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terça-feira, 13 de maio de 2014

AS ALMAS GÊMEAS, DE EMMANUEL


Nota de esclarecimento: 
“O artigo abaixo trata-se do exercício natural do direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não me compete censurar opiniões, ainda mesmo que eu, Jorge Hessen, não defenda pessoalmente as concepções de Pietro Ubaldi. 
Assim, deixamos aos leitores do meu blog em O Rebate o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe ou sugere a seguir, pois o mesmo direito que tem o articulista de argumentar , temos todos o mesmo direito de refutar , de aceitar, ou não, os seus argumentos.” 


 Fernando Rosemberg Patrocínio



Fernando Rosemberg
Reconheço-me, mais uma vez, decepcionado, para não dizer, assombrado com certas atitudes dos próprios espiritistas no tocante às atuais e principais obras do nosso movimento, como, por exemplo, as do renomado Espírito Emmanuel, da mundialmente conhecida lavra psicográfica xavieriana.

E mais: como alguns elementos são cruéis, injustos e displicentes, se esquecendo da principal assertiva do Espírito de Verdade que aconselhou-nos, primeiramente, o “Amai-vos”, e, de secundário, o “Instruí-vos”, colocando as coisas, mais uma vez, no seu justo lugar: o de que tão somente pelos ensinos do Cristo estaremos aptos a retornar ao Amoroso e Sábio Pai, uma vez que d’Ele mesmo nos destacamos e nos afastamos pela perda de sintonia para com a Reta e Justa Lei.

E os inimigos do Espiritismo, em seu movimento mesmo entranhados, perseguem o Chico, Emmanuel, André Luiz, e outros mais, que durante 75 anos de trabalho ininterrupto, disseminaram, aos quatro cantos do Mundo, as lições altruístas do Mestre Nazareno, quando, simultaneamente, nos esclareciam quanto às realidades do Mundo Espiritual, completando, vastamente, as lições contidas nas obras do insigne mestre lyonês Allan Kardec.

Dizem que a carruagem passa, conquanto os latidos que vão ficando para trás. E tais elementos, aos quatro ventos, propagam suas ignomínias e suas loucas invencionices de espíritos frustrados e inimigos da preclara e rediviva Doutrina Cristã. Em sua insanidade, dizem que Emmanuel proibira o Chico de estudar a doutrina do Espiritismo (1), de evocar Espíritos (2), que teria, inclusive, ameaçado de matar o Chico (3), e, mais ainda, teria contrariado Kardec com a questão das almas gêmeas (4); mas, só por aí, se vê como são apequenados, e, inclusive seus argumentos, de inimigos ferrenhos do Espiritismo com Jesus.

Em relação ao item um (1), recordemos-nos, dos biógrafos confiáveis do Chico, as expressivas e tão claras palavras de Emmanuel quando ao referido médium se apresentara em 1931:

“Lembro-me de que num dos primeiros contatos comigo, ele (Emmanuel) me preveniu que pretendia trabalhar ao meu lado, por tempo longo, mas que deveria, acima de tudo, procurar os ensinamentos de Jesus e as lições de Allan Kardec e disse mais que, se um dia ele, Emmanuel, algo me aconselhasse que não estivesse de acordo com as palavras de Jesus e Kardec, que eu deveria permanecer com Jesus e Kardec, procurando esquecê-lo”. (Vide: “Diversas Biografias do Chico”).

E, onde, em tal passagem, Emmanuel proíbe o Chico de estudar o Espiritismo de Allan Kardec? Pelo contrário, o Chico deveria, acima de tudo, procurar as lições do Codificador, e, mais, se ele, Emmanuel, algo dissesse contrário a Kardec, que o Chico ficasse com Kardec, esquecendo-se dele, ou seja: de Emmanuel. Só tal passagem já coloca por terra os argumentos irracionais dos que alegam que Emmanuel teria proibido o Chico de estudar Kardec.

E, no tocante ao item dois (2), se Emmanuel restringe e desaconselha a evocação direta e pessoal dos Espíritos, (restringir e desaconselhar é diferente de proibir) fora por considerar, no caso de Allan Kardec, sua tarefa excepcional, “aliada a necessidade e méritos ainda distantes da esfera de atividades dos aprendizes comuns”. (Vide: “O Consolador” – Feb).

Por outro lado, se os inimigos do Espiritismo e da monumental obra xavieriana, que, a propósito, tais inimigos se dizem espíritas, afirmam que o Emmanuel teria ameaçado de matar o Chico, conforme esboçado no item três (3) supra, mais uma vez, poderíamos dizer que o Chico deveria ficar com os ensinos virtuosos do Cristo e de Kardec, esquecendo-se de Emmanuel. 

E, tanto não é verdade que o Chico, por amor, e não por ameaças, permanecera com Emmanuel até o fim de seus dias. Entretanto, a mentirosa assertiva dos inimigos da obra xavieriana, tratara-se apenas e tão-só de um gracejo espirituoso de Emmanuel para com Chico, que, a nível gramatical, se pode compreender como uma metáfora contida nas cultas palavras e ensinos de Emmanuel, e já defendida em texto postado na internet de título: “Espiritismo: Alma de Chico Xavier”, que, para o esclarecimento de espíritas, e não espíritas bastam conferir.

E a principal conclusão a que chego é a de que: tais críticos maledicentes, infelizmente, não estudam bem, e, portanto, não tem como fazer um bom entendimento destas ou de outras questões, e não tem, pois, autoridade para condenar a obra do Chico e tampouco para condenar (item 4) as importantes proposições de Emmanuel contidas em “O Consolador” (Xavier, F.C. - Feb), que dos itens 323 a 330, expõe sua brilhante “tese das almas gêmeas”. Mas, vejam bem: “Tese”, ou seja: proposição intelectual, defesa de uma idéia com fatos e dados para reforçá-la, justificá-la, desenvolvê-la, e, inclusive com argumento bíblico notável, e, possível, portanto, de alguma veracidade no plano das humanidades siderais onde os Espíritos se encontram, se afinizam mais a uns do que a outros, por disposições íntimas particulares incontestáveis no plano de seus saberes, seus conhecimentos e sua afetividade. 

E, mais uma vez, os inimigos do Espiritismo demonstram falta de estudo, não conhecem, por exemplo, “A Gênese” (Allan Kardec – 1869), onde o mestre lyonês, por tantas vezes, trabalhara com teses, com teorias instigantes, além de expor capítulos doutrinais mui relevantes, como, por exemplo: “Caracteres da Revelação Espírita”, “Sistemas do Mundo Antigo e Moderno”, “Uranografia Geral”, para não citar outros tão importantes quanto. E por que, então, Eu, Você, Emmanuel, não poderíamos trabalhar com teses, com teorias, como eu próprio já o fiz bastas vezes?

Mais ainda: ouso dizer que tais elementos não leram, ou por pura maledicência, se esquivaram da “Definição” no início do livro de Emmanuel, onde deveriam ler, tal como lá mesmo se registra:

“Podereis perguntar, sem que possamos nutrir a pretensão de vos responder com as soluções definitivas, embora cooperemos convosco da melhor vontade”. (Vide: “O Consolador” – Xavier, F. C. – Feb).

E, logo a frente, adita:

“Além do mais, ainda nos encontramos num plano evolutivo, sem que possamos trazer ao vosso círculo de aprendizado as últimas equações, nesse ou naquele setor de investigação e de análise. É por essa razão que somente poderemos cooperar convosco sem a presunção da palavra derradeira”. (Opus Cit.).

Portanto, em termos de Espiritismo, e, já abraçando de início o “Amai-vos”, reconheço que o “Instruí-vos”, conquanto secundário, por vezes é fundamental e parece transcender aquele outro para que possamos bem orientar os neófitos do Espiritismo, bem como aqueles que, tergiversados do mesmo, necessitam de maiores luzes, se não me condenarem, igualmente, e, justamente, por vossa tão lúcida “perspicácia” doutrinária.

Estudemos mais, meus queridos, mas sem nos esquecermos do principal: do “Amai-vos” do Nazareno!



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