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terça-feira, 30 de setembro de 2014

O PLANO QUÂNTICO

Nota de esclarecimento: 
“O artigo abaixo trata-se do exercício natural do direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não me compete censurar opiniões, ainda mesmo que eu, Jorge Hessen, não defenda pessoalmente as concepções de Pietro Ubaldi. 
Assim, deixamos aos leitores do meu blog em O Rebate o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe ou sugere a seguir, pois o mesmo direito que tem o articulista de argumentar , temos todos o mesmo direito de refutar , de aceitar, ou não, os seus argumentos.” 

Fernando Rosemberg


Mas o que se pode compreender por Plano Quântico?

Tal, poder-se-ia compreender como o tecido subjacente das coisas que, por sua vez, não se manifesta de forma  clara e evidente por encontrar-se, implicitamente, por “baixo” das coisas, revelando-se, pois, como algo discreto, insensível e oculto, onde se verifica uma mistura heterogênea de coisas não muito distintas, pois que se “mostram” na forma de partículas e subpartículas diversas, atômicas e subatômicas, comportando-se ora como partícula, ora como onda, aparentemente, em sentido involutivo ou evolutivo, pois que tais coexistem no abstrato e no concreto, no dinâmico e no estático, como formas distintas ou indistintas da substância universal.

Ou seja, são estruturas quânticas que, involuindo, se vão consolidar e albergar a estrutura atômica do Hidrogênio na condição mesma do que se concebe como Matéria; e de outras que, tendo atravessado, evolutivamente, todos os fenômenos estequiogenéticos da tabela periódica, do Hidrogênio ao Urânio, tais estruturas estão de retorno ao campo da energia, porém, no sentido evolucional, e, portanto, ascendente, trafegando, paulatina, e, silente, para os planos vulgarmente conhecidos como vegetais, animais e hominais.

Já vimos no oitavo e.Book de minha autoria: “Mestres da Humanidade”, que Matéria não passa de Energia condensada, onde aquela, pois, decorre desta que, por sua vez, retorna à condição de Energia, tal como mecanismo contínuo de uma coisa (Energia) que se converte (--->) noutra coisa (Matéria).

Então, está correto que: a Matéria, derivada da Energia, atinge um máximo de sua condensação até que, invertendo sua direção, tende a dissolver-se na forma de radioatividade - Calor, Luz, Eletricidade – ou seja: do que se convencionara chamar de Energia.

Portanto, tudo se move e se transforma o tempo todo, e a Matéria, pois, retorna à Energia, e assim sucessivamente, no decurso do tempo-evolução, onde o mesmo se dá, pois, nos demais planos e inclusive no das humanidades onde o Espírito mergulha na Matéria e, por algum tempo lhe submete, mas, tão só, para lhe transcender, pois que dela renasce em sua forma mais sutilizada e viril, para então, novamente retroceder, mas tão só para evoluir, sempre, na íngreme escalada evolucional. Portanto, no Plano Quântico, temos:

  [( energia --- > matéria --- > energia )]

Entretanto, não se verifica degradação da componente Energia quando destacada do trem eletrônico onde se maturara evolutivamente, pois que a Ciência desconhece o grande fenômeno Involução-Evolução e, portanto, ignora seus primórdios e sua respectiva continuidade, seu encadeamento preciso e lógico, onde as tantas forças não se perdem, mas se perpetuam noutras formas cinéticas do seu desconhecimento, pois que são perenes em suas eventualidades quânticas, energéticas e, mais adiante, espirituais.

Assim, pois, um conceito bem mais amplo dilata e desenvolve as idéias no campo da Matéria e da Energia por algo ainda mais refinado, mais puro e essencializado: a substância alfa, ou do que se conhece vulgarmente como: Espírito; um Ente que, num fenômeno cíclico complexo:

  [(espírito --> energia --> matéria --> energia --> espírito)]

Perfaz, numa onda “descendente” e “ascendente”, o seu ciclo completo, explicitando a Involução onde alfa, o Espírito, substancialmente, se condiciona à Matéria, e, num fenômeno inverso, e, portanto, de Evolução, retorna à sua eventualidade anterior de essencialidade energética, e, portanto, espiritual.

Assim, pois, a Energia não se degrada quando arremessada do trem urânico, ou de outras formas de sua intrínseca expansão; mas prossegue além, em campos ainda não observados pela Ciência, pois ganhara em potência, se maturara nas formas de peso atômico máximo e, portanto, segue avante como estrutura e essência fundamental das formas vegetais, e, posteriormente, dos animais, confirmando a substância espiritual que ainda se move, e, sempre, mas, agora ascensionalmente, na busca da consciência desperta, finalidade última de sua descida involutiva (inv) para a conseqüente escalada evolucional (ev), cujo quadro já fora explanado em textos anteriores e até mesmo, no meu oitavo (8º.) livro digital (“Mestres da Humanidade”), que, afinal, neste texto, repiso-o para que tenhamos, mais uma vez, uma grande síntese da fenomenologia universal expressa na verdade de sua mais viva e mais autêntica expressão:
 
                alfa (a)
             //            \\
          (inv)          (ev)     
          //                  \\          
     beta (b)          beta (b)   ; sendo: (a=b=g) = substância
          \\                  //
          (inv)         (ev)
             \\            //
              gama (g)

Onde alfa (que é a substância ou espírito), involutivamente (inv), vai para beta (ou energia), que, por sua vez, vai para gama (matéria); mas o fenômeno não para, pois gama, evolutivamente (ev) vai para beta que, por sua vez, se ascensiona até alfa.

Portanto, a Energia, decorrente do Espírito, não morre na Matéria, mas prossegue além nos campos da vida, das formas vegetais e animais num encadeamento que escapa das aparelhagens científicas, mas não da intuitividade dos grandes gênios inspirados pela Verdade, pela moderna Revelação Espírita e Monista, digamos assim, da intuitividade ubaldiana.

E o Plano Quântico, objeto do sucinto texto, se pode compreender como o tecido primordial das coisas físicas, biológicas e conscienciais, onde se verifica uma mistura heterogênea de partículas involutivas e evolutivas, ou seja, de estruturas energéticas simples que, involuindo, se personificam como Matéria; e de outras que, tendo atravessado os fenômenos estequiogenéticos e evolutivos, do Hidrogênio ao Urânio, tais estruturas estão de retorno às formas diversas da energia, porém, e, como já dito, em situação ascendente que, por sua vez, constituem a essência mesma dos organismos vegetais, e, posteriormente, animais e hominais.

Presentemente, a Física Quântica está desvendando esta nova realidade fenomênica que permeia a nossa realidade física e astronômica, redefinindo o microcosmo com ilações que transcendem a Física clássica, trabalhando com a imponderabilidade relativística de coisas indefinidas ou pouco definidas do Plano Quântico, cruzando o visível com o invisível, o material com o espiritual dantes tão negado pelos mais incrédulos positivistas da modernidade.

Assim, pois, redefinem-se os Planos do Mundo terreno com os mais diversos e entrosantes níveis cognitivos, que, conjuntamente, e, dinamicamente, interpretar-se-iam, evolutivamente por:

-Plano Quântico;
-Plano Mineral;
-Plano Mínero-Vegetal;
-Plano Vegetal;
-Plano Vegeto-Mineral;
-Plano Animal;
-Plano Animal-Hominal;
-Plano Hominal;
-Plano Espiritual.

Onde tudo, em dinâmica evolutiva, entrosa-se com tudo, estando um no outro, do Plano Quântico ao Plano Espiritual, onde a essência das coisas e das formas físicas do Mundo - como Ordem Explícita - retorna à Ordem Implícita do Plano que lhe transcende, mas tão só para novo mergulho nas formas físicas, da vida e da morte, onde só se morre para renascer, pois que tudo se move progressivamente, em dinâmica cíclica ascensional.

Ora, dos princípios básicos do Espiritismo, tais como: da Existência de Deus, da Imortalidade da Alma, da Palingenesia, da Comunicabilidade entre “mortos” e vivos, dentre outros, donde se inclui a Pluralidade dos Mundos Habitados para o progresso de todos os seres e de todas as coisas, há o espiritista de convir que, no Universo Físico, Astronômico e Metafísico, Tudo está ligado a Tudo, instituindo um Todo Harmonioso e Único, conquanto tais princípios possam constituir disciplinas específicas, seja de um ou de outro tópico, verificando-se, nos mesmos, conteúdos mui vastos e de grande profundidade.

Conteúdos estes não só concernentes aos domínios e campos específicos do Espiritismo, mas também no consórcio com as demais áreas positivadas pela Ciência, pois se insiste que:

“O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente”. (Allan Kardec).

Notem, outra vez, a complexidade de tal preceito: o Espiritismo que, em si mesmo agrega o fato de ser uma doutrina unificada pelos aspectos de Ciência, de Filosofia e Religião, tem a propriedade de completar-se com todos os campos da Ciência dita oficial, no mais amplo e completo saber de todas as coisas, constituindo um Saber Múltiplo, extenso, de mui vasta expressividade.

Saber que, tendo como precursor o universalismo da Filosofia Socrática, e fundamentando-se na não menos universalista Doutrina Ética do Evangelho, nos possibilita e nos concede uma forma de conhecimento, de lógica axiológica que nos alça à condição de verdadeiros sábios, conquanto - da Verdadeira Sabedoria - estejamos um tanto distantes em face das leviandades ainda vigentes em nosso meio por causa dos insatisfeitos, dos cientificistas, dos laicos e outros discordantes que, não unindo, desunem e separam.

O Espiritismo, como tantas vezes repisado, representa a mais extraordinária síntese do conhecimento humano, não nos autorizando, pois, o seu amesquinhamento e tampouco que se lhe admita postura laica, uma vez que o seu Codificador nos mostrara sua condição de ser a Terceira Revelação da Lei de Deus: Promessa de Jesus para a Re-Ligação (religião), termo que indica ter ocorrido algo, preteritamente, que nos “desligara” de Deus, hoje nos re-ligando para o nosso retorno a Ele como filhos amorosos, obedientes e sábios.

Articulista: Fernando Rosemberg Patrocínio

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