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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

PASSES COM JESUS: SIM; MAS COM ARROTOS, NÃO!

Nota de esclarecimento: 
“O artigo abaixo trata-se do exercício natural do direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não me compete censurar opiniões, ainda mesmo que eu, Jorge Hessen, não defenda pessoalmente as concepções de Pietro Ubaldi. 
Assim, deixamos aos leitores do meu blog em O Rebate o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe ou sugere a seguir, pois o mesmo direito que tem o articulista de argumentar , temos todos o mesmo direito de refutar , de aceitar, ou não, os seus argumentos.” 



Fernando Rosemberg Patrocínio
  fernandorpatrocinio.blogspot.com.br


Oportuníssimo texto doutrinário: “Peripécias e Eficácias do Passe nos Centros Espíritas”, assinado pelo amigo do coração: Jorge Hessen.

No tocante ao arroto, esta questão é antiga e de profundo mau gosto. Um amigo meu, que se dizia espírita, promovia freqüentes arrotos durante os passes que aplicava. De tanto lhe chamarem a atenção, por fim, desistira de tal. E o fato é que por aqui, em Uberaba/MG, em um grande e muito movimentado Centro Espírita, parentes muito próximos a mim, me garantem que os arrotos ali é uma prática normal no decurso do passe. Fui conferir, e constatei a verdade. Em respeito às normas da casa, me calei. E, é bem possível que seus médiuns desconheçam que o mesmo seja desnecessário; além de passar uma má impressão aos seus freqüentadores que ali se localizam para um alívio, um socorro, ao corpo ou ao Espírito, das tantas dores e dificuldades deste mundo provacional.

O arroto, pois, me parece uma prática não recomendável, bem como não autorizada, ao que eu saiba, por nenhuma obra que se diga ou que se possa conceituá-la como sendo legitimamente espírita, e, portanto, tal prática do arroto é desaconselhável, e penso seja perpetrada por médiuns-trabalhadores de boa vontade, porém, sem o devido estudo de obras sérias e aprovadas pelo meio doutrinário espírita, e que, por tão aberrante procedimento, estão revelando, bem como aconselhando aos jovens espiritistas de amanhã, e aos mais diversos freqüentadores do Centro, uma prática que, além de ser desnecessária, é deselegante, deseducada, grosseira, e, doutrinariamente, não recomendável.

Ora, não há coisa mais respeitosa, e digna de aplausos, por sua nobre e exemplar atividade cristã, do que adentrarmos uma casa espírita de passes; casa bastante singela, mas muito organizada, limpa e asseada, sujeita que está aos mais diversos cuidados dos seus tarefeiros: espiritistas-cristãos.

Nela, seus humildes e atenciosos médiuns, receptivos à mensagem consoladora do Mestre Nazareno, nos recebem de braços abertos, tão amáveis e absolutamente prontos a nos ouvir e a nos compreender. Tais médiuns, a meu ver, estão disseminando as bênçãos do Cristianismo Redivivo; estão divulgando as virtudes de uma Espiritualidade Benfazeja, curativa do corpo e da Alma, nos amenizando as milenares feridas provacionais; estão disseminando, portanto, que não estamos sós e abandonados, e sim, cercados de almas amigas, simpatizantes, familiares que já partiram em cumprimento aos ditames de sua missão, da Vida Maior que, na hora certa, lhe reclamara a presença noutro espaço dimensional, e que, portanto, não morreram, mas estão bem vivos e atuantes com a Medicina da Alma, e do veículo somático também.

E, portanto, como compreender, que uma reunião de tantos predicados e tão excelentes virtudes, possa, de quando em vez, e, às vezes, repetidamente, permitir que alguns de seus membros venham a emitir grosseiros e estrondosos arrotos como se estivéssemos ao meio de uma burlesca refeição, de uma mesa cercada de seres abrutalhados e prontos para qualquer coisa, menos o de agradecer a Deus pela dádiva recebida?

Ora, o arroto barulhento, além de grosseiro e deselegante é incompatível com uma associação espiritista, onde elementos dos dois planos estão munidos das mais sagradas disposições axiológicas, éticas e cristãs, sendo descabido a ela – como digna associação espiritista que é - procedimentos alheios a princípios de caridade, de respeito e amor ao semelhante carente, e nalgumas vezes, só e abandonado.

Passes com Jesus: Sim; mas com arrotos: Não!


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