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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

COINCIDÊNCIAS OU PROPÓSITOS?

Nota de esclarecimento: 
“O artigo abaixo trata-se do exercício natural do direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não me compete censurar opiniões, ainda mesmo que eu, Jorge Hessen, não defenda pessoalmente as concepções de Pietro Ubaldi. 
Assim, deixamos aos leitores do meu blog em O Rebate o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe ou sugere a seguir, pois o mesmo direito que tem o articulista de argumentar , temos todos o mesmo direito de refutar , de aceitar, ou não, os seus argumentos.” 


Fernando Rosemberg

Anteontem, 03/11/2014, às 12h30min, postara meu décimo (10º.) e.Book de título: “Espiritismo e Suas Complexidades”, neste meu site de divulgação espiritista ao âmbito universalista, ou seja: da complexão Kardec-Ubaldi, pois o meu trabalho possui vínculos com “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (AK – 1864), notadamente com o Espírito de Verdade que em tal obra recomenda:

“Espíritas: amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo”. (Opus Cit.);

Deixando bem claro nossa urgente necessidade de práticas vivas do Evangelho, mas não nos dispensando do estudo como método de nossa instrução, ou seja: de tudo quanto se verifica nas verdades cósmicas do Universo material e espiritual; pois que o Espiritismo, como unidade de tríplice aspecto: como Ciência, Filosofia e Religião, ele, mais ainda, não dispensa os saberes da Ciência dita oficial, ministrando que tais se juntam e se completam num Saber Múltiplo e Universal.

O Espiritismo kardequiano, pois, não menospreza as contribuições da Ciência e nem as contribuições de quem quer que seja; pensar assim, e dizer-se espírita, é pensar por metades, e não por inteiro, na inteireza do pensamento de Kardec. Ora, quando foi que o missionário da Codificação se declarara de modo diverso? Muito pelo contrário, ele dizia, e peço atenção para o abaixo transcrito do pensamento lúcido e claro do codificador:

“Aqueles que querem tudo conhecer numa Ciência, devem necessariamente ler tudo o que está escrito sobre a matéria, ou, pelo menos, as coisas principais, e não se limitar a um só autor; devem mesmo ler o pró e o contra, as críticas como também as apologias, iniciar-se nos diferentes sistemas a fim de poder julgar por comparação”.

E não é justamente o que faço ao estudar tudo, e, inclusive o próprio Espiritismo de Kardec e o Monismo de Pietro Ubaldi, não me limitando a um único autor? E mais: ele pede para que se conheça o pró e o contra. Ou seja: Ubaldi é pró-Kardec. Ubaldi se firma e se posiciona no evolucionismo do ESI (Espírito Simples e Ignorante) de Kardec para ampliá-lo com o ciclo completo do Mecanismo Fenomênico Involutivo-Evolutivo, e, portanto, ele o faz não para desmenti-lo, e sim para distendê-lo com a explicação das causas não reveladas por Kardec, quando, e onde, os Espíritos reveladores, no século dezenove, foram algo reticente, informando, como já vimos na questão 81 de “OLE” (1857), não saber da origem dos Espíritos que, para eles, constituía mistério.

E mesmo se Ubaldi compusesse um sistema diferente do de Kardec, o que o próprio Kardec nos recomenda?

“Iniciar-se nos diferentes sistemas a fim de poder julgar por comparação”.

Ou seja, mesmo se Ubaldi constituísse um sistema diferente do de Kardec, mesmo assim deveríamos lê-lo e estudá-lo, e, por meio de tal, julgar, comparar, estabelecer o que é distinto daquilo se assemelha, e, confesso-lhes, mais uma vez, que Ubaldi não compõe um sistema diferente de Kardec, mas sim de mesmo teor doutrinário, porém, com a virtude de completá-lo naquilo que no século dezenove de Kardec, constituíra “mistério”, e que, agora, no século vinte, com Pietro Ubaldi se tem uma mais clara definição.

Isto, pois, tão só evidencia o aspecto progressivo do Espiritismo e das revelações que não se paralisam no tempo - exceto para os engessados – mas prossegue além nas vozes altaneiras de Pietro Ubaldi (Sua Voz) e de Xavier (Emmanuel e André Luiz) que lhe confirma num dos seus pontos mais importantes: da queda consciencial do Espírito nos planos originários da divina criação e de sua subida evolucional corrigindo-o de suas imperfeições.

Para encerrar, digo que, meu primeiro e.Book: “Análise Crítica da CUEE” fora postado em 03/05/2014, e este último: “Espiritismo e Suas Complexidades” - e, eu, só o percebendo depois - o fora em 03/11/2014; ou seja: em exatos seis meses. E mais: noto agora que tudo fora iniciado com a relatividade da CUEE, e, este último e décimo e.Book, em seu Capítulo final, trata do mesmo tema, porém, lhe acrescentando mais.

Assim, mesmo que eu nada mais venha a escrever doravante, digo que estou já bem satisfeito; até porque a tendência dos escritos será mesmo de reduzir-se um tanto, pois o fundamental já fora devidamente exposto com a espiritualidade amiga que me inspirara; ou seja: no sentido do bem, no sentido do “amai-vos” preconizado pelo Espírito de Verdade, fazendo a complexão doutrinária de Allan Kardec com Pietro Ubaldi, na qual Francisco Cândido Xavier aparece como ponto de ligação entre os dois renomados europeus, pelo que poder-se-ia chamar de Conexão (=c=) Xavieriana, conceituando:

   [(Kardec) =c= (XAVIER) =c= (Ubaldi)]

Onde Xavier, em conexão (=c=) com Kardec, o desenvolve amplamente, quando, simultaneamente, se junta a Pietro Ubaldi na mais ampla e sábia conexão doutrinária de todos os tempos da humanidade.

Felicitando a todos que, desde já, puderam compreender o profundo sentido do “amai-vos”, despeço-me genuflexamente:

Autor: Fernando Rosemberg Patrocínio

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