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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

DETERMINISMO E LIVRE ARBÍTRIO

Nota de esclarecimento: 
“O artigo abaixo trata-se do exercício natural do direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não me compete censurar opiniões, ainda mesmo que eu, Jorge Hessen, não defenda pessoalmente as concepções de Pietro Ubaldi. 
Assim, deixamos aos leitores do meu blog em O Rebate o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe ou sugere a seguir, pois o mesmo direito que tem o articulista de argumentar , temos todos o mesmo direito de refutar , de aceitar, ou não, os seus argumentos.” 
Fernando Rosemberg

Alguns entendem que o animal, por vezes, se apresenta superior ao Homem enlameado de tantos crimes, tantos atos de selvageria e barbaridade; e consideram o plano dos animais como sendo até mesmo superior ao plano das humanidades.

O que não expressa a mais fiel realidade!

Ora, comparativamente, o animal ainda adormece em seu determinismo e apenas vive em sua emotividade e tão irrisória capacidade mental; o Homem, diferentemente, está dotado de livre arbítrio e desperto como Ser emotivo de tão ampla capacidade, agregando em sua razão e inteligência, os valores conscienciais e morais. O Homem, pois, está dotado de padrões éticos, de razão, de inteligência e de uma Consciência das coisas que o animal simplesmente desconhece.

Mas que deverá, o animal, por força da evolução, desenvolver e conhecer, necessitando, pois, da nossa ajuda, desprendimento e amor para com seu crescimento e despertamento espiritual.

Com efeito, sabe-se que o Universo físico e astronômico só se dera e se manifestara em função do que se convencionou chamar de queda espiritual; tal Universo de matéria, pois, representa um emborcamento da Obra do Criador, Obra de um Deus que É um Estado de Perfeição. Ora, como imaginar-se um Deus que, sendo Tudo quanto É, possa criar algo imperfeito e impuro do qual somos nós, os Espíritos humanos, a própria imagem da impureza e da imperfeição?

Se somos o que somos, não somos, por isso mesmo, uma criação original de Deus, mas sim, o que se compreenderia como uma segunda criação, que, novamente, retorno ao tema para elucidar mais e mostrar nossa superioridade evolutiva em relação aos animais.

A primeira criação, a criação original, se dera no Sistema Perfeito em Deus, na criação primeira, de Espíritos Puros e Conscientes (EPCs). E, como dois dos princípios fundamentais da referida criação incorporam o Amor e a Liberdade do Ser criado, referido Ser teria de equilibrar-se no mesmo Amor em benefício de sua Liberdade, que, portanto, não deveria ultrapassar certos limites do Sistema Perfeito em Deus Pai e Criador.

E fora pela não correspondência do Amor de Deus e pela não observação dos limites estabelecidos que se dera a perda de sintonia para com a Ordem da Lei, verificando-se, daí, a queda consciencial do (EPC) numa espécie de segunda criação, não original, de Espíritos que, por insurreição, se transformaram em Espíritos Simples e Ignorantes (ESIs) dos planos físicos do Universo material.

E, do Sistema Espiritual Perfeito em Deus, surge o Sistema Físico e Astronômico imperfeito de nossa constituição e morada nos Mundos materiais. Da Involução, por rebeldia, surge a Evolução, como cura do Espírito rebelde pela dor e pelas adversidades imensas da subida evolucional para o retorno às liberdades suas, agora conformado às Normas da Lei, da Plena Felicidade junto ao Deus Pai e Criador.

Filosoficamente, o esquema é perfeito. Matematicamente, o esquema funciona de forma lógica e precisa pelas seguintes e tão simples equações, sendo a primeira verificada na Perfeição do Universo Espiritual e a segunda como conseqüência da Insurreição que resultara na subida evolucional:

 [(Rebeldia) = (Involução)]

E, consequentemente:

   [(Dor) = (Evolução)

Onde o primeiro fenômeno equacionado, por conexão conversiva (=cc=), se transforma no segundo da ordem cíclica universal:

   [(Involução) (=cc=) (Evolução)]

Ou então:

   [(Rebeldia) (=cc=) (Dor)]

E, portanto, o animal de nossa convivência no Mundo das formas, é também - como tudo contido ao âmbito do processo evolucional - um transgressor da Lei; ele vive um determinismo fechado, de consciência que se desperta lentamente e não lhe permite a manifestação de tudo quanto é: rebelde e transgressor; seu psiquismo aperta-se num aprisionamento do qual ele só se liberta por Vontade da Lei, curando-o paulatinamente de suas mazelas e imperfeições.

Entretanto, se o animal, ainda assim se manifesta no condicionamento psíquico de sua prisão mental, dir-se-ia que não há, para ele, determinismo absoluto, e sim relativo às linhas de força que o retraíram involutivamente, e, aos seus contrapostos que o impelem evolutivamente, quando, no processo cíclico da palingenesia, estas vencem aquelas, fazendo o retorno do (ESI) aos planos de sua originalidade como (EPC), agora concordante com a Lei Justa e Sábia do Amoroso Criador.

De tudo quanto dito, conclui-se que: do determinismo e da liberdade do Ser, não há, para um e para outro, estados absolutos. Noutros termos: em todos os reinos da natureza, do mineral ao Homem, verifica-se, a partir do determinismo ferrenho das coisas, graus crescentes de liberdade, não sendo eles, absolutos em seus extremos; isto é, não existirá determinismo absoluto no mineral e não haverá liberdade absoluta no Homem, e tampouco no Arcanjo espiritual expressando sua harmonia com a Divindade que, por sua vez, dito Arcanjo não traduzirá liberdade absoluta, pois que tudo, no Universo e no Sistema Espiritual em Deus, se enclausura num esquema de leis divinas e imutáveis.

Em suma, o animal não é, em tempo algum, superior ao Homem. O que se poderia admitir como verdade é que somos substancialmente (ss=) iguais:

   [(Animal) (ss=) (Homem)]

Mas também somos evolutivamente (se=/=) diferentes:

   [(Animal) (se=/=) (Homem)]

Ora, o animal tem muito que evoluir espiritualmente, tem ainda de criar, na ordem da natureza, os órgãos da fala, da razão, da criatividade, da estética e do pensamento contínuo, combinando equilíbrio de forças espirituais e morais, os quais já usufruem os elementos do plano que lhe transcende, o plano das humanidades onde, todavia, prevalece o determinismo da mesma Lei dos tempos primordiais, a de Causalidade, onde se deverá responder pelos seus pensamentos e atos, sobretudo os de práticas contrárias à Lei de Amor e de Caridade.

Já fora dito, em mensagem mui confiável, que a distância evolutiva (de) entre o Animal (A) e o Homem (H) é equivalente à distância existente entre o Homem (H) e Deus (D):

   { [A(de)H] = [H(de)D] }

Expressando, pois, a necessidade de nos damos as mãos, pois que Deus não se esquecera de suas criaturas amadas, mas está com ela no cadinho da dor, da subida evolutiva que nos reescreve a espiritualidade falida dos tempos primordiais.

Articulista: Fernando Rosemberg Patrocínio

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