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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

SÓ DEUS O SABE


Nota de esclarecimento: 
“O artigo abaixo trata-se do exercício natural do direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não me compete censurar opiniões, ainda mesmo que eu, Jorge Hessen, não defenda pessoalmente as concepções de Pietro Ubaldi. 
Assim, deixamos aos leitores do meu blog em O Rebate o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe ou sugere a seguir, pois o mesmo direito que tem o articulista de argumentar , temos todos o mesmo direito de refutar , de aceitar, ou não, os seus argumentos.” 

Fernando Rosemberg

De fato, para muitas coisas não temos respostas precisas, na ponta da língua, como se diz em nosso cotidiano de lutas e labutas rotineiras de um Mundo provacional; e, por isto, para muitas coisas, problemas, idéias e concepções ainda não consolidas, nos saímos com a incógnita e insatisfatória objeção de que: 

-“Só Deus o Sabe”.

E mesmo em nosso Espiritismo, que já nos dera resposta sábia para muitos questionamentos não resolvidos pela filosofia, pela religião instituída (seja catolicismo ou protestantismo, e etc.), reflito que, mesmo no Espiritismo é possível nos depararmos com idêntica situação, afinal, se ele nos dera solução para muitos problemas, outros ainda não estão inteiramente resolvidos, pois os Espíritos não nos isentam do trabalho e, por isto, temos de trabalhar, de pesquisar, para obtermos, como fruto do nosso labor, respostas às nossas mais íntimas indagações.

Entretanto, nota-se que, de fato, algumas respostas às questões do Espiritismo codificado, precisam ser remodeladas, refeitas ou consertadas, pois que se descaracterizaram por si mesmas perdendo sua validade, se indispondo com o já conceituado, resolvido e codificado.

Ora, o Espiritismo preconiza em seu item primeiro (1) de “O Livro dos Espíritos” (AK – 1857 - Ide) que:

-“Deus é a Inteligência Suprema, causa primeira de todas as coisas”.

Mas confiramos, logo adiante, seu questionamento vinte e um (21) e respectiva resposta:

-P: “A matéria existe desde o princípio, como Deus, ou foi criada por Ele em determinado momento?”.

-R: “Só Deus o sabe. Entretanto, há uma coisa que a vossa razão deve indicar: Deus, modelo de amor e de caridade, jamais esteve inativo. Por mais distante que se consiga imaginar o início de sua ação, poder-se-á compreendê-lo um segundo sequer na ociosidade?”.

Para quem lê rapidamente, a resposta está perfeita, e o leitor algo desatendo segue avante no sentido de saciar-se nas sábias fontes dos nossos superiores espirituais; e deve ser assim mesmo, pois “O Livro dos Espíritos” incorpora síntese da mais excelsa sabedoria e constitui, por isso, os pilares da nova humanidade do terceiro milênio, nele mostrando - tal qual resposta mesma – referindo-se ao amor e à caridade divina, resumo do qual devemos nos espelhar para a nossa felicidade presente e futura.

Mas, atentemos para os possíveis equívocos da pergunta e da resposta codificada.

Com relação à pergunta:

Não seria inconveniente e fora de propósito perquirir se “a matéria existe desde o princípio como Deus”, se já fora ministrado que “Deus é a causa primeira de todas as coisas”, e, portanto, a matéria não poderia existir desde o princípio, pois que o princípio de tudo está em Deus, sendo a matéria, pois, Sua criação, efeito de uma Causa Sua, ou seja: Causa do Criador?

Óbvio não ser condenável a multiplicação de perguntas no sentido de se obter respostas cada vez mais precisas e mais satisfatórias...

Mas a resposta, neste caso específico, também deixa a desejar por sua incompatibilidade com o nível e com a sabedoria de um Espírito superior; ora, vejamos a primeira parte da aludida resposta.

-“Só Deus o sabe”.

Ora, se Deus é o Supremo Criador, como já ministrado anteriormente, argumentar-se: “Só Deus o sabe”, me parece resposta pouco condizente por sua fuga e desvio do já ministrado anteriormente, em que se argumentara ser Deus o Criador de todas as coisas, e, portanto, me parece que a resposta mais condizente deveria ser simplesmente:

-“Já fora dito que Deus é a Causa primeira de todas as coisas, sendo que, por mais distante seja o início de Sua obra, Ele jamais esteve inativo ou na ociosidade”. 

Onde se nota que: além de confirmar-se o já ensinado, a resposta nos mostra uma outra condição Sua: a de Deus ativo e dinâmico como já o fora mostrado muito tempo antes pelo Magnânimo Mestre: Senhor Jesus.

O presente e sucinto texto, portanto, tem o objetivo de levar-vos à reflexão, de conduzir-vos ao método da inteligência formal que vê outros ângulos da questão, que perquire, analisa, enxerga outras possibilidades, objeções e faz as devidas críticas, não se paralisando no óbvio, ou, no que deixa de ser óbvio, mas segue avante como forma dinâmica do agir, do pensar, do proceder e do cogitar.

Autor: Fernando Rosemberg Patrocínio
E-mail: f.rosemberg.p@gmail.com
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