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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A INCOERÊNCIA DOS ENGESSADOS

 

Nota de esclarecimento: 
“O artigo abaixo trata-se do exercício natural do direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não me compete censurar opiniões, ainda mesmo que eu, Jorge Hessen, não defenda pessoalmente as concepções de Pietro Ubaldi. 
Assim, deixamos aos leitores do meu blog em O Rebate o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe ou sugere a seguir, pois o mesmo direito que tem o articulista de argumentar , temos todos o mesmo direito de refutar , de aceitar, ou não, os seus argumentos.” 
Fernando Rosemberg


Ora, é sabido que elementos do nosso campo de atuação, e quiçá, bem intencionados, se decidem paralisar e cristalizar suas mentes nos quinze anos do século dezenove quando se dera a Codificação Espírita pelo mestre lyonês: Allan Kardec.

E tal, é um direito que lhes assiste?

Obviamente que sim!

Mas se deve dizer que tal medida, sem margem para dúvidas, constitui uma espécie de segundo degrau da Nova Revelação, pois que, do primeiro “O Livro dos Espíritos” (AK – 1857), para o segundo, verifica-se, já por aí, o estado progressivo do Espiritismo, pois tais elementos devem saber que o primeiro tão só admitia, para o Espírito humano, e suas evoluções, tão só ao campo palingenésico das humanidades siderais.

E o segundo “Livro” (AK – 1860), que o amplia, estende o referido conceito evolucionário do Espírito humano aos reinos inferiores da criação, ou seja, do átomo ao arcanjo, passando, pois, pelos planos vegetais, animais, hominais até o Espírito puro de planos inconcebíveis à inteligência humana. Vê-se, pois, com isso, que a própria Codificação Espírita distendera aspectos da gênese biológica e espiritual do Ser humano perfazendo o aprofundamento do primeiro (1857) no segundo (1860), ampliando vastamente este último, que, afinal, como obra codificada, prevalece até os presentes dias.

Então, temos:

-1857: Evolução do Espírito humano apenas ao plano das humanidades siderais; e,

-1860: Evolução do Espírito humano do átomo ao arcanjo, passando, assim, pela série contida nos reinos inferiores da natureza que, por fim, adentra o plano das humanidades siderais.

Bastariam tais informações para constatar-se que a Codificação mesma, em seus quinze anos de elaboração, se constrangera à progressividade das informações prestadas pelos Espíritos. E como, pois, considerar que tais informações, em sua globalidade, não foram ampliadas sucessivamente pelos clássicos, pelos sábios metapsiquistas e pelos trabalhos mais recentes do século vinte, tais como os de Yvonne Pereira, Divaldo Franco, Pietro Ubaldi e Francisco Cândido Xavier, para falar-se, evidentemente, apenas dos mais importantes e mais respeitáveis?

Ou seja, é incoerência e mediocridade de uma mente infantil prender-se ao tão só ao codificado que, em apenas quinze anos se alterara (ou menos de quinze anos: de 1857 a 1860), e desconsiderar o sesquicentenário, ou cento e cinqüenta anos do Espiritismo no Mundo, quando então, e, graças ao incessante trabalho do Mestre Jesus, nos enviara para o século vinte, por exemplo, dois de seus maiores missionários para cuidar das incrementações de Sua Doutrina nas pessoas, sobretudo, de Ubaldi e do renomado Xavier.

Portanto, se os engessados do nosso tempo insistem em paralisar-se à Codificação, que o façam, que fiquem à vontade, e, à margem dos dois degraus evolutivos da mesma; mas que se saiba e que se divulgue para os de mentes mais arejadas que tais degraus foram já devidamente ampliados como abaixo se segue com pelo menos cinco patamares doutrinários que se completam sucessivamente:

-Espíritas Kardecistas (dois degraus vistos supra):
1------> e 2 ----------->

-Espíritas Clássicos (de Kardec a Leon Denis):
1------> 2 ---------> 3 ----------->

-Espíritas Xavierianos (de Kardec a Chico Xavier):
1 ------ > 2 --------- > 3 ----------> 4 ----------->

-Espíritas Universalistas (de Kardec a Pietro Ubaldi):
1 -----> 2 --------> 3 ----------> 4 -----------> 5 ------------>

Só por aí, constata-se o retardo doutrinário, e, portanto, intelectual, dos elementos mais ortodoxos do nosso meio que, em sua postura estática, se engessam em posturas do século dezenove quando já estamos em décadas primeiras do século vinte e um, e, quando o Espiritismo mesmo, e, consoante Kardec, precisa refazer alguns de seus ensinos, como, por exemplo, no campo científico, onde princípios de “O Livro dos Espíritos” e de “A Gênese, os Milagres e as Predições”, já se mostram deficientes em face dos progressos da Ciência oficial em seus mais diversos campos.

Óbvio que a essência filosófica e axiológica do Espiritismo permanece atualíssima, por sua perenidade; o mesmo, não se poderá dizer, de seus aprofundamentos doutrinários, bem como de seus princípios científicos. (Vide na Internet: “Revista Eletrônica O Consolador” – número 45 – 02 de Março de 2008).

Ora, já decorrera, quase duzentos anos desde Kardec.

Em décadas iniciais, pois, do Século vinte e um, vivemos os tempos da Eletrônica, da Astronáutica, da Robótica, dos Satélites e dos Computadores, de um Mundo que, enfim, se minimizara graças à Internet, à Informação em tempo real e muitas outras coisas mais.

Vivemos, pois, os tempos da Física que, de ordem Clássica, descobrira a Relativística, a Quântica e outras ciências que avançam céleres para o campo do Espírito, campo este onde laborara o sábio intuitivo Pietro Ubaldi, o nosso Chico Xavier, e outros tantos médiuns sérios e confiáveis por suas posturas consolidadas na ética universal do Evangelho redentor!

Ora, tudo se liga a tudo, e a obra monista de Ubaldi e Xavier, em suas posturas não só doutrinárias, mas também científicas, hão de ser vasculhadas pelos cientistas terrenos que as terão como balizas fundamentais da nova Ciência espiritualista do terceiro milênio.

 

Articulista: Fernando Rosemberg Patrocínio

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