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quinta-feira, 18 de abril de 2013

ADJETIVAÇÕES AO ESPIRITISMO


Nota de esclarecimento: 
“O artigo abaixo trata-se do exercício natural do direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não me compete censurar opiniões, ainda mesmo que eu, Jorge Hessen, não defenda pessoalmente as concepções de Pietro Ubaldi. 
Assim, deixamos aos leitores do meu blog em O Rebate o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe ou sugere a seguir, pois o mesmo direito que tem o articulista de argumentar , temos todos o mesmo direito de refutar , de aceitar, ou não, os seus argumentos.” 


Fernando Rosembeg Patrocinio
f.rosemberg.p@gmail.com
fernandorpatrocinio.blogspot.com.br




Certo confrade, por e.mail, estranhara, em dado momento do meu artigo: “Modelo Involutivo-Evolutivo”, este autor ter empregado o termo um tanto moderno de: ESPIRITISMO INTEGRAL.

Mas não havia e não há razões para tal, até porque estive fundamentado no próprio escrito de Kardec que esperava, segundo ele próprio, o que denominara: ESPIRITISMO COMPLETO, e, portanto, de sua adjetivação mesma, sendo assim, o que o presente autor fizera fora apenas interpretá-lo e acompanhá-lo em seu raciocínio qualitativo e descritivo do termo e do tema em questão, materializando-lhe, nos presentes tempos, o que poderia e que pode ser uma sua muito bem acertada perspectiva e conjectura de antanho.

Até porque, em meu íntimo, sempre estivera liberado de tal adjetivo, pois que, na verdade, trata-se o Espiritismo Integral, do mesmo Espiritismo de Kardec, porém, em seus desenvolvimentos, ou seja, unificado, hipoteticamente, em tese, portanto, ao conteúdo doutrinário de outra denominação espiritualista. E, para que não paire dúvida sobre tal, e aqui, como em outra parte, e, tantas partes, artigos e teses, sempre estive a declarar-me e a definir-me como pessoa que almeja ver o Espiritismo de Kardec associado ao Monismo de Pietro Ubaldi, pois que as considero, de mim mesmo, de minha racionalidade e de minhas inspirações, e, independente de posturas adversantes, como Doutrinas que se completam mutuamente para uma compreensão mais dilatada e mais ampla do Espiritismo kardequiano. Portanto, tenho entendido e divulgado, como é do meu direito entender e divulgar, já que crime algum estou a cometer, que:

 [Espiritismo Integral] = [Obra de Kardec (=c=) Obra de Ubaldi]

Ou seja: o Espiritismo Integral é nada mais, nada menos, que uma conexão (=c=) do Espiritismo do mestre Lyonês (França) com o Monismo do sábio intuitivo da Úmbria (Itália).

Óbvio que isto, por si só, e sem que eu o quisesse, já levanta a ira dos mais ortodoxos, daqueles engessados que não pretendem o seu desenvolvimento lógico e constante de sentenças do próprio punho kardequiano: o de que o Espiritismo é Doutrina essencialmente progressiva, que dilata seus ensinos e princípios no decorrer do tempo-evolução. Mas o que este autor não esperava é que fosse também, aquele meu adjetivo, ser alvo de alguma crítica quando o mesmo baseia-se no próprio, específico e devido escrito do querido mestre Lyonês.

Mas este autor não deveria pegar-se surpreso! Muitos são os que levantaram e ainda levantam muros em torno de Kardec e lá se enclausuram como padres e freiras em seu convento. Até escritores de longa data, de muitos livros, já se fecharam no círculo tão-só da Codificação e Obras Suplementares, e tão-só sabiam, com sua filosofia terra-a-terra e, por vezes, com seu azedume costumeiro, atirar pedras e dardos para todos os lados condenando escritos do Chico, de André Luiz, Pietro Ubaldi, Divaldo, Yvonne Pereira, etc, e etc. Seu Deus, pelo visto, era exclusivamente Kardec, e, com isso, o defendiam cegamente nas pretensões de obter mais adiante a salvação no ‘reino dos céus’.

Mas o fato é que alguns destes já estão bem decrépitos e esquecidos, enquanto que Chico Xavier, por exemplo, é hoje conhecido como o brasileiro mais importante de todos os tempos; e André Luiz, e todos nós pudemos assistir de carteirinha, vira sua obra “Nosso Lar” ser contemplada como a mais importante obra espírita do século vinte; estando em segundo e terceiro lugares: “Paulo e Estevão”, de Emmanuel, e “Parnaso de Além Túmulo”, de Espíritos/poetas diversos; e mais, a coleção de livros de André Luiz é uma das mais vendidas no Brasil e no Mundo, sendo das mais confiáveis e respeitáveis obras mediúnicas dos tempos ora vivenciados!

São verdadeiros imortais – estes tais - da literatura, da verdade e do bem: Chico Xavier, André Luiz e Emmanuel!

Mas estando de retorno ao tema que se cogitava no início deste – ou seja: no que se refere aos adjetivos dados ao Espiritismo - o fato é que Kardec mesmo, em muitas situações, e não somente nesta de minha citação, utilizou-se de tais recursos em seus escritos e, às vezes, o fez por força maior, ou seja, pela indução e pela citação dos mesmos por terceiros. Mas o fez sem condenar ou proibir tal prática da parte de seus interlocutores, afinal, ele mesmo, reafirmo, também fazia uso de tais procedimentos, às vezes, por necessidade pedagógica e também doutrinária.

Ora, na “Revista Espírita” (Edicel), de páginas tais, respectivos anos de sua publicação e a seguir, as adjetivações mencionadas por Kardec, sendo algumas, tenho cogitado, de sua criação mesma, temos o Espiritismo:

-pg. 297, ano de 1858  – Legal;
-pg. 193, ano de 1859  – Prático;
-pg. 234, ano de 1860  – Experimental;
-pg. 231, ano de 1863  – Moderno;
-pg. 017, ano de 1863  – Religioso;
-pg. 147, ano de 1864  – Fenomênico;
-pg. 112, ano de 1866  – Independente;
-pg. 114, ano de 1866  – Cristão;
-pg. 339, ano de 1868  – Experimental Natural.

Com efeito, até compreendo que alguns elementos, espiritistas ou não, venham a repudiar adjetivações. Mas, no caso questão, condenaram a minha pessoa, e, como conseqüência, ao próprio Kardec a quem querem defender e preservar. Mas como!!! (???). Ratifica-se, com isso, que é preciso melhor conhecer todos os escritos do grande codificador para não proferir tolices ou sentenças condenatórias que, ao invés de realçá-los como grandes conhecedores da Doutrina, os rebaixa perante os mais estudiosos.

Ora, as adjetivações ao Espiritismo existem desde os seus primórdios e perduram até hoje nas denominações sincréticas de Espiritismo de Mesa Branca, de Baixo Espiritismo, de Espiritismo Umbandista e coisas que tais, representando novas conceituações e inevitáveis derivações, conquanto, algumas delas, um tanto abusadas, absurdas e equivocadas, sendo disseminadas até mesmo por alguns estudiosos da comunidade acadêmica com títulos de sociólogos e coisas que tais.

Penso, assim, que não deverá causar-me sobressaltos se novas denominações e derivações do Espiritismo de Kardec, por meio de novas adjetivações surgirem em nosso meio social, tão complexo e tão repleto de novidadeiros que, em sua criatividade, maldosa ou não, estarão sempre de plantão dispostos a lançar a confusão em meio já tão controverso, inobstante as tantas advertências e ensinos de nossos superiores hierárquicos, encarnados ou não.

Portanto, não me surpreenderei se, mais hoje, mais amanhã, me deparar com novas adjetivações ao Espiritismo de Kardec que, já, no seu tempo, os conhecia e deles fazia uso no seu cuidadoso e sensato trabalho de codificação, de divulgação e dos mais diversos esclarecimentos doutrinários, válidos ontem, válidos hoje e por muitos séculos porvindouros.

O que não se deve, assim penso, é o ficarmos enclausurados tão somente na Codificação e nos escritos de Kardec, pois que ele mesmo, como já visto, recomendava:

“ ... ler tudo o que está escrito sobre a matéria, ou, pelo menos, as coisas principais, e não se limitar a um só autor; devem mesmo ler o pró e o contra, as críticas como também as apologias, iniciar-se nos diferentes sistemas a fim de poder julgar por comparação”. (Vide: “O Livro dos Médiuns” – Allan Kardec).

Assim, quero crer, neste finalmente, que o sistema contido no ‘Modelo Evolutivo’ do Espiritismo codificado muito lucrará com a contribuição complementar do sistema retratado pelo ‘Modelo Involutivo-Evolutivo’ constante do Monismo ubaldiano, constituindo o que se pode denominar como Espiritismo Integral.

Trata-se, pois, de uma completação lógica e evidente, esperada, segundo penso, e, pelo que vimos, pelo renomado codificador Allan Kardec em suas mais íntimas cogitações filosóficas e doutrinárias.


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