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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

ESPIRITISMO E RELIGIOSIDADE


Nota de esclarecimento: 
“O artigo abaixo trata-se do exercício natural do direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não me compete censurar opiniões, ainda mesmo que eu, Jorge Hessen, não defenda pessoalmente as concepções de Pietro Ubaldi. 
Assim, deixamos aos leitores do meu blog em O Rebate o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe ou sugere a seguir, pois o mesmo direito que tem o articulista de argumentar , temos todos o mesmo direito de refutar , de aceitar, ou não, os seus argumentos.” 


Fernando Rosemberg Patrocínio
f.rosemberg.p@gmail.com
fernandorpatrocinio.blogspot.com.br


Mas o que tem a ver uma coisa com a outra? O Espiritismo, como doutrina codificada por Allan Kardec, com a religiosidade dos seus seguidores espiritistas? E, eu diria que: 

Tem tudo a ver! O Espiritismo, em verdade, constitui-se, como se sabe, de um vasto sistema científico e filosófico de conseqüências aderentes aos mais altos preceitos axiológicos, ou seja, aos valores conscienciais fundamentados na mais esplêndida ética: a evangélica-cristã, cujos fundamentos, obviamente, tem tudo a ver com a mais e mais autêntica religiosidade do ser humano. 

Tanto é que a obra central do Pentateuco Espírita denomina-se:

“O Evangelho Segundo o Espiritismo” (Allan Kardec – 1864).

Pressagiado pelo Mestre, como já visto no escrito disseminado pela webartigos: “Espiritismo: Promessa de Jesus” convém se aprecie mais adequadamente a seriedade e a profundidade da mensagem ditada pelo ‘Espírito de Verdade’ registrada no prefácio de tal obra de Kardec, que anuncia: 

“Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes dos céus, como imenso exército que se movimenta desde que dele recebeu o comando, se espalha sobre toda a superfície da Terra; semelhantes às estrelas cadentes, vêm iluminar o caminho e abrir os olhos aos cegos.

“Eu vos digo, em verdade, são chegados os tempos em que todas as coisas devem ser restabelecidas em seu sentido verdadeiro para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos.

“As grandes vozes do céu ressoam como o som da trombeta, e os coros dos anjos se reúnem. Homens, nós vos convidamos ao concerto divino, que vossas mãos tomem a lira; que vossas vozes se unam, e que num hino sagrado se estendam e vibre de uma extremidade a outra do universo.

“Homens, irmãos a quem amamos, estamos juntos de vós; amai-vos também uns aos outros, e dizei do fundo do vosso coração, fazendo as vontades do Pai que está no céu: Senhor! Senhor!, e podereis entrar nos reino dos céus. 

“Ass.: O Espírito de Verdade”. (Opus Cit.)

Quantos ensinos se retiram deste resumo do verdadeiro caráter do Espiritismo: de sua implantação no mundo, de suas irrefutáveis origens e de suas predições futuras no que concerne a uma nova etapa evolutiva da humanidade. Portanto, temos:

-Caráter: Restabelecimento da Verdade;

-Origem: Divina e Religiosamente Cristã.

-Predições: Nova Era de Paz, Nova Humanidade.

E, como oportunamente já havia lembrado o codificador:

“Se o Espiritismo deve, assim como está anunciado, ocasionar a transformação da humanidade, isso não pode ocorrer senão pelo melhoramento das massas, a qual não chegará, gradualmente e pouco a pouco, senão pelo melhoramento dos indivíduos. Que importa acreditar na existência dos Espíritos, se essa crença não o torna melhor, mais benevolente e mais indulgente para com os seus semelhantes; mais humilde, mais paciente na adversidade? Que serve ao avaro ser espírita se é sempre avaro; ao orgulhoso se ele é sempre pleno de si mesmo, ao invejoso se é sempre invejoso?”. (Vide: “O Livro dos Médiuns” – Allan Kardec – 1861).

Deve-se dizer, entretanto, que tal “melhoramento dos indivíduos”, se verificará na personalidade do homem integral e, portanto, nos procedimentos de uma sua reforma íntima totalizadora que se divide basicamente em dois grandes vetores psíquicos inconfundíveis: Intelectual e Moral:

-Intelectual: no sentido do seu Aprimoramento Mental, pelos estudos constantes e pelas mais salutares reflexões; e

-Moral: na forma do seu Aprimoramento Afetivo, pela prática do bem, do amor ao próximo, fundado na mais profunda e autêntica religiosidade cristã.

Em suma: pelo Aprimoramento do homem como Espírito reencarnado e também, por extensão, dos Espíritos desenfaixados da indumentária carnal, pois que tais não passam de homens desencarnados. O aprimoramento, ou evolução intelecto-moral, haverá de se dar com todos, pois que todos, deste mundo inferior, necessitam de melhoramento e, para tanto, precisam esforçar-se para tal, pois que nada cai do céu como sublime graça divina recebida sem esforço, sem sacrifício e sem trabalho. 

Ora:

O santo só é santo porque se desdobrara nas lutas interiores, espirituais e morais, para tornar-se, vias palingenésicas, como tal.

O gênio só é gênio porque vem vencendo, nas vidas sucessivas, as mais diversas etapas da conquista acadêmica e cultural.

O referido “homem novo”, da citação do apóstolo Paulo, vai um dia desabrochar dentro de cada um de nós, e, para tanto, estará a exigir luta íntima, grandes esforços de nós mesmos no sentido do auto-burilamento, pois que ninguém, no presente ou no futuro, deixará de enfrentar tal problema de ordem interior: intelecto-moral.

Aprendendo e reaprendendo sempre: pelo estudo e pelo trabalho constante. 

Refreando suas paixões: sufocando os instintos vis. 



Sentindo, auxiliando e se colocando no lugar do próximo, pois que somente assim se assistirá à gestação e ao nascimento do homem novo: eticamente e religiosamente evangelizado. 

Como define um dos mais sábios instrutores da Espiritualidade:

“Apresentando o Espiritismo, na sua feição de Consolador Prometido pelo Cristo, três aspectos diferentes: Científico, Filosófico, Religioso, qual desses aspectos é o maior?

“Podemos tomar o Espiritismo, simbolizado desse modo, como um triângulo de forças espirituais. A Ciência e a Filosofia vinculam à Terra essa figura simbólica, porém, a Religião é o ângulo divino que a liga ao céu. 
                                                RELIGIÃO
                                                        /\
                                                      /    \
                                                    /        \
                                                  /______\
                                 CIÊNCIA              FILOSOFIA
                              
“No seu aspecto Científico e Filosófico, a Doutrina será sempre um campo nobre de investigações humanas, como outros movimentos coletivos, de natureza intelectual, que visam o aperfeiçoamento da humanidade.

“No aspecto Religioso, todavia, repousa a sua grandeza divina, por constituir a restauração do Evangelho de Jesus Cristo, estabelecendo a renovação definitiva do homem, para a grandeza do seu imenso futuro espiritual”. (Vide: “O Consolador” – Emmanuel – psicografia de Francisco Cândido Xavier – 1940 – Feb).

Pelo visto, pois, de tão relevantes esclarecimentos, o mais importante, concordo eu, é a prática religiosa da dilatada Filosofia Moral do Espiritismo. 


A questão, pois, não é mais de cunho científico, pois que o Espiritismo já está provado e comprovado pelos mais importantes sábios do mundo todo; a questão, pois, agora, é de cunho comportamental. Assim, o sentido filosófico último do Espiritismo, é o melhoramento espiritual da humanidade terrena por meio do Evangelho que renova e ilumina religiosamente o ser. 

Eu destacaria dizendo noutros termos que: 

O objetivo máximo do Espiritismo é esclarecer filosoficamente e religar (pela mais alta religião) o inteligente homem-científico a Deus, o Amoroso Criador, do qual se destacara por uma perda de sintonia nos tempos primordiais.

A Religiosidade Espírita, pois, em religando o homem a Deus, é a conseqüência filosófica e moral da Ciência Espírita criada pelo insigne mestre codificador Allan Kardec.



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