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sábado, 5 de abril de 2014

QUEDA ESPIRITUAL NA OBRA DE XAVIER


Nota de esclarecimento: 
“O artigo abaixo trata-se do exercício natural do direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não me compete censurar opiniões, ainda mesmo que eu, Jorge Hessen, não defenda pessoalmente as concepções de Pietro Ubaldi. 
Assim, deixamos aos leitores do meu blog em O Rebate o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe ou sugere a seguir, pois o mesmo direito que tem o articulista de argumentar , temos todos o mesmo direito de refutar , de aceitar, ou não, os seus argumentos.” 


Autor: Fernando Rosemberg Patrocinio
E.mail: f.rosemberg.p@gmail.com
Blog: fernandorpatrocinio.blogspot.com.br

Ministra-se que a Involução é o oposto da Evolução. E, portanto, Involução traduz um movimento de descida, de queda, de ocultação espiritual; e a Evolução condiz com a subida, com o progresso, com a ascensão evolucional. De tal forma que o Espiritismo, em suas bases mesmas, preceitua, mais especificamente, o fenômeno da Evolução, conquanto, aqui e ali, contenha alguma instrução de que tal fenômeno só se dá em função de um fenômeno causal anterior: da Involução ou Queda Espiritual.

Diga-se, de passagem, que a Queda Espiritual é cultura e tradição de quase todos os povos da Antiguidade e a Bíblia Sagrada no-la mostra em variadas passagens. Tal doutrina, entretanto, ganhara foro consistente com a lógica brilhante da obra de Pietro Ubaldi, que a descreve para todos os gostos: físicos e metafísicos, psicológicos e ontológicos, filosóficos e matemáticos, numa Doutrina Teológica de Cunho Monista, porém, Espiritualista como não poderia deixar de ser. 

Para tal Doutrina, antes da constituição do átomo formador do Universo astronômico de nossos estudos, verificou-se uma Criação Espiritual infinita contida na Ordem da Lei; todavia, parte inumerável de tal Criação, perdendo a sintonia para com tal Ordem, se desmoronara com a Involução, quedando-se na condição infinitesimal doutra forma sua, condição para o surgimento do átomo, suas aglomerações, a vida nos seus mais diversos estágios, onde o Espírito sobe, agora, os degraus da Evolução nas adversidades dos Orbes universais. Isto, pois, sintetiza a Queda Involutiva da Criatura e a sua contraparte como Subida Evolucional.
E Ubaldi, com tal Doutrina, ganhara a simpatia de renomados pensadores, que vieram juntos, entrementes, com muitos contraditores de suas instigantes teses. Mas desde o início de sua Revelação Monista, Ubaldi tivera a aprovação espiritual da mais importante obra mediúnica de todos os tempos da humanidade: a de Francisco Cândido Xavier, que, com Emmanuel, viera prefaciar majestosamente “A Grande Síntese” (Pietro Ubaldi - 1937 – Fundapu), obra que contém, resumidamente, tal fenômeno que, por sinal, fora desenvolvido nas demais obras da coleção ubaldiana de vinte e quatro tratados bem relevantes.

Posteriormente, Emmanuel, em “O Consolador” (Feb), item 64, torna a frisar, em recordando a figura do Cristo junto à pecadora apedrejada: “é a sentença que deveria lembrar, sempre, a nossa situação comum de Espíritos decaídos, para não condenar esse ou aquele dos nossos semelhantes”. 

Na obra “Caminho, Verdade e Vida” (Feb), exorta o sábio instrutor na lição 176 que: “é indispensável romper com as alianças da queda e assinar o pacto da redenção” ; ou seja: romper com tudo quanto nos falira espiritualmente; romper com a rebeldia, com o desamor e consorciar-se com Jesus, enviado de Deus-Misericordioso para nos ensinar o caminho de retorno, da Redenção Evolucional. Mas vejamos outras referências da Queda Espiritual e da Subida Ascensional na obra de Xavier, que estão por toda parte, às vezes veladamente, e noutras, de forma bem escancarada. Citemos agora André Luiz, autor espiritual apresentado ao Mundo terreno pelo mesmo Emmanuel, coordenador da extraordinária coleção xavieriana.

Na obra “Missionários da Luz” (Feb), o autor infere em seu capítulo dezessete (17) que: 

“Quase todas as escolas religiosas falam do inferno de penas angustiosas e horríveis, onde os condenados experimentam torturas eternas”.

E continua o preclaro instrutor:

“São raras, todavia, as que ensinam a verdade da queda consciencial dentro de nós mesmos esclarecendo que o plano infernal e a expressão diabólica encontram início na esfera interior de nossas próprias almas”.

Noutra delas, “A Vida Continua” (Feb), temos, no capítulo vinte e um (21) a informação de que: “a Evolução é a nossa lenta caminhada de retorno para Deus”, explicitando, noutros termos, que nos afastamos do Criador pela nossa rebeldia, queda consciencial que, com a Involução, nos precipitara nas adversidades da Matéria, onde, agora, pela dor contida nas engrenagens da Evolução, retornamos ao plano de nossa Espiritualidade em Deus.

Como se vê, a Queda e a Subida Evolucional é uma idéia de âmbito universal no Mundo terreno como Método de Cura do Espírito transgressor; só ela explica as tantas dores, as tantas adversidades, tropeços, dificuldades colocadas em nosso caminho, e, aliás, em todos os departamentos da vida, onde, em planos mais baixos, no dos animais, por exemplo, os componentes adversos são ainda maiores, pois eles não possuem as ferramentas que detemos para a luta, o estudo, o trabalho, que nos facilitam o Evolver humano-espiritual.

Portanto, penso estar confirmada a idéia do Mecanismo Fenomênico Involutivo-Evolutivo do notável intuitivo Pietro Ubaldi na inteireza da obra de Francisco Cândido Xavier, objeto especial do presente texto, mui sucinto, mas, de certa forma, algo esclarecedor.

Lembrando ainda, neste finalmente, que a Obra de Ubaldi, de algum modo, passou por uma espécie de Concordância Universal tanto dos Homens como dos Espíritos, uma vez que cientistas, filósofos e sábios de considerável prestígio em todo o Mundo se assombraram e endossaram o conteúdo filosófico-científico de sua imponente obra; e, os Espíritos, atuando com médiuns das mais diferentes nações, médiuns ingleses, brasileiros, italianos, e distantes, pois, uns dos outros, deram o seu manifesto de apoio e de ratificação do seu avultado trabalho, tal como movimento humano e extra-humano confirmativo de sua verdade, que é a verdade diante de nossos olhos: de que não guardamos em nossas mentes, nada de anjinhos bons, muito pelo contrário.

Mas estamos com algum custo aprendendo: controlando nossas emoções, nossos pensamentos, nossos atos, que vão se adequando às Máximas do Divino Redentor. 



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