeira, de 1857, contava com 501 perguntas e respostas, e, na segunda edição “definitiva” de 1860 (3), dobrara sua estrutura maiêutica para 1018 abrilhantadas questões.

E por que “definitiva” entre aspas?

Pelo simples fato de que:

“O Livro dos Espíritos não é um tratado completo do Espiritismo; apenas apresenta as bases e os pontos fundamentais, que se devem desenvolver sucessivamente pelo estudo e pela observação”. (4).

E o fora não só pela inteireza do Pentateuco Kardequiano como pelos demais volumes que lhe integram, como também pelos clássicos, pelos metapsiquistas e outras variantes, bem como pelos mais notáveis médiuns do século vinte, sobretudo com Pietro Ubaldi e Francisco Cândido Xavier.

Mas de onde surgira a idéia de que o Espiritismo é Ciência do Infinito? Creio que surgira como proposta dos Espíritos mesmos e acatada por Kardec. Em “O Livro dos Espíritos” (AK – Ide – edição definitiva), item 466, eles argüiram que:

“Tu, sendo Espírito, deves progredir na Ciência do Infinito...”. (Opus Cit.).

E, na introdução do mesmo escreve Kardec:

“Este é um ponto capital, cujo estudo dará a explicação; por isso, dizemos que esses estudos requerem uma atenção firme, uma observação profunda e, sobretudo, como de resto em todas as ciências humanas, continuidade e perseverança. São precisos anos para fazer um médico medíocre, e os três quartos da vida para fazer um sábio, e se quer, em algumas horas, adquirir a Ciência do Infinito? Portanto, não nos enganemos: o estudo do Espiritismo é imenso, toca em todas as questões da metafísica e da ordem social, e é todo um mundo que se abre diante de nós. Deve-se espantar que é preciso de tempo, e muito tempo, para adquiri-lo?”. (Opus cit.).

Assim, pois, como Ciência do Infinito, infere-se que o Espiritismo, por si só, integrando Ciência, Filosofia e Religião, e, ao demais, compreendendo a si e adotando a verdade das Ciências do Mundo terreno, e nelas, pois, se completando, óbvio que o Espiritismo é não só síntese do conhecimento que, em seu desenvolvimento progressivo, se adianta passo a passo tendo por meta a infinitude do que não tem fim, pois que Deus é Infinito, não se podendo, pois, atingir a infinitude do que não tem fim.

Ora, podemos até nos tornar Uno com o Criador consoante ensinos do Mestre ao proferir a sentença (e nossa meta) de que: “Eu e o Pai somos Um”. (5).

Entretanto, é pouco crível que, por nossa finita condição psíquica, possamos abarcar a completude da Ciência do Infinito que é a Ciência de Deus; o que se acredita, obviamente, é que dela participaremos tal qual já se faz, e o fazemos com o Espiritismo e com a Ciência cotidiana, ambos em seus primeiros passos, e que também são, pois, integrantes da Ciência de Deus; mas não se poderá abarcá-la ao Todo, mesmo em nosso futuro espiritual, por nossa finitude mesma, conquanto dela participemos como filhos do Infinito, da Inteligência Suprema, nosso Deus-Pai e Amoroso Criador. (6).

O Espiritismo, pois, como parte que integra e se desenvolve para a Ciência do Infinito, não está, por isto mesmo, completo, devidamente pronto e acabado, pois se completa no tempo-evolução como o provam todos os seus desenvolvimentos, e inclusive, do primeiro “O Livro dos Espíritos” (AK – 1857) para a sua versão “definitiva” (de 1860), bem como por todos os seus avanços com as figuras exponenciais dos filósofos e cientistas da extinta Metapsíquica, da Parapsicologia que lhe sucedera, bem como pelos grandes médiuns escreventes, ampliando vastamente a obra de Kardec, um dos mais importantes missionários de Cristo Jesus.

E a obra de Pietro Ubaldi, pois, veio completar o Fenômeno Evolutivo de Kardec com o modelo que lhe amplia vastamente como Fenômeno Involutivo-Evolutivo, pois que o Espiritismo “assimilará sempre todas as doutrinas progressivas, de qualquer ordem que sejam, chegadas ao estado de verdades práticas, e saídas do domínio da utopia”. (7).

Ora, a obra Monista de Pietro Ubaldi não só amplia o modelo contido na obra de Kardec, como nos mostra um Deus Sábio, Justo e Amoroso Pai, que não criaria Simples e Ignorantes (ESI) que não pediram para serem criados e ainda mais: os remetera aos abismos da matéria, da adversidade e da dor para forçá-los ao desenvolvimento de suas potências anímicas por milhões e milhões de anos; um Deus, pois, impiedoso, e não comparável, nem ao menos, com nossos pais que tudo fizeram e tudo fazem, se sacrificaram e se sacrificam pelo nosso bem estar e pela nossa felicidade; exemplos que seguimos de forma igual para com nossos amados filhos, consangüíneos ou não.

Ora, meus senhores, comparem os modelos e vejam o melhor, mais coerente e mais compatível com a Sabedoria, Justiça e Bondade do Criador?

E mais: vejam como a obra de Ubaldi chegara ao estado de verdade prática, saída do domínio da utopia para a compreensão de um Deus-Pai, Sábio e Amoroso Criador que nos criara Puros e Conscientes, tal como nos mostrara Jesus falando da Queda Espiritual dos que se insurgiram, e, ao mesmo tempo, ratificando os profetas bíblicos, o que hoje se consolida com Pietro Ubaldi (‘Sua Voz’), Francisco Cândido Xavier (‘Emmanuel’, ‘André Luiz’ e ‘Augusto dos Anjos’), bem como por médiuns europeus de razoável expressão e confiabilidade espiritual.

Portanto, temos a consensualidade universal:

   Profetas Bíblicos - Cristo -(1857-1869)– P.Ubaldi – Xavier
               (antes de Kardec)                                            (depois de Kardec)

E, por favor, me desmintam se forem capazes; provem-me que a consensualidade trazida por tais missionários é uma farsa e eu me dobrarei genuflexo aos seus conceitos que, pelo visto, deverão, forçosamente, exceder, por sua verdade, ao do nosso Mestre e Senhor Nazareno: Jesus.

Obras consultadas:

(1) - “O Evangelho Segundo o Espiritismo” – A.K. – Ide;
(2) – “O Que é o Espiritismo” – A.K. – Feb;
(3) - “O Livro dos Espíritos” - 1857-Internet e 1860-Ide;
(4) - “Revista Espírita” – A.K. - Julho de 1866 – Edicel.
(5) - “Bíblia Sagrada” – Versão Pastoral;
(6) – “Noções Futurológicas do Espírito” - e.Book deste autor: F.R.P.; e
(7) – “A Gênese” – A.K. – Ide.


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