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segunda-feira, 23 de junho de 2014

IMPORTÂNCIA DO ESTUDO GRUPAL

Nota de esclarecimento: 
“O artigo abaixo trata-se do exercício natural do direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não me compete censurar opiniões, ainda mesmo que eu, Jorge Hessen, não defenda pessoalmente as concepções de Pietro Ubaldi. 
Assim, deixamos aos leitores do meu blog em O Rebate o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe ou sugere a seguir, pois o mesmo direito que tem o articulista de argumentar , temos todos o mesmo direito de refutar , de aceitar, ou não, os seus argumentos.” 
Fernando Rosemberg Patrocinio
f.rosemberg.p@gmail.com
http://fernandorpatrocinio.blogspot.com.br


Um dos mais importantes estudos que se podem realizar, a meu ver, é o Estudo Grupal, ou seja, feito por diversas pessoas; e tanto será melhor e mais produtivo se o grupo, conquanto suas diferenças axiológicas, intelectuais e morais, estiverem se reunindo para o estudo com espírito de humildade, de se aprender com Jesus, na Correta Interpretação de Seus Ensinos e Máximas, dos quais, somos grandes descumpridores, conquanto cientes de que hoje requeremos não só aprendizado, mas, sobretudo, sua exemplificação nas práticas cotidianas.

Bem se vê que estou me referindo ao Estudo Grupal Espiritualista, e, mais exatamente, Espiritista. Tal estudo é importantíssimo, pois que nele as dúvidas surgem, mas são sanadas; as interpretações podem diferir-se, mas é sempre possível conciliá-las, pois com amor, carinho e entendimento cristão, não há barreiras que não se movam de suas precárias construções.

Se pudesse hoje relatar as tantas alegrias vividas com os colegas de estudo, as tantas opiniões que, por vezes divergiam, mas, ao final, se conformavam; se pudesse hoje relatar as provas vivas de que tais estudos são dirigidos por um Fator Convergente, que de modo benévolo e construtivo, orquestra seu andamento e nos proporciona, sempre, um final de estudos prazeroso e feliz; todos estes relatos provariam e provam haver sim, uma Espiritualidade Benfazeja que, com zelo e carinho cuida de nós todos para o Império do Bem Maior, pois pertence às falanges do Mestre Divino, ora redivivo pelo Espiritismo. 

Lembro-me que, certa vez, nos fora aberta uma página do Evangelho onde o Senhor explanava conforme Mateus:

“... Aprendeste o que foi dito: olho por olho e dente por dente. – Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal que se vos queiram fazer; que se alguém vos bater na face direita, lhe apresenteis também a outra; - e que se alguém quiser pleitear contra vós, para tomar vossa túnica, entregueis também vosso manto; - e que se alguém vos obrigar a caminhar mil passos com ele, caminheis mais dois mil. – Dai àquele que vos pedir e não repilais aquele que vos quer tomar emprestado. (cap. 5, vv. 38 a 42). 

E, logo após tal prédica, um neófito do nosso grupo, muito inteligente por sinal, mas algo precipitado, e, estranhando tais sentenças do próprio verbo de Jesus, questionara:

“Mas Jesus, com tais palavras, não faz apologia ao roubo? Não lhe autoriza de forma clara e precisa? O que os mais autorizados pela Doutrina argumentariam para me convencer do contrário?” E prosseguia: “Quando Ele diz para não resistirmos ao mal; quando Ele recomenda nossa inação quanto ao fato de alguém nos tomar a túnica, e que também entreguemos o manto; quando nos força a andar mil passos com ele, que andemos mais dois mil, ou seja, que atendamos tudo o que mal queira de nós; noutros termos: se alguém nos roubar alguma coisa diante de nossos olhos, que entreguemos mais, e, não só o dinheiro, mas também os documentos, a chave da casa, nossos bens, e tudo o mais! Isto não seria uma apologia ao roubo, ou uma sua expressa autorização? Jesus não estaria a favor do meliante e contra a nossa inocente pessoa?”.

E a resposta de um dos mais velhos e experientes do nosso grupo fora a de que:

“Se você considerar uma única existência do Espírito humano no Mundo terreno, então, com toda certeza, você está certo, eu diria: corretíssimo!” E prosseguia...

“Entretanto, a Filosofia Ética do Evangelho não se refere a uma só e única vida no Mundo terreno, mas sim a uma infinidade de vidas que, inclusive, não se restringe apenas e tão só ao plano terreno, mas sim, ao plano universal, levando em conta, mais ainda, a imortalidade do Espírito que um dia desfrutará de existencialidade a um Plano de Eternidade Plena, e não só o acanhado, passageiro e restrito plano dos que tem em mente uma só e tão curta existência terrena”.

“Quando Jesus diz para não resistirmos ao mal que se nos queiram fazer, Ele, em Sua Sabedoria, considerava nossas faltas pretéritas, reconhecia que somos devedores do passado que, por isso, temos de resgatar e de expiar para a pronta quitação dos nossos débitos, erros e malefícios de antanho. Quem nos garantirá que ontem, em nosso passado reencarnatório, não roubamos, não matamos, não espoliamos? Inocente, aqui neste Mundo, ninguém é!”

“Por outro lado, não se deve tomar ao pé da letra tal instrução do Mestre Divino que, com certeza, condenava a vingança, mas em tempo algum interditava a defesa, o que implicaria deixar campo livre aos maus”.

“Penso, assim, que a Correta Interpretação do Cristo, de suas palavras e de seus abrangentes ensinos, está neste Novo Espiritualismo ora Codificado, ou seja: no Espiritismo de tantas bênçãos, de tantas luzes, tantas demonstrações de que somos hoje o produto de tudo quanto fizemos ontem, no imenso rosário das vidas sucessivas”.

Com tamanha sabedoria e abrangência de resposta, o inteligente neófito reconhecera que sua assertiva de apologia ao roubo, autorizada por Jesus, estava inteiramente equivocada; que devemos amar e perdoar o semelhante para que não perpetuemos nossos erros e nossas dívidas para com a Lei, que, no tempo certo, cobrará do infeliz meliante sua dívida, redirecionando seus passos, agora trôpegos, sem um norte e sem um rumo em que, afinal, ele é apenas e tão só: um escravo da Lei, do Bem Maior que é Deus, que não pune o filho, mas por imensamente Amá-lo, o endireita pela devida correção na prova e nas adversidades da expiação.

Vê-se, pois, que muitos ensinos de Jesus só encontram uma explicação lógica e racional se considerar-se o fenômeno palingenésico, que o Mestre mesmo ensinara em muitas passagens do seu Evangelho, hoje clarificado e desenvolvido pelas sentenças magnânimas do Espiritismo codificado.

Indubitavelmente, o Espiritismo é o Consolador Prometido que, com uma Plêiade de Espíritos Superiores, se consolidara em meados do século dezenove tendo como organizador doutrinário um dos maiores missionários de Jesus, responsável, pois, pela nossa atual e Moderna Fase de Cristianização do Mundo terreno. 

Incontestavelmente, o Codificador foi um dos maiores missionários de Jesus já reencarnados na face terrena: digníssimo pedagogo, humanista, poliglota e cientista que incorporava, mais ainda, uma habilidosa argumentação filosófica de tão brilhantes teses, cujo nome renascera de um antigo sacerdote gaulês: não mais, não menos, que Allan Kardec.


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