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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

CARTA ABERTA AO MOVIMENTO ESPÍRITA BRASILEIRO

José Sola




Aos meus confrades espíritas;
Jose Sola




Demorava-me preocupado, pois as minhas tentativas no desejo de manter a pureza doutrinaria do espiritismo, não tinha dado certo, e eu entendo que não podemos deixar as coisas como estão para ver como é que fica, pois com certeza as coisas vão ficar piores.

Alguns confrades, bem intencionados, e fervorosos na fé, mas equivocados, acreditam que não precisamos nos preocupar com o envolvimento que vem acontecendo na doutrina espírita, conforme a maneira de pensar destes amigos, a espiritualidade maior no momento certo, vai corrigir tudo, e devolver a doutrina espírita, a pureza e originalidade que lhes são peculiares: será? 
Para justificar o que afirmam, alegam de que o espiritismo é a doutrina dos espíritos, e que estes não permitirão que ideais diferentes se infiltrem ao postulado codificado por Allan Kardec, ledo engano, pois temos o livre arbítrio, e se nos permitimos comungar com aqueles que estão corrompendo o espiritismo, não haverá mensageiros divinos, Jesus, nem tampouco o próprio Deus que nos contrarie esta vontade, pois a sementeira é livre, embora a colheita seja obrigatória. 
Eu concordo com estes amigos que afirmam que o espiritismo é puro, lidimo, cristalino, e entendo que Emmanuel foi quem definiu esta realidade com maior propriedade e beleza, afirmando-nos a sublimação de nossa doutrina maravilhosa, quando nos informou que o espiritismo é a religião, universal do amor e da sabedoria, que palpita inevitável, no coração de cada criatura, é a lição do Cristo de Deus, mas de que nos vai adiantar ter uma filosofia, uma ciência, e uma moral divinas, como postulado, se na pratica doutrinaria, não restar mais nada da essência.
Nós apreendemos no espiritismo, que os espíritos, para intervir na vida material,  necessitam de médiuns, não é possível a Kardec, a Ismael, ou outro espírito de luz, materializar-se, incorporar-se, afirmar-se pela vós direta, ou qualquer outro meio de comunicação, se não houver um médium que lhe oferte condições para isto, então esta claro, que se nós nos omitirmos agora, de futuro irão reencarnar espíritos preparados para realizarem esta tarefa. 
E eu pergunto, nós não estamos preparados para realizarmos este trabalho, será que havendo estudado o espiritismo não apreendemos o necessário para discernir o que seja uma obra espírita ou não, para verificarmos que uma “revelação” é completamente incoerente ao que Kardec nos legou, e que cuidadosamente os espíritos têm preservado através dos anos, eu acredito que estamos meus amigos. 
Compreendo que as Federações, assim como a USE, realmente não podem criar um simpósio, pois neste simpósio estaríamos questionando o autor das obras que não estão coerentes com o espiritismo, e isto abriria campo aqueles que aceitam e defendem mesmo essas obras, para que apresentassem criticas, afirmando que essas instituições, estariam agindo como os pais da igreja na idade média, etc., e mesmo porque, os respectivos médiuns não compareceriam, pois eu já os convidei para um dialogo, e os mesmos, não me responderam.
Mas preocupado como me demoro com o que vem acontecendo, me demorava a pensar, não é possível, deve haver um meio de esclarecermos essa mística, e então busquei a espiritualidade, pedindo-lhes uma inspiração, e eles me responderam, existe solução sim, e já vem acontecendo, tanto a Use, quanto a Federação já vem desenvolvendo este trabalho a muito tempo, e é pura verdade. 
As Federações tanto quanto a USE, suspenderam as vendas das obras de Pietro Ubaldi, como também as de Ramatis, não divulgam mesmo estas obras nos catálogos de livros espíritas, embora essas obras não sejam prejudiciais ao espiritismo, mas realmente não são espíritas.
E tenho certeza de que estas medidas tomadas da parte das instituições a quem compete a responsabilidade de zelar pela pureza doutrinaria do espiritismo, não aconteceu como uma atitude arbitraria, não aceitando por não aceitar, acredito que fizeram reuniões, reuniões estas em que essas obras passaram por uma analise critica, não fazendo uma critica a obra, mas uma analise lógica e racional, em que chegaram a conclusão de que essas obras não são espíritas, o conteúdo dessas obras, não correspondia ao postulado.
E como entendo que essas instituições, tem como principio fundamental a verdade, o amor, e a justiça, pois não poderia deixar de ser, são espíritas, podem se o desejarem enquadrar essas obras que não atendem de forma alguma ao espiritismo, utilizando-se do mesmo conceito, não distribuir essas obras para as instituições espíritas, não divulgar em catálogos que divulgam as obras espíritas, não colocar essas obras na prateleira de livros espíritas, pois isto é um crime que se pratica contra a doutrina, pois o que estamos aceitando como obras espíritas são muito mais nocivas que as obras rejeitadas, pois estas não divulgavam o exu, tranca rua, guardião da meia noite, pomba gira. Etc.
Lembremo-nos de que o catolicismo nascente, era o cristianismo puro, haviam as comunicações com os espíritos, acreditavam na reencarnação, e outros fenômenos, entretanto, isto tudo atrapalhava aos pais da igreja, com a mediunidade, os espíritos se comunicavam e advertiam os sacerdotes quanto aos seus erros, a reencarnação comprometia o dogma do inferno eterno, e então eliminaram do catolicismo estas praticas; não nos esqueçamos de que o catolicismo, era em seus primórdios, a religião de Jesus.
Então não nos iludamos acreditando que o espiritismo seja imune a corromper-se, como dito ele é imune em sua essência, em seu postulado, mas na pratica, esta sujeito a ser corrompido, embora seja o cristianismo redivivo. 
Não vejo qualquer empecilho da parte das instituições responsáveis pela pureza doutrinaria do espiritismo, em tomar uma atitude neste sentido, pois esta atitude já foi tomada em outros momentos símiles, e em nada comprometeu as mesmas, mas este não é um trabalho que compete apenas a essas instituições, mas também aos dirigentes sérios e honestos das casas espíritas, tanto quanto a todo o espírita que ame de coração ao espiritismo.
Se as instituições federativas não tomarem esta atitude, estarão sendo injustos, utilizando-se de um mesmo peso e duas medidas, e o que é pior, estarão assumindo que apoiam as obras do Robson Pinheiro, tanto quanto as obras absurdas do Bacelli, e estarão se predispondo a serem polemizadas, pois estariam deixando de ser honestas, mas eu acredito nestas instituições, e em seus dirigentes.
E quanto aos espíritas fieis aos postulados de Allan Kardec, sejam dirigentes das casas espíritas, ou apenas um trabalhador pode cooperar, verificando junto as instituições federativas, se essas obras não estão sendo postas a venda nas prateleiras de livros espíritas, e se estiverem denunciar a mesma, através de e-mails, e se não tiverem vocação para isto, enviar para meu e-mail, ou para o de nosso amigo José Passini, Jorge Hessem, Rosemberg, Paulo Neto, Gabilan, e outros que estão interessados na pureza doutrinária do espiritismo, e juntos vamos tomar atitudes, polemizando essa instituição, o que acredito não vá acontecer, pois os dirigentes das mesmas são todos idôneos.
Como visto, não apresentei nada absurdo, pois isto já vem acontecendo, a não aplicação desta atitude, como já dito, deixaria evidente, que essas instituições estão apoiando essas obras, o que eu não acredito.
Um forte abraço a todos os meus confrades, federativos, e outros.

2 Comentários:

  • Caro Sola,
    Quando se fala em exame de obras a ser feito pelos responsáveis por instituições espíritas, muitos dirigentes, acomodados, se eximem sob a alegação de não quererem ser censores. É um comodismo disfarçado. Alguns se estribam na afirmação de Paulo: "Examinai tudo, retende o bem." Mas não percebem que, se temos o direito de examinar tudo, temos o dever de examinar – e com muito cuidado – aquilo que divulgamos em nome do Espiritismo.
    Alguns dirão: Há tanto livro que não se tem tempo para lê-los. Se não há tempo para o exame criterioso, que não se venda o livro, afinal centro espírita não é estabelecimento comercial que necessite de renda para sobreviver.
    Há, ainda, outro argumento falacioso, certamente inspirado pelas Trevas, que é o da destinação da renda à manutenção de serviços assistenciais. Sim, é mais fácil vender livros comprometedores do que pedir aos irmãos que façam contribuições, como faziam os espíritas antigos quando não havia ainda esse comércio nefando de livros que desgraçadamente se instalou em nosso meio.
    Como foi fundada a FEB? A instituição dirigida por Anália Franco, a obra de Cairbar Schutel e de tantos outros? Note-se àquele tempo o Espiritismo era perseguido. Hoje dá até status dizer-se espírita.

    Abraço,

    Passini

    Por Blogger CARLOS MARTEL, às 8 de fevereiro de 2013 03:28  

  • Sola,
    Estamos com você nesse ideal.
    Basta de omissões!
    Abração
    Jorge Hessen

    Por Blogger CARLOS MARTEL, às 8 de fevereiro de 2013 03:29  

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