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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

EVOLUÇÃO ÁTOMO-ANGELICAL

“O artigo abaixo trata-se do exercício natural do sagrado direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não me compete censurar opiniões, ainda mesmo que não as defenda pessoalmente na íntegra.  Assim, deixamos aos leitores de O Rebate o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe ou sugere a seguir, pois o mesmo direito que tem o articulista de argumentar , temos todos o mesmo direito , de aceitar, ou não, os seus argumentos.”  Jorge Hessen

   
Seria possível sintetizar ou, pelo menos, então, se especular e tentar produzir uma fórmula que venha a compreender todos os processos evolucionários do Espírito desde sua mais singela condição de ESI ou de Espírito Simples e Ignorante? Em escritos já divulgados na net pela webartigos (“Tese Kardec-Ubaldi: Espiritismo Integral”), até que dei uma primeira e falha pincelada na questão. Ora, sabemos bem que tal processo se patenteia pelos mais diversos reinos da natureza que constituem os mais diversos mundos espalhados pelo espaço multidimensional do universo físico, astronômico e espiritual. Assim, o ESI, que também convenciono chamar de Simplicidade Psi (Spsi), tem toda uma trajetória evolutiva por percorrer no interior das coisas físicas e biológicas por ele mesmo plasmadas, construídas e elaboradas desde suas mais ínfimas expressões:

 (Simplicidade Psi) > (evolução) > (Complexidade Psi)

Até atingir, portanto, sua máxima expressão espirítico-evolucional como Complexidade Psi (Cpsi), ou, como Espírito Puro e Consciente (EPC), dotado, por conseguinte, de uma consciência inimaginável aos nossos restritos padrões conscienciais.

Mas, então, o EPC se inicia como uma espécie de Simplicidade Psi? Segundo o denominado Modelo Evolutivo, sim! Mas o que diz a Ciência sobre tal questão? E responder-se-ia que: muito embora ela não admita a existência do Espírito, a Ciência moderna entende que o fenômeno evolutivo se dá das coisas simples para as coisas complexas, dos processos inorgânicos para os processos orgânicos, da inconsciência à consciência. Neste ponto, pois, o Espiritismo a ratifica, mas também a complementa com a admissão do Espírito, ao preconizar que:

“É assim que tudo serve, que tudo se encadeia na natureza, desde o átomo primitivo ao arcanjo que também começou por ser átomo. Admirável Lei de harmonia que não podeis apreender em todo o seu conjunto”. (Vide: “O Livro dos Espíritos” – Allan Kardec).

Ora, o arcanjo, então, começou por ser átomo, começou, portanto, pela matéria, e como matéria, segundo ensinos ditados pelos Espíritos superiores a Allan Kardec. E disseram mais, como já destaquei:

“Admirável Lei de harmonia que não podeis apreender em todo o seu conjunto”. (Opus Cit.).

Mas, com Pietro Ubaldi (1886-1972), que viera posteriormente para completar Allan Kardec (1804-1869), se vê “todo o seu conjunto”, se assiste, pois, à complementação do Modelo Apenas Evolutivo, pelo paradigma completo e hoje conhecido como Modelo Involutivo-Evolutivo, preconizando:
   
 (Cpsi)---> (Involução)---> (Spsi)---> (Evolução)---> (Cpsi)

Notem como se verifica, se patenteia e se constata, na prática, o fenômeno epistemológico.  Um montante de conhecimentos se vai superpondo a outros, sendo que o indivíduo perquiridor vai percorrendo tal série de conhecimentos e, na medida em que se estabelece para a aquisição de um determinado patamar de sabedoria, ou de paradigma epistemológico, ele deve entender, conquanto nem sempre seja assim tão pacífico, que tal paradigma é limitado, ou seja, ele proviera de outros patamares e deverá ascender deste para outros ainda, e assim sucessivamente no Tempo-Evolução que não permite ao perquiridor longos períodos de estacionamentos e de aprendizados em tais patamares, mas apenas o suficiente, e o bastante, para a formação de uma base cognitiva concrescível, que, a seguir, se consolidando, pressiona-o seguidamente  forçando-o a subir e a escalar de novo, quer queira quer não queira, pois que é da Lei que seja assim, não permitindo estagnações infrutíferas e desnecessárias. E, então, temos, sucessivamente e se completando mutuamente:
Ciência Oficial --->Ciência de Kardec --->Ciência de Ubaldi

Ou seja, de menores para maiores, de menos amplos para mais amplos conhecimentos, que se sucedem paulatinamente, em complementaridade ou de sucessiva complexão; sendo que tal se dá no curso das recapitulações, das muitas vidas do Espírito imortal. Assim temos:

  Ciência Oficial: Evolução da Matéria, ignorando-se para onde; --- >
  Espiritismo: Evolução da Matéria ao mais Puro Espírito (EPC);   --- >
  Ubaldi: Involução do Espírito à Matéria e Evolução desta ao EPC; --- >

E, quando me refiro a Ciência de Ubaldi, não me refiro tão só à sua filosofia científica, mas também à sua postura científica e controladora vivaz, e portanto, racional, do fenômeno intuitivo, postura a que devemos nos espelhar na evolução incessante de nossos labores mediúnico-espirituais que se estende do inconsciente ao consciente, do não-saber ao consciente-saber da inspiração ou da intuição do fenômeno vivido e experimentado. (Vide: “As Noúres” e também “O Sistema” – ou mesmo a coleção completa de 24 volumes de Pietro Ubaldi – Fundapu).

Mas de retorno ao tema de que nos ocupávamos, sabemos bem o quanto é difícil lidar-se com tamanha grandiosidade de fenômenos, de equacioná-los e de interpretá-los no campo filosófico e, muito mais ainda, no campo da Matemática. Em tom de humildade, e, porque não dizer, algo reticencioso, este articulista externara algo respeito do processo ascensional contido no Modelo Evolutivo, ou seja: da Evolução da Matéria ao Espírito, consoante dados do Espiritismo supra mencionado:

“Da pedra ao homem, patenteiam-se os mais diversos graus de progresso e de passadas evolutivas das entidades-psi. No mineral, por exemplo, tudo parece adormecer e estar indiferente a tais passadas que, no homem, por exemplo, sucedem a largos passos, e que, mesmo sendo conquistados a altos preços, vemos grandes progressos sociais, científicos, culturais. Isto quer dizer que ainda temos um mundo de conhecimentos por fazer no tocante à evolução; mas não significa dizer que já não saibamos bastante coisa; já não somos mais fixistas ortodoxos”.

Então, como lidar-se com tamanha magnitude de problemas? E vejam que estamos lidando com fenômenos atinentes apenas, e tão somente, do Modelo Evolutivo de Kardec, sem considerarmos o fenômeno completo e mais abrangente ainda, ditado pelo Mecanismo Involutivo-Evolutivo.

E, apenas para tal – o Evolutivo - como definir uma formulação que venha a englobar a totalidade de fenômenos tão distintos e tão complexos: quase que nulo, no caso evolutivo do átomo, ou, do mineral e suas agregações atômicas, e, doutra parte, não-nulo, mas, pelo contrário, bastante expressivo no caso evolutivo das humanidades, do Espírito humano, enfim?

Ante tal magnitude de problemas, ainda assim, penso seja possível atinar-se com a probabilidade de se compreender tais fenômenos se considerarmos que a proposição aqui defendida é limitadíssima, e, portanto, bastante insatisfatória, porém, portadora de alguma luz e de novos modelos matemáticos a serem concebidos no futuro. Modelos esses que tratarão de desvendar a multiplicidade de fenômenos implicados nos complexos da longa trama evolutiva átomo-angelical, ou seja, do átomo ao arcanjo, ou, do ESI ao EPC, ou ainda, como queiram: da Simplicidade à Cpsi.

Mas o que é o Espírito, ou o ESI, ou, ainda, a Simplicidade Psi em sua condição infinitesimal, ou seja, como partícula de pequenez inconcebível que, por vezes, e paradoxalmente, também se comporta como onda, segundo pareceres científicos da Física contemporânea? E dir-se-ia que o Espírito é um dínamo-psiquismo, ou, um psiquismo dinâmico de natureza metafísica ou espirítico-imortal que, indubitavelmente, desconhecemos, conquanto ele mesmo, no plano das humanidades, venha a nos expressar, seja como homem ou como Espírito de imortalidade cientificamente comprovada. Trata-se, mesmo aqui, portanto, de outro paradoxo, pelo fato de não o conhecermos, mas dele nos utilizarmos como ferramenta para conhecer, viver, experienciar.

Ou seja: não sabemos o que o Espírito é; mas sabemos d’ele nos utilizar. Não sabemos de sua natureza mais íntima, mas sabemos com ele trabalhar, experienciar, desfrutar. Assim, não se tem como compreender o Espírito nos seus mais diversos graus de progresso, de expansibilidade evolutiva no imenso e complexo terreno das coisas minerais e tampouco logo acima, das coisas atinentes à vida vegetal e muito menos ainda, do patamar que logo adiante se pronuncia, ou seja, da agitada vida animal que se estende da menor (ser unicelular) à maior expressividade (ser pluricelular) mental de que o homem é o seu mais legítimo representante.

Assim, podemos estudá-lo (o Espírito) em seus efeitos, mas não em seus princípios mais fundamentais, como causa que nos escapa às perquirições, nossa sede de saber e de conhecer mais das probabilidades infinitas de nossa imensurável perspectiva espiritual.
Não se tem, portanto, como defini-lo em tudo que se nos patenteia na natureza, repleta de tantas incógnitas, de tantas belezas, de cores diversificadas em matizes e tons verdadeiramente estonteantes, deixando-nos boquiabertos perante o espetáculo da criação, de algo que, no estado exterior, expressa, no entanto, sua natureza interior, que se reflete na forma, ou seja, na entidade física da coisa nitidamente metafísica. (Vide: “Incógnitas e Paradoxos do Espírito” – webartigos).

Pode-se, pois, afirmar, que tal princípio é, de fato, uma incógnita metafísica que não se tem como definir e entender, mas que, entretanto, se define e se expressa na natureza das coisas; natureza, pois, de que se veste e se desveste, se organiza e se desorganiza, e que, em suma, vive e faz viver, nascendo e morrendo para outra vez renascer pela determinações da Lei palingenésica universal.

Portanto, tal princípio não só se veste, se organiza e se materializa no complexo dos mundos, como também se adapta e se submete ao dinâmico mecanismo da vida, que palpita e se distende vastamente no mecanismo impositivo da evolução.

E será, justamente, o que tentarei mostrar doravante nos procedimentos do que penso possa ser uma espécie de especulação matemática da:

Fórmula Evolutiva Átomo-Angelical:

[(ESI-0)=c=(I)] =cc= [(ESI-1)=c=(I)] =cc= ... =cc= [(ESIn-1)=c=(I)] =cc= [(ESIn)] = [(EPC)]

Então, vamos às explicações e funcionamento de seus diversos termos:

(ESI-0): Espírito ou o que também convenciono chamar Spsi:

Sendo que, no homem, ou seja, em nós mesmos, evidentemente, é o Espírito reencarnado, porém de evolução já realizada até ao notável campo das humanidades siderais do qual participamos;

(=c=): Conexão ou Ligação do (ESI-0) a um específico Impulso Evolutivo:

Ora, não se tem como descrever um determinado Impulso Evolutivo ( I ) no interior do Espírito em questão, e, portanto, faço o entendimento de tal na forma de uma conexão (=c=) do mesmo ao Espírito, e, temos, enfim, uma solução para o problema ora levantado;

( I ): Trata-se do Impulso Evolutivo vivenciado pelo Espírito;

No caso, portanto, o referido Impulso Evolutivo ( I ) conduz o (ESI-0) à condição diferenciada de (ESI-1), sendo que outros e mais outros Impulsos ( I ) e experienciações vividas nos distintos reinos da natureza própria e específica de cada um dos diversos orbes siderais, o impulsiona sucessivamente até à sua evolução máxima, digamos assim, como EPC;

(=cc=): Conexão Conversiva:

Ou seja: o Impulso Evolutivo vivenciado pelo Espírito lhe modifica o caráter e o transforma interiormente, isto é, de uma posição (ESI-0) ele se converte (=cc=), como já visto, à condição de (ESI-1), e, daí, de (ESI-1) à (ESI-2), e assim, progressivamente, no imensurável campo de Impulsos Evolutivos das coisas siderais;

( ... ): Significa os infinitos termos de situações evolutivas do Espírito:

ESI(n-1): Define, paradoxalmente, a penúltima posição evolutiva do ESI:

O paradoxo está no fato de que a evolução é infinita e, portanto, não se tem como definir uma determinada e penúltima situação evolutiva do Espírito;
(ESI-n): Indica o último termo contido no lado esquerdo da equação:

Que encerra o mesmo paradoxo anterior da evolução infinita, mas que, para o nosso precário entendimento, devemos equacioná-lo ( = ) a alguma coisa muito superior, tal como a que proponho no procedimento seguinte;

( EPC ): Espírito Puro e Consciente, termo único à direita da equação.

Vê-se, assim, que o Espírito (ESI-0), nas lutas travadas na natureza adversa do seu habitat, recebe o seu primeiro Impulso Evolutivo ( I ) em que, agora, como (ESI-1), encontra-se preparado e em condição de receber o segundo  Impulso ( I ) que o alça para a situação (ESI-2) e assim, sucessivamente, até ao ponto em que, na formulação em estudo, está convencionado como um penúltimo Impulso recebido na situação de ESI(n-1), que, finalmente, recebe o derradeiro Impulso Evolutivo (I) que o alça à condição de (ESIn) transmitindo o entendimento de que:

Toda a imensurável série de termos do seu lado esquerdo, em síntese, está em pé de igualdade (=) com o segundo termo aqui definido como (EPC), pois que o Espírito chegara ao topo máximo, digamos assim, de sua evolução espiritual.

Então, temos que:
 [( ESIn ) = ( EPC )] ,

Ou, então, da mesma forma, se diria que:  
 [(EPC) = (EPC)]

Sendo que a versão menos extensa da referida Fórmula, preceituaria:
 [( ESI-0 ) =c= ( ooIE )] =cc= [( ESIn )] = [( EPC )]

Ou seja: O Espírito (ESI ou Spsi), ao receber infinitos Impulsos Evolutivos (ooIE) alcançaria, por conexão conversiva (=cc=), o topo de sua trajetória evolucional como (ESIn), equivalente, pois, ao EPC, estando tudo conforme ditados do preciosíssimo “O Livro dos Espíritos” (Allan Kardec) que preconiza, como já visto que:

“É assim que tudo serve, que tudo se encadeia na natureza, desde o átomo primitivo ao arcanjo que também começou por ser átomo”. (Opus Cit.).

 [ (átomo) ooIE ]  =  [ (arcanjo) ]


Noutros termos, portanto, e, repetindo o anteriormente descrito, se imprimirmos Infinitos Impulsos Evolutivos (ooIE) ao átomo teremos, enfim, o arcanjo da conceituação espiritista codificada.

E assim, encerro o presente artigo inspirado no Tratado Basilar do Espiritismo, ou seja, em “O Livro dos Espíritos” (Allan Kardec) mesmo, que penetra e é interpenetrado por todas as áreas do campo filosófico, científico e religioso da humanidade planetária.

E, inclusive, nas áreas da Matemática como já visto e demonstrado em outros escritos de minha autoria, e inclusive em: “Fórmula da Reencarnação”, já postado na net pela prestigiosa equipe de profissionais da webartigos.


Articulista: Fernando Rosemberg Patrocínio
Email: f.rosemberg.p@gmail.com
Blog: fernandorpatrocinio.blogspot.com.br

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