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quinta-feira, 22 de maio de 2014

AMAI-VOS E INSTRUÍ-VOS

Nota de esclarecimento: 
“O artigo abaixo trata-se do exercício natural do direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não me compete censurar opiniões, ainda mesmo que eu, Jorge Hessen, não defenda pessoalmente as concepções de Pietro Ubaldi. 
Assim, deixamos aos leitores do meu blog em O Rebate o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe ou sugere a seguir, pois o mesmo direito que tem o articulista de argumentar , temos todos o mesmo direito de refutar , de aceitar, ou não, os seus argumentos.” 



Fernando Rosemberg Patrocínio



Parece-me sugestivo que a obra central do Pentateuco Kardequiano se denomine: “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (Allan Kardec – 1864 - Ide), onde as duas primeiras (OLE e OLM) e as duas últimas (OCI e AGE) encontram seu alicerce seguro no centro equilibrador de tudo, no Evangelho de Jesus, onde o Espiritismo está a cumprir a promessa Dele mesmo de nos enviar “O Consolador, o Espírito de Verdade” que haveria de recordar tudo o que Ele mesmo havia dito e feito e que ficaria eternamente conosco.
Entretanto, em nosso meio, ainda se fazem presentes os que, enganosamente, pretendem um Espiritismo Laico, ou seja, um Espiritismo apenas Científico que subentende, no máximo, um Espiritismo Filosófico, desprezando-se o seu aspecto Moral, ou, noutros termos: Religioso. Tais elementos parecem ignorar importantes revelações espiritistas, e, inclusive, do “Espírito de Verdade”, aquele mesmo da citação de Jesus, que, no referido “Evangelho” da centralização kardequiana, adverte:
“Espíritas! AMAI-VOS, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo”. (Vide: “O Evangelho Segundo o Espiritismo” – 1864 – Ide). 
E nada me parece tão evidente: o primeiro ensinamento: “AMAI-VOS”!; e, quanto ao secundário, temos: “Instruí-vos”. Ou seja, o Espiritismo não despreza o estudo, o conhecimento, e tanto é que sua harmonia doutrinária tem aspecto não só tríplice, de Ciência, Filosofia e Religião; mas sim: multíplice, ao proclamar que “O Espiritismo e a Ciência se completam mutuamente”, (Vide: “A Gênese” – Allan Kardec – 1868 - Feb), alçando sua natureza gnosiológica e epistemológica ao infinito; o que não quer dizer que o mesmo despreze as normas evangélicas preconizadas pelo Mestre Nazareno.
Muito pelo contrário, o Espiritismo as coloca em primeiro plano na síntese contida no verbo “Amar”, solicitando-nos: “AMAI-VOS”, precedendo o “Instruí-vos”. De modo que, nada me parece tão evidente e tão claro, fazendo-me recordar as palavras do quinto evangelista que, pelo sábio conúbio com Xavier, anotava:
“Sim, efetivamente, é indispensável romper com as alianças da queda e assinar o pacto da redenção”. (Vide: “Caminho, Verdade e Vida” – Emmanuel – Feb).
E quando vejo os cientificistas do Espiritismo pretendendo o Laicismo para o mesmo, noto, claramente, que tais elementos ainda não romperam “com as alianças da queda” que se traduz pelo desamor, pela rebeldia, pela desordem, pela falta de sintonia com a Lei, ausentes que estão, ainda, do “pacto da redenção” que se nos mostra pelo Amor, pelo Perdão, pela Obediência, pela Ordem, regras de Sintonia com a Lei que, incansavelmente, nos exorta o bom viver contido na boa nova do Evangelho Redentor. 
Tais elementos não são espíritas verdadeiros, do real sentido da palavra, nos fazendo recordar Allan Kardec que propunha haver pelo menos três categorias de tais:
1-Os que crêem pura e simplesmente nos fenômenos, mas deles não retiram qualquer conseqüência moral;
2-Os que percebem seu alcance moral, mas os consideram bons para os outros e não para si mesmos; e
3-Os que aceitam pessoalmente todas as conseqüências da Doutrina e que a praticam ou se esforçam pela sua vivência moral.
E concluíra o Codificador:
“Estes, (os da alínea três) vós bem o sabeis, são os espíritas praticantes, os verdadeiros espíritas”. (Vide: “Viagem Espírita” – 1862 - Wallace Rodrigues – Casa Edit. O Clarim).
Todavia, não nos esqueçamos de que o Espiritismo, na correta e precisa condição de Cristianismo Redivivo, conta ainda e tão só com 150 anos no Mundo, e, portanto, conta com toda uma eternidade pela frente a nos ensinar com seus métodos redentores sua verdadeira e real feição doutrinária:
A de nos reconduzir ao Pai de que um dia nos ausentamos; mas tão só seremos vitoriosos:
Pelo Amor, pelo Perdão, pela Obediência, Pela Ordem, métodos, pois, de Sintonia com a Lei e não ausente dela.


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