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terça-feira, 18 de março de 2014

PRISCILA: ADORÁVEL FILHA... DE DEUS

Nota de esclarecimento: 
“O artigo abaixo trata-se do exercício natural do direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não me compete censurar opiniões, ainda mesmo que eu, Jorge Hessen, não defenda pessoalmente as concepções de Pietro Ubaldi. 
Assim, deixamos aos leitores do meu blog em O Rebate o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe ou sugere a seguir, pois o mesmo direito que tem o articulista de argumentar , temos todos o mesmo direito de refutar , de aceitar, ou não, os seus argumentos.” 





Fernando Rosemberg Patrocínio
f.rosemberg.p@gmail.com
fernandorpatrocinio.blogspot.com.br


Nossos filhos são, de fato, nossos filhos? Nosso ego, firmado na cultura familiar e nas tradições, e, hoje, pelo academicismo (teste de DNA) do mundo, diz que sim! Mas o nosso ego filosófico, em sentido lato, diz que não! Diz que nossos rebentos, antes de serem nossos filhos: São Filhos de Deus.

E, portanto, não criamos absolutamente nada do nosso labor, de nossa obra, de nossa criação! Nem os nossos filhos são nossa cria, gerados de nossa exclusiva ou específica ação. Apenas e tão só fornecemos o material genético que irá consubstanciá-los, primariamente, com centenas de dados e informações bioquímicas que, na paralela a tais, congregam-se forças mecânicas, instintivas, não raciocinadas, mas algo inteligentes do complexo orgânico que se vai formando, que se juntam, ainda, num conjunto harmonioso e único, a processos cognitivos e axiológicos latentes do Ser, de todos nós, homens e mulheres do estágio evolutivo das humanidades.

Portanto, se nada criamos de nós mesmos, o que somos, afinal, no campo de nossas criações?

Respondo que: apenas, e tão-só, co-criadores!

Ou seja: somos ajudantes, colaboradores; e isto por que Criador só há um: Deus, Jeová, Inteligência Suprema ou qualquer outro termo com o qual se queira identificá-lo.

Ora, só criamos porque fomos criados por Deus; só criamos, artisticamente, cientificamente, porque Deus nos criou, e, portanto, tudo pertence a Deus, exceto o mal de nós mesmos que dimana de uma ausência do bem; exceto a treva de nós mesmos que dimana de uma ausência de luz; exceto a ignorância de nós mesmos que dimana de uma ausência de sabedoria; e assim por diante... Mas, quanto ao resto: Tudo Vem de Deus, Está em Deus, Permanece em Deus.

Deste modo, pois, vamos vivendo com nossas pelejas, nossas incoerências, nossas mazelas, nossas dores, e, ainda por cima, achando que somos o máximo, os criadores de tudo, quando, afinal, apenas e tão só: co-criamos.

Mas, então, aquela doce e afável Priscila, tão meiga, tão suave e tão generosa, de um sorriso lindo, não é minha filha?

Absolutamente não; ou, pelo menos, nos termos que assim o meu ego o pretende e o quer, insisto que não! Se eu tive a oportunidade de ceder, e, “juntar” (quem juntou?) com os de minha mulher, os dados genéticos do seu complexo biológico de hoje - que já contabiliza duas décadas e meia - eu, ou, minha mulher, nada criamos, parecendo que ela, minha filha em geração, se fizera por si mesma, ou melhor, de forma mecânica, quando ali, reconheço, haveria de estar, antes de tudo, e mesmo antes do seu Espírito palingenésico, algo dinâmico e sagrado da Mente Divina que, Imanente a Tudo, atuava e agia, providenciava e operava para que tudo correspondesse, biologicamente, e, psicologicamente, ao justo merecimento da individualidade que ali se formava, e que amanhã nasceria, cresceria e se tornaria um novo componente da superior espécie, de configuração tipicamente humana, ou, com certeza, e, num termo talvez muito pouco gramatical: de configuração tipicamente espirítico-humana.

Óbvio que, do ponto de vista biológico, social e moral, nossos filhos são nossos filhos, sim, desde que saibamos e tenhamos a responsabilidade de guiá-los, educá-los e, portanto, norteá-los ao melhor caminho, pois fora exatamente esta a tarefa que Deus-Pai - e Legítimo Criador - nos delegara, cabendo-nos, portanto, o dever e a obrigação de cumprirmos bem para com nossa importante missão.



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