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sábado, 6 de julho de 2013

DÚVIDAS DE UM INTERNAUTA


Nota de esclarecimento: 
“O artigo abaixo trata-se do exercício natural do direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não me compete censurar opiniões, ainda mesmo que eu, Jorge Hessen, não defenda pessoalmente as concepções de Pietro Ubaldi. 
Assim, deixamos aos leitores do meu blog em O Rebate o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe ou sugere a seguir, pois o mesmo direito que tem o articulista de argumentar , temos todos o mesmo direito de refutar , de aceitar, ou não, os seus argumentos.” 

Fernando Rosemberg Patrocinio
 f.rosemberg.p@gmail.com
fernandorpatrocinio.blogspot.com.br

Ora, desde Kardec e sua importante obra espiritualista e cristã, sabe-se que há, nos animais, um princípio anímico independente da matéria e que sobrevive aos despojos materiais.

Para Leon Denis, um dos clássicos mais respeitáveis no desenvolvimento dos postulados espiritistas: as dores e adversidades experienciadas pelos animais serviria como impulsos evolutivos do princípio anímico que neles caracterizaria o ser principal, o tipo pré-existente, positivamente efetivo e resistente a tudo, mesmo à morte, porque é imortal.

Refere o grande sábio da obra xavieriana:

“Que longa tem sido a trajetória das almas!... A origem do princípio anímico perde-se dentro de uma noite de labirintos; tudo, porém, dentro do dinamismo do universo, que se encadeia numa ordem equânime e absoluta (grifos meus). Da irritabilidade à sensação, da sensação à percepção, da percepção ao raciocínio, quantas distâncias preenchidas de lutas, dores e sofrimentos!...” (Vide: “Emmanuel” – Francisco C. Xavier – Feb).

Mas quando e onde uma “Ordem Equânime”, Equilibrada e Justa, se os Espíritos são criados Simples e Ignorantes (ESI) para o enfrentamento das mais diversas “lutas, dores e sofrimentos”? A “Ordem Equânime”, portanto, só irá justificar-se num Plano Maior, num plano onde se insere o que se concebe por Complexo Fenomênico Involutivo-Evolutivo, em que o Espírito, em altos e transcendentes planos metafísicos, fora criado como ser Puro e Consciente (EPC), e que, por sua própria culpa e rebeldia, perdera a sintonia com a Ordem da Lei, vindo daí mesmo sua decadência espiritual, solucionada, como se sabe, e, como já visto noutros artigos de minha autoria, pelas seguintes formulações:

No plano do Universo Espiritual Metafísico:

   [(Rebeldia) = (Involução)] 
E, na conseqüência, no plano do Universo Físico e astronômico de nossas lutas, adversidades várias e sofrimentos incontestáveis: 
   
   [(Dor) = (Evolução)]

Mas sucede que muitas pessoas, amigos internautas, espiritistas ou não, visualizam meus artigos para a obtenção de algum conhecimento ou, então, de algum aprendizado Espiritista, Espiritualista, ou, de tais, conjugados ao Monismo, da maravilhosa filosofia universalista de Pietro Ubaldi. Um destes internautas, simpatizante do Espiritismo, conquanto vejo-o como um espiritista de cérebro, coração e excelente comportamento ético, cogitados e presumidos de sua maneira educada e simples de dirigir-se a mim, este indivíduo, em sua franqueza e natural humildade, declara-se um tanto leigo concernentemente aos processos matemáticos contidos em parte dos dezessete (17) artigos de minha intuitividade, de títulos:

“Psi-Matemática dos Universos”.

Em um de seus comentários, alega:

“Psi-matemática dos Universos”, (parte 15): deste artigo retiro a seguinte passagem: «Entretanto, pelo ato de desobediência da criatura que, com tal, perdera a sintonia com a Ordem da Lei, a Involução realmente se dera, acontecimento que possibilita a análise de tal fenômeno com novas observações». As minhas questões – refere o amigo internauta - são as seguintes: 

“-O ser humano vai continuar desobediente e, milhões destes, incrédulos, não crentes e muitos detratores? 

“-Como vai ser resolvido este grande problema?”

E, em resposta ainda ao nosso amigo internauta, e, segundo aquele mesmo mentor espiritual encarregado da sábia e monumental obra humanística de Chico Xavier:

“O ateísmo ou a incredulidade absoluta não existe, a não ser no jogo de palavras dos cérebros desesperados, nas teorias do mundo, porque, no íntimo, todos os Espíritos (homens) se identificam com a idéia de Deus e da sobrevivência do ser, que lhes é inata. Essa idéia superior pairará acima de todos os negativismos e sairá vitoriosa de todos os decretos de força que se organizem nos Estados terrenos, porque constitui a luz da vida e a mais preciosa esperança das Almas”. (Vide: “O Consolador” – Francisco C. Xavier – Feb).

Portanto: Não existe ceticismo absoluto, mas sim negadores inconseqüentes que, no fundo, no fundo, se desesperam e choram por sua covardia moral, sua extrema rebeldia a um Pai que é Justo e Bom. Tais elementos, pois, sabem que Deus existe, mas preferem negar, na sua extrema desesperação de cérebros frios e inconseqüentes.

E, removendo mais dúvidas ainda do prestigioso interlocutor, penso, cá comigo que, num Universo Espiritual Perfeito, resultante da Ordem e da Perfeição Divinas, existe solução para todos os problemas. 

Pensar diferente é pensar pelo pólo insurgente, relativo e imperfeito, situado nos antípodas da Perfeição, ou seja, de nossa psicologia equivocada, rebelada de um Deus Pai que é Plena Justiça, Sabedoria e Amor. Recordo-me de uma sábia frase de Pietro Ubaldi, onde ele, referindo-se ao nosso mundo, ou, ao Universo Físico e astronômico de nossa morada transitória, e, relacionando-o ao Universo Espiritual em Deus, de onde todos nós somos provenientes, que, em síntese finalística, declara:

“O Universo Espiritual, Sistema Perfeito em Deus, já venceu e já superou o Universo Físico constituído pelo Anti-Sistema, que, por Força da Lei, retornará à Ordem anterior”.

E Ubaldi cita inúmeras razões para tal, como, por exemplo, de que Deus é o Legislador Absoluto do Universo, Executor Supremo da Ordem e da Lei.

E, como, pois, a pequenina criatura, em sua debilidade e imperfeição, poderia ser melhor e mais importante que tal Ordem, Lei Onipotente do Estado Espiritual em Deus? Para se compreendê-la e reforçá-la, eis que se patenteia o Código Divino do Evangelho ensinando-nos a todos a prática viva do amor e do bem, ministrando-nos a humildade, a simplicidade, como também o perdão das ofensas, e, mais ainda, preconizando sentenças que incluem, sobretudo: o amor e a obediência a Deus e não o ódio e a rebeldia que nos afasta d’Ele com as inevitáveis conseqüências retificadoras de uma vida desregrada, pecaminosa e distante dos ideais preconizados pelo Mestre Nazareno.

Por outro lado, todos os mundos são solidários entre si e o que não se faz em um se fará em outro, e, em outros ainda, e assim por diante, até que os imaturos se tornem maduros; os maus se transformem em bons, os descrentes em crentes, os infratores em homens virtuosos e plenos cumpridores de seus divinos deveres. Segundo preciosíssimas teses doutrinárias, estamos adentrando o Mundo de Regeneração, conforme nos mostra “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, capítulo 3: “Há Muitas Moradas na Casa de Meu Pai” e “A Gênese”, capítulo 18: “São Chegados os Tempos”, ambos de Allan Kardec.

E o fato é que as gerações vão se sucedendo umas às outras e, parece-me, que o atual recrudescimento de coisas negativas no mundo se deve às últimas provações ou resgates de nossos erros pretéritos que são inumeráveis, mas que a Providência Divina, até mesmo com certa urgência, quer a nossa mais pronta “depuração” para que se estabeleça este novo estado de coisas contido no Mundo Regenerador.

Em suma, existem, nos presentes tempos que se passam, muitas outras obras tratando do tema que, penso ser, e, verdadeiramente o é, extremamente complexo, e só como Espíritos livres no espaço, desencarnados ou não, e dotados de mais profunda e mais dilatada visão das coisas, da palingenesia, de erros e acertos pretéritos, em suma, da visão de um homem integral, cidadão de uma sociedade não apenas terrena, mas também universal - pois que somos cidadãos do Universo – é que poderemos melhor compreender assuntos de tamanha envergadura.

O que, como homens, embaraçados por densos cérebros animais, não nos habilitam uma mais certeira e mais judiciosa apreciação. Eis, pois, o que somos: entes de cognoscitivo deveras limitado, conquanto haja fidelíssimas sínteses abarcantes do Todo Universal. 

Que se as procure e as encontrará!



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